Outono
O envelhecimento
Não é apenas o Outono
Ou o Inverno da vida
É a época da colheita
De voltar a ser criança
As estações
Quando caem as folhas de outono
É sinal de que surgirá em breve
Uma doce primavera Um novo tempo, uma nova estação
São os ciclos da vida, celebrando
O tempo divino da existência
Repara na chegada da primavera
Das flores que desabrocham
Anunciando mais uma etapa da vida
Repara na beleza dos pássaros
Que voam livremente, é o Tempo de chegada e de partida.
Em cada destino na trajetória de cada existência Haverá uma certeza no caminho
Foi no tempo em que se propôs
A liberdade de escolher Viver a tua própria vida. Uns dizem que é a sina que se
Destina, outros dizem que é apenas o livre arbítrio Porém sendo o tempo
O maior aliado das vitórias E das derrotas, segue confiante
Pois a caminhada é constante.
Outono chegando e riscando meu chão.
Cada folha representa um sentimento que fica, dando margem a outros que chegam.
Meus passos vão seguindo em busca do melhor.
Caíram lágrimas naquela madrugada do outono princípio. Tenho dormido pouco, e a noite tem se tornado a perfeita escuta. De noite paira uma sinfonia de silêncios daqueles que bailam sob o luar alto os ânimos intermináveis de tempos dissolúveis. Um caminhar jocoso num tapete acidentado em íngreme escalada, a coluna retorcida pelo peso grave da bonita idade passada, uma era distante, fragilmente povoada, uma colônia esquecida. Não havia nada ali naquele vão, um lampejo fosco, um sangue velho, una desgraciada faísca, uma cruz, e cinzas, cascalho, pó...enquanto abria-se no corredor um feixe pequeno de luz. Ouvi que houve o sabor do antigo degrau de madeira, adormecido por milênios, desacordado esta noite infelizmente por mim. Chove, como chovia lá fora, eu podia ouvir as gotas triunfando em atenuadas perenes esverdeadas...quase não tinha vento, apenas um sopro fino e alado silenciando delicadamente no fundo, os carros passando aos poucos pouco a pouco de minuto a minuto, frio, o peito cuspindo sangue, um azedume inquieto que já exalou do frasco, aquele rastro que caiu e quebrou em pedaços, as memórias varridas, as correntes presas, corroídas, enferrujadas de lapsos contidos, serpenteando as marmoreais antes impecáveis, o que sobrou das cartas, a tinta vencida, o carinho difícil, o poema que já não rima mais graça, o tácito beijo da morte.
O outono é a estação mais difícil. As folhas estão caindo, e elas estão caindo como se estivessem se apaixonando pelo chão.
Tudo era flores,então chegou o outono,as pétalas do nosso amor caíram e não retornaram mesmo depois do fim da estação do ano!
E lá vem ele com seu guarda-chuvas encantado de sonhos
com folhas penduradas de outono
em sua maleta ele traz poesia
as mais lindas reflexões
que faz bem aos corações
Eu me pergunto:
de onde veio este homem tão alto?
Que traz consigo um sorriso tão belo
e eu com meu coração de criança
fico encantada com tanta elegância
Para onde está indo
com seu terno tão bonito?
Não me digas que veio aqui só para me encontrar
e contar as suas histórias...
adoraria compartilhar suas memórias
Confesso que sou uma boa ouvinte!
Mas eu tão pequena diante de um gigante
me faz pensar que sou gente grande
e fico a imaginar
as histórias que tem para contar
06/01/2019
Nas estações da vida, muitos invernos, produzem flores, alguns verões, neve, o outono, imprevisível, gosta de marcar presença em todas as estações e a primavera, alheia a tudo, floresce, sem se importar com as estações.
by/erotildes vittoria
Tenho alma de Outono;
Sim, gosto de dias de chuva cinzentos de melancolia e inspiração!
De cheiro de mato colorido e de brisa levemente fria para refrescar a mente!
Somos verso e poesia
Outono e ventania
Praia e carioca
Somos pão e padaria
Piano e melodia
Filme e pipoca
De dois corações um só se fez
Um que vale mais que dois ou três
Sou tua eterna devedora!
Devo-te por trazer-me, no meu outono,
a PRIMAVERA
Generosamente,
trouxeste-me jardins das flores mais belas!
Flores de estufa, raras e delicadas;
assim como aquelas miúdas, rústicas,
nascidas ao vento.
Como com elas, o meu amor por ti é contraditório:
quero ver-te como as flores que crescem livres no campo
e, ao mesmo tempo, anseio colocar-te em delicada redoma,
onde eu pudesse cercar-te de zelos.
Cika Parolin
Folhas de Outono
Cá estou eu em seus braços
Em laços
Depois de um voo raso
Depois de um sopro farto
Raro
Cá estou eu sem rumo
Me arrumo
Pelo seu rumo
Como folhas secas de outono
Ah, as folhas de outono
Cheias de amor
Cheias de cor
Frágeis como o amor
Que ao menor sinal de calor
Se entregam e se deixam ir
Planando sobre seu próprio mar em tons de ocre
E pousam
Repousam
Ah, as folhas de outono
Cheias de mim
Cheias de ti
Cheias de si
Entenda os ciclos ocultos da vida.
Na primavera surge a vida
O verão é o apogeu
O outono é a decadência
E o inverno é a morte.
Assim completa-se o ciclo...
Por isso nunca se desespere com o inverno de seus ciclos, eles são inevitáveis.
E não tenha medo de enfrentar a obscuridade do inverno, principalmente em seus ciclos de vida ruins, só enfrentando a escuridão você poderá finalmente terminá-los de vez.
Venha outono
Seu lindo
Seja bem-vindo
Eu já te escuto
Te sinto
E te vejo chegar
Me faça perder minhas folhas
Me passe uma brisa refrescante
Me perfume com suas belas flores
Me faça entender os teus sinais!!!
Caiu na chuva uma folha, com uma folha de outono, sempre caminho pensando onde caiu, sobre a luz da lua viu a folha no céu com aquele brilho da lua, abriu um quadro e desenhou uma imagem linda, que só quem visse aquela noite poderia presenciar algo tão divino, a nomeou de " Outono da morte sem cor", ficou tão encantada que sumiram do mundo e ninguém mais se lembrou, da moça que perdeu a folha com uma folha de outono.
IDENTIDADE
Sensação de outono.
Em que folhas soltas
ao vento se perdem leves,
em total desapego.
É quando me percebo
mais amiúde, transmutada.
Sempre em profusa doação,
me acompanho: adubo da terra,
úmido limbo, absorvido
pelas pedras, sal e lama.
Entregue às estações,
desprendida, aceito o ciclo
da regeneração.
Tudo sentindo, fundo.
E ao sentir, espalho palavras,
assim como as folhas ao vento.
Renovo-me.
Assim sou parte.
Nos Teus Olhos
Nos teus olhos não há inverno
ou outono
ou tom
que não tenha prazer
e lágrimas de morrer
por um anseio secreto
Nos teus olhos é sempre primavera
e há sempre uma vela
acesa
com o desejo à mesa
servido antes do café
com toda a fé
ardente
no que não se entende
Nos teus olhos existem caminhos sem volta
há abismos e precipícios
profundos
de dois mundos
que buscam se encontrar
há minha sede de amar
e teu vício de estar
Outono
A névoa paira sobre os morros
O verde se funde ao cinza, nuanças
gradativas, nada linear...
As mãos e a boca quente
contrastam com o rosto que padece com a brisa gélida...
O coração se aquece com as lembranças dos beijos cálidos dela...
Na mão, meia taça do seu merlot favorito,
Nos pensamentos, o predomínio daqueles olhos castanhos, doces...
Pela janela observa os plátanos com suas folhas já amareladas, outras secas avermelhas se desprendem e caem lentamente, dançam num zigue-zague suave até o chão molhado...
O ritual é uma despedida, o último espetáculo, o agradecimento pela companhia...
Entre um gole e outro de vinho, o consolo, após o inverno rigoroso virá a primavera, e tudo voltará a florir...
Ao fim do outono as árvores estavam despidas.
O solo, encoberto pelas folhas denotava a estação.
O insípido destino me trouxera aquele largo sorriso,
dentes brancos que revelavam calmaria,
um olhar expressivo que suspendia a respiração.
Ele mergulhava nas incertezas do desconhecido,
e eu... eu o observava transfigurar meu coração.
