O Poeta e a poesia
Castelo de Areia
Esquecimento estendido.
O cheiro do sofrível,
Lançados há Natureza.
Batem as porta dos palácios.
E, as pontes elevadiças,
Não contem o cheiro
da humanidade lançadas e
esquecidas a própria sorte.
E, nem todos os tesouros ou
Arsenais.
Contem inimigo em comum,
tão Poderoso.
Que por ironia;
Pequeno e invisível.
Trazendo a luz,
No porão.
Aos tigres de papel
E nem por isso. Menos humano.
Que não escolhe , classe , raça
Ou gênero. E mistura-se,
Para realizar suas atribuições.
Despertando a humanidade adormecida.
Sentimentos de cuidados esquecidos.
Lembranças do que;
O humano não é gasto.
É investimento.
A Vida é mais importante.
Do que qualquer riqueza,
Supremacia de classe.
E direitos de nascimento.
Nenhum privilégio pode ficar,
Contido em fronteiras, casas e muros
De contenção.
Nenhuma conforto.
Justifica ou restitui o equilíbrio
Arrancado a fórcipes da Natureza.
E que; são características inerentes
Da Vida que habita esse planeta.
E que em determinado tempo.
Constituiu-se da ideia de humanidade.
Marcos fereS
(em tempo de corona vírus)
Pensamentos
Madrugada sórdida, eólica e pródiga,
que me vejo sem paz.
Canção melancólica, alcoólica,
e sempre tão sem graça,
que cada lembrança traz.
Mas quem pudera um canto garrido,
que traga o sorriso, isento de,
machismo, feminismo, eufemismo,
livre até mesmo do “ismo”,
inventado por idealismo,
tais “sapiens evoluídos”,
que o canto não os toca mais.
Tenho mais perguntas do que respostas,
um questionador repleto de propostas.
Guardando para si, por não haver debate,
apenas lados e falta de honestidade.
É evolução ou retrógrado,
é idiotice ou monólogo,
todos esses pensamentos,
que me privam de sentir do ar.
Apesar de sem sentido,
não deixa de ser eólico,
o vento traz males e bens,
carregando as energias,
no desequilíbrio do vai e vem.
Superar (verbo)
é entender que a emoção não faz sentido.
é entender que o pão não vai estar quentinho.
é entender que o tênis branco em dia de chuva era problema.
é saber que nem tudo é como se espera, dilema.
Viajei em todos os universos e em nenhum deles eu te encontrei.
Creio que seja assim que funciona: a estrela cadente passa e se não a percebemos nessa pode ser que nunca mais a veremos.
Descobri no teu abraço
a vivacidade daquele enlaço
que me acolhe
que me encolhe
que me colhe
e que a colheita não são flores, mas um alimentos que me nutre por inteiro
tras o aconchego
a vontade de serestar.
Eu perdi o seu amor
mas eu jamais vou te perder
uma história não se apaga em apenas querer
e nenhuma verdade se torna mentira
simplesmente porque eu quero
Eu perdi o seu amor
me perdi,
mas eu jamais vou te perder.
Como foram rápido os anos
Levando momentos eternizados
em lembranças sempre presentes em meu coração
Eu fecho os olhos, e volto
Prolongando cada abraço
Hoje tá tudo
bagunçado
Gentileza
Gentileza é como um ser dependente
Que para sobreviver
Depende da atitude da gente.
Gentiliza não tem regra
E nem exceção
Faz bem pra alma
Enobrece o coração.
Nesse mundo tão corrido
De indiferenças e competição
Parasse que ser gentil
Só ficou na intenção.
O mudo seria outro
Com amor e delicadeza
Se o homem não espalhasse o ódio
Mas sim gentileza.
Nessa vida nada de estresse
O bem que você faz
Quem recebe compartilha
E jamais se esquece.
Nesses versos tão sutil
Expressem o que meu coração sente
Que pra ser gentil
Gentiliza é a semente.
E aí?
E aí eu aqui nesta cidade
Cativo da liberdade
Sem legitimidade
Sem ninguém
Num horizonte além
Nos caminhos sem rumo
Desatando o prumo
Tentando o resumo
Do sumo que escorre na face
Há se ele falasse
Se ele chorasse
Eu também quereria chorar
Desapegar pra parar de sufocar
Me alegrar com o muito do pouco
O pouco do muito do eu louco
E eu aqui nesta cidade
Já com cumplicidade
Da secura do amanhecer
É o craquelado do entardecer
Que dorme e acorda
Acorda, dorme e borda
Cada fio da saudade
Aqui nesta cidade
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10 de outubro, 22'48", 2015
Cerrado goiano
Eu não ligo mais para o Cupido ,
sempre que percebo - mando embora ,
e com sua flecha de enxerido ,
não quero papo, estou fora !
Brisa da tarde, vá onde não posso,
abraçar a quem quero bem,
traga de volta um abraço,
porque eu quero também !
Doce Pecado
Roubei uma flor para você
Daquela floricultura
Quase não sinto remorso
Da minha doce loucura
Importante é que eu fiz
O seu sorriso brilhar
Perdoa esse meu pecado
Foi só para te agradar
Aquela rosa que eu te dei
Tão charmosa e delicada
Ficou ainda mais bela
Sendo por você beijada
Meu rosto se iluminou
Vendo as duas lado a lado
A rosa que eu te dei
Enfeitando seu penteado
Cigano Romani Em 08 /05 / 17
FB Romanipoesias
A ALMA DOS POETAS
Então você quer ver
a verdadeira alma dos poetas?
Ah!
Eles carregam em seus peitos flamejantes
o encanto primaz, fiel à sabedoria
ainda que dentro de realidade instigante
a loucura reine, impregnada em desarmonia,
no coração, trazem amor maior que um gigante
e jamais na alegria ou na fatalidade se distanciam
de um canto puro, angelical e emocionante.
Sim, sejam os poetas da vossa vida.
Atrevam-se em cada dia a colocar
o azul no vosso olhar
cor-de-laranja nos vossos dedos
e também risos arco-íris
no vosso ventre…
AUTORRETORNO
Eis um póstumo chegando aos esgotos do paraíso para viver sua eternidade!
“Recevez en retour cet être qui est votre création.” – assim falei para um barbudo
sisudo sentado sobre uma nuvem de merdas…
Claro! Descarreguei minha raiva porque não queria estar ali
naquela situação idiotizada, diante duma besta que me pretendia julgar
pelos feitos – bons e maus – duma vida que só queria que fosse minha.
O canalha divinizado ouviu-me impassível como se Deus fora!
Olhou-me e descarregou uma gargalhada celestial – mas demoníaca!
Pasmo fiquei diante daquela insanidade divinal, de miserável sabedoria.
Afinal, quem pensara ele fosse para me dar – a mim – aquele tratamento!?
Porventura, não sabia aquele idiota – que tudo sabe! – ser-me um poeta!?
Imaginei-me estar diante do meu outro Demiurgo – tão criador!… tão criatura!…
E logo percebi que aquele demônio era pura e tão somente uma ilusão!
Merda suculenta nos esgotos das veias da Hybris de nossas criaturas.
Agora viva pela eternidade
Ela voa ela voa nos meus sonhos
Agora viva sua liberdade
Ela voa ela voa feito um anjo
Eu pago de boa
Banco essa leoa
Que vem gostosa senta e faz
Eu pago de boa
Banco essa leoa
Que tira a roupa e satisfaz
