Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
Enquanto a lua vinha a andar sobre a noite iluminando os corações dos apaixonados e fazendo a companhia dos que sofrem por ser só, eu escrevia para fazer parar a dor
Daqui do meu quarto andar, eu consigo ver o norte, eu consigo ver a linha do horizonte que por mais que a gente queira nunca vai terminar, assim é o amor que sinto por ti.
A primeira coisa que você vê quando me vê, meu ton, minha roupa, meu andar, meu olhar?
A última coisa que você pensa quando você pensa que eu penso em você ou se algum
dia você nem pensar? Como será?
Aí reside a dor dos anos inseguros de encontros fadados.
Minha pele não é negra, mas sou da raça turva que a chama a você, fala com você, e
tem um nome, um sentido um ardor no peito que me rasga em foice Manchado pelo desejo, calejada às minhas mãos pela tua ausência chicoteado ao longo dos dias
minha saudade.
A agonia que me envolve nessa espera: quantos segundos hei de passar. Apenas com teu nome e tua imagem, tua ausência?
Indique o melhor caminho a se andar, no entanto, deixe as pessoas seguirem o que elas acharem melhor.
Há pessoas que nos roubam.
Há pessoas que nos devolvem.
Pense bem com qual queres andar ao teu lado.
ORGULHO COLORIDO
Há quem se orgulhe de andar sempre de cabeça baixa,olhando para o chão pois dizem que, olhando para o chão, encontram
muitas coisas interessantes, até dinheiro!
O meu orgulho já é outro, aprendi com meus pais a
andar sempre de cabeça erguida, olhando para o céu. Só que
com essa, de sempre andar de cabeça erguida, já tomei muitos
tombos e me ralei no chão!
Quando criança, passava sempre as férias em Ubatuba,
lá existe a praia do cruzeiro, onde o padre José de Anchieta,
com a cabeça baixa, escrevia seus poemas na areia.
A onda vinha e os apagava... Mas ele tornava a escrever,
não desanimava. Como era criança na época, não entendia
muito bem, vovó explicava que, naquele lugar, Anchieta,
(fundador da cidade de São Paulo), sempre de cabeça baixa,
não desistia de escrever na areia da praia. E ela continuava:
veja bem, ele sempre de cabeça baixa, justamente, neste lugar,
onde o por do sol é tão lindo!...Realmente, há pessoas
que só andam de cabeça baixa e se esquecem de olhar para
o céu, apreciar o nascer do sol, o por do sol e as estrelas
à noite... Ah! E a lua, como é linda, quando está na época
de lua cheia. O céu fica azul marinho e muitas vezes meio
cor-de-rosa.
Eu me sinto privilegiada, pois sei admirar o céu, quando
ele está azul marinho ou quando está rosa, mas sei também apreciar,
quando ele se enche de nuvens, avisando que vem chuva...
Como é gostoso, quando chove e podemos ficar em casa curtindo aquela chuvinha caindo e embalando o nosso sono.
Assim devemos caminhar, sempre olhando para o céu de onde vem o nosso orgulho colorido. Claro que devemos ter cuidado,
algumas vezes, olhando para o chão, com cuidado para não cair e se machucar... Mas o bom é olhar para o céu e contemplar um dia maravilhoso, o colorido que há nele...
Claro que há dias em que o céu está cinza e a sua vida também poderá estar nublada, mas se você aprender a olhar para o céu, a sua vida não poderá jamais estar cinza. A essência da vida é o colorido que a natureza oferece a ela. Lembre-se disso...
O CAMINHO CERTO:
Já tracei, o meu destino.
Estou andando no caminho
Que o senhor mandou andar
Minha cruz eu vou levando
No Senhor só confiando
Sei que um dia eu chego lá
Força ele está me dando
Do mundo estou me libertando
Pelo poder de Jeová
A minha vida é outra história
E confiando na vitória
Com Jesus eu vou morar
a vida supõe-se ser um etinerário de esperança, mas se a felicidade andar ausente tarde ou nunca se alcança.
"Segura em minhas mãos e vem ao meu lado estar, dai-me fé pois sobre as águas quero andar. Sozinho não estou, pois com a força do Senhor sei que barreiras eu posso derrubar."
FRAGAS NO RIO
Sinto saudades do cheiro a capim
Da terra molhada, de barro, de lama
De andar na rua com o meu vestido de chita
De andar descalça pelo campo.
Saudades das tranças no cabelo
Do meu riso inocente sem ver a maldade
De comer o folar de carne saído do forno
De estar à lareira em família a rezar o terço
De ouvir as histórias que contava a minha mãe
De brincar com os meus irmãos
De voltar a ser criança simplesmente
Reflexo com cor...Tempestade sem vento
Sol desbotado....Esculpido indolor
Verdade escondida....De uma alma sem medo
Dor intempestiva....Na ausência do amor
Sem tempo sem sonhos...Erva rasteira de gotas de dor
Fraga esquecida no rio imenso...Sopro do vento,areia sentida
Peito dor rido perdido no tempo..No deserto do nosso amor
"MAR DOCE MAR"
Gosto do barulho do mar
Das ondas e do sabor de água salgada
De andar descalça pela praia
Sentir areia branca nos pés
De sentir a frescura da água.
De sentir-me tocada pelo vento
Desta brisa com o cheiro do seu perfume.
Como posso viver
E explicar esta dor da minha alma
Vou tentar ouvir o silêncio
E ver a luz na escuridão
Cheirar o aroma da mais pura água
Sentir a brisa do mar e do vento
Saborear a doçura do sal e sentir areia macia nos pés.
Comece a andar...
A tarde, você toma seu café
Em uma tarde fria
Olha pra janela com imensa fé
Imaginando nós, alegria.
Não basta isso…
Imaginar.
Prenda seu cabelo.
Coloque suas botas e comece a andar.
Quando estiver ao meu lado
Olhe nos meus olhos
Sinta minha respiração
Já sei que é meu o seu coração.
Por aí vai...
Andar em minha companhia
Requer cuidados especiais
Vivo me dizendo isso
Sei que sou péssima influência
Mas se me abandono
Por uma fração do tempo
Sou consumido pela dor
Da ausência de mim mesmo
Vladimir Wingler
Os pensamentos voam para longe
Mas mal conseguimos andar
Nessa estrada da vida
Onde comigo você devia estar
me vejo passar mais estou aqui no mesmo lugar. me vejo em gestos palavras até no jeito de andar.então me lembro você é meu D N A. quando eu parti o meu legado vai ficar.
A organização:
entre andar de onibus e aviao
percebe-se a pequena distância
entre o ceú e o chão
entre quem tem e quem não
quem vive no ar e quem vive a andar
passear é artigo de luxo
no país colonial.
Entre os dias, que se foram
meu coração mal sabia
que estava ali firmando
mais uma posição
ficando ainda mais certa
sobre entregar meus olhos
minhas mãos
sorrisos e lágrimas
pra história
de nossa transformação.
Aquelas falas, aquele choro
leve e sincero
me tocaram como nada
pra dizer sobre o que carregamos
quando chegamos e partimos
dentro de nossas malas
são apertos, esperanças, e roupas por vezes
muito usadas, surradas, outras floridas, amadas
são medos, poesias, sorrisos, e vontades
adereços, enfeites e mistica em papeis
livros, lápis e fotografias, guardadas nas bolsas
dentro das mochilas tem também bandeiras
com as cores brasileiras, as cores do nosso projeto
é multicolor
carregamos em nós, a vontade do mundo virar
acompanhadas de desejos, de sonhos, de uteros que gemem
que querem ver a luz de outro ser, e por vezes tem medo,
que adiam esse momento, pois agora é outro tempo
desejos de amar, de encontrar amor pra além do que atravessa
as companhias e companheiros do partido
do movimento.
Espera eterna e profunda, de encontrar nos seres que carregam
mentes e corações na mesma direção
um amor, que seja o fundo protetor
pra aguentar fazer e seguir no caminho da coragem
sem exitar, sem nada deixar pra trás, de mãos dadas
pra fazer dos bons momentos, os melhores
pra fazer dos dias difíceis, pranto e conforto,
aguentar e apoiarmos uns nos outros
pra ficarmos de pé, e firmes
pra não cair.
A bandeira vermelha,
tão latente, e que dar cor ao nosso sonho
se pinta de verde, de esperança
de amarelo, do sol que nascerá
de azul, do céu e do mar, que nos faz aliviar
nossa cor é multicolor
em cada mala, uma parte do nosso amor
amar é verbo infinito
presente no elo
das bandeiras e dos seres desse partido
sigo, no meio de muitos
ainda que só, cheio de todos
e de nós.
