Nao Gosto do que Vejo
ouço vozes o dia inteiro
elas chamam meu nome
vou na porta e não vejo ninguém
além da solidão
numa tarde fria
ouço vozes na dentro da mente
elas chamam meu nome
escrevo todas no papel fazendo poesia.
Sorte,
Vem vindo,
Vejo alguém sorrindo,
Não pode ser trote,
Fico pensando,
Que sorriso lindo,
Vou logo falando,
Vem de onde?
Pergunto,
Do infinito,
Retruca,
Paro de novo,
Sem entender,
No meio do povo,
Algum querer,
Ganhar ou perder?
Em tudo.
Numa discussão,
Pra não perder a razão.
Numa batida,
pra não perder a briga.
No casamento,
Vê se aguento?
Provar ser melhor.
Como se vai morrer?
Ser o mais forte.
Pra que ?
O mais bonito,
O tempo mostra ser finito,
Tantas disputas,
Que no fim toda luta,
Sessa no extinguir,
Do respirar,
Até atingir,
Alguém a enganar,
Enganar alguém,
Engana a si mesmo,
A vida passa e nos provará,
Todo dia alguém vai pra lá,
E tudo torna - se,
Abstrato,
Novamente.
Para os viventes,
Que continuam eloquentes,
Achando muita vida pela frente.
Como sempre.
Não era para ser assim, o mais que me esforce nada vejo fazer sentido para si, o mais agravante estou me gastando a cada hora de labuta para meramente te ver a sorrir, porém preciso de auxílio pois levar este barco ao porto seguro esta sendo cansativo de mais, por isso, valorize cada sour, dedicação, carinho e tudo que faço por ti.
o tempo não existe
vejo em você um menino que chora
um moço bonito que sofre
um homem cansado que ri
um velho sábio solitário
todos eles me atraem
sobretudo com esses olhos de rio
Meu amor, como é difícil viver sem você, olho para os lados não te vejo não sinto seu cheiro, não vejo teu sorriso não escuto tua voz, me dá uma tristeza, meu coração bate vazio, sinto a dor da saúde,
Que saudade eu tenho de você a única coisa que me faz viver é o que restou o fruto do nosso amor.
Se você não arde por santidade, não vejo que tenha qualquer direito de pensar que é um discípulo de Cristo.
Vejo muitos exigindo direitos de promessas por se acharem filhos de Deus, mas não os vejo viverem uma vida de testemunho como verdadeiros filhos de Deus.
DEZ OLINDAS
se ela não fosse bonita
com a beleza que eu vejo
ela já era linda
mas ela era bonita
com a beleza que eu penso
e a beleza que eu penso,
penso mais que dez Olindas
tinha todos os deslimites
que a beleza do mar
tinha a imensidão do sonho
e o sonho imenso de amar
CRIADO MUDO
Alguma coisa deve mudar de hoje em diante, os fantasmas que vejo é Mentira... não somos tão solitários assim, eu e meus eus distintos,
Às vezes sou velho, às vezes num berço, embalo o tempo da inconsciência
Às vezes morro de saudade do meu eu menino
Mas nada disso é motivo ou explica nossas dores
Os corredores silentes passeiam nossos fantasmas,
Que cobram por desilusões e murmuram antigos amores
Alguma coisa deve mudar de hoje em diante
Vovó se espreguiça sobre a cama como se o tempo
Lhe esticasse sem dó suas canelas depois de levar o seu juízo
E sobre o criado mudo a dor revela, próteses que já foram seu sorriso
Vejo que o barco do nosso amor está se afundando, pena que nao sou um salvavida.
Diga que me ama
Mesmo sendo mentira
Sei que a verdade liberta
Mas prefiro me prender
Por mim mesmo
Se é verdade que ja nao sente nada por mim
Pois vejo que o barco do nosso amor
Está se afundando
Prefiro ficar preso na mentira
Por favor mente para mim
Diga que me ama
Será que dá para fazer
Respiracao
Boca-a-boca nesse amor
Para traze-lo a vida.
Mesmo que não estejas
Te vejo em todos os lugares.
De ti vem palavras tão amargas
Teu rosto sério com sombra e suores.
O céu do teu coração, vai chorar
Melhor flores e não amores.
O semblante só riras.
*
✓✓ Vejo tantas
páginas
em branco,
e minhas penas
arranco
pra que não saia
a derramar lágrimas
em dores de poesia. ✓✓
***
( Francisca Lucas )
Eu vejo ursos ferozes com dentes afiados também suas garras prestes apanhar suas presas. Mas não sabe eles dos planos de Deus infalíveis para aprisionar essas feras cujo único objetivo tem é matar. Mas a prisão está lá como punição contra todos eles. Ninguém injustamente merece ser acusado por tão pouca coisa. Mas Deus é juiz justo inocenta inocente e prende aquele que é culpado.
Quando eu falo pelo sim
E afirmo pelo não
Vejo como é ruim
da raiva de não ter razão
Pois foi o que aconteceu
com joãozinho sonhador
Um cabra que se meteu
A encarar o governador
Joãozinho nasceu pequeno
Todo cheio de graça
Brincava no sereno
No meio da fumaça
Quando era menino
Tinha total beleza
Mas era tão franzino
Que dava tristeza
Achava que a bem de tudo
Tinha razão de protestar
Contra o governo, contudo
Muito a reclamar!
Quando foi em uma festa
Para o governador
Vestia uma roupa modesta
Porém de alto valor
Quando foi outro dia, muito irritado com o governador
Disse muito contrariado:
Este governo está um horror
Mandou que convocassem
Todos os eleitos
Que também chamassem
Todos os deputados e prefeitos
Ele foi dizendo: Meu povo associado
Tenho toda a estrutura
Para acusar esse senado
De possuir péssima figura
Pois não é justo
Que usem de violência
Para calar a todo custo
A voz de uma consciência
Todos ficaram com medo
Prevendo muita pancadaria
Até o prefeito fugiu mais cedo
Caindo da escadaria
Todos fugiram da surra
Pondo a culpa, com efeito,
E no jogo do empurra
Estava até o prefeito
Joãozinho sumiu na estrada
porque não podia ficar
pois não fizera nada
pra na prisão morar
Na sua fuga desembestada
Joãozinho de casa em casa explicava
Toda a palhaçada
Que o governador causava
O povo nunca esqueceu
Do Joãozinho sonhador
E na praça o povo ergueu
A estátua do grande sonhador
Ao ler esta história
Conte aos amigos do peito
Pois quero ser ouvido em glória
E por todos ser aceito
Jaz no país o povo sofredor
Ali se vê um pobre o grande sonhador
Zerado no cobre
Imitado por todos
Não se esqueça
Há gente que mereça o salvador!
Um pouco de atenção...
Quando te vejo
Eu não consigo disfarçar
O que sinto por você
Está escrito no meu olhar
Quem olhar pra mim vai perceber
Que gosto de você.
Não tem mistério, só uma solução.
Olhe com os olhos do seu coração
Dê-me um pouco de atenção
Beije a minha boca, pegue a minha mão,
Pare de frescura vamos viver essa paixão
Se você me quer então não deixe o meu peito
Sangrar e chorar em vão.
(Autor: Edvan Pereira) "O Poeta"
