Música Antiga
Quantas batidas em uma porta de tela antiga?
Depende quão alto você a fechar.
Quantas fatias em um pão?
Depende quão finas você as cortar.
Quanto bem dentro de um dia?
Depende quão bem você os viver.
Quanto amor dentro de um amigo?
Depende de quanto você lhe der.
No Tempo dos Trens...
Era ali uma antiga e desativada estação
Bancos em madeira desgastadas, pés de ferro
Placas indicando setores, alertando cuidados
Pisos cimentados, cinza, mal conservados
Recordo dos dias em que muitos ali iam
Se postavam em espera sob a coberta plataforma
Uns, com bagagens, outros, à espera do apito
Que, soava em meio à fumaça da locomotiva
Havia ali a presença de ambulantes e passageiros
De anfitriões, de amigos saudosos, gente simples
Olhares sendo trocados... ansiosos por abraços
Meninos curiosos, pais saudosos, férreos trilhos
Namoradas vestidas de “para ver Deus”
Sem maquilagem, inquietas, prendadas
Acompanhadas, como manda o bom alvitre
Desejosas do beijo que teria de esperar
O tempo, discretamente, levou a estação
Desativou a alegria de chegada e partida
O progresso fez da ferrovia vaga lembrança
Onde parava o trem, hoje, passa vento e boiada
Nunca em nenhuma fase da história, seja, da Idade Antiga à Contemporaneidade, a população mundial ficou 100% agradada com algo feito por alguém.
Sempre querem criticar mas nunca conseguem fazer melhor do que, quem recebeu a crítica.
Então, ninguém deve ter a ilusão de querer agradar a todos e fazer o bem, já que, sempre terá um "pé no saco" para tentar te criticar ou até derrubar-te..
Sejamos firmes e fiéis aos nossos princípios porque hoje em dia, sinceramente, não devemos buscar agradar ninguém além daqueles que achamos realmente importantes para conosco. Ao restante, um leve e sincero, silêncio.
VALA DE OSSOS
Descobriram n'aquela vala antiga
uma pia de ossos de gente...
E algumas casas de formigas.
Os ossos, todos iguais,
com exceção, da diferença de tamanho
mas na cor, todos brancos e com certeza
... As lagrimas de todos, eram d'água.
Ossos, todos esqueléticos,
sem pele, sem sangue, sem carne
Não dá para saber as cores dos
olhos e da vida dos donos...
De quem vivia em castelo
ou de quem vivia em abandono,
quem era pobre ou rico...
Católico, crente ou descrente
quem nasceu primeiro, ou depois
a única diferença que se dá para notar
é d'aqueles que urinavam no penico.
Aquela vala cheia de ossos de gente
é mesmo aquilo que pode se falar...
Que aqui, somos todos inocente!
Que somos iguais perante a terra
e que todos um dia, irão se acabar.
Antonio Montes
Na entrada de uma antiga cidadezinha, na divisa entre a Itália e a Suíça, há uma placa com os dizeres que em português corresponde a : " Nada a temer, se praticas o bem".
Não lembro mais o nome da cidade, mas tal pensamento passou a me acompanhar. Diante de um receio qualquer
pergunto-me se ele provém de algo ruim que eu possa ter feito.
Caso a resposta seja "não", imediatamente afasto-o da minha mente e sigo em paz.
Cika Parolin
Nem vi
Desculpem minha falta de memória
Repito os velhos versos
Como a canção antiga
Que cantei na infância.
Desculpem minhas frágeis lembranças,
Vividas desde dos tempos de crianças
Que não querem se apagar.
Desculpem – me
Nem vi a vida passar.
IRONIA IRÔNICA
Fulano da época antiga: Bom dia para você também, desculpe-me, sou da época antiga, a qual as pessoas que chegavam em um lugar, cumprimentava os outros ali já presentes, hoje o mundo evoluiu e os jovens mudaram né?
Fulano da época moderna : Que ótimo, eu gostaria e muito de viver está época, onde um BOM DIA era dado com sinceridade e a hipocrisia não existia.
Me desculpe, a era realmente evoluiu e graças a Deus hoje em dia damos BOM DIA para quem realmente merece e um sinal para manter a educação, educação está que o modismo de dar um BOM DIA não influência mais.
LÍRICO
A golpes lentos, divago:
antiga a paz que me guia.
À sombra o rosto e o lago
onde Narciso, o mirado,
me desvia.
De onde venho, me mato.
E onde me acham, há dor.
Alguém apaga meus passos
(um mago?) com uma flor.
E os golpes, cadenciados,
fundem o lago e o rosto
à voz de um outro, sem lábios.
Namoro à moda antiga
Hoje não quero brincar de novo,
nesta noite eu só quero colo.
Me cansei deste jogo bobo,
de não poder fazer o que eu gosto.
Me cansei de brincar com a vida,
de viver a me iludir.
Quero você minha vida,
quero-te dentro de mim.
A noite fria apavora,
este coração carente de amor.
Saiba, meu coração só clama
por uma vida cheia de loucuras de amor.
Hoje eu cansei desse jogo bobo,
de não me dizer o que quer.
Querido, eu não sou adivinha.
Me diz logo o que você quer!
Esse seu medo me paralisa,
Eu já me cansei de esperar.
Ou você se declara agora,
ou sozinho ficará.
Vamos parar com este jogo,
Se você não é capaz de dizer,
Digo eu! Eu te quero junto comigo,
E nunca mais quero ter de te dizer adeus.
Sabe quero um namoro à moda antiga,
daqueles com beijos no portão.
Aqueles amores com juras de amor ao pé do ouvido
que mexem com o coração.
Eu cansei deste jogo bobo,
de viver uma vida sem emoção.
Tudo o que eu quero de novo
é sentir o calor das tuas mãos.
Ao despertar de criatura uma antiga
Uma criatura antiga renasce com poder do antigo necronomicon,
Munição pesada não adianta sobre ele,
Só magia pode com magia,
Um ar místico já foi liberado,
Espíritos apareceram para dizer o que pode ser feito,
Espíritos do mais celebrem ocultistas que já existiram no mundo,
As pessoas que o veem são as que herdaram o poder oculto da magia,
Seja branca, ou negra,
Seja alta magia, ou baixa magia,
Tem de ser mais rápido do que imagina,
Faltam poucos minutos para o fim do mundo,
O portão para o inferno já fora aberto,
Os necromantes se reuniram para uma rápida reunião,
Ambos e os demais praticantes de cada sistema mágico,
Decidem a melhor maneira de acabar com este acontecimento,
A solução é...
Várias nações se juntam ao líder com necronomicon nas mãos,
Para uma ação que decidirá o destino do mundo,
Mágicos e feiticeiros entram em transe,
Todos estão no ponto mais elevado da concentração,
Enquanto exércitos e mais exércitos descarregam suas munições sobre ele,
Uma luz aparece!
O mais sábio humano da terra Salomão,
Ele é a chave para destruição da criatura antiga,
Com seu poderoso anel de dois lados,
É estendido braço majestoso,
São ditas as palavras para o poder do anel ser liberado,
Com a chave de Salomão em seu braço esquerdo,
Uma luz vermelha rodeia a criatura, um círculo se forma com um triangulo no meio,
O sinal de sua prisão eterna é invocada,
Um portal se abre a espera da criatura antiga,
Junto com ele se vai o livro dos livros necronomicon,
e Salomão desaparece já para seu descanso eterno
necronomicon o Livro dos Nomes Mortos.
Fantasmas
Vejo pelas vidraças da janela
Na antiga igreja
Um menino a brincar na chuva
Será ele um fantasma?
Pois só um morto
Consegue aproveitar a vida
Que os vivos mataram...
☾.•°*”˜˜”*°•.✫
Brincar de fazer e levar a Paz é uma diplomacia
antiga e que não mudou muito nos dias hoje.
O que mudou foi a forma de morrer ...
✫ . ¸ ¸ . • ´ ¯ ` » Paulo Ursaia
esta noite espera-se que uma profecia muito velha possa se realizada.
uma lenda muito antiga ela ja tem mil anos: "a noite da estrela o filho do comtemplador dos astros,virá de uma terra muito distante e libetará o templo da luz, o demônio será banido e o filho voltará para casa".
pergunte ao filho do comtemplador dos astros !
Tenho uma vontade de lagarta encasulada
Tenho uma saudade de foto antiga na parede
Tenho um suspiro de partida na estação
Tenho uma dor com cara de choro de criança
Tenho a esperança de uma mala pronta para viagem
Tenho a coragem de bebe engatinhando
Tenho um coração que mesmo doendo vai sempre me avisando
Não desista, tem sempre alguem caminhando na mesma estrada...
O potencial para o bem e o mal que existe em todos nós é bem expresso uma antiga "história" zen-budista.
Um samurai turbulento e arrogante desafiou um mestre zen a explicar a diferença entre o bem e o mal. O mestre respondeu, com evidente repulsa:
-Não perderei meu tempo com uma escória como você.
O samurai teve uma acesso de raiva, desembainhou sua enorme espada e gritou:
-Cortarei sua cabeça pelo insulto!
Calmamente o mestre zen declarou:
Isso é mal.
O samurai acalmou-se, compreendendo a sabedoria do que dissera o mestre.
Obrigado por sua percepção,meu bom mestre - murmurou o samurai, humilde.
Ao que o mestre zen arrematou:
- É isso é o bem.
ATUALIDADE MENTAL
Tudo que se aprende agora, neste exato momento, esta lição começa a ficar antiga ou antiquada... E, no amanhã, tudo voltará ao zero da existência material. O homem está sempre sendo vitimado por toda sorte dos inconstantes pensamentos do próprio processamento mental, especialmente porque está condicionado
no erro, e sofre porque pensa que é o dono da “verdade”!
(Aforismo do Agenor)
www.agenoralves.com.br
Anjos da noite
Desde a mais antiga história
Chegam os anjos da noite
Vestidas de vermelho e preto
Tendo a vaidade como a glória
Deslumbrantes e maquiadas
Para enganar a tristeza estampada na face
Máscara embutida para aliviar o passado
Trazendo juntos aos pertences na bolsa a sua vida
Resumida em um simples retrato
Desfilam pelas ruas escuras e avenidas
Ofuscando a vista dos incautos
Trocando o corpo por dinheiro
Nem sentem mais prazer... apenas um vazio depois do triste ato
Debaixo de toda a vaidade
Um corpo frágil e cansado
Na alma com pontos negros manchados
Cada um indicando um aborto... um ser que foi desprezado.
VAGA-LUMES
Em uma cidade antiga, muito antiga, de quatro ou cinco casas antigas, muito antigas, ela resolveu fugir da cama.
Esperou anoitecer, até as paredes dormirem para sair. Correu como quem ama.
Se soubesse para onde ia, não seria ela.
Simplesmente foi, porque a vontade de sentir o vento frio no rosto,
a consumia feito vela.
O chão de pedra gelada nos pés sem sapatos. Nos olhos, o escuro.
Tinha alguma coisa naquela noite que a chamava pela janela e ela foi. Por cima do muro.
Se não tivesse ido, não seria ela.
Se não tivesse ido, seria morta.
Foi correndo pelo escuro sem saber aonde dava a viela,
E a estrada torta.
Tão escuro era, que esquecia como era a luz.
Corria, corria, corria e, de repente,
esqueceu o que era o dia.
Percebeu aos poucos que a viela era tomada por vaga lumes. Dezenas, centenas deles.
Não eram capazes de alumiar a noite em dia com seu brilho raro.
Mas a fez lembrar,
Como era o claro.
E saber por que, afinal, fugiu da cama.
É que a cidade não entendia, a agonia de quem Ama.
E da noite faz cantiga.
É que dizem que o Amor é coisa antiga,
Muito antiga.
RECORDAÇÕES
Vento traz de longe o perfume
qual lembrança da primavera antiga,
o amargo gosto do beijo
a rosa de pétala ferida.
Vento traz de longe a folha
que o outono maltratou,
o incenso amargo
de promessas de amor.
