Nunca Diga que Ama uma Pessoa
Existem algumas palavras que nunca deveriam ser ditas dentro de casa.
Idiota! você não presta pra nada...
Burro, (chamar uma pessoa de burro e colocar a pessoa no mesmo nível de um animal irracional)
Falar o tempo todo: Miséria, desgraça...isso trás uma maldição sem tamanho pro seu lar...
Esta casa é um inferno!
Não lance maldição sobre teu lar, nem teu cônjuge, nem teus filhos...Palavras tem poder, tanto para o bem como para o mal!!!!
Até o começo desse ano eu nunca havia vivido sem amar, sem estar apaixonada, e isso me fazia feliz, apesar de ser muito comum amor rimar com dor. Agora não quero saber de quem me enxergar com volúpia, com desejo e com amor romântico. Não quero saber de coisas outras que não sejam poucos amigos e minha família. Me purifiquei, transcendi a carne para concentrar na alma.
Um amigo
Eu não tive um bicho de estimação
Tive bem mais.
Nunca reclamei dos pelos na minha roupa
Eram suas digitais.
Tive foi orgulho dos seus resmungos
De alegria quando me via.
Eu não tive um bicho de estimação
Tive um amigo.
Não acredite que é possível amar pelos dois.
Amar assim é como o reflexo no espelho, nunca serão duas pessoas, apenas você.
Fingir que o outro não existe, é tão cruel quanto mentir... E nunca sair da zona de conforto, é comum, até que não chegue a conta.
Nunca desista por mais dificultoso seja o que querer... Se um dia não der certo.. Não ira chorar por não teres lutado..
Por vezes questiono-me; que hipotético grau de inteligência eu teria se nunca tivesse fumado, se nunca tivesse bebido, se tivesse cuidado da minha nutrição sempre de forma cuidadosa?
Demorei, mas compreendi a mensagem de Amado Nervo: “Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.”
Era 2 de novembro, Dia de Finados. Fui ao Cemitério com a intenção de visitar o local aonde se encontram os restos mortais do meu filho, que partiu aos 20 anos de idade.
Havia muita gente em todos os cantos: grupos orando; pessoas andando como se estivessem passeando, pois conversavam animadamente; jovens com balde, água e flanela se oferecendo para fazer limpeza em troca de dinheiro; vigilantes parados como “estátuas”; um “clima” quase de “festa”.
Eu caminhava e via tudo aquilo com certa passividade, pois, para uma mãe, é difícil entender e aceitar uma perda desta natureza.
Em dado momento, os sinos anunciaram a Missa de Finados, que seria realizada às 17h na Igreja local. Foi aí que parei de caminhar, fechei os olhos, respirei, escutei o meu coração e me perguntei: "O que estou fazendo aqui? Missa de Finados? Como assim? "
A resposta que “chegou” pra mim foi: "Meu filho está vivo e eu ainda vou (re)encontrá-lo!"
Não tenho como explicar o que me aconteceu. Lembro-me apenas que era estranho estar no cemitério. Então, saí rapidamente dali, fui para o estacionamento, peguei o carro e, em vez de ir para casa, fui resolver uma situação do cotidiano.
Mas a saudade, o grande amor que ficou, me acompanhará até o momento certo.
Gratidão!
MÁGICO LIVRO
Sou um livro mágico
Que tu nunca leste, nem iras ler
Páginas recheadas de amor
Sou uma história que não conheceste
Disfarcei-me num livro de amor
Mas tu nem te deste ao trabalho
De olhar, de o abrir de o tentar ler
Se ao menos o tivesses lido
Terias amado e entendido o meu amor
Recebi abraços, sem ser os teus
Afinal escolheste outro caminho
E morreste sem teres lido
Ou vivido esse amor.
