Não Acredita em Conto de Fadas

Cerca de 1850 frases e pensamentos: Não Acredita em Conto de Fadas

⁠A vida
Na vastidão da existência, um conto a tecer,
A vida se desdobra, um mistério a florescer.
Caminhamos pelas trilhas do tempo e do espaço,
Desenhando memórias, cada passo é um traço.
É um baile de momentos, dança infinita e sutil,
Onde o sol beija o horizonte, a lua se faz anil.
Cada dia é um capítulo, folhas em branco a preencher,
Com sonhos, sorrisos, lições a aprender.
Nascer é um presente, uma página em branco a colorir,
Com tons de esperança, alegria a se abrir.
Desafios se apresentam, como ventos a soprar,
Mas em cada tempestade, a força se revela ao olhar.
A vida é um oceano de sentimentos e emoções,
Uma sinfonia de risos, lágrimas e canções.
Enquanto buscamos respostas, a verdade espreita,
No abraço caloroso, na mão que aperta e respeita.
O amor é a essência que transcende o efêmero,
É o fio que conecta cada ser, cada sereno hino.
A vida é uma jornada, um presente a desfrutar,
Um poema em movimento, um constante pulsar.
Então, ergamos nossos corações ao firmamento,
Celebremos cada momento, cada sentimento.
Na tapeçaria da vida, somos fios a tecer,
Cada dia é uma dádiva, um sorriso a oferecer.

Inserida por Eu_sou_o_Martins

⁠Insônia

Despertei, são 23hrs, respiração está acelerada, palpitação, conto as batidas do coração,
Um nó na garganta, nada sobe ou desce, nenhum fio de ideia, só essa sensação estranha, de quem está sozinho na escuridão,
Desprotegido e trêmulo com frio, buscando um abrigo, um colo, tateando uma letra ou outra, sem inspiração para poesia,
mas sei que logo vem eucê.

Inserida por robertosim

⁠O conto do nosso corpo

Seu corpo é uma história que eu quero contar,
com cada toque, cada beijo, cada olhar.
Ninguém te tocou como eu, com tanta intensidade,
vivendo cada momento com tanta verdade.
Eu me conecto com seu coração, com sua energia,
seu cheiro e seu sussurro, me levando à euforia.
Sinto seu corpo pulsar sob o meu toque,
cada gemido seu é uma música para o meu ouvido.
Quero explorar cada centímetro de sua pele,
até você sentir que é único no mundo.
Sua respiração acelerada é como uma sinfonia,
e nossos corpos se movem em uma dança de luxúria.
O calor do seu corpo me envolve completamente,
e eu me entrego à nossa paixão sem pensar em nada conscientemente.
Com você, eu me sinto completa,
explorando cada parte, sem medo ou desafeto.
Cada momento é único, é uma verdadeira arte,
e juntos, nós criamos a mais bela parte.
Sua história é minha, agora e para sempre,
uma aventura que eu quero viver intensamente.
Não há nada mais precioso, nada mais belo,
Seu corpo é minha paixão,
e ninguém jamais te descreverá com tanta emoção.

Inserida por Rebervorismo

⁠O conto do nada

O poeta se dedicava a contar histórias, contar para si mesmo. Histórias sobre coisas que não existiam, que ele inventava na hora. É fantástico, criar o mundo como quem joga xadrez consigo próprio. As histórias são piadas alegres ou tristes, grosseiramente desenhadas. Histórias de espionagem, cheias de riscos e suspense. Todas têm brilho, para satisfazerem o bom contista. Na minha história ninguém morre, os mortos ressuscitam e o final é feliz. Não há chefes, nem ninguém superior ou inferior, nem existe começo ou fim, porque a liberdade o exige.
O personagem sofre com tentações e obstáculos na sua corrida para casa a fim de escrever a história, antes que ela desapareça da sua mente.

Inserida por IrmosVoltaire

Eu conto : saudade de contar meus “causos”.

Meu cachorro Branco passou mal ontem, tadinho. Sujou a varanda e jogou o tapete por cima, o levado. Faz bagunça e esconde … mas não tinha tapete pra tanta coisa !
Ficou lá na varanda, o bichinho; não entrou mais na sala, onde gosta de ficar.
Quando eu cheguei na varanda e vi aquilo tudo, olhei pra ele, ele olhou pra mim ainda deitado e ficou esperando.
Eu falei pra ele : passou mal porque comeu a ração do gatinho, né Branco?
Ele levantou, veio pra perto de mim, me olhou com carinho como que me pedindo alguma coisa. Depois foi até o portão e de lá olhou pra mim de novo. A Pequena Preta ficou impaciente, parecia chorar mas não estava brava como de costume. Ela ja sabia, eu ainda desconfiava.
“Você quer ir pra rua né Branco?”, perguntei pra ele. Há muita verdade nesse olhar de cão.
Falei com ele : vai um pouco, quando eu voltar você entra, tá bom?
E fui comer a canjiquinha do Marcinho, aquele manjar dos deuses. Não sei quem ficou mais triste sem aquela delícia … não fez ontem mas ja temos um encontro pra próxima quinta. Ele prometeu.
Chegando em casa, “lá vem” ele - como falava meu amigo contador de histórias inventadas, que adora o “lá ia” - . Chegou, brincou, pediu carinho - que retribuí, lógico -.
Não entrou. Foi andando, olhando pra trás me mostrando o caminho como se me chamasse pra ir - pra eu me alegrar com o convite -, mas era só mesmo pra mostrar que ia e por onde iria. Desconfio até que tem uma morada fixa por ali, mas sempre volta.
Ainda agorinha (umas 4 e pouquinho) acordei, li mensagem triste que não quis ler ontem pra dormir tranquila, e fui lá fora abrir o portão pra ele. Não estava. Ainda não. Com esse frio, cão de rua que é, certamente achou um abrigo pra dormir. Quem sabe a tal morada fixa? Mais tarde vem tomar o leitinho dele. Tomara!!!Comidinha caseira é bom mas o que cura mesmo é a grama, o capim da rua.
Depois conto o retorno do Branco e a alegria da Pequena Preta. Ela nao sai do portão.

Essa historia é verdadeira, uma “fábula parabólica”.

Bom dia pra quem é de amor.
Bom dia pra quem não é de amor … ainda!

Inserida por Waninharaujo

⁠A vida
Algo que não faz sentido
Não sem a morte
Muita das vezes sombria
Ou até mesmo um conto de fadas
Uma poesia vívida
Com dias de luta
Dias de gloria
Uma vida que não é vívida
É algo que nunca existiu
Viva sua vida
Pois tu não tens outra
E se tivesse
Não saberia viver
A vida é a vida
Então á viva!

Inserida por Klauzzz

⁠Teimosias

Sabendo do já vivido,
Entendendo do já sofrido
Caí de novo no conto...
No conto da bela vida,
Perfeito amor encontrado
Jura bem feita, bem dita
Lindo amor encantado.
Então, a mentira outra vez descoberta,
A jura desjurada,
O lindo amor acabado...
Não era verdade a jura,
Não era puro o jurado
Agora choro sozinha,
Teimosia de ser feliz.

Inserida por samara_sousa_3

Há quem diga... (conto)

Há quem diga que amar simplesmente acontece, sem nenhuma interrupção. Rhuan Marcondes, homem de nome elegante, que também se fissurava à mesma denominação, não se encaixaria no grupo de opinadores românticos. Rhuan se submetia a ser reacional, objetivo, planejador. De fato, todos temos que ambiciar estas qualidades, se quisermos encontrar-nos em nossos sonhos. Sonhos necessitam de planejamento e este de objetivos. Neste impasse, Rhuan tornou-se um célebre, bem conceituado profissionalmente, visador de um futuro, mas meras qualidades não mascaram os defeitos.
Certo dia, quando retornava de seu trabalho, avistou em um outdoor uma sublime frase que se estampavacom as mais impreginantes letras, "Ah o amor... impossível não viver sem.", a frase compunha uma campanha publicitária de uma grife famosa. Rhuan, sem dispensar sua racionalidade que transbordava a todo instante, fechou vagarozamente o vidro de seu carro e não hesitou em soltar um leve grunhido, acompanhado de um sorriso escárnio. Para que sua mente não se aponderasse à uma convicção amorosa, como na frase, imediatamente ele abriu sua agenda virtual, que saltava pela tela de seu moderno celular e, preocupou-se em realizar seus próximos afazeres profissionais.
O desprezo por um sentimento único, era rotineiro, quando tratava-se de Rhuan Marcondes. Seus boêmios amigos o intitulavam como um "louco", os mais íntimos colegas de um mero coração "de pedra". Críticas voltadas à este âmbito, era como o cantar dos pássaros para o nosso protagonista.
Porém, como dissera Camões, "amor é fogo que arde sem se ver", surge na modesta vida deste personagem, uma linda donzela. Ela estampava um olhar negro que se perdia nos detalhes de seu rosto branco. Seus cabelos, cacheados, ofuscavam os raios solares quando de dia, e se pincelavam com a luz refletida da lua, em noites estreladas. A doce donzela, surgiu como uma cliente interessada nos brilhantes projetos arquitetônicos de Marcondes. Com sua simpatia e simplicidade, conseguiu marcar um jantar, de negócios, com o nosso protagonista. "Dom Rhuan é quase que sinônimo de encantador e arrazador de corações", dissera ela referindo-se a um personagem sedutor espanhol ao modesto coração de pedra, que não retrucou. Passado dias, Rhuan continuava com a sua ambição profissional, mas ela tornou-se diferentemente mudada. Sua agenda virtual de compromissos passou a estampar o nome da donzela dos cabelos cacheados e sua mente passou a processar detalhadamente o físico daquela doce mulher. Tornou-se rotineiro, a voz encantadora de sua simples cliente, pairando em seus ouvidos e o deixando fulminantemente extasiado. Sua êxtase, o levou ao ápice de seus sentimentos.
O nosso racionalista não hesitava em gastar com presentes e projetos que retirassem o brilho contente no olhar daquela moça. Rhuan afundou-se em filmes românticos e não enxergava os clichês que os roteiristas deixavam nas entrelinhas. Tornou-se emotivamente feliz e lisonjeadamente contente. Abriu mão do seu futuro e abiu as portas para um futuro ao lado daquela "aurora preciosa" como passou a defini-la. Perdeu projetos, afastou-se de amigos e neste impasse, ainda alegara sua racionalidade.
Noutro dia, quando passou novamente pelo outdoor, não fechou o vidro de seu carro, mas retirou de seu bolso uma brilhante caixa preta que protegia uma aliança indescritivelmente magnífica. Ajeitou o seu penteado e soltou um leve sorriso cintilante, depois, partiu para o restaurante no qual, fizera uma reserva para dois. Ao engatar com o seu automóvel, amoleceu as pedras que esculpiam o seu coração.
Há quem diga que amar simplesmente acontece, sem nenhuma interrupção.

Inserida por DaniloPassos

CONTO O TEMPO

te desejo
o tempo todo
a todo tempo
conto os três
ponteiros do
relógio
louca pra
chegar o
momento
de nosso
encontro
e matar
todo meu
desejo
em seus
braços
em seus
beijos
em suas
carícias
aproveitando
loucamente
cada minuto
segundo
e horas
ser invadida
por ti

Inserida por lindysantossp

Simpatizo com o cheiro do perfume barato bom
Tenho amigos que conto em uma mão
Meu quarto é o lugar mais seguro do mundo
Onde seguro penso em tudo
Penso no amor, penso na vida, penso no mundo
que já acabou.
É maio, você já foi mais esperado.
Sua chegada já foi mais alegre, até com o
tempo nublado.

Inserida por shgirardi

Eu invento, tento, expresso, faço, conto, luto, busco, sonho, acredito, desabafo, espontâneo, não ensaio nada, tudo acontece quando tem que acontecer, não acredito no acaso, mas acredito no proposital da espontaneidade. A fé é a minha alimentação diária, meu grande amor é Deus e a minha esperança fundamentei nos sonhos que acredito! Eu sou focado, decidido e perseverante! Temor a Deus e amante de sua Palavra, eu sou assim simples e descomplicado. Os três Pilares da minha vida são:
Fé - Superação e Esperança. São as três Palavras chaves que me fez e faz vencer todos os obstáculos!

Inserida por Marcondes-Britez

DISTRAÇÃO.

Como me divirto...
amo,
brincar onde existe você.
Numa praia,
conto conchas e desenho teu nome.
O sol corre,
fugindo humilhado pelo brilho maior,
calor sem pudor,
radiante esplendor.
Então, findando o crepúsculo,
salpico estrelas em seus cabelos
numa noite azul.
Laço a lua,
e a trago para iluminar seu sorriso.
Em gotas de orvalho,
vejo o brilho do seus olhos.
Invento orquestra de grilos,
holofotes de vaga-lumes e um
enorme palco de flores
onde danças só pra mim.
Em meus delírios a faço bailar,
solta, leve como pluma,
ritmada em silvos de colibris.
Toco,
numa sedosa e delicada pétala vermelha,
como seu corpo fosse,
e a trago a mim
para colher teu perfume
e sentir tua presença.
E,de uma forma singela,
simples,
me faço feliz,
na tua presença ausente.

Inserida por marcosmarques

TUDO PASSA… O AMOR NÃO…

Madrugada, às vezes,
Sinto medo, me conto segredos,
Vou na memória,
Conto-me histórias de
Glórias e vitórias,também me
Acho, em vários fracassos;
Choro, nos braços da emoção;
Carrega-me no colo, e
Deita-me no coração,
Silenciosamente,
Ouço uma canção de ninar,
Que delícia, ouvir acreditar,
Tudo passa, a dor também,
O amor, não;
Faz a vida continuar,
Nasce o sol pra
Me acompanhar,
Um novo dia, vou melhorar,
E continuar a amar.

Inserida por Siby

ESPERO DE TI

Eu não espero alguém civilizado
Que saia dum conto encantado
Eu não espero alguém sensato
Para dizer o que fazer
Se formos vítimas de outro boato


Eu não quero chegar em casa
E ver você num sofá
Eu quero um amor que diga “sei lá”
Que não se importe com a grama a cortar
Mas quando eu precisar, vá
Onde for para me encontrar


Eu espero que sejas verdadeiro
Demonstre sua face direita
Pois a esquerda já é suspeita
Por ter chamado minha atenção


Eu te quero livre ou ocupado
Sem medo do que vão falar
Te espero sem pecados
Para juntos, todos praticar

Inserida por Matheusapple

Travesseiro

A ele conto
Todos os segredos e confissões
Todos os amores e paixões
Todos os sentimentos e emoções


A ele conto
Todos as travessuras e loucuras
Todas as dores e amarguras
Todas as horas que se passou a cada instante
E a qual dessemelhante se deixou passar


A ele digo
Tu és o melhor amigo
Que outro igual não haveria de ter
Tú és o consolo
Tú és o acalmar
Tu és o que ninguém jamais pode dar


Você é o travesseiro
O consolo de todas as horas e instantes
Que ninguém semelhante
Jamais pode me dar

Inserida por NandaLopes

⁠Um conto de restauração

Era uma vez uma família linda, onde tudo era tão feliz, até que chegou um monstro vestido de bom moço e tocou a alma de todas as mulheres de forma sanguinária e cruel, e foi embora.
Elas calaram diante da dor, mas uma delas se levantou, gritou que não aceitava! Foi o fim do ciclo de dor que rasgava aquela família por gerações e foi a coragem desta mulher que arrancou as correntes das suas ancestrais, mas a história não acabou, agora é hora de colher amor, continua...
Nildinha Freitas

Inserida por NildinhafreitasOfici

UM (DES)CONTO DE NATAL

Demétrio Sena, Magé - RJ.

O espírito de natal o assombra, desde o fim do mês de outubro; no máximo, início de novembro a cada ano. Tudo parece arrastar correntes no sótão de sua consciência dos rancores pessoais, na intenção de avisá-lo: Vem aí o natal; vem aí o fim do ano; e nessa leva, o sorriso de quem lhe faz caretas o ano inteiro. O abraço de quem deseja enforcá-lo. A mão boba que busca sua mão, quando quer mesmo comprimir sua jugular.
Discursos e mais discursos. Felicitações e convites. Virtudes à flor da pele dos outros, que lhe fazem ver o quanto ele é desgraçadamente humano, em contraste ou comparação com a divindade global. Para tais pessoas, o máximo que ele consegue é liberar o seu idem; seu também. Seu obrigado; igualmente. Aí o mundo à sua volta confirma, orgulhosamente, o que sempre diz a seu respeito. De sua intransigência, sua esturrice, o seu exagero e a triste ausência desse Deus Anual em sua vida... do poder natalino que lhe falta para perdoar quem a partir do dia dois de janeiro se mostrará novamente seu desafeto.
É claro que os desafetos não são maioria. E é claro que nem sempre se joga fora uma goiaba inteira por causa de uns três ou quatro bichinhos, mas isso é bem indigesto. E no caso da goiaba, existe a opção de cortar a fruta e jogar fora o pedaço bichado, como não se pode fazer com os grupos em ajuntamentos obrigatórios nas datas cristãs. Sendo assim, ele não vê como separar as pessoas a quem ama e pelas quais é amado – filhos, esposa, irmãos, algumas cunhadas e amigos queridos –, e determinar que o resto seja lançado em um “lago de fogo ardente”, para se entender com o diabo e seus anjos.
No fim das contas, mete a cara nas rabanadas – que adora –, come nozes e avelãs, beberica uns refrigerantes e tenta não expor demais os traços constrangedoramente sinceros... os dentes que mordem o sorriso amarelo à prova de sabão em pó. Aqueles olhos pontudos e cortantes que ele não consegue disfarçar, mesmo sabedor de que não precisa – nem deve, pelos menos no fim do ano –, ser transparente a tal ponto.
Mas tudo bem. Natal e ano novo são apenas uma vez por ano. Neste momento, sua preocupação antecipada é a de não magoar as pessoas queridas. Logo ele poderá ser livremente carinhoso e solícito com os seus afetos e fechado, indiferente ou duro com os desafetos, em suas devidas proporções. Até lá, terá mesmo de conviver com as assombrações formais do espírito de natal, no sótão da solidão de sua transparência.

Inserida por demetriosena

SÓ UM CONTO QUASE DE AMOR

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Durante anos e anos, em todos os reencontros ocasionados sempre por ele, depois de longos afastamentos, ela dizia que o amava. Com todas as forças do seu ser. Toda sua verdade. Parecia mesmo que ela o amava, pela comoção demonstrada; os abraços desmedidos; a multiplicação das mãos; os beijos que não escolhiam quais partes do corpo.
Eles eram amigos íntimos; muito íntimos. Deitavam juntos inteiramente nus; se acariciavam sem fazer sexo; frequentavam campos, recantos e cachoeiras desertas, onde mais pareciam no jardim do Éden. Trocavam juras de amizade perpétua, sempre assim: sem permitirem que um romance pusesse tudo a perder. Que as nominatas e os arremates físicos os tornassem proibidos, porque ambos já tinham em separado, perante a sociedade, nominatas formais incompatíveis com quaisquer outras.
Um dia, ela não reconheceu sua voz numa ligação telefônica. E quando ele se anunciou, disse que lá não havia ninguém com aquele nome; portanto, era engano. Certo de que o engano era seu, e de muitos anos, o velho amigo desligou o aparelho e seguiu sem fazer queixumes.
Bem vivido, com uma larga experiência de mundo e formado em seres humanos pela escola do tempo, aquele homem sobreviveu ao baque. Não a culpou e compreendeu que a grande amiga se rendera finalmente às nominatas, mesmo sem os arremates. Fora convertida pela sociedade sempre correta, imaculada, religiosa e defensora de nomes.

Inserida por demetriosena

CONTO SEM FADA

(Um apelo pós-eleitoral)

Demétrio Sena, Magé – RJ.

Reatemos os laços com nossos afetos;
com o próximo aos olhos; ao toque da mão;
há um breve perdão que restitui a vida
sobre todas as mágoas que o peito acumula...
E deixemos os deuses em seus tronos tristes,
em seus céus infernais entre anjos de araque,
sob ternos e fraques ou fardas e faixas
que não cobrem vergonhas expostas em atos...
Somos nossas verdades; eles não são nada;
só um conto sem fada que ainda seduz
quem não sabe ceder nem despertar do sonho...
Reolhemos pra nós pelo prisma de antes
do inferno de Dante ao qual fomos expostos
por escravos de postos que nos escravizam...

Inserida por demetriosena

CONTO ATADO AO NÃO CONTO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Reconquiste o meu carinho; minha proximidade. Já não sei como conquistar sua reconquista. Reaveja comigo a nossa liberdade secreta; presa. Só assim poderei reformar minha cerimoniosa não cerimônia, naquela forma profunda e vasculhadora de lhe ver. Naquele jeito amigo platônico de namorar seu silêncio, inclusive quando você falava.

Venha reatar em minha discrição a consciência do jamais, enquanto sempre. As não consequências dos meus atos em pensamentos inconsequentes, repletos de uma coragem medrosa de muitos e muitos anos. E reaqueça minha esperança vazia de perspectiva ou espera. O sabor do cheiro que não vinha às narinas, mas se resolvia na meia ingenuidade a se declarar em confissões nunca feitas.

Redesenhe-se no meu espaço em branco e customize todos os buracos entre uma forma e outra, para concretizar abstrações. Preciso muito reeditar aquele conto atado ao “não conto para ninguém; nem para você”, pois tenho muitas saudades... inclusive de sentir saudades daquele nada entre nós que, no fundo, era tudo quanto eu tinha.

Inserida por demetriosena