Náufrago
este coração que bate no peito, já não escuta a dor do náufrago, perdido e de asas cortadas...extenuado a chegar ao limite, não podendo mais libertar-se e voar.
Como um náufrago esperando suas mãos
Na certeza de que elas viriam
Adornei minha ilha particular
O tempo passou
A esperança também
Restou-me acenar ao barco que passava
E seguir como se o tempo não tivesse marcado
Ao olhar no espelho
Refletiu a certeza
Esperei sem saber
Que o único que esperou foi eu
Vou tirar essa barba dos anos
E ver quem sobrou daquilo que fui
E tentar seguir
Como se fosse possível
Renascer
As vezes me sinto um náufrago
Sem saber o que fazer
Sem saber para onde ir
Só deixar a maré que é a vida
Me levar.
Náufrago:
Sou um náufrago a nadar neste
oceano sem fim.
As vezes eu penso por que insisto em
viver assim.
Nadando netste mar muitas vezes
penso em desistir,nesta hora
uma voz a falar:
-Continue a lutar,sua hora vai chegar!
E assim sigo nadando neste mundo
sem fim,e sei que a vida reserva
muitas supresas para mim..
O náufrago de alma
As vezes nos sentimos naufragados na vida.
Assim como um náufrago se sente solitário numa ilha cheia de seres vivos ao seu redor, estes se mostram totalmente irrelevantes para sua vivência. Exceto, para sua inegociável sobrevivência.
Assim também se comporta o náufrago de alma. Cheio de outros seres ao seu redor, mas que só servem para mantê-lo sobrevivendo à vida.
Para mantê-lo vivo, feliz e completo somente se existisse aquela pessoa certa, que se aproximasse na hora certa, com o barco certo para com as palavras certas te remover daquela condição de naufrágio e solidão.
Resta provado que a solidão não é manifestada pela ausência de uma multidão ao seu redor. Ou pela ausência de alimento, animais, seres diversos, belos cenários que possam te manter vivo e radiante, como no caso de um náufrago.
A solidão é a ausência da pessoa certa ao seu lado, por mais que todo o restante possa estar presente.
Os ouvidos não conseguem entender os brados de todos aqueles que te motivam se aqueles fazem parte da multidão de observadores.
Mas o sorriso em silêncio da pessoa certa consegue te fazer acreditar naquilo que nunca foi trazido a existência como hipótese plausível.
A solidão é misteriosa.
Ela dói em meio a muitos especialistas. E cala no calor de um único abraço.
A solidão vibra com a possibilidade da pessoa certa lhe sorrir amanhã. Mas ela te coloca no poço mais profundo se a pessoa certa sorriu em outra direção, para outros horizontes.
A solidão é espreitada todo tempo. Muitos querem ocupar o lugar daquilo que me coloca só, mas poucos entendem que existem lugares que são feitos sob medida, para pessoas certas.
Temo pelo dia que o teu sorriso na outra direção faça com que o meu naufrágio nao seja visto e, então, o espaço ao meu lado tenha que aceitar as mudanças de medidas que eram somente para você.
A solidão transforma. Ou pela dor dela própria ou pelo ritual de desenlace de mãos que me lança cada vez mais ao profundo desse mar que insiste em me acolher como náufrago.
Um dia eu voltarei daquela ilha. A parte boa dos naufrágios é que o mundo todo é um lugar novo.
Deus, me resgate porquanto me sinto absolutamente só.
O náufrago
Sonhar! Como se nunca tivesse sonhado antes
Remar! Atrás de seus objetivos
Não dá para ficar parado esperando o anoitecer
Pegue seu bote
Destino, desconhecido.
No mar da vida tudo está arriscado a naufragar,
mas o pior dos naufrágios é o náufrago da esperança.
Naufrago do Sofrer
Alma penada, desengonçada feito minha áurea, pesada e surrada, afogada no meio deste sofrer que domina o meu desejo de não mais viver
Evaporar, não faria diferença eu para ninguém
Meu sorriso não o preferido de alguém
Nem a minha voz, melodia
Nem meu abraço, medicina
Queria finalmente que este velho barco que chamo de vida viesse a ser naufragado
Ao final, percebo que não passo de um cada ver esperando por seu tumulo, almejando ser enterrada para nunca mais ter teu peito destroçado.
“Prefiro ser um náufrago à deriva na imensidão do mar do que imaginar que um dia você poderá deixar de me amar”.
"Evangelizar é como jogar a corda ao náufrago que está se debatendo desordenadamente nas ondas do mar, antes que seja tragado por elas e morra afogado. - Evangelizar é demonstrar, pelas Escrituras, que o descendente da mulher esmagou a cabeça da serpente, embora esta lhe tenha ferido o calcanhar. - Evangelizar é chamar a atenção para aquela cortina do templo de Jerusalém que separava o ser humano absolutamente pecador do ser divino absolutamente santo, que, na Sexta-Feira da Paixão, às três horas da tarde, rompeu-se em duas partes, de alto a baixo. - Evangelizar é mostrar a beleza toda de [...]"
TROVA - 117
Por ti eu naufrago em mar
de sonho e ansiedade,
Mas não me venhas salvar
somente por piedade!
Naufrago...
uma vida sem sentido,
um sonho não cumprido,
uma palavra jogada ,
uma alma despedaçada...
o medo que traz
um amor que se desfaz,
e entre o sonho e a visão
resta a dor no coração,
todas vozes que me assombram
ja trouxeram uma dor,
e minha alma ja cansada
ja não quer mais um amor,
perdido e ferido,
não há mais o que temer,
minha pobre e triste alma
ja não tem o que perder,
no mar que chamamos de vida,
sou somente mais um naufrago
que esta a afundar
não há o que fazer, não quero mais remar
eis aqui que tudo vai acabar....
NÁUFRAGO
(Poema canção)
(...) Quando você tomou o rumo
Quebrou uma rotina desvalida!
Minha vida respirou aliviada
Me soltei, me livrei, me libertei...
Das amarras enferrujadas
Que o cais do porto tratou de desgastar!
Já fui louco, já fui torto
Vivi sem nome, alma ferida
Meu barco procurando porto
Preso, encalhado, sem destino
Minha bandeira tremulando em desatino
Vivendo a esmo para encontrar...
Meus passos, meus pedaços!
Tristeza em viver a vida em desalinho
Apenas sonhando os sonhos...
De um rabisco em pergaminho!
Deixe partir mesmo que você se sinta como um náufrago no meio do oceano, a salvação surge quando você menos esperar.
Se um dia ficares como um náufrago diante do mar da vida, que a tua fé seja a bússola a guiar teu coração ao resgate de Deus!
NÁUFRAGO (soneto)
Devastado pelos medos, a tudo, temo!
E nesta imensidão de negrura sem fim
Os assombros me aterram no extremo.
Donde cheguei e, pra onde irei assim?
Os sonhos se tornaram nau sem remo
O olhar se prostrou no horizonte carmim
Joelhos e mãos postas, de um blasfemo
No caos, o favorável estoirou em festim
Na sorte, o suspiro se fez de supremo
Choro, lágrimas e desespero em mim
É embarcação medonha, e eu tremo!
Oh! Náufrago, de alma sem lanternim
Miserando por um único ato sopremo.
Rogo aos anjos, ter-me ao som de clarim...
Luciano Spagnol
Novembro de 2016
Cerrado goiano
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