Observar
Seus olhos, seu sorriso, seu jeito! Conheço cada detalhe, observo você rente a pele e pra falar verdade não sei acerto, posso está em terreno arenoso ou posso está firme com os pés no chão, Mas é que quando paro pra te observar esqueço de tudo!
Eu observo e ate que compreendo o porque que a humanidade padece, é o medo de aprisionamento neste nosso mundo tão mesquinho e incapaz de ir a alem das estrelas.
Eu observo, que aqueles que tem o poder de agir, mergulham dia a pós dia no seu ego centrismos, es um eu em que voz não tem som algum e é por isso que o nosso planeta vai de mal a pior.
Quando a noite insiste
em não ir embora,
me guardo em silêncio
e observo as estrelas.
by/erotildes vittoria
do meu poema - Navegando
É quando observo as pessoas, que vejo o tanto que existem artimanhas, mentiras e preconceitos, mas é nessa mesma reflexão que percebo o quanto eu sou parecido com elas, observo a mim mesmo e me destruo para reconstruir-me a cada dia.
Prisioneiro de minha própria ingenuidade, ao longo de um corredor de fumaça, observo a malicia em poder das chaves de meu cárcere.
Rosa
Observo com amor cada detalhe
Admiro com atenção sua doçura
Em seu caule sei que há espinhos
Que instigam a encontrar ternura
É com ela que os enamorados presenteiam
A pessoa cujo amor está estampado
Pois sua beleza e perfume representam
A paixão quase sempre efêmera e inexplicável
Com sua variedade de cores
Ela mantém a singularidade
Não importa se vermelha ou amarela
A rosa é linda em sua totalidade
"Olhos meus, das noites mau dormidas, observo sua sofrencia corriqueira. Deslizo-te quase em camera lenta, o fecho para o mundo lá fora. Lentamente, obrigo-me a te deixar descansar, e cambaleie meus pensamentos para aquele lugar. Uma ponte simples sobre um lago tranquilo a beira de um horizonte com fundo iluminado pelo sol do fim da tarde. Olhos meus, descanse e por amor a mim não acorde-me se isto for um sonho"
-John.
O incrível é que sempre que observo as pessoas como um grupo consigo ver como um bando de primatas que não evoluíram tanto assim ( me coloco nesse meio também). E quando observo individualmente eu vejo que são seres que carecem de originalidade, singularidade, sabe? Ás vezes até penso que nem são pessoas e sim algum holograma ou um tipo de maquina. Mas ainda gosto de romantizar a existência das pessoas colocando elas como sei lá, uma espécie de cofre fechado onde elas se trancam para deixarem de serem elas e para serem o que precisam ou acreditam que precisam ser.
Um grupo de pessoas que são o que precisam ser, mas são esses seres artificiais há tanto tempo que esquecem do um dia foram. E esse grupo vira essa tal sociedade que destrói a subjetividade de cada um padronizando, ridicularizando, humilhando todo aquele que tenta abrir esse tal "cofre"
Observo pessoas sorrindo,
Observo pessoas cantando,
Observo pessoas em festas,
Observo pessoas falando,
Sorriem de mais,
Cantam de mais,
"Se divertem de mais",
Falam de mais,
Será realmente que tudo é de verdade?
Ou será que é apenas para se sentirem feliz,
Se "dizer" feliz não é o mesmo que ser.
Tantas pessoas que se submetem aos infernos para poderem provar para os outros que são felizes,que estão.
Quando na verdade, em seus corações, o que fica é solidão.
Com clareza observo hoje que ora foi pelo excesso, ora pela deficiência de minha contraparte os motivos reais de me ter colocado em apuros.
Em raros momentos de lucidez eu observo o que devo corrigir em mim mesmo,
mas logo a hipocrisia bate à porta com o seu poder hipnótico e novamente cega os meus olhos, tapa os meus ouvidos e amordaça a minha boca.
Vejo e observo algumas mulheres e noto que elas nao sabem o que e sal e pimenta para fazer um bom tempero para uma boa comida. E depois nao sabem porque sentam na mesa sozinhas para comer.
Vivas ao desacelera
Observo com imensa admiração os calmos das calçadas. De passos mansos e pernas harmônicas. Parecem até serem donos do tempo, do tempo deles.
Hoje não há situação mais luxuosa e cobiçada do que andar devagar. E não está, tal fato, relacionado somente ao tempo. Muitos de nós desaprendemos a andar sem correr.
Aproveitar o caminho sem franzir a testa e olhar o relógio.
Ir até lá, apenas, sem temer o atraso.
Além de controlarmos mal o nosso relativo tempo, sofremos dessa doença moderna e silenciosa: pressa.
O maior sintoma se mostra quando já tendo terminado nossos compromissos, voltando de algum lugar, ainda assim caminhamos rápido. Como se fosse bonito, como se fôssemos máquinas. A vocês desacelerados mesmo em meio ao caos cotidiano; toda a minha admiração.
Enquanto a vida segue sua rota, eu percorro meu caminho!
Escrevo minha história, e observo com uma calmaria em mim, as chuvas tempestuosas por tão pouco, naqueles que não descobriram o verdadeiro sentido da senhora vida!
(Karolina Palloni)
