Nao Gosto do que Vejo
VARANDO A MADRUGADA
Já é outro dia
Vejo pelo relógio
Mas é tão bom
Ser noite ainda
Tantos partos
Sendo feitos
Gente nascendo
Outros morrendo
Crianças dormindo
Idosos tossindo
Casais se amando
Gosto da noite
Tantos segredos!
mel - ((*_*)) 25/07/16
Olho para vida e tudo que vejo são seres vivos, olho para morte tudo que vejo está morto
Os meus olhos só vêm o que eu quero ver quem me dera querer ver alem daquilo eu vejo...
Vou partir e claro deixar tudo pra trás
Tudo que ouvi, tudo que falei
Tudo que vejo e tudo que sinto.
Nada muda, nada mudará
Claro que vários pra julgar
Mas e daí?
Se o que realmente sinto é vejo ninguém acredita?
Convicções? Pode até ser...
Mas é isso que estou fazendo...Ser!
Ser alguém bom sem se corromper
Ser o impacto em sua vida,
Se você permitir
Eu me permito entrar em qualquer lugar...
Um quarto escuro?
Sim, pois sei que posso clarear
Uma vasta imensidão de uma montanha?
Sim, pois sei que posso voar
Ou a calmaria de um belo lago quem sabe,
Certeza que com os pés eu provocarei uma grande onda...
Ao acordar sozinho eu penso em você
Ao dormir só penso em te ver.
E ao sonhar vejo tudo acontecer.
Será que um dia vou te ter?
Ouvi dizer que tudo é fase,tudo é questão de tempo.Porém eu vejo como questão de fé.Todos têm tempo, e mesmo assim muitos fracassam.
Ser simples
Quando olho a cidade vejo a imensidão de vidas largas e descontinuas em tempos e espaços distintos...
Gosto das frutas do mercado e do movimento dos carros que me envolvem a audição.
Gosto da chuva da enxurrada e do asfalto de paralelepípedos.
De manhã o céu acorda e nos diz é hora!
Nos atropelos: a vida!
Cada momento vai passando diante nossos olhos e nos pergunta: quem é você? No que se tornou? Até onde irá?
Todos os dias as obrigações nos invadem e o medo constante de perder a alegria pode não ser aparente, mas existe.
E roubam muitas vezes nossos gestos de carinho, nossos afagos, nosso dom de cuidar do outro, pois na verdade, no vocabulário do homem moderno a frase central é: não há tempo, não tenho tempo.
Seguidos por relógios, caminhamos a passos rápidos e largos sem saber onde vamos parar.
De não beber água, não comer bem, não dormir o suficiente nosso corpo sente.
De não ter tranquilidade física e mental nosso corpo sente.
Que consciência temos da vida?
Assim, sentimos abarrotados no vazio que muitos tornam a existência.
Gosto das flores da primavera e aprecio o frio do inverno.
Gosto do sol quente e da brisa leve que o vento traz.
Gosto de estar com a família, com os amigos e conhecer gente nova nas caminhadas.
De lá para cá, sou eu, é você, somos nos...
Sujeitos do mundo moderno entre as reflexões de Clarice Lispector e o fantástico mundo de bob, onde moram as coisas descartáveis.
Ser simples no tumulto da vida.
Ser simples para encarar a dor.
Ser simples,
Resta-nos ser simples.
É tão belo ver a natureza
Quando a vejo sinto seu perfume,
e seu encanto são lindas e perfumadas,
São tão belas e firmes nas
suas lindas e variadas cores.
No amanhecer acorda feliz com sol a brilhar e fico encantada, e abraço, pois somos amigas por natureza.
Eu trabalho pensando em você e nem vejo as horas passarem. Quando estou voltando para casa, novamente você invade meus pensamentos.Já é hora de dormir, Mas só consigo se te imaginar aqui
Através dos olhos do marinheiro, navio em alto mar; T-R-A-M-A; Eis que vejo uma ilha, aprazível, peculiar, tão distante; Terra à vista! Não há como alcançá-la. O mar se agita, ansioso; marinheiro isolado, pusilânime, consternado. Anela por tal ilha, atraente a teus olhos. Sabes, óh marinheiro, que não cederás, lutarás até obter tua tão ansiada ilha. Conquistá-la seria triunfo, felicidade plena, poder um dia, chamá-la de tua. Doce ilha, por que não repara no marinheiro que tanto te mira? Concede-te enfim, óh garota ilha, ao marinheiro que te ambiciona dia após dia; ama-te em silêncio. Marinheiro e eu, eu e marinheiro, mirando alcançar uma só ilha, uma só garota, você, minha garota ilha.
caminho pela cidade
vejo que sonhos são uma passagem
para outro mundo que tanto desejei
estar com você, mais uma vez,
descubro que mundo um sonho...
cheio de intercessões, numa leva um atalho,
paro reflito para onde ir,
logo sinto uma batida de uma musica
do qual um dia ouvi teu coração bater.
meu coração sofre tragicamente...
olhando da escuridão,
te vejo sozinha...
entre quatro paredes estou esperando,
quando percebo a morte
tento te beijar pela ultima vez,
no momento em todos olham
para escuridão, te amo mais uma vez...
depois de sentir o mel de
seus lábios como uma flor
que procura o amor.
vejo que o mundo parou
quando te beijei eu poderia
colorir esse seu mundo preto
e branco carente de paixão
a procura de alguém pra amar
Será lembrança tua,
ou é o samba de Dalva
Nas margens do Paraguaçu?
A impressão é que te vejo
Quando ouço a voz de Sine, aqui do lado
conversando teorias sistemáticas
de viagens que ele acabou de fazer.
Pode ser a vontade
ao ver Edson Gomes
Atravessando a ponte
Vindo pra cá, cantar
numa mesa de bar,
Sorrindo com todos em Lomba
Numa quinta-feira longa
Até o sol nascer no rio
Não sei se é tu ou Cachoeira
no porto, em seus becos e ladeiras,
ou cheiro do licor que esquentava
enquanto os pretos velhos dormiam
E as nossas almas de amor se consumiam.
Não sei se são lembranças,
Se é Cachoeira,
Ou será adiante, apenas, saudade.
Vejo é mais vantagem no anonimato!
Pois é na popularidade que vejo muitos se desencontrado!
É quando eles passam a acreditar que são irrepreensíveis e isentos de qualquer engano!
É quando eles passam a se sentirem deuses devido aos seus devotos.
E se passam a acreditar estarem corretos por consequência dos muitos que concordam com eles, então corre risco os seus alicerces.
Pobre homem, estaria mais seguro no anonimato, protegido de si mesmo!
Pensando como mais valia, interrogo.
Qual o denominador comum pra ``Amostragem´´
...?.
Vejo nas mídias uma tonelada de seres postando só oque de melhor possuem, e pondero-me...
Será que ha algo de ruim nesse povo todo?
E quando das resposta; sinceramente vejo aquele algo freudiano que requer um divã.
Nossos atos só dizem respeito a nós, afinal nem nossas mazelas tão pouco o furor depressivo nos reinventará pra no final acabarmos no minimo feliz e salvo do inferno.
O patrão Vasques. Vejo de lá hoje, como o vejo hoje de
aqui mesmo — estatura média, atarracado, grosseiro com limites
e afeições, franco e astuto, brusco e afável — chefe, à
parte o seu dinheiro, nas mãos cabeludas e lentas, com as
veias marcadas como pequenos músculos coloridos, o pescoço
cheio mas não gordo, as faces coradas e ao mesmo tempo
tensas, sob a barba escura sempre feita a horas. Vejo-o,
vejo os seus gestos de vagar enérgico, os seus olhos a pensar
para dentro coisas de fora, recebo a perturbação da sua ocasião
em que lhe não agrado
O patrão Vasques. Tenho, muitas vezes, inexplicavelmente, a hipnose do patrão Vasques. Que me é esse homem, salvo o obstáculo ocasional de ser dono das minhas horas, num tempo diurno da minha vida? Trata-me bem, fala-me com amabilidade, salvo nos momentos bruscos de preocupa- ção desconhecida em que não fala bem a alguém. Sim, mas por que me preocupa? É um símbolo? É uma razão? O que é?
