Não Acredita em Conto de Fadas
O conto do nosso corpo
Seu corpo é uma história que eu quero contar,
com cada toque, cada beijo, cada olhar.
Ninguém te tocou como eu, com tanta intensidade,
vivendo cada momento com tanta verdade.
Eu me conecto com seu coração, com sua energia,
seu cheiro e seu sussurro, me levando à euforia.
Sinto seu corpo pulsar sob o meu toque,
cada gemido seu é uma música para o meu ouvido.
Quero explorar cada centímetro de sua pele,
até você sentir que é único no mundo.
Sua respiração acelerada é como uma sinfonia,
e nossos corpos se movem em uma dança de luxúria.
O calor do seu corpo me envolve completamente,
e eu me entrego à nossa paixão sem pensar em nada conscientemente.
Com você, eu me sinto completa,
explorando cada parte, sem medo ou desafeto.
Cada momento é único, é uma verdadeira arte,
e juntos, nós criamos a mais bela parte.
Sua história é minha, agora e para sempre,
uma aventura que eu quero viver intensamente.
Não há nada mais precioso, nada mais belo,
Seu corpo é minha paixão,
e ninguém jamais te descreverá com tanta emoção.
Conto desimportante
No espaço sideral das coisas mais desimportantes,pairava um
clichê insignificante, muito fofinho e de alma simplesinha.
Ele não tem a mínima noçãoooooo de quão grande são seus feitos…
Vida, simplesmente é o responsável por costurar as estrelas no céu, aham, as estrelas que enfeitam as noites do mundo inteiro.“Vida” é o nome dele, e ele nem imagina que tem um dos trabalhos mais lindos que Deus criou, depois de fixar as estrelas no céu, uma a uma, ele fica todo iluminado, mas calma que agora vou contar a melhor parte…
O desimportante em suas horas vagas, pode ficar o tempo que quiser em seu espaço exclusivo no céu. Vida, é muito humilde, só ele tem a permissão de Deus pra adentrar no céu e peneirar o sol durante o dia, eis a sua maior paixão: “peneirar sol”. E como vocês repararam, até o nome dele é grandioso, ainda assim, nem por isso ele se gaba, se sente ou se acha melhor que os outros. Isso que é lindo!
Depois de se iluminar de sol e estrelas, Vida, rega os desertos e calabouços de sua própria alma.
Silmara Nogueira
O conto do nada
O poeta se dedicava a contar histórias, contar para si mesmo. Histórias sobre coisas que não existiam, que ele inventava na hora. É fantástico, criar o mundo como quem joga xadrez consigo próprio. As histórias são piadas alegres ou tristes, grosseiramente desenhadas. Histórias de espionagem, cheias de riscos e suspense. Todas têm brilho, para satisfazerem o bom contista. Na minha história ninguém morre, os mortos ressuscitam e o final é feliz. Não há chefes, nem ninguém superior ou inferior, nem existe começo ou fim, porque a liberdade o exige.
O personagem sofre com tentações e obstáculos na sua corrida para casa a fim de escrever a história, antes que ela desapareça da sua mente.
Eu conto : saudade de contar meus “causos”.
Meu cachorro Branco passou mal ontem, tadinho. Sujou a varanda e jogou o tapete por cima, o levado. Faz bagunça e esconde … mas não tinha tapete pra tanta coisa !
Ficou lá na varanda, o bichinho; não entrou mais na sala, onde gosta de ficar.
Quando eu cheguei na varanda e vi aquilo tudo, olhei pra ele, ele olhou pra mim ainda deitado e ficou esperando.
Eu falei pra ele : passou mal porque comeu a ração do gatinho, né Branco?
Ele levantou, veio pra perto de mim, me olhou com carinho como que me pedindo alguma coisa. Depois foi até o portão e de lá olhou pra mim de novo. A Pequena Preta ficou impaciente, parecia chorar mas não estava brava como de costume. Ela ja sabia, eu ainda desconfiava.
“Você quer ir pra rua né Branco?”, perguntei pra ele. Há muita verdade nesse olhar de cão.
Falei com ele : vai um pouco, quando eu voltar você entra, tá bom?
E fui comer a canjiquinha do Marcinho, aquele manjar dos deuses. Não sei quem ficou mais triste sem aquela delícia … não fez ontem mas ja temos um encontro pra próxima quinta. Ele prometeu.
Chegando em casa, “lá vem” ele - como falava meu amigo contador de histórias inventadas, que adora o “lá ia” - . Chegou, brincou, pediu carinho - que retribuí, lógico -.
Não entrou. Foi andando, olhando pra trás me mostrando o caminho como se me chamasse pra ir - pra eu me alegrar com o convite -, mas era só mesmo pra mostrar que ia e por onde iria. Desconfio até que tem uma morada fixa por ali, mas sempre volta.
Ainda agorinha (umas 4 e pouquinho) acordei, li mensagem triste que não quis ler ontem pra dormir tranquila, e fui lá fora abrir o portão pra ele. Não estava. Ainda não. Com esse frio, cão de rua que é, certamente achou um abrigo pra dormir. Quem sabe a tal morada fixa? Mais tarde vem tomar o leitinho dele. Tomara!!!Comidinha caseira é bom mas o que cura mesmo é a grama, o capim da rua.
Depois conto o retorno do Branco e a alegria da Pequena Preta. Ela nao sai do portão.
Essa historia é verdadeira, uma “fábula parabólica”.
Bom dia pra quem é de amor.
Bom dia pra quem não é de amor … ainda!
A vida
Algo que não faz sentido
Não sem a morte
Muita das vezes sombria
Ou até mesmo um conto de fadas
Uma poesia vívida
Com dias de luta
Dias de gloria
Uma vida que não é vívida
É algo que nunca existiu
Viva sua vida
Pois tu não tens outra
E se tivesse
Não saberia viver
A vida é a vida
Então á viva!
Teimosias
Sabendo do já vivido,
Entendendo do já sofrido
Caí de novo no conto...
No conto da bela vida,
Perfeito amor encontrado
Jura bem feita, bem dita
Lindo amor encantado.
Então, a mentira outra vez descoberta,
A jura desjurada,
O lindo amor acabado...
Não era verdade a jura,
Não era puro o jurado
Agora choro sozinha,
Teimosia de ser feliz.
Há quem diga... (conto)
Há quem diga que amar simplesmente acontece, sem nenhuma interrupção. Rhuan Marcondes, homem de nome elegante, que também se fissurava à mesma denominação, não se encaixaria no grupo de opinadores românticos. Rhuan se submetia a ser reacional, objetivo, planejador. De fato, todos temos que ambiciar estas qualidades, se quisermos encontrar-nos em nossos sonhos. Sonhos necessitam de planejamento e este de objetivos. Neste impasse, Rhuan tornou-se um célebre, bem conceituado profissionalmente, visador de um futuro, mas meras qualidades não mascaram os defeitos.
Certo dia, quando retornava de seu trabalho, avistou em um outdoor uma sublime frase que se estampavacom as mais impreginantes letras, "Ah o amor... impossível não viver sem.", a frase compunha uma campanha publicitária de uma grife famosa. Rhuan, sem dispensar sua racionalidade que transbordava a todo instante, fechou vagarozamente o vidro de seu carro e não hesitou em soltar um leve grunhido, acompanhado de um sorriso escárnio. Para que sua mente não se aponderasse à uma convicção amorosa, como na frase, imediatamente ele abriu sua agenda virtual, que saltava pela tela de seu moderno celular e, preocupou-se em realizar seus próximos afazeres profissionais.
O desprezo por um sentimento único, era rotineiro, quando tratava-se de Rhuan Marcondes. Seus boêmios amigos o intitulavam como um "louco", os mais íntimos colegas de um mero coração "de pedra". Críticas voltadas à este âmbito, era como o cantar dos pássaros para o nosso protagonista.
Porém, como dissera Camões, "amor é fogo que arde sem se ver", surge na modesta vida deste personagem, uma linda donzela. Ela estampava um olhar negro que se perdia nos detalhes de seu rosto branco. Seus cabelos, cacheados, ofuscavam os raios solares quando de dia, e se pincelavam com a luz refletida da lua, em noites estreladas. A doce donzela, surgiu como uma cliente interessada nos brilhantes projetos arquitetônicos de Marcondes. Com sua simpatia e simplicidade, conseguiu marcar um jantar, de negócios, com o nosso protagonista. "Dom Rhuan é quase que sinônimo de encantador e arrazador de corações", dissera ela referindo-se a um personagem sedutor espanhol ao modesto coração de pedra, que não retrucou. Passado dias, Rhuan continuava com a sua ambição profissional, mas ela tornou-se diferentemente mudada. Sua agenda virtual de compromissos passou a estampar o nome da donzela dos cabelos cacheados e sua mente passou a processar detalhadamente o físico daquela doce mulher. Tornou-se rotineiro, a voz encantadora de sua simples cliente, pairando em seus ouvidos e o deixando fulminantemente extasiado. Sua êxtase, o levou ao ápice de seus sentimentos.
O nosso racionalista não hesitava em gastar com presentes e projetos que retirassem o brilho contente no olhar daquela moça. Rhuan afundou-se em filmes românticos e não enxergava os clichês que os roteiristas deixavam nas entrelinhas. Tornou-se emotivamente feliz e lisonjeadamente contente. Abriu mão do seu futuro e abiu as portas para um futuro ao lado daquela "aurora preciosa" como passou a defini-la. Perdeu projetos, afastou-se de amigos e neste impasse, ainda alegara sua racionalidade.
Noutro dia, quando passou novamente pelo outdoor, não fechou o vidro de seu carro, mas retirou de seu bolso uma brilhante caixa preta que protegia uma aliança indescritivelmente magnífica. Ajeitou o seu penteado e soltou um leve sorriso cintilante, depois, partiu para o restaurante no qual, fizera uma reserva para dois. Ao engatar com o seu automóvel, amoleceu as pedras que esculpiam o seu coração.
Há quem diga que amar simplesmente acontece, sem nenhuma interrupção.
CONTO O TEMPO
te desejo
o tempo todo
a todo tempo
conto os três
ponteiros do
relógio
louca pra
chegar o
momento
de nosso
encontro
e matar
todo meu
desejo
em seus
braços
em seus
beijos
em suas
carícias
aproveitando
loucamente
cada minuto
segundo
e horas
ser invadida
por ti
TRECHO DO CONTO: UM ADEUS A LUA
.. Com os olhos nublados, engoli o sussurro. Por enquanto sentada na areia, ainda a olho pensativa, olho atentamente aos desenhos que crio dentro dela. Conto os passos devagar e aos poucos se retiro. Adeus lua amada, adeus ao colostro que encontrava em meus sonhos guardados por ti. Adeus ao que eu sentia quando tu me mostravas o reflexo do amor. Porém, te falo adeus por esse momento. Pois, mais tarde me renovarei e contarei novos segredos a ti, quanto estiver bela e novamente faceira. Mas agora, digo apenas.
“Adeus lua amada.”
Não olho mais a lua. Não espero os raios do sol. Mas estou construindo, um novo caminho cercado de estrelas. Construindo um dia feliz, uma noite feliz. Construindo um novo mar, um mar que certamente encontrará o rio.
Lene Dantas —
www.lene-dantas.blogspot.com
Simpatizo com o cheiro do perfume barato bom
Tenho amigos que conto em uma mão
Meu quarto é o lugar mais seguro do mundo
Onde seguro penso em tudo
Penso no amor, penso na vida, penso no mundo
que já acabou.
É maio, você já foi mais esperado.
Sua chegada já foi mais alegre, até com o
tempo nublado.
Eu invento, tento, expresso, faço, conto, luto, busco, sonho, acredito, desabafo, espontâneo, não ensaio nada, tudo acontece quando tem que acontecer, não acredito no acaso, mas acredito no proposital da espontaneidade. A fé é a minha alimentação diária, meu grande amor é Deus e a minha esperança fundamentei nos sonhos que acredito! Eu sou focado, decidido e perseverante! Temor a Deus e amante de sua Palavra, eu sou assim simples e descomplicado. Os três Pilares da minha vida são:
Fé - Superação e Esperança. São as três Palavras chaves que me fez e faz vencer todos os obstáculos!
DISTRAÇÃO.
Como me divirto...
amo,
brincar onde existe você.
Numa praia,
conto conchas e desenho teu nome.
O sol corre,
fugindo humilhado pelo brilho maior,
calor sem pudor,
radiante esplendor.
Então, findando o crepúsculo,
salpico estrelas em seus cabelos
numa noite azul.
Laço a lua,
e a trago para iluminar seu sorriso.
Em gotas de orvalho,
vejo o brilho do seus olhos.
Invento orquestra de grilos,
holofotes de vaga-lumes e um
enorme palco de flores
onde danças só pra mim.
Em meus delírios a faço bailar,
solta, leve como pluma,
ritmada em silvos de colibris.
Toco,
numa sedosa e delicada pétala vermelha,
como seu corpo fosse,
e a trago a mim
para colher teu perfume
e sentir tua presença.
E,de uma forma singela,
simples,
me faço feliz,
na tua presença ausente.
TUDO PASSA… O AMOR NÃO…
Madrugada, às vezes,
Sinto medo, me conto segredos,
Vou na memória,
Conto-me histórias de
Glórias e vitórias,também me
Acho, em vários fracassos;
Choro, nos braços da emoção;
Carrega-me no colo, e
Deita-me no coração,
Silenciosamente,
Ouço uma canção de ninar,
Que delícia, ouvir acreditar,
Tudo passa, a dor também,
O amor, não;
Faz a vida continuar,
Nasce o sol pra
Me acompanhar,
Um novo dia, vou melhorar,
E continuar a amar.
ESPERO DE TI
Eu não espero alguém civilizado
Que saia dum conto encantado
Eu não espero alguém sensato
Para dizer o que fazer
Se formos vítimas de outro boato
Eu não quero chegar em casa
E ver você num sofá
Eu quero um amor que diga “sei lá”
Que não se importe com a grama a cortar
Mas quando eu precisar, vá
Onde for para me encontrar
Eu espero que sejas verdadeiro
Demonstre sua face direita
Pois a esquerda já é suspeita
Por ter chamado minha atenção
Eu te quero livre ou ocupado
Sem medo do que vão falar
Te espero sem pecados
Para juntos, todos praticar
Travesseiro
A ele conto
Todos os segredos e confissões
Todos os amores e paixões
Todos os sentimentos e emoções
A ele conto
Todos as travessuras e loucuras
Todas as dores e amarguras
Todas as horas que se passou a cada instante
E a qual dessemelhante se deixou passar
A ele digo
Tu és o melhor amigo
Que outro igual não haveria de ter
Tú és o consolo
Tú és o acalmar
Tu és o que ninguém jamais pode dar
Você é o travesseiro
O consolo de todas as horas e instantes
Que ninguém semelhante
Jamais pode me dar
Encanta conto canta
Lamenta tudo passar
Conto canta encanta
Percebe vai melhorar
Canta encanta conto
Enquanto esperançar
Voa vislumbre balão
Meu medo deve levar
Vislumbre balão voa
Deixe só brio no lugar
Balão voa vislumbre
Aqui sempre vai ficar
Põe comigo consigo
Lembrança de papear
Comigo consigo põe
Jamais irá se apartar
Consigo põe comigo
Esquecer nem se findar
…
CONTO DO MEIO
Quando pequeno, eu estava no aniversário de um amiguinho
e pus meu dedo no bolo.
Não coloquei e tirei. Não passei o dedo.
Apenas enfiei a ponta do indicador naquela parte branca.
O dedo permaneceu lá, parado, enfiado, intacto.
Todas as mamães me deram um sorriso falso.
Os papais estavam bêbados no quintal.
O único homem ali perto era o tio Carlos.
Tio Carlos se escondia atrás dos óculos e da câmera fotográfica.
Era bobo, agitado e gorducho.
Quase sempre sorrindo.
Tinha poucas, raras, nenhuma namorada.
Tio Carlos atrás dos óculos, da câmera e de namorada.
Meu braço esticado era a Golden Gate.
Uma conexão entre minha consciência
e aquele montante de açúcar.
A ponta do dedo imóvel, conectada, penetrada no creme branco.
Uma das mamães resolveu liderar a alcateia
e me pediu para tirar o dedo.
Pra que tanta coragem, perguntou meu coração.
Porém meu dedo,
afundou um pouco mais.
Olhei-a nos olhos sem docilidade.
Meu corpo imóvel.
O dela recuou.
Minha mamãe, sem graça,
falou que isso passa.
Eu atravancava, ria e dizia:
- Vocês passarão, eu... - estendia a aporia.
Eu era a Criação de Adão na Sistina.
Era mais que Michelângelo,
Era Adão no Bolo,
Era Bolo em Deus.
Mamães desconcertadas. Olhando umas para as outras.
O silêncio reinava,
o reino era meu.
Mamães desorientadas. Olhando para mim.
Tio Carlos com a câmera fotográfica
olhava para as mamães.
Acho que ele era apaixonado por umas três mamães,
ou mais,
ou todas.
Esperei um não.
Esperei um pare.
Ninguém era páreo
para um rei.
Tirei.
Conto: A força da Palavra.
A mulher, uma empresária bem-sucedida, havia passado dois anos na Itália, aprimorando seu amor pela arte e pela cultura. Enquanto estava fora, sua filha, uma jovem designer de interiores, decidiu reformar a casa da mãe. Ela me contratou para fazer mudanças na decoração e pintar a casa.
Eu trabalhei arduamente para criar um espaço moderno e aconchegante, pensando que a mulher iria adorar as mudanças. No entanto, quando ela chegou de viagem e viu a casa transformada, sua reação foi completamente diferente do que eu esperava. Ela se enfureceu e começou a falar palavras de baixo calão, dizendo que eu havia destruído a casa dela.
A filha, sentindo-se culpada, me pagou o dobro para desfazer tudo o que havíamos feito e restaurar a casa ao seu estado original. Eu e minha equipe trabalhamos dia e noite para colocar tudo nos lugares certos e deixar a casa como estava antes.
No entanto, o tiro saiu pela culatra. Em apenas três meses, as lajotas e o reboco da casa começaram a se deteriorar rapidamente, como se as palavras furiosas da mulher tivessem abalado a estrutura da casa. As paredes começaram a rachar, as lajotas se soltaram e o reboco começou a cair.
Foi como se a casa tivesse sido afetada pela energia negativa da mulher, e agora estava pagando o preço. Eu não pude deixar de pensar que as palavras têm poder, e que a raiva e a negatividade podem ter consequências inesperadas.
A história termina com a mulher refletindo sobre o que havia acontecido e percebendo que talvez tivesse sido mais fácil aceitar as mudanças e agradecer à filha pelo esforço. Mas agora, a casa precisava de uma nova reforma, e a mulher precisava lidar com as consequências de sua própria raiva.
Conto /As diferenças. Eu morava com duas senhoras idosas, Dona Maria e Dona Ana. Embora compartilhassem o mesmo teto, suas personalidades e hábitos eram como o dia e a noite. Dona Maria era uma perfeccionista, organizada e metódica. Ela adorava planejar e controlar tudo, desde as refeições até as atividades diárias. Já Dona Ana era o oposto, uma pessoa mais relaxada e espontânea. Ela gostava de improvisar e viver o momento.
Quando se tratava de saúde, Dona Maria era uma defensora feroz da medicina preventiva e sempre falava sobre a importância de uma dieta balanceada e exercícios regulares. Dona Ana, por outro lado, parecia ter uma fascinação mórbida por doenças e sempre discutia sobre os últimos diagnósticos e tratamentos médicos.
Enquanto Dona Maria preferia ficar em casa, lendo um bom livro ou assistindo TV, Dona Ana era uma aventureira nata. Ela adorava viajar e explorar novos lugares, e sempre estava planejando sua próxima viagem.
Mas um dia, tudo mudou. Dona Ana sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e foi hospitalizada. A notícia foi um choque para ambas, e eu pude ver a mudança em Dona Maria. Ela se tornou mais carinhosa e atenciosa, cuidando de Dona Ana com dedicação e amor.
À medida que Dona Ana se recuperava, algo interessante aconteceu. Dona Maria começou a perceber que a vida era curta e imprevisível, e que era importante aproveitar cada momento. Ela começou a relaxar um pouco mais e a aproveitar as coisas que Dona Ana gostava, como viajar e explorar novos lugares.
Dona Ana, por sua vez, começou a valorizar mais a saúde e a importância de cuidar de si mesma. Ela começou a seguir os conselhos de Dona Maria e a se cuidar mais.
A experiência as aproximou e as fez perceber que, apesar de suas diferenças, elas tinham muito a aprender uma com a outra. E, embora suas personalidades ainda fossem diferentes, elas encontraram um equilíbrio mais saudável e harmonioso.
A partir daquele dia, a casa se tornou um lugar mais alegre e acolhedor, onde as duas senhoras podiam compartilhar suas experiências e sabedoria, e aproveitar a vida juntas.
Um conto de restauração
Era uma vez uma família linda, onde tudo era tão feliz, até que chegou um monstro vestido de bom moço e tocou a alma de todas as mulheres de forma sanguinária e cruel, e foi embora.
Elas calaram diante da dor, mas uma delas se levantou, gritou que não aceitava! Foi o fim do ciclo de dor que rasgava aquela família por gerações e foi a coragem desta mulher que arrancou as correntes das suas ancestrais, mas a história não acabou, agora é hora de colher amor, continua...
Nildinha Freitas
