Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Como não é o meu forte deixar transparecer o que não me acrescenta, recolho-me a um canto qualquer, a suavizar as lacunas fragilizadas. Parece não haver nada que me possa servir como remédio à amenizar esse conjunto de emoções destroçadas, por isso me calo e me recolho a um canto. Por não conseguir expressar; por para fora o que não me alimenta, resta-me escrever. Isso me medica. Já que a minha voz soa muda, meus dedos conseguem gritar por mim. Coloco num papel tudo o que tenho vontade de falar, tudo o que digo em silêncio. E a minha voz soa muda por entre os ouvidos surdos; os olhos cegos cansados de ver o que não deseja. De enxergar a distancias a margem do incompreensivo.
quase soneto cheio de si
ó minha amada, canto em teu louvor
como se fora nato noutras terras
mais adestradas nos bailes do amor,
em Franças, Alemanhas, Inglaterras;
canto-te assim com tal engenho e arte
que até Camões invejaria o fogo
com que me ardo, outrora degredado
entre mil musas lusas e andaluzas,
e agora regressado aos seus brasis,
ó minha ave, minha aventura
e sobretudo minha pátria amada
pra sempre idolatrada, salve, salve:
o resto é mar, silêncio ou literatura
Como pássaro viajo
Livre, leve...
Tocando
Indo, voltando !
Como pássaro canto
Os verdes
Olhos castanhos
Voo de um lado
Voo para o outro
Cantando
Versos, rosas...
Sonhando.
Deus é como um par de sapatos.
Você pode calçá-lo ou deixá-lo em um canto, a escolha é sua.
Se calçá-lo, ele vai até te proteger dos espinhos, mas nunca fará sozinho a caminhada por você.
"A cada canto existe, só que as pessoas não percebem, pessoas como eu são diferentes, basta serem descobertas"
Ela o amava tanto ... tanto
Como amava o seu canto
Como amava a lua
Como amava o silêncio.
Ali ... sozinha
enquanto o mundo lá fora dormia
Aquele anjo vestia
sua madrugada
de calmaria
de fantasia
de poesia.
TROVA - 90
A voz do perdão ecoa
Como um canto tão bendito!
Mas acho que se perdoa
Conforme o erro ou delito.
DÓI
Dói saber que não me olhas como tanto anseio
Dói quando me vejo num canto jogado
a ser teu brinquedo .
Que fazer?
Apaixonei-me por ti sem saber
sem pedir
sem enredo
sem medo
sem cobrança
sem segredo...
O amor veio
e tem sido meu turvo único
in ensejo
Só meu .
Pois em ti nada importa .
Sou um vulto num breu
Sou um livro que não leu
Sou um passado que tu não viveu
Que fazer ?
É sentir mais um pouco
e deixar que saia esse sentimento louco .
É levantar e seguir !
Inda bem
que a lareira da esperança me conforta
Uma hora o vento há de bater a porta
e findará esse meu insano desejo .
Uma hora qualquer
hei de salivar com gosto inteiro
o meu sumo in sossego.
AH! COMO EU QUERIA QUE O CANTO QUE EU CANTO AGORA TIVESSE O MESMO ENCANTO DOS CANTOS QUE JÁ CANTEI
QUERIA QUE A LUA QUE VEJO AO LONGE FOSSE A MESMA LUA QUE UM DIA TROUXE DENTRO DE MIM
QUERIA QUE O TEMPO QUE ME AMARRA
FICASSE POR UM POUCO FROUXO PRA QUE UM DIA EU TE ENCONTRE UM POUCO ,
UM POUCO MESMO QUE LONGE DAQUI
AH !! COMO EU QUERIA QUE AS CORDAS QUE EU TOCO AGORA TIVESSEM O SOM DO PINHO QUE EM TODO CANTO ME ACOMPANHAVA QUANDO PRA TI TOCAVA OS SONS MAIS LINDOS QUE JÁ TOQUEI
MAS JURO QUE SE UM DIA EU VOLTO EU VOLTO INTEIRO COMO EU TE ENCONTREI
Pouso para repouso.
Não tome como inconstância
O que não é constante.
Ouvir o canto,
Mesmo no desencanto.
O horror de palavras torpes
Que são tão somente palavras,
Como as mais belas.
Engano de toda certeza,
Pois do que se sabe
O único fato
É nada conhecer.
Amanhecer um novo dia,
De forma alguma será como ontem,
Se apresenta como completo desconhecido.
E de nós a ignorância
De que tudo será como foi.
Acredito no que sinto,
Penso, vivo e digo.
Quando o dito é sem sentido,
Tomado como não dito,
De outra forma interpretado, entendido,
Mesmo assim por mim acreditado.
Palavras ditas,
São autônimas, livres,
Cada qual constitui
Seu próprio sentido,
Assim elas sempre fazem.
Do que sei que gosto,
Nem sempre digo,
Depois poderá tomar outro caminho,
Como palavras ditas e caladas,
Se tornando desconhecido.
Importa é estar vivo,
A vida sem brilho é inútil ser vivida.
Preciso é encontrar pouso
Para repouso,
Reflexão das estradas,
Passagens e atalhos percorridos.
Não existem ciclos,
Existe constância e inconstância,
Permanência e impermanência,
Sombras do passado
Que iluminam o amanhã.
É preciso olhos sensíveis ao negro,
Para na escuridão
Enxergar a mais sincera luz da aprendizagem.
Tudo é construção de uma vida,
Razão onde não existe,
E isso é a essência
É o segredo de todas as coisas.
O que dá sentido
São apenas palavras.
Se no princípio era o verbo,
No final há de ser.
A felicidade eu só encontrei, quando aceitei Jesus como meu rei. E hoje canto, sou muito feliz. Para ter felicidade, faça como eu fiz.
Coração sobre Pétalas
Foste tu quem fez brotar
Onde não havia terra.
Como um canto de ninar
Você me fez sonhar
Com a flor em aquarela.
Recinto Insólito e frio
Que eu mesmo dessabia
Que em mim mesmo existia.
Tu foste sem concessão
Apresentar a flor bonita.
O sol agora engrandece
E meu leito se aquece.
A minha alma antes fria
Agora suspira sadia
E sorri de demasiada alegria.
O medo em noites frias
Já quase não me visita.
Em meus pensamentos
Você me cobre à noite
E um beijo na testa, suscita.
Acordado, vivo um sonho
Sonho, de não mais acordar.
Olhar a flor bonita
Quem em meu coração habita
sem merecer murchar.
Há um canto que se elabora como um canto gregoriano...
Na matriz da alma surgem canções, caminhos e muitos planos!
Se constroi e reconstroi cadeias e vive as euforias, pois todo dia é sempre dia na busca da“satisfação”.
A alegria é o som vida!
Devemos nascer quantas vezes for preciso,
Pois do abismo surgem essas canções.
Katiana Santiago
Esqueçida
Agora me esqueces num canto
Como algo passado
Algo que se perdeu
Algo que foi trocado por outra mais interessante
Esqueces assim que já te fiz feliz
Esqueces hoje que já fiz parte de teu presente
Esquecestes de tudo
E agora me jogas num canto
Ali ao lado das fotografias velhas e antigas
Junto aos livros empoeirados, amarelados pelo tempo
Agora faço parte de teu esquecimento
Aceito, entendo e assim sigo minha vida
Um simples detalhe passado despercebido...
O canto
[...]
Que fazes aí?
Questionam-me as gargalhadas.
E como se soubesse,
sinto que vivo,
apenas observo.
Espero, não alguém que me leve, você
para acompanhar-me
num canto da sala,
num canto da vida.
TERCEIRO CANTO
Cortejo nupcial
Coro.
O que vem a ser aquilo que sobe do deserto,
como coluna de fumo,
exalando mirra e incenso
e todos os perfumes dos mercadores?
É a liteira de Salomão,
escoltada por sessenta guerreiros
dos mais valentes de Israel.
Todos são espadeiros treinados para o combate;
cada qual leva ao flanco a espada,
por temor de surpresas noturnas.
O rei Salomão mandou construir um palanquim
de madeira do Líbano:
fez colunas de prata,
espaldar de ouro e assento de púrpura;
o interior foi carinhosamente adornado
pelas filhas de Jerusalém.
Vinde, filhas de Sião, contemplar
o rei Salomão com a coroa,
com a qual sua mãe o coroou
no dia de suas bodas,
dia de júbilo para seu coração!
Descrição da amada
Ele.
Como és formosa, minha amada!
como és formosa,
com teus olhos de pomba,
na transparência do véu!
Teus cabelos são como um rebanho de cabras,
esparramando-se pelas encostas do monte Galaad.
Teus dentes são como um rebanho de ovelhas tosquiadas,
recém-saídas do lavadouro:
cada um com seu par, sem perda alguma.
Teus lábios são fitas de púrpura,
de fala maviosa.
Tuas faces são metades de romã,
na transparência do véu.
Teu pescoço é como a torre de Davi,
construída com parapeitos,
da qual pendem mil escudos
e armaduras de todos os heróis.
Teus seios são como duas crias,
gêmeos de gazela, pastando entre lírios.
As memórias boas são um presente, como o canto de um pássaro em uma manhã fria e solitária. Já as memórias ruins, são elas o inferno.É como ler um texto mal escrito, e não poder passar a limpo. Mas ainda bem, que nascemos com o dom de esquecer.
E a chuva cai por dentro, do meu peito como o canto de um colibri.E lá fora o Sol renasce como se fosse simples ser feliz.Seja mais vivo, a tanta coisa bonita no mundo saiba aproveitar.
