Nunca Diga que Ama uma Pessoa
COTIDIANO URBANO
Uma mulher elegante rasga a multidão de transeuntes a passos largos com seu salto agulha.
A tranquilidade do velhinho sentado no banco da praça incomoda alguns com sua conversa fiada e afiada.
O vendedor com voz de locutor grita na porta da loja as promoções do dia.
Uma criança sardenta chora por um picolé de chocolate do Bené, e a mãe impaciente grita com o filho: - picolé no frio não pode senão inflama a garganta.
Do outro lado da rua vendedoras bem maquiadas trocam ideias animadas na porta da loja deserta.
O barbudo ambulante vende goiabas e peras gigantes na esquina jurando que as frutas são orgânicas.
Ao seu lado um homem grisalho oferece produtos importados com o slogan “bom e barato”.
As adolescentes mal saídas das fraldas comentam animadas no ponto de ônibus sobre a beleza do funcionário da padaria.
Um rapaz “vida loka” compartilha seu funk “bombadão” com todos pelo celular barulhento enquanto observa as “novinha” passarem com seus micro shorts.
Entremeio os carros ziguezagueia um ciclista aventureiro (ou inconsequente) pendurado numa roda só.
Uma senhora de idade avançada para na faixa de pedestre, tenta atravessar a rua sem sucesso, pois os motoristas a ignoram.
Já a mulher marombeira atravessa facilmente fora da faixa, pois para o trânsito com sua roupa de academia dois números a menos, destacando suas curvas, celulites e culotes.
Uma moça em seu vestido esvoaçante atravessa a rua falando ao celular, quase é atropelada, é buzinada e nem percebe.
Já sua amiga distraída segue no mesmo caminho colocando em perigo a vida do seu poodle encardido.
E a senhora de idade ainda esta lá tentando atravessar na faixa de pedestre sem sucesso.
Um jovem oriental com camiseta de super-homem ajuda o deficiente físico com suas sacolas até o ponto do ônibus.
Aqui uma estátua viva finge-se de morta para sobreviver.
Acolá artistas de rua também se esforçam para agradar e esmolar uns trocados.
Meninos e meninas saem animados da escola, tagarelas, brincalhões com uniformes surrados e imundos depois de uma tarde de aprendizado diverso.
Um homem calvo fala ao celular, gesticula, anda pra lá e pra cá, esbraveja como se quisesse que a pessoa se materializasse na sua frente para que pudesse apertar o pescoço do infeliz.
Pessoas se acotovelam, se empurram e se espremem para entrar no coletivo lotado “soltando elogios” para todos os lados, lei do mais forte, do mais esperto ou do menos educado?
É o cotidiano urbano.
Vida que vai e vem, vem e vai.
Pulsante desafio diário, sofrível, recompensador, aprendizado.
Olhe à sua volta...
Qual o sentido da vida quando se vive uma vida de gado confinado?
Pensou na mesmice desse mosaico vivo?
E o mendigo indigente a tudo observa em silêncio tragando sua bituca de cigarro.
Rosto cadavérico, raquítico, cabelo encruado, mãos calejadas, homem vivido.
Ele é como uma sombra que quase ninguém vê, o qual a maioria prefere apenas desviar o olhar e o corpo para nele não roçar.
Ele observava a tudo e esboçava um sorriso de canto de boca por não entender a natureza humana, tanta aflição, agitação, tanta correria pra que.
Ele vive como “Carpe Diem”. Aproveita ao máximo o agora, vive dia a dia, só se preocupa com o que matar a sua fome e matar o vício antes que morra.
Sentado no chão em meio à multidão, aspira a fumaça dos veículos, a poeira dos calçados frenéticos, o odor alheio, em silêncio.
Ouvem-se as portas dos estabelecimentos baixando causando um frenesi imediato.
Ansiedade latente, a agitação toma conta do ambiente, pressa pra voltar pra casa ou ir seja lá pra onde for.
De repente a rua se esvazia de gente.
Restam carros transitando e lixo parado nos cantos da rua.
Mais um trago no cigarro, mais um gole de cachaça, mais um papelão para passar mais uma noite.
E amanhã recomeçar novamente a vida de gado de cada dia, de cada um, de quase todos nós...
UMA QUESTÃO DE CONVENIÊNCIA
Honestidade e mentira são como duas irmãs adolescentes que sempre estão em conflito entre si, mas que não desgrudam uma da outra, pois em cada uma há essência da outra.
São irmãs gêmeas univitelinas.
Tanto a honestidade quanto a mentira são uma questão de conveniência.
Transitamos nos dois universos mesclando um ao outro de acordo com nossas necessidades.
Honesto: atributo de bom caráter
Mentiroso: atributo de quem falseia uma verdade
Não sejamos hipócritas
Podemos usar nosso bom caráter para falsear uma verdade
Sejamos honestos, quem nunca mentiu que atire o primeiro mouse.
“Todos temos uma história que, de tão subjetiva, não encontramos palavras para conta-la senão para nós mesmos na forma de pensamento.”
Viviane Andrade
Acreditar que o futuro já está escrito; essa é a maneira mais cômoda para eximir-se de fazer uma leitura precisa do momento presente.
UMA TARDE
Pássaros voando
Por ali passando
Num bater de asas
O canto
O encanto.
Era só magia
Numa tarde
Onde tudo ali
Virou poesia..
Observai os sinais pelo que eles são - são o produto de uma Lei Poderosa que vós tendes quebrado através da superpopulação e todos os problemas os quais são o resultado disso e que causaram mudanças monstruosas e a destruição mundial, a destruição entre a humanidade, na natureza, na fauna e na flora, e também no clima e o próprio planeta, e que trouxeram a penúria, o assassinato, o mal, a guerra, o terror, a miséria e a corrupção por sobre o mundo.
Porque na infância, com pouco fazíamos muito. Com uma espiga, fazíamos uma boneca. Com uma lata e tampinhas, fazíamos um carrinho. Dávamos vida as bonecas e criávamos para elas uma história. Preocupação era apenas se ia chover ou não. As brigas eram pela manhã e a tarde já estávamos de bem. Era tudo simples e belo. Era um coração maior que o mundo. Era a bondade e a inocência no olhar. Era um mundo encantado, apesar de seus defeitos.
Toda força é o resultado da manifestação pratica de alguma energia que resulta de uma inteligência fundamentalmente primitiva.
Caráter sem conhecimento é desperdício de caráter, e conhecimento sem caráter é uma falha maior ainda.
Hoje não me encontro mais. Me perdi no meio do meu caos. Uma bagunça que só eu entendia hoje nem conheço mais. Não me encontro nem em meus sonhos, os quais me afogam ainda mais. "Tudo que lhe acontece é resultado do que plantou", eu me culpo diariamente. Não culpo mais as pessoas pelo que me fazem sofrer. Culpo a mim. Eu plantei dor e é exatamente o que estou colhendo.
Dizem que o amor se acaba com o tempo. Dizem que o amor se desmancha como as pétalas de uma rosa. Dizem que o amor se apaga como num soprar de velas. Dizem que o amor é fraco como um cristal. Dizem que o amor é fato de momento, um sentimento precipitado. Dizem que o amor se ilude com um sorriso, se aproveita de um coração machucado. Dizem muita coisa sobre o amor. Na verdade todo mundo diz o que diz por medo de amar novamente. A negatividade do que dizem sobre o amor, são palavras de um coração indomável.
Dor é aquela ferida que não se cura. Aquela que uma hora ou outra infecciona e machuca mais. E ainda há quem finja não doer, mal sabem que quanto mas se sente mais se vive.
Se for pra parecer uma bobona apaixonada,que seja pela vida e todas as coisas boas que ela proporciona.
Precisamos de uma lei que proteja os homens. Estamos virando seres acuados pelas mulheres que usam pele de cordeiro.
PALAVRAS NÃO MOSTRAM QUEM VOCÊ É, SUAS ATITUDES MOSTRAM...
AMOR, NÃO É ADJETIVO ,OU SEJA, UMA PALAVRA CLASSIFICATIVA,
AMOR É VERBO E VERBO É AÇÃO.
QUERER NÃO É PODER QUANDO APLICADO SÓ EM PALAVRA.
O PLANEJAMENTO SEM ATITUDE É SÓ UM PAPEL MANCHADO DE CANETA,
UM SONHO NÃO NASCE PRA FICAR GUARDADO NA MEMÓRIA OU NA IMAGINAÇÃO, UM SONHO NASCE PARA SER REPRODUZIDO EM VIDA, ATRAVÉS DE ATITUDES.
