Nao Conto Detalhes e muito menos
Existem princesas que nunca foram coroadas, por não saberem escolher o seu príncipe.
E existem príncipes cegos o suficiente para não reconhecerem sua rainha.
Entre desencontros e silêncios, se perdem coroas, castelos e histórias que poderiam ser eternas.
Porque amor não é só escolha — é também reconhecimento.
Eu te amei.
De um jeito bonito, intenso e quase ingênuo.
Havia entre nós uma sintonia que não se explicava.
Você lia tudo em mim, e eu amava o fato de nunca adivinhar seus gestos.
A forma em que eu sempre era surpreendida por você.
E ainda lembro da noite em que você apareceu a pé, na madrugada,
só pra me entregar uma carta.
Sua coragem de caminhar quilômetros pra me entregar papéis com juras de amor.
Como se o amor tivesse pressa.
Tanta pressa que apressadamente tudo acabou.
E mesmo assim, você foi embora.
Me trocou como quem muda de estação.
Sem aviso, sem tempo de procurar o moletom (aquele moletom).
Anos depois, você voltou.
Com histórias, saudade
e um pedido de perdão.
Quase me fez acreditar
que o tempo podia curar tudo.
Mas você nunca soube permanecer.
É seu jeito de ser, ser inconstante demais.
Você sempre foi feito de vento.
Chegava forte, bagunçava tudo,
e depois partia sem nem olhar a confusão que deixou.
Você só sabe amar pela metade.
E não foi só comigo.
Passou pela vida das pessoas
como quem experimenta amores,
mas nunca mergulha neles.
Tentativas frustradas de preencher um vazio
que acho que nem você entende.
Você coleciona histórias,
mas nunca construiu nenhuma.
Um dia, quem sabe,
você perceba o que desperdiçou.
Mas já vai ser tarde.
Na verdade, já é tarde.
Porque eu estarei ocupada
vivendo tudo que você nunca me proporcionou, ao lado de quem soube me escolher, e, principalmente, me manter.
Uma guerra está sendo travada.
Não uma só.
São guerras sobrepostas —
territórios, ideias, narrativas.
Guerras que atravessam continentes como ventos quentes,
queimando o que resta de paz nas esquinas do mundo.
De um lado, um povo.
Do outro, outro povo.
No meio, o pó dos edifícios,
o silêncio após a explosão,
os olhos vidrados de quem ainda respira.
As fronteiras não são mais apenas linhas no mapa.
Viraram cicatrizes abertas na carne da Terra.
As crianças correm, mas não sabem mais para onde.
Correm entre os escombros, entre pernas amputadas,
entre bonecas queimadas, entre memórias que se desintegram no ar.
O planeta inteiro sente.
Não há lugar onde o eco dessa violência não alcance.
As telas transmitem em tempo real a queda do outro
como se a dor pudesse ser consumida com um clique.
Não há heróis.
Não há vencedores.
A pólvora tem o mesmo gosto amargo dos discursos.
Os céus escurecem de fumaça,
o chão afunda sob os pés de quem perdeu tudo
e ainda tenta nomear o que restou.
O tempo desacelera diante da destruição.
Uma escola se desfaz em poeira.
Uma mulher grita.
Um velho cava com as mãos o corpo do filho.
O mundo gira, mas nada se move para impedir.
A geopolítica dança em salões gelados
enquanto os corpos ainda estão quentes no chão.
É por isso que não é apenas uma guerra.
É o colapso da empatia,
é a falência da escuta,
é a ausência de humanidade sendo televisionada como espetáculo.
E ainda assim,
seguimos.
CÂNTICO ÁRIDO NO CERRADO (soneto)
Já não mais os agridoces cheiros
Vindos dos ventos dos silvados
Não ressoam cânticos brejeiros
Que concebiam versos alados
Onde estão os frescores cordeiros
Cheios de sessamentos afiados
Pelos dias amenos e tão inteiros
Cá no cerrado, tão pavonados?
Secura, aridez, rolando ao léu
Onde foste azul, cinza é o céu
E, que hoje vimos mais e mais
Tem poeira no horizonte, urge
No fim da vereda a sede surge
- Estia o chão e os mananciais!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/06/2025, 10’39” – Araguari, MG
A Ceia não é apenas símbolo, é realidade espiritual. É lugar de aliança renovada, de reconciliação restaurada, de pureza reencontrada.
Mas ninguém pode saborear esse pão com alegria, se antes não passou pelo amargo da verdade. Ninguém pode se assentar com paz, se antes não se levantou do orgulho.
A confissão é o ponto onde o segredo cede lugar à luz, e o orgulho é substituído pela verdade. Não há comunhão sem confiança, e não há confiança onde há mentira sustentada.
A fé cristã não é um projeto de imagem pública. Ela é uma jornada de sinceridade diante do trono da graça e diante do corpo que comunga dessa graça.
O pecado não tratado se torna uma sombra sobre a mesa da comunhão. Ele apaga a alegria do pão e esvazia o sentido do cálice. Não por causa do pecado em si, mas por causa do orgulho que se recusa a trazê-lo à luz.
A comunhão verdadeira só é possível onde há luz. E a luz, quando chega, expõe, mas também cura.
Não há cura onde ainda se insiste em controlar a narrativa. O Espírito Santo não cura o que o coração continua tentando esconder.
A purificação prometida em 1 João 1:9 não é automática, ela está condicionada à confissão.
Deus fiel perdoa. O Deus justo purifica. Mas o homem orgulhoso resiste, e permanece preso.
Não existe corpo unido quando os membros estão feridos e calados. A igreja é um só corpo, e quando um membro sofre, todos sofrem com ele.
A restauração começa quando um escolhe parar de fingir e abre o coração para o Deus que sara. E quando isso acontece, a graça não apenas alcança um, ela começa a restaurar todos ao redor.
Mesmo não sendo indígena, aprendi que posso — e devo — usar minha voz e minha escrita para partilhar tanto a beleza quanto as lutas enfrentadas pelos povos indígenas. Eles têm uma voz potente, uma voz ancestral que resiste e pulsa há séculos, ainda que tenha sido silenciada e invisibilizada por tanto tempo.
Essa voz brota de suas culturas, línguas, ritos, danças, cerâmicas, culinárias e memórias vivas. Ela ecoa nas resistências cotidianas contra o preconceito, a injustiça e o apagamento histórico.
Meu papel é escutar atentamente, criar espaços para que essas vozes sejam ouvidas e amplificadas, e contribuir para que o mundo reconheça e valorize essa riqueza cultural e histórica que permanece viva e atuante.
Tem gente que não consegue te odiar sozinho/a, então espalha mentiras sobre você para te odiarem em grupo.
Mais Mal sabem eles que um dia a verdade aparece e tudo que foi dito é revelado a final a mentira tem perna curta, ninguém consegue sustenta uma mentira por muito tempo. A verdade pode demorar mais nunca falha o tempo é o juiz pra se encarregar de esclarecer tudo e todo mal entendido, não espere que uma pessoa vai esclarece uma mentira sobre você, espere e acredite no tempo que tudo será esclarecido. Acredite!
Evoluir por você é fazer a diferença no mundo, não ser apenas uma expectadora, mas sim a protagonista, é difícil? Sim. Mas qdo foi fácil!?
Para ser gerada uma batalha em meio a milhões, depois veio o conforto no útero da mãe e para nascer, outro desafio gigante. Sair da zona de conforto nunca será fácil, mas você está aí e quantas batalhas já venceu para ser a pessoa que é hoje. Ainda há àqueles que duvidam da excelência de Deus.
Lembre-se que tudo você pode, acreditar não é fácil, mas a fé remove montanhas.
Escrevo para você, escrevo para mim, escrevo para lembrar e enriquecer a minha alma, não são apenas palavras, mas vida.
Vida minha, vida sua !
São textos que te fazem refletir.
Esconder sua face pode parecer sensato, mas será o verdadeiro eu que vejo?
Dentre tantas escolhas resolveu se achegar aqui, nesse cantinho simples, recanto que acolhe, mas nada bobo , a penas sensato.
A recíproca é verdadeira.
Na mesma medida, na mesma moeda.
Mas o sabiá continua triste
Perdido sem um ninho
Vaguea por aí
Poesia de Islene Souza
Não há nome pra isso
Tem coisa que não se escreve,
mas insiste em nascer letra.
Um silêncio que sangra alto
no canto de cada espera.
É a sede que não se mata,
mesmo afogando na fonte.
É saudade antes da hora,
é o sol quebrando a ponte.
Tem amor que vem sem rosto,
mas deixa marcas na pele.
Feito vento que atravessa
sem pedir, sem dizer: "segue."
É o erro que a gente escolhe
mesmo sabendo o final.
É o abismo tão bonito
que faz a queda ser banal.
Não tem nome o que nos move.
É mais rugido que fala.
É o que pulsa entre os olhos
quando a palavra se cala.
O Tempo que Nos Mora
O tempo não passa,
ele se aloja.
Em cada dobra da pele,
em cada linha que cruza o olhar,
em cada silêncio que responde
a perguntas que deixamos de fazer.
Ele não corre,
ele escava.
E dentro de nós, abre corredores,
salas abandonadas onde ainda ecoam
as risadas de um outro “eu”,
mais leve, talvez mais ingênuo,
mas inteiro.
Somos morada do que fomos.
E o presente, esse inquilino instável,
vive batendo portas
entre o que sonhamos e o que aceitamos.
Traz nas mãos promessas que esquecemos
e nas costas cicatrizes que fingimos não ver.
O tempo nos ensina pela repetição,
não dos fatos,
mas das dores.
Cada erro renomeado é uma lição que retorna,
com nova máscara,
mas com a mesma essência.
A vida, no fim,
não é uma linha reta —
é um espiral de retornos,
um eterno reaprender.
E quem não escuta o tempo,
repete os passos
no mesmo chão partido,
acreditando ser caminho novo.
Velha Amiga
Não corro da morte,
não tremo ao seu nome.
Ela não é sombra,
é apenas silêncio que chega sem alarde.
A vejo como uma velha amiga,
de passos lentos,
que caminha à margem da estrada,
esperando o dia em que nos sentaremos
para conversar,
como quem reencontra alguém
depois de uma longa jornada.
Ela não me assusta.
Me ensina.
Me lembra que cada nascer do sol é raro,
que o riso de hoje não volta,
e que amar vale mais do que temer.
E quando chegar o momento,
não haverá luta.
Apenas um aceno leve,
como quem parte de casa,
mas sabe que foi inteiro
enquanto esteve.
Pergunte-me quem sou !
- Quem és Tu ?
- Eu sou Tu ! Mas quando não conversas comigo, Eu sou Ele.
Espelho do Ser. Eu reflito Tu porque Eu já não sou. Mas Tu és em mim. Eu sou teu espelho e teu reflexo perguntando a Si.
Quando não me usas, eu apenas observo. Então sou Ele. Aquilo que falas e busca com desejo de ser.
Então pergunte a mim: Espelho Espelho meu existe alguém mais sábio do que eu ?
E aguarde a resposta do silêncio. Assim saberás a resposta...
Hebreus
Os Israelenses têm sofrido demais, desde a saída do Egito. Não há povo tão sofrido desde há milhares de anos, como o povo de Israel. Dizem alguns "terá sido por seu pecado" ! E eu pergunto? Qual povo sofreu tanto como este Povo? Os Gentios não são pecadores? Não terá sido demais o sofrimento dos Hebreus! Que nação Gentílica foi perseguida por ser religiosamente fiel à sua religião? Por um sistema inquisidor? Por uma perseguição de Hitler? E por ser judeu em si? Quem matou Jesus Cristo? Foram os Judeus todos? Ou só alguns? Não fomos nós, de todo o mundo que matamos Jesus? Não foram os Romanos?
Deus vai julgar as nações! Então cada um vai receber segundo as suas obras! Vai haver vários juízos! No fim vai ser o juízo final! Então será feita justiça ao povo de Israel! Oremos por Israel! Deixemos de antissemitismos. Ainda hoje nos nossos dias, acabemos com juízos injustos!
Almas Gêmeas
A minha irmã querida,
Que amo além da vida,
Não de sangue,
Mas, se precisar te dou o meu,
Te amo mais que a vida,
Minha irmã querida,
Meus dias todos contigo,
São sempre mais floridos,
E até nos dias nublados ou frios,
Ou quando olhando para o lado,
Só o vento e calafrios,
Você sempre esteve lá,
Seja,
Para rir,
Seja,
Para me salvar..
Te amo amiga que hoje chamo de irmã,
Porque foi-se o tempo que esse tempo passou,
É eterno,
Tão eterno como sou, é e somos.
Jadeilson
Meu irmão não é especial.
Não tem nenhuma virtude fora do comum.
Não brilha nas rodas,
não encanta multidões,
não coleciona diplomas.
Mas é um homem.
E isso, hoje, já é raro.
Homem no gesto firme,
no que acredita,
no que não negocia.
Rude, às vezes seco.
Mas nunca falso.
Nunca curvado ao que dizem
ou ao que esperam dele.
Ama suas escolhas,
como quem sabe o peso que é
carregar a própria vida
sem fazer dela espetáculo.
Eu, mais novo,
olho pra ele com admiração quieta.
Não por heroísmo,
mas por coerência.
Por resistir, mesmo no erro,
com a dignidade dos que não fingem.
Jadeilson não precisa saber
que escrevo isso.
Ele não liga pra palavras bonitas.
Mas o que sinto por ele
é mais velho que a palavra.
É afeto de sangue.
É respeito de silêncio.
É amor —
sem precisar dizer.
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