Operário
Sobre o mundo contemporâneo e as relações de trabalho. O operário é visto como recurso estratégico, é considerado recursos humanos, é chamado colaborador etc. Porém, este trabalhador vive para o trabalho, pouco tempo lhe sobra para a vida social, pouco lhe resta financeiramente para sobreviver e sua jornada de trabalho o sufoca significativamente, para que, não seja percebido o seu valor humano. Pois, sendo tratado como máquinas obsoletas que não podem apresentar falhas e nem sinais de cansaso, o operário está fadado a sua melancolica busca por uma vida melhor.
O ator é um operário da arte... Levantamos muitos tijolos, mas há dias que não temos cimento. E o grande barato é que nós, artistas, sempre acreditamos que os tijolos ficarão de pé sempre, ou seja, não precisamos de cimento!
Operário, o perdão é o artesão do tempo e com exceção de uma confiança estilhaçada, tudo ele conserta, inclusive... A decepção e o sofrimento de corações partidos.
Dom Quixote é o grande herói das belas artes latino-americanas. Ele é o trabalhador operário vencedor diário das demandas imaginárias do capitalismo selvagem que amedronta os simples de convicção.
COISAS DA VIDA
O rico e o pobre são 2 pessoas
O soldado protege os 2
O operário trabalha para os 3
O vagabundo come pelos 4
O advogado defende os 5
O padre confessa os 6
O médico examina os 7
O coveiro enterra os 8
O diabo carrega os 9
E a mulher engana os 10
TRABALHA A DOR
A TV na vitrine
Casa emprestada
O operário é um cisne no lago
Asas quebradas
Vendendo força de trabalho
Poder na produção
Não pode cansar [de domingo a domingo]
Manufatura em excesso
Recebe migalhas
Declínio no preço...
Ideologia de igualdades
Sutilizados pelo empregador
O sofisma é aparente
O empregador abastece cidades
Com o suor do trabalha a dor...
Monta todas as TV's
Sem descanso no trabalho
Tem suas aparentes metas
Acorda no alvorecer
Assim como borboletas...
Tentando voar com amarras
Sonhando com a imensidão sem limites
Almejando casulo melhor
Mas é apenas robô mecânico
Mero historiador sem história....
Metamorfose agridoce
O capitalismo é uma sucessão da miséria
Mas permanece como se não fosse
Eis a sorte do trabalha a dor:
Explorado por bactérias...
E eis que o trabalha a dor
Continua sem a TV que tanto sonhara
Sem seu feudo para apaziguar o suor
Utopizando a vida genuína
Falácias de quem vence a dor...
E aquele ateu que tinha um funcionário cristão, que ao necessitar de algo, pediu para seu operário orar.
Pois ele acredita que ele acredita; e isso bastou para que a faísca de uma fé, se transformasse em um incêndio sem fim!
Era uma vez um operário de uma empresa de trens que estava para se aposentar. Certo dia ele recebeu do seu chefe a incumbência de ensinar a um jovem, que viria a ser o seu substituto, as suas atividades diárias. Disse a ele também que o jovem chegaria na manhã seguinte e que ambos se encontrariam na sua primeira atividade junto ao comboio de vagões de carga que, diariamente, ficavam estacionados na estação durante boa parte do dia.
No dia seguinte, como de costume, o senhor já estava no seu posto de trabalho, habitualmente, antes do horário de início e aguardava a chegada do jovem. Passado alguns segundo, eis que chega o rapaz, cheio de energia e vitalidade e se pôs a acompanhar o senhor. Ambos seguiam juntos pelo comboio onde o senhor, de posse de um martelo, batia nas rodas dos vagões, um por um, ouvindo, atentamente o estrilar de seu martelo quando o batia nas rodas.
Fizeram isso por algumas unidades e, depois de muito ouvir o tilintar do martelo batendo nas rodas dos vagões, onde o senhor operário sequer mencionava alguma palavra, subitamente o jovem disse a ele...
- Por gentileza, podemos dar uma paradinha aqui?
De pronto, ambos pararam e o senhor perguntou...
- Qual foi o problema, não está gostando da atividade?
Quando o jovem disse...
- Não é isso, mas eu gostaria de saber por que é que nós estamos fazendo isso, o senhor pode me explicar?
Quando o senhor respondeu...
- Faço isso já há 35 anos e nunca fiz essa pergunta para ninguém... Agora você, nem bem começou a trabalhar já está tão curioso em saber?
Moral da história: Saber o “motivo” pelo qual fazemos as coisas, sempre nos fará menos ignorantes, independente do assunto.
E você, quer saber o motivo pelo qual o velho operário batia nas rodas dos vagões?
É simples... Pelo som produzido nas batidas do martelo contra as rodas, é possível reconhecer alguma rachadura nas mesmas.
aprendi
Coisas de um poeta operário
Em sua vidinha pequena e medíocre
Na solicitude de seu labutar
Nesse cotidiano que sempre sofri
Santa Catarina
Um operário espirra algumas vezes, seu nariz coça,
Ele reluta, tenta conter o incômodo.
Na câmara fria uma parte do teto desaba,
O gelo trincado fere a cabeça do trabalhador.
Soam o alarme, a porta é aberta.
- Querem morrer? Por que não tentam trabalhar direito?
O jovem ferido é arrastado para fora, convulsiona.
A ambulância vem buscá-lo.
Ele retorna ao expediente após três dias de atestado médico;
Uma semana depois é chamado a comparecer no Departamento Pessoal.
Voltará mais cedo para casa.
Nas fazendas de soja o imigrante é útil,
Não há lirismo algum em suas frases curtas.
Pronúncia precária.
- manman, papa, frè...
- Zanmi! Zanmi!
O supervisor o manda calar a boca.
- fatige soti
- Dívida! DI VI DA, PA TRÃO! VO CÊ TEM DÍ VI DA! Entendeu?
Marrom é a cor da luta e do preconceito no Vale Europeu.
1 de Maio - Dia do Trabalhador
Nessa data de aniversário,
Rezo a São José Operário,
Bênção ao nosso erário
Pra haver um justo salário!
Isso ai não existiria em um Brasil depois de um processo revolucionário popular e operário, porque ela estaria colocada pra carpir uns lotes.
O partido mundial é a prioridade número um do movimento operário porque existe uma economia mundial e uma política mundial à qual as realidades nacionais estão subordinadas […] é preciso um instrumento de acordo com essa realidade e essa tarefa.
O operário brasileiro tem por habito, ir ao banheiro durante as horas de sua jornada de trabalho. Por que eles acreditam que é o único lugar do mundo, que eles fazem suas necessidades fisiológicas, ganhando por tempo.
A relação entre o botão e a explosão.
Certa vez, um operário de uma empresa foi pago para apertar um botão para uma máquina sempre funcionar. Ele, sem saber, fazia seu trabalho impecavelmente, pois precisava do dinheiro para sustentar sua família. O patrão escolheu o funcionário, pois saberia que ele faria o trabalho. A máquina em questão era uma máquina que auxiliava na montagem de bombas nucleares, as quais seriam usadas para uma guerra que estava próxima. Quando a guerra começou, o funcionário foi parabenizado pela excelência de seu trabalho. E descobriu para que servira tal botão. As bombas dizimaram cidades inteiras, e o funcionário, sentindo remorsos, conseguiu um outro emprego. Pagaria menos, mas não queria sangue nas mãos.
A lógica toda é simples, cada ação ruim, sem dúvidas começa com uma simples e boa atitude que, após o tempo, pode ser interpretada como ruim. Apertar um botão matará milhões a longo prazo. Como um "eu te amo" pode se tornar ódio a longo prazo da mesma maneira.
A comunidade é uma coisa muito bela. Mas o que vemos florescer agora não é a verdadeira comunidade. (…) O que hoje existe é simplesmente o rebanho. Os homens se unem porque têm medo uns dos outros e cada um se refugia entre seus iguais: rebanho de patrões, rebanho de operários, rebanho dos intelectuais…E por que tem medo? Só se tem medo quando não se está de acordo consigo mesmo.
Entre as politicas publicas de educação vigentes o estado assistencialista propõe as universidades estaduais e federais criadas para colaborarem com a inclusão social, cultural e educacional das populações de baixa renda a oportunidade de adentrarem no sistema profissional de trabalho, reduzindo, assim, as desigualdades e proporcionando aos jovens uma educação superior gratuita e de qualidade. No entanto, na pratica não é isto que acontece, ainda. Pois as grandes partes destas vagas são preenchidas por jovens das classes medias e media alta que tiveram a oportunidade, tempo e meios para cursarem um ensino médio privado de altíssima qualidade bem distante da realidade da pedagogia publica ofertada de forma gratuita pelo estado. A exemplo disto temos um desfilar de sobrenomes muito famosos e conhecidos das classes acadêmica, artística, militar, estatal, politica, governamental e empresarial nacional. Quando o problema não se agrava, pela entrada compulsória de grande parte da população da base da piramide social pelos sistemas de cotas, que deriva na curta vida acadêmica e o expurgo natural dos beneficiados por uma inexistência de politicas publicas de educação, cultura e de trabalho, que possam criar oportunidades para a população estudantil cotista se manter nesta difícil plataforma em que muitas vezes são por períodos de tempo integrais dentro do sistema de ensino universitário gratuito. Uma resultante, por conseguinte é padrão. A maior parte dos profissionais do mercado nacional de todas as regiões trabalhistas são originários das universidades particulares que de uma forma meio que oportunista promovem formações a distancia, facilidades de tempo e períodos, pagamentos parcelados e cursos cada vez mais deficitários.
