Outono
Armadilhas do amor...
Naquela tarde de outono
Sua decepção se socorreu em mim
Vieste decidida, em lágrimas e coragem
Num férreo desejo de necessitada acolhida
Seu corpo inquieto, alma e sentimento feridos
Buscavam bem mais que um abraço
Sofrias a dor da traição, da decepção
Imposta por aquele a quem se rendeste
Mais que isso, confiaste sua rica pureza
Cega, no acreditar de reciprocidades
De entrega de dedicação, paga com traições
Lembro de seu choro desiludido
Sua voz embargada, confusa
Olhar sem horizontes, sem esperanças
Bastou uma atenta escuta, doada atenção
Um carinho fora de hora, um beijo roubado
E uma nova esperança nascia ali
Sem enganos, sem trapaças... sorte sonhada
Num repente, o amor ferido sofrido e carente
Em meio a um querer acontecido, acolheu sincero
A surpresa gêmea de nos aceitar em sentimento
“SIM 🌹
O Verão esconde-se
Pois o Outono chegou
Antes que o Inverno nos gele
Nos novelos da cómoda guardada
Entre o rosto quente ao sol
Admira as aves que migram
Aproveita que a vida é bela
Antes que o futuro venha
Congela o lugar da beleza
Num futuro que se torna geada
Estações que são belas na Primavera.”
🌹
O Outono tem sua beleza...O verão de forma diferente... Doura os campos e planícies... que vimos com intensidade ...
blasfema a alma!!!
NORMA AMIGA
Nunca pensei ter uma amiga como você
Outono da minha vida vivida
Rumarei até ao infinito...
Mostro-te o meu coração deste jeito
AMIGA serás sempre...
A Folha
Como uma folha que se movimenta junto a brisa do outono, o suave som de se alinhar ao encontro dos ventos, delineando formas diferentes ao montante se faz.
Algumas não se aguentam e ao esforço de um sopro se desprendem da vida conjunta, se deixa voar ao incerto, ao inseguro, apenas se deixa. Cair e caindo ao chão , ao mar, ao húmido.
Se encontra ao novo, e com o novo o passar do tempo ela se perde sua vivacidade em suas cores vibrantes, dando lugar as cores frias sem vidas de um ressecar até se deteriorar.
A folha no entanto cultiva cada momento de seu desprender, como se tudo aquilo vivido fosse experimentado com toda sua essência.
Deixar ser folha ao viver.
Por todo o lado havia flores e ainda não era Primavera. Nasceu no Outono este amor que nos fez Renascer quando pensávamos que o Inverno seria para sempre.
Memórias do Espelho
Naquela tarde ensolarada de outono, onde o verão ainda imperava, ela olhou-se no espelho, entretanto, não conseguiu ver-se. Ao contraio do que acontecia fora das muralhas do seu quarto, ali, em frente ao espelho havia tanto frio, tudo era cinza, chuvoso...
Sentiu vontade de gritar, percebeu que sua voz nãos seria ouvida...
Havia nela tanta culpa por senti-se assim, ela não tinha nenhuma doença física, deformidade, a vida lhe dera oportunidades, não era ignorante em muitos sentidos, e no entanto, havia em si tanta dor, tanta certeza do incerto.
Nesse momento, eu, o espelho, olhei para ela, seus olhos verdes ardiam em meio as lágrimas, dando-lhe nuances azuladas e turvando-lhe a imagem.
_ As lágrimas lhe caem bem _ sua voz interior ecoou como uma sentença fazendo seu coração quase parar por um segundo. Sim, ela parou de respirar por um instante, quase senti sua dor, as horas implacáveis seguiram em um tique-taque frenético movido pelo tempo, mas nada aconteceu, nada mudou dentro daquela menina. Então, ela vestiu-se de solidão, blindou-se de desesperança, sepultou qualquer réstia de sonho e adormeceu para a vida.
Dormiria ela todos os dias que restassem dentro da sua rotina viciante do dia-dia. Sabia que nunca mais iria despertar então, aceitou o sono e esperou que uma nova vida chegasse.
Seja-vos pois prudentes feito o outono, que renova sempre as folhas e flores, antes de
cada inverno e imponente primavera, afim de saudar a chegada da belíssima e fulgurante estação do verão.
primavera para uns
outono para outros
pobreza (material) para muitos
riqueza (espiritual) para poucos
(in)sanidade para alguns
amorosidade para todos
à merda eu mando muitos
e foda-se eu falo para outros
(im)perfeição para uns e outros
a morte para nenhuns
a vida para os loucos!!!
Nossa vida no mundo é como as folhas nas árvores. Brilham na primavera e despencam secas no outono. E as árvores seguem altaneiras reproduzindo folhas novas, assim, como o mundo, permanece impávido e colosso. A nossa vida e a vida das folhas só brilham uma única vez. E, se nós e as folhas, deixarmos ficar um vazio, esse não nos pertence mais.
No outono é sempre igual
As folhas caem no quintal
Só não cai o meu amor
Pois não tem jeito, é imortal
