Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
O mundo moderno trouxe o que há de pior no homem e na informação, regurgito de regras seletivas, morais ainda mais flexíveis, aumento brutal no repasse de informação não confiável e o pior de tudo, tornou as convicções humanas ainda mais fortes e quanto a este último hora isto é bom e hora isto é um declínio evolutivo. Se alguém tinha alguma dúvida sobre algo, agora se encontra com uma sólida certeza, certeza incorruptível, intangível. Num mundo onde não existem certezas aparentes o homem afirma saber de tudo e afirma tudo. A terra é plana diz o homem convicto, vacinas matam, os Illuminati eles dizem. O diálogo está morto e o conhecimento se tornou seletivo. E como sempre dá pra piorar, aqueles que detém o real conhecimento sobre o mundo, aqueles que respeitam os limites de suas afirmações, perderam a paciência para a dialética e para a didática. Vos digo então, um dia todos os sábios abandonarão a espécie humana, todos os técnicos, estudiosos, filósofos pularão do barco, nem mesmo o homem mais resiliente ficará firme em seu lugar. Cansados de tantas falácias e hipocrisia, cansados de sentirem náusea toda vez que os "sábios modernos" começam a argumentar. Será a extinção do conhecimento e o nascimento da idiocracia.
Neste dia o homem deixará de ser e o nada o abraçará, justificando o que ele sempre foi, um breve delírio do universo.
Como no céu escuro, há estrelas, em toda escuridão deve haver uma luz, e da tristeza deve sair superação.
Há uma grande incógnita que permeia o tempo. Onde ele está? Pra onde foi? Pra onde nos levará? Quando nos levará? Quanto tempo resta, para aqueles que não podem ou não querem? Quanto tempo o tempo faz e se expande para benefício dos superdispostos? Tempo cura ou apenas ameniza?
Aquela situação não me permitiu raciocinar claramente sobre os fatos.A razão no ápice do confronto com a emoção. Tudo que acreditei, construí, fiz e refiz, naufragou. Perda de tempo. Tempo que não há como recuperar. Pronto, tudo se foi. Fim.
Sobrevivi ao naufrágio, conquistei um barco novo e por isso hoje estou aqui. Ancorado. Aprendendo, mesmo meio ao tempo agitado, a navegar com tranquilidade. Não poderia ter julgado tudo aquilo, como perda de tempo, pelo menos não, até que aquela interna disputa se acabasse. Fui impulsivo. Toda experiência que trago atualmente na bagagem é de minha serventia.
Tempo, você logo virá. Traga-me apenas um final feliz.
Amanda
Dia desses você me mostrou um caderno inteiro de mais de trinta folhas onde eu escrevi há vinte anos uma declaração muito apaixonada, palavras escritas em cerca de uma hora quando eu esperava você sair da faculdade.
Essa foi apenas mais uma das declarações que eu fiz nesses vinte anos que estamos juntos, com amor demonstrado todos os dias.
As palavras saltavam da minha cabeça para os dedos sem o mínimo esforço esboçavam como que seriam os vinte anos seguintes.
Não foram poucas as recriminações implícitas e explícitas pela nossa diferença de idade que beira os trinta anos e não há nada para exaltar nas suas qualidades que eu tenha deixado de dizer ou escrever.
Não há expressão de carinho que eu tenha deixado de demonstrar nesses vinte anos.
Nunca tivemos uma briga e não me lembro de uma discussão onde ficou claramente demonstrada a nossa sintonia com as muitas alegrias e as poucas tristezas com que a vida nos deu e nos surpreendeu.
Aliás, a vida não nos deu, nós fomos buscar, dia a dia, essa alegria de a cada final de tarde sentarmos frente a frente e brindarmos o sucesso e a felicidade de sermos almas gêmeas, cultivadas com educação, carinho e respeito.
Hoje você completa mais um ano de vida e eu brindo o seu sucesso, que fez a diferença de idade me transformar num moleque loucamente apaixonado por uma gatinha.
Parabéns!Eu te amo!Amanda
Há lendas sobre este lugar. Parece que coisas horríveis aconteceram: desaparecimentos, mortes violentas…
O que há de tão louco em cada um?
Vivem à margem do precipício
Uma "assepsia" humana incrível
O que os olhos estão enxergando?
Será mesmo que veem algo?
Estão com a síndrome de riley day
A dor, ou as dores, ou mesmo a sensibilidade foi se
E com isso, regridem na ordem natural da vida, pois o sentir dor, é o que nos leva a evoluir como humanos.
O pensar, foi deixado para trás, e hoje vivem apáticos, Insensíveis a qualquer tipo de relação.
Sentimentos ardilosos, são opulentos
Mentes que são desertos, e são aspergidos com a mais pura ilusão.
Buscam a si próprio, quando não obstante, tentam criar em outros, a si mesmo.
O que sobra para quem vive?
Quando se é profundo, não há quem entenda, pois são menos que rasos.
Um dia houve alguém nesta estrada, que apenas queria um afago, uma brisa, algo que ele pudesse receber. Não houve um, apenas uma pessoa que entendesse.
Neste deserto de pessoas secas, minhas lágrimas não caiu ao chão, pois a secura a volta é tanta, que mesmo se alguém visse esta lágrima, jamais compreenderia, ou mesmo veria não o tamanho dela, nem como ela se gerou.
Uma lágrima não é apenas uma lágrima
Houve todo um caminho silencioso, que, em meio a tanto barulho, não se acha um ouvido para ouvir.
São surdos dos olhos e cegos dos ouvidos.
Brindam com absinto, falando que é mel.
O que há de tão louco em cada um?
Há um determinado programa de TV intitulado Escola do Amor que passa aqui na Rede Record, pertencente a Igreja Universal que "ensina" as pessoas a conviverem melhor em seus relacionamentos, namoro também, não sei, não acompanho. O apresentador dividindo o programa com a esposa, chama até os telespectadores de alunos. Mas, essa questão é uma coisa tão estritamente pessoal, tão relativa, no meu entendimento, que é como discutir o sexo dos anjos, como se diz. Não dá pra horizontalizar, generalizar. Parei um pouco quando ia chegado do trabalho para ver um pedaço que já estava passado e eles, o casal mais perfeito do mundo, orientavam uma moça que contava minúcias, particularidades dela com o esposo, escancarava sua vida pessoal pra todo mundo saber, de tal maneira que me causou um certo desconforto, constrangimento e pedia aconselhamento. Eles enrolaram, enrolaram, desconversaram, saíram do assunto, fizeram conjecturas, até supuseram que ela também estivesse errada, enfim, numa exposição desagradável do que não nos diz respeito. Sou mais a sabia, secular e gratuita sabedoria popular que, cautelosamente, diz: "Em briga de marido e mulher não se mete a colher".
Caminhada
Há caminhos à percorrer,
Nessa longa estrada da vida,
Sem o medo lúgubre de perder,
Sempre estarei de cabeça erguida,
Todas as lutas que virão,
Não devem abalar a força interior,
Nem tampouco, contaminar um puro coração,
Somente fazê-lo lutar com mais vigor.
Vigor de um grande guerreiro,
Treinado em árduas batalhas,
Acerta o alvo com um tiro certeiro,
Acostumado com o fio da navalha.
Fio da navalha de um mundo cruel,
Onde impera o medo e o engano,
Às vezes,matamos a sede com o fel,
Mas nos iludimos com algo humano.
Humano na plenitude do ser,
Nesse vasto mundo inocente,
Ilusão, que preferimos esquecer,
Apagar de vez em nossas mentes.
Mentes cansadas e sofridas,
Sempre em busca da pura verdade,
Muitas das vezes,oprimidas,
Pela pressão da sociedade.
Sociedade secreta das ilusões,
Quase sempre cruel e desigual,
Faz rios transbordarem de emoções,
Somente o amor vencerá o mal.
Lourival Alves
Ao encontrar a morte milhares de vezes, cheguei à conclusão de que geralmente há pouco a temer e muito a se preparar.
Nossas vidas precisam ser aprimoradas por intermédio de nossas próprias experiências e quando há sensibilidade aprendemos com as experiências dos outros.
O autoconhecimento é um aliado no processo dessa jornada.
A triste estória de uma menina desaparecida/falecida/morta por negligência, em Portugal, há 13 anos!... e que por tal, talvez fique a fazer parte da nossa história...
A VERDADE da mentira...
Como em mim, sinto pasmo, por tão ver;
A imprensa em meu país, a ver tão mal;
Havido, a uma menina, em fazer tal;
Por quem TODOS sabemos, culpas ter!
Que pena me dá ver a incompetência;
A reinar neste pobre Portugal;
Aonde, sabemos, quem fez tal mal;
Tão visto, na dos CÃES; tão PURA essência!
Apreciai: o tal, do nosso inspector;
Tão dito: na “verdade da mentira”;
Que foi tão rejeitado, por sacanas!...
Que tão parecem em tais, não ter dor;
Dada a mentira, que tanto em tais, gira;
Dada a secura, havida; em suas canas.
Obs. Não comentem nada neste poema, porque as bestas culpadas nele havidas, são PERIGOSAS!!!!!!!
Com um profundo lamentar, por ver tal, [a nossa pobre imprensa] a tais fracos, alimentar/por credibilidade, lhes dar;
Tô' aí há horas, eu vou embora
Hora de me mandar, aqui 'tá devagar
Tava cansado da mesma história
Aqui não 'tá legal, aqui não 'tá pra mim
Não vou mais voltar pra aquele lugar
Não vou mais voltar pra aquele lugar
Não me pergunte, não tenho resposta
Não me procure, não peça que volte
Não resta nada, olhando a estrada
Eu resolvi pensar, em nunca mais voltar
Há coisas que só mesmo por amor se faz; que só vindas do amor se sente. Bendito amor, que segue pelos séculos afora fazendo deste mundo um lugar melhor para se viver. Bendito amor que semeia flores nos lugares mais inóspitos e faz da vida um jardim. Bendito amor, que traz dentro de si a semente da renovação, enche de autruísmo essa atmosfera tão carregada de egoísmo e nos faz sermos a única coisa que, de fato, deveríamos sermos: humanos.
Dores das Primaveras.
Quando criança, há risos.
De doer a barriga, pois há tanta alegria inocente.
Ao crescer, há gargalhadas vazias.
Piadas hilariantes que os armagurados se agarram.
Se agarram tentando ser crianças novamente.
Pois dói.
Não a barriga.
E não de alegria.
Com certeza não mais inocente.
De doer a cabeça, pois há preocupações.
De doer os olhos, pois há lágrimas.
De doer o coração, pois já está cansado de ser magoado, ser quebrado,
ser entregue e devolvido.
Os risos eram dados com prazer
e ouvidos com deleite.
As gargalhadas são dadas com desespero
e ouvidas com terror.
Dói não ser criança.
Quero rir de novo.
