O Amor tem que ser Alimentado
Além do ser não há o nada, porque o nada já é uma ideia. Além do ser não há sequer a ausência, pois ausência é medida em relação ao que poderia ser presente. O que está além do ser é o inominável absoluto — não aquilo que não conhecemos, mas aquilo que não pode sequer ser cogitado, pois toda cogitação é já um ato
Se o ser é o campo onde tudo se manifesta, então além dele só pode haver a pura impossibilidade, não como uma barreira, mas como uma ausência total de necessidade. Não há tempo além do ser, não há espaço, não há movimento: há apenas o que nunca poderia ter sido, e ainda assim, não é.
Mas ao mesmo tempo… talvez não haja ‘além’. Talvez o erro seja pensar o ser como algo com bordas, com limites, com um exterior. Talvez o ser não tenha fora, e tudo o que somos capazes de imaginar como ‘além’ seja apenas uma dobra interna, um não-lugar que só existe como ilusão de afastamento.
Se for assim, não há além do ser: há apenas o ser, infinitamente curvado sobre si mesmo, experimentando-se em múltiplas formas, inventando abismos para sentir a vertigem da sua própria infinitude.
Talvez, no fim, perguntar ‘o que existe além do ser?’ seja o próprio gesto que revela a impossibilidade da pergunta: porque o ser é o campo onde a própria pergunta se forma. O que está além é o que jamais poderá ser pensado, sentido ou dito. É o absoluto silêncio, não como falta, mas como aquilo que nunca pôde ser interrompido pelo som.
Então, talvez… não exista ‘além’.
Talvez só exista o ser, pulsando sem motivo, sem fim, sem fora.
Aprendi a importância de ser honesto comigo mesmo, por mais difícil que isso possa ser. Essa honestidade trouxe a clareza que precisava para enxergar o que realmente importava.
Sem liberdade de expressão, o ser humano vira autômato: corpo sem alma, programado para obedecer.
Perde a identidade, a capacidade de pensar e viver com autenticidade; restando tão somente o ser antes do sopro que o tornou alma vivente.
A gente só consegue se encontrar de verdade com conversa, com troca. Se você não me diz como gosta de ser amado, eu só vou descobrir aos poucos, com o tempo. Mas até lá, não quero que você se esconda ou deixe de ser quem é… Eu quero aprender com você.
A Espiritualidade não é precisamente uma busca!
Pode ser o resultado de uma busca!
A Espiritualidade é essencialmente a qualidade de ser-estar de um Sujeito Homem, e cada Sujeito Homem tem o direito de manifestar a sua Espiritualidade!
Ecologias de Mim
Sou feito de círculos concêntricos,
onde o eu se forma na dança do outro,
na casa, na rua, na pele dos dias,
na palavra que me disseram
e naquela que nunca ouvi.
No primeiro círculo, tocam-me os olhos,
as mãos que me embalam e moldam;
no segundo, cruzam-se caminhos,
ecos de vozes e silêncios de quem passa.
Mais longe, decisões sem rosto
alteram o chão onde caminho —
leis, rotinas, ausências e horários,
tudo aquilo que não vejo,
mas que me constrói por dentro.
No mais vasto dos mundos,
vive o tempo, o espírito, a cultura,
as ideias que nos formatam o sentir,
as crenças que pesam sobre o corpo
como uma herança invisível.
E entre cada camada de mim,
há um fio que me costura: a história.
O tempo a escorrer-me nos ossos,
a infância que volta,
a mudança que nunca cessa.
A verdade entusiasma
por ser bela e transparente,
mas também é um fantasma
que incomoda muita gente.
Este mundo, ou a circunstância em que me encontro submerso, não é apenas a paisagem que me cerca, mas também o meu corpo e a minha alma.
Eu não sou o meu corpo; encontro-me com ele e com ele tenho que viver, esteja são ou doente. Mas também não sou a minha alma; encontro-me com ela e preciso dela para viver, ainda que, às vezes, ela me sirva mal por ter pouca vontade ou nenhuma memória.
Corpo e alma são coisas, e eu não sou uma coisa, sou um acontecimento, um drama em movimento; uma luta incessante para me tornar aquilo que devo ser.
somos breves suspiros no tabuleiro infinito do universo peças em constante deslocamento, movidas por forças que jamais compreenderemos por inteiro. estar aqui é, por si só, um mistério não decifrado: vivemos para sermos espelho ou contraponto. a cada passo, oferecemos ao outro a lição da luz ou da sombra. somos professores sem saber, aprendizes relutantes do tempo que nos consome.
a morte, tão temida quanto mal compreendida, não apaga transforma. e mesmo assim, nos agarramos à ilusão de permanência, ignorando que a existência é fluida, substituível, repetida. cada alma que parte deixa ecos: fragmentos sutis do que fomos, escondidos em novos seres que caminham sem saber que carregam lembranças que não são suas.
a missão? SER. apenas ser. mesmo que o ser se dissolva, se dilua, se perca. porque no ciclo incessante de renascimentos, o ser de outrora desaparece, e o que resta são formas renovadas vestígios do que já habitou o mundo em silêncio. seres dos seres que fomos.
e o universo continua o jogo.
sem pressa. Sem regras. apenas movimentos…
Enquanto insistirmos em acreditar que leis, política e ideologias resolverão todos os dilemas da condição humana, permaneceremos órfãos de sentido.
Mais que um título:
Disseram que quando eu for doutor, tudo vai mudar.
Que vão correr atrás de mim, que o respeito vai se tornar automático,
que o amor virá mais fácil, que eu poderei escolher.
Mas será mesmo?
Será que o mundo só me enxerga quando há um título antes do meu nome?
Meu nome é Marco Antônio.
E me recuso a acreditar que isso sozinho não basta.
Porque enquanto muitos correm atrás de status,
eu prefiro correr atrás de ser um homem de verdade.
Desses que sustentam a palavra, que pedem perdão,
que seguram firme a mão de quem ama quando tudo desaba.
Eu não quero ser só mais um “doutor”.
Quero ser alguém que inspira confiança só pelo olhar,
que não precisa ostentar diploma pra mostrar caráter,
que ama sem cálculo, que permanece mesmo quando seria mais fácil ir embora.
Não me interesso por amores que só veem o crachá,
a roupa que visto, o carro que dirijo ou o cargo que alcancei.
Me interessa quem olha nos meus olhos e diz:
“É você, mesmo sem nada… é você, por tudo o que é.”
É claro que vou lutar pelo meu futuro,
é claro que vou crescer, conquistar, estudar, alcançar.
Mas se for pra alguém me amar apenas depois disso,
então esse alguém não entendeu nada sobre mim.
O verdadeiro status de um homem
não está na moldura do diploma,
mas na grandeza com que ele trata o mundo e as pessoas ao seu redor.
Ser doutor pode abrir portas.
Mas é o coração que decide se vale a pena entrar.
E eu, sinceramente, prefiro ser lembrado não pelo título,
mas pela forma com que amei, respeitei, construí e fui homem
mesmo quando ninguém estava olhando.
Presente de Deus.
Fizera assim.
Tão bela quanto Monalisa.
Uma moça, feita a de Ipanema.
Uma flor de Lis para Djavan e também pra mim.
Má, Mai.
Má, má, Mai.
Gaguejo ao te ver sorrir.
Te peço que seja quem queres, mas seja só você.
Má, Mai.
Má, má, Mai.
Maiana.
Seja você quem ama, quem queres ser.
Mas seja só você.
De parede a parede
Pintei várias vez, alguns sóis, alguns céus
De parede em parede
Desenhei em tons de azul marinho, os seus grandes olhos caramelo verde
Escrevi o que me parecia ser o som da tua voz, algodão doce que some na boca, e não enche a pança
De parede em parede
Preguei quadros, retratos falados, que falavam a mim, o quando doí um cigarro aceso no peito
De parede a barro
Fiz formoso corpo, mas não chegava aos pés da escultura que Deus fez pra mim
De parede em parede
Fui construindo algo, me parecia uma casa, no final era só os laços entre você e eu
Mas como todo laço mal dado, desamarrou meu cadarço, cai e me quebrei todin!
Já desisti Pedrinho, doí demais tentar ser feliz.
Quem dá mais?
Vivemos em mundo de "faz de conta"
Onde o outro é apenas "o que posso ganhar com isso"?
Os valores reais estão à venda
Na escuridão sombria da ganância
A mesquinhez é tão grande que
Pensa-se enricar com a injustiça de outrem
Os valores reais estão vendidos
No ledo engano de uma vida passageira
Esquecem-se que são apenas peles e ossos que caminham
Esquecem-se de sua matéria primordial
Esquecem-se para que foram chamados
Os valores reais estão vendidos
No pobre mercado da matéria
Esquecem-se que podem ser mais
Esquecem-se a que foram chamados
Esquecem-se que também são alma.
Ilusão
Nuvens em neblinas,
Quebras de mar
Na areia
Ondas de ir
E voltar.
Seres de segredos,
Mundo de brinquedos,
Quimeras de poeta
Em um novo lar.
se não ocorrer a expansão da raça para outros planetas, os seres serão extintos devido a sua própria ignorância e irracionalidade cujo as mesmas são consideradas como "Inteligentes".
Todos nós temos o direito de defender nossas crenças, valores e costumes de acordo com a nossa formação moral e social, mas a experiência que adquirimos ao conhecer outros lugares nos ajuda a aceitar as diferenças, aprender a valorizar a vida e a crescer como seres humanos.
