Nosso Amor como o Canto dos Passaros
"Quantas besteiras..
Notas traiçoeiras ..
Canto surdo..
Melodia que encontra muro..
É como nadar na beira..
Tocar em todas as cordas
Harmônia do coração...
É o meu " Blues"
O Blues da solidão..."
Poema: "Sotavento"
De meu canto,
sempre fico quieto.
Melhor assim.
Não tenho como opinar,
se há um Deus e um demônio
residindo dentro de mim...
Quisera eu, retroagir.
Para erros passados, corrigir.
Mas, não posso!
A cada dia vejo células, telômeros...
Esgotarem-se ao tempo.
Ah, o tempo!
Guarda em si a ternura do passado
e a amargura de cada pedaço,
cada milímetro...
A soprar em sotavento.
Ah ,como amo meu silêncio
é canto de romaria em berço esplêndido
é recanto de poeira em orvalhos e ventos
é bailado de cisne em meus pensamentos
é ninho de paz de mãos dadas comigo
é cais de borboletas em bando de melodia
é repouso de anjos passeando por entre paredes vazias.
Há um canto que se elabora como um canto gregoriano
Na matriz da alma surgem canções, caminhos e muitos planos
Se constrói e reconstrói cadeias e euforias, todo dia é sempre dia na busca da“satisfação”
A alegria é o som vida…
Devemos nascer quantas vezes for preciso,
Pois do abismo surgem essas canções.
Diversas vezes acordava pela manhã com o canto de uma senhora.
Canto como um pranto um socorro suplicado.
Ela cantava e cantava.
Cantava com tanta força e desencanto pela vida.
Vida essa talvez que lhe faltava ou que lhe foi arrancada pelos anos.
Não sabia dizer se era a felicidade que a invadia ou a nostalgia ou até mesmo o canto de alguém que sonha.
Conforme ela cantava eu pensava na vida e me invadia um medo de algum dia meu canto transbordar súplica como o dela. Não que não fosse admirável escuta-la gritar pela vida eu a admirava por ainda que parecesse um canto triste, ela cantava sem medo e libertava-se, por um momento, de algo que as palavras cotidianas não conseguiam expressar.
E todas as vezes que eu a escutava pela manhã levantava da cama com uma força e vontade de viver meu dia com tanta intensidade de modo a aproveitar cada ímpar momento.
Eu quero a vida e quero explorar cada único e particular espaço dessa palavra, vida, ainda que ávida ou feroz, doce ou amarga. Que eu possa dizer, no final mortal, que valeu a pena cada insensato e adverso momento e ao menos da vida tudo eu tive.
Há um canto que se elabora como um canto gregoriano
Na matriz da alma surgem canções, caminhos e muitos planos
Se constrói e reconstrói cadeias e euforias, todo dia é sempre dia na busca da“satisfação”
A alegria é o som vida…
E quando os anos passar, você se formar, cada um pro seu canto. Nunca mais vamos nos ver ? Como vai ser ? Um vai desaparecer da vida do outro ?
Tenho medo. Medo que você se esqueça de mim.
Medo de que você se esqueça de quem fui.
Medo de que no futuro, eu só vire mais uma de suas pequenas lembranças.
O ESTRÉPITO DA LÁGRIMA
No canto dos olhos ela surge
Tão pequena porém devastadora
Como tira-lá sem a deixar cair?
Por que ela insiste em sair?
Perversa ela corrói tudo por dentro
Querendo sair de uma vez só
Sem ter dó
Com o intuito de descativar
A deixo rolar...
Salgada como o mar
Escorre ela por toda face
Como se não bastasse
O singulto vem
Com ele o arrependimento também...
Sem almenos saber
Por que a deixei escorrer
Fico tentando entender
Mas e melhor esquecer
E com ela aprender
Que tudo que e ruim tem que sair
E de uma vez por todas desferir.
Almejo um canto para chorar, onde minhas lágrimas me consolem aliviando o peso da minha alma, e como as águas fortes e constantes de um rio em fúria varresse toda essa tristeza. Queria chorar pela glória ao invés da dor, chorar por estar completo e não inabitado de esperança.
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Vamos fujir, pra um canto distante, onde não existam leis, onde a gente viva como nos convém e possamos provar um pouco da liberdade, vamos?
Onde o medo seja só uma lenda
e as nossas verdades
não tenham emendas
Onde uma companhia boa exista
que tenha a mais linda vista, e que os pássaros digam bom dia.
Vamos fujir, la vai me bastar só você
la vai nos bastar apenas viver.
Onde irei esquecer meus porquês
vai me bastar apenas te ter.
Tem gente que carrega o aroma das manhãs,
como o canto suave de um passarinho em liberdade,
trazendo vozes que dançam nas brisas,
a magia que se infiltra no peito e cura a dor.
Nesses seres, o condão da paz se revela,
como uma luz que atravessa nuvens densas,
e ao ouvir sus falas, o coração se aquieta,
encontrando alívio nas notas da sua presença.
Fim
E do nada tudo acabou
Como se fosse um sonho
Ouvi o canto de um demônio
Que dizia não vá por este caminho
Ouvi o canto de um anjo
Que dizia não vá por este caminho
No fim o fim era um sonho
Arthur Silva
MEU CANTO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Tenho neste canto
meu frágil bis,
como se fosse
museu do quanto
já fui feliz...
O meu canto abraça
minhas memórias,
as histórias
e tantos sonhos
que tive um dia...
Retém minh´alma,
meus pensamentos
e sentimentos;
minhas saudades...
quase meu rim...
Este meu canto
me colhe tanto,
garimpa, escava,
que até me torna
museu de mim...
"Quando a Chuva Fala"
Cai a chuva, em verso manso,
como quem canta um velho canto,
que embala a terra em doce transe
e lava o tempo do seu pranto.
O som que faz é quase abraço,
um sussurrar de acalentar,
batendo leve no telhado,
como se a vida fosse ninar.
E o cheiro... ah, o cheiro vem
como lembrança de outro dia,
de pés descalços na infância
e alma limpa de poesia.
Cheiro de chão, de folha e vento,
de coisas simples, sem demora,
de tudo aquilo que é eterno
e cabe inteiro numa hora.
A chuva chega sem pedir,
mas deixa tudo mais bonito.
O som, o cheiro, o existir —
num instante infinito.
Lhe tenho inspiração como em um canto qual quer no recanto que me faça sentido para despi-la e desvendar os teus mais doces desejos...
Foco em uma desfocada peça intima para dar-lhe plenitude e prazer em letras tocante que invada sua particularidade!
Ah... Teu perfume é a certeza de que quero navegar por cada detalhe de seu corpo, portanto deite-se e se permita...
Ergo a minha flâmula com esperança de amar
Assim como o canto em seu belo dia... De quem vai gostar;
Sem saber que sabia... A minha sabedoria
Soube saber o sabido... Por onde voa o sabiá;
E em minha constante confusão
Não entendo o meu próprio coração
Faço ideia do meu dia em uma breve inspiração;
Minhas palavras poéticas são uma forma de encanto que atrai toda forma de querer.
Como um canto lírico suave ressaltando todo carinho perdido em qualquer esquina ou em um coração carente por um amor intenso.
