Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
Confiança é ignorância. Se você está se sentindo confiante, é porque há alguma coisa que você não sabe.
JÓIA RARA
Uma vez você falou
Que não há nada neste mundo
Maior que o seu amor
E nem algo tão profundo
Você levou-me às alturas
Me fez acreditar
Que o amor é imortal
Maior força do Universo
Que o bem é mais que o mal
O que conta é cada gesto
Você levou-me às alturas
Me fez acreditar
Que o tempo não para
Tudo passará
Que maior jóia rara
É amar
A ILOGICIDADE DO AMOR
Não há logicidade para o amor,
não há razão para amar,
pois o amor é singular.
Amar pode ser vulgar,
amar pode ser bestificar.
Mas amar pode ser cuidar.
O amor não tem fronteiras,
inexiste ocasião,
o amor tudo espera,
o amor tudo supera.
O amor vem com a emoção,
pode dissipar-se com a razão,
e renascer com a ocasião.
Assim, viva o amor,
nossa peculiar expressão,
substantivo abstrato ímpar de afeição.
TERRORISMO
Há um explosivo
Na minha cabeça,
Fulgura uma espada
No âmago d'alma!
Não há uma trégua,
Não há um cessar...
O medo estrangula
O resto da calma!
Eu explodo, eu sangro...
Maldigo o terror
sanguinário e insano,
Até que apodreça
A última ideia
De um líder tirano!..
O meu filho não tem idade pra discernir ainda o que é a vida, não há nele entendimento, teorias, cartilhas sobre a existência. Porém, uma coisa posso garantir. Ele sente o que é a vida através de olhares que traduzem a alma, sabe quem o ama, sente quem o quer bem. Isso vai além de qualquer descoberta humana, é aquilo que não demanda explicações. É sentimento, é troca, é amor no olhar. Ele sente, e sente porque ele é, e pra ser, basta nascer.
Não há receita pra este tipo de coisa, mas o princípio básico pra que se tenha credibilidade onde quer que seja é, o alinhamento do que se diz com o que se faz.
Sentir saudades
Saudades, que coisa estranha,
não há quem explique o porquê.
Uns dizem que tê-la é prova de
zelo, cuidado, bem querer.
Eu no entanto discordo.
Saudades dói, machuca
maltrata o coração.
Saudades só é bonita em um poema,
poesia ou canção.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Gosto de tudo claro, não há mal nenhum nisso. Anormal, pelo menos pra mim, são coisas mal resolvidas.
Um buraco tão fundo para se cair, infelizmente não há escolhas
Sair daqui vai ser um inferno
Entre sair ou ficar e apodrecer, é preferível a segunda
A imensidão do seu universo já não consegue preencher as lacunas deixadas por cicatrizes tão remorsas de um amor impuro
Deveria injetar a dose única para uma caminhada nos inferno do céu
Uma viagem paralela de fantasia misturada com imunidade da vida terrena.
PARA BEM VIVER, VAMOS PRATICAR O BEM
Marcial Salaverry
Para bem viver,
não há o que escolher...
É preciso não esquecer também,
de que a todos devemos desejar sempre o bem...
Que para todos seja uma vida completa,
de felicidade sempre repleta...
Praticar a bondade, não importa a quem
não prejudicando a outrem...
É preciso ser uma alma perfeita,
que à maldade não esteja sujeita...
Não faça de sua vida um tormento,
esquecendo algum triste lamento...
Acabe com essa expressão de siso,
e dê para a vida, um doce sorriso,
iniciando cada dia
com felicidade e alegria...
Marcial Salaverry
Em nossos corações não há uma única porta fechada porque quem ama confia: é imprudente, tudo permite, tudo perdoa.
Ei, Solidão!
Agora somos só eu e você.
Há quem não goste de você.
Há quem chame você de tediosa.
Há quem diga que você é um castigo.
Mas, prefiro lhe ver com bons olhos.
Ei, Solidão!
É quando me sinto só, que você entra em cena e se junta a mim.
Ei, Solidão, é você que me faz pensar em coisas que certamente não pensaria se estivesse com um outro alguém - há não ser você.
Ei, Solidão!
Meu melhor amigo sou eu.
E abraçando a você, me aproximo cada vez mais dele.
A solidão, que a dois é um castigo, a um é um presente.
Todo mal que tanto detestamos habita dentro de nós. Não subestime este mal. Não há ninguém bom o suficiente para se auto-redimir. Precisamos de um Redentor. Todos precisamos de Cristo.
Trabalho com teatro, mas não vivo fazendo teatro. Minhas máscaras deixo-as no palco. Se há uma coisa que não sei ser, é falso!
Valoriza-te, tu és uma pessoa especial e única! Não há ninguém igual a ti dentre a vultosa população do mundo!
Era um caminho. Aberto. Vago. Alheio.
Pesava sobre meus ombros posses, abstrações.
Não há setas, bússolas, perdões.
Não há um destino, mas vários ou nenhum.
As pegadas dos últimos passos, eu vi adiante.
Que garantias isso me dá?
O que é o destino se não a morte?
Caminho em direção a ela?
E eu tentei ver nas réstias do horizonte onde dará.
Dará na última pegada, ao cair numa armadilha.
E o que será adiante se não um ponto de vista?
20 anos e os ombros pesados.
A dificuldade de se desvencilhar…
É preciso estar leve pra escalar montanhas.
Um dejá vu. Me pergunto se já estive nesse ponto
Ou se os pontos se repetem gradativamente.
Talvez a natureza não seja tão criativa.
Parece que o ar se torna cada vez mais rarefeito.
Ou eu me sufoco com meus próprios ombros.
Fui tirando pedaços da bolsa. Um apelido, uma mentira...
Alguns pedaços saíam com muita dificuldade,
um chiclete grudado aqui e ali.
No final… no final… estava leve?
Mas afinal alguma coisa permaneceu, aguada e inconsciente
e essa coisa afinal sou eu?
Havia um vazio pesado. Como o ar rarefeito.
Como a melancolia que inunda os domingos.
Um cemitério vazio encharcado de medo.
Afinal, quando acabara já estaria acabado?
O mais se temia já teria se adiantado?
Não sei o que eu era e o era um estado de mim.
Nem ao menos sei a diferença.
Sei que quando chegar a hora
a hora já terá passado.
Tão lógico e paradoxalmente.
