Mudar de Cidade
não sabes o que é o mundo
onde termina o horizonte começa a ansiedade
e a cidade é um monstro consumindo tua presença
não sei o que quero , mas tua ausência só me diz:
não sabes o que é o mundo...
e eu sei, pelo menos até saber-te perto
então transito, assim como se fosse tudo tão bonito
mas a brisa só deixa teu perfume a me dizer
não sabes o que é o mundo...
eu não sei
E quando for verdade o que não for verdade
eu levo dessa cidade o que não for cidade
eu levo o tempo que eu não tenho
pelo tempo que eu tenho perdido...
eu acredito tanto que a vida pode mudar,
se mudarmos um tanto nesse acreditar;
ah, podemos ser felizes sim
mesmo se só restar um olhar, um aceno, uma canção...
a vida é pródiga, a existência profícua...
temos a lua e o tobogã, a esperança e mente sã...
e o lago que eu imagino,
eu atravesso a nado como se fosse um menino,
mas, nada nada assim no nada...
o que não existe além do que eu imagino
se a estrada é o sonho e o caminho é caminhar,
ainda sou um menino de cinquenta anos,
tenho minhas fantasias, ainda faço planos
ainda me apaixono às vezes, às vezes sete vezes por dia...
dezessete vezes por dia eu acredito nesta rebeldia
de me acreditar menino, de me acreditar poeta.
Depois de todos esses anos, voltar a minha cidade Natal faz eu reviver tantas memórias e bons momentos. Já faz mais de um década que deixei esse lugar para explorar esse mundo. Eu era tão jovem. Meu objetivo era apenas me conhecer melhor e viver tudo aquilo que eu sonhava. Mas os planos mudam e eu escolhi criar raízes em outros lugar. Ao passar por essas ruas, me lembro da minha infância e da minha adolescência, de todas as pessoas que conheci, de todos os lugares que frequentei. É incrível como algumas lembranças permanecem intactas. Chego a me emocionar quando vejo tudo o que deixei para trás, mas ao mesmo tempo, grata por tudo o que vivi quando decidi começar uma nova etapa da minha vida. É assim mesmo. Para nos encontrarmos, precisamos, muitos vezes, nos perder primeiro. É impossível esquecer o lugar em que crescemos, as pessoas que fizeram parte da nossa vida. Os caminhos mudam, é preciso seguir em frente, mas reviver algumas memórias é bom. Apesar de eu amar esse lugar, sei que nada disso me pertence mais. Meu lugar não é aqui. É bom relembrar, mas é melhor viver.
Há tantos lugares nessa cidade que me lembram você. Alguns deles não existem mais. Mas ao passar por determinadas ruas, em frente a um local que nos trouxe tantas memórias boas, é impossível não se lembrar de você. Já faz quase duas décadas que nos conhecemos. Nós éramos tão jovens. O tempo passou tão rápido e eu nem percebi. Tanta coisa ficou para trás, mas o que tínhamos de mais valioso, permaneceu. Algumas coisas simplesmente nunca mudam.
Quando volto para minha cidade natal, sinto tantas emoções ao mesmo tempo. Fazia alguns anos que eu não voltava para esse lugar. É um pouco difícil para mim, porque apesar de essa cidade ter me proporcionado tantos momentos incríveis, também me traz algumas lembranças dolorosas. Porém, depois de alguns anos, resolvi tomar coragem e encarar essas memórias. Deixei a tristeza de lado e fui. Finalmente, pude ver pessoas tão importantes para a minha vida depois de tanto tempo. Também é doloroso lembrar que muitas pessoas que fizeram parte da minha infância e juventude, hoje não estão mais nesse mundo. Passo pelas ruas em que elas moravam, pelos lugares que frequentei no passado e é impossível não se emocionar. As lágrimas começam a cair. Eu era tão jovem quando deixei essa cidadezinha, tinha tantos sonhos. Fiz uma escolha importante e não me arrependo, mas é difícil ver quantas coisas deixei para trás. E foi só voltar para perceber o quanto devo a esse lugar.
Volto para essa cidade e tantas memórias surgem na minha mente. Tanta coisa ficou para trás, lembranças, momentos e histórias. Tanta gente que fez parte da minha vida e hoje nem sei mais aonde estão. São memórias bonitas, mas que trazem uma certa melancolia, pois sei que nunca mais poderei ver essas pessoas. Algumas, infelizmente, já partiram desse mundo e deixaram um vazio no meu coração. Mesmo com tantos sentimentos envolvidos, eu precisava voltar para cá. Encerrar histórias mal resolvidas. Encarar a cor, para que de alguma forma, eu pudesse lidar melhor com essas emoções e finalmente seguir em frente. A saudade permanece, mas estou aprendendo a lidar com ela. Independentemente de qualquer coisa, o passado formou quem eu sou hoje.
"Minha cidade natal é uma cidade pacífica, tem de tudo para ser uma ótima cidade, mas o que mata a cidade são as pessoas que moram lá."
Quando eu morava em uma grande cidade, eu costumava viver em silêncio. Costumava aumentar a tempestade dentro do coração.
Para decorar a parede da casa eu costumava escrever o seu nome.
Hoje lembrei quando vi sua foto, era uma vez, a gente costumava amar.
" sob o telhado, leopardo urbano mia de amor
a cidade dorme, o caos dá um tempo
solidão acorda o poeta
que acostumado torce para que o romance dê certo
mas parece que ela, hoje não quer
resignado,vaga pelos muros
cantando, madrugada afora
sua triste canção...
“” Em uma cidade de papel
Nossa história
Ainda é página em branco
Nas ruas delimitadas por linhas
Tortas ou não, rabiscam.
Ditadas pelo destino
Poemas serão
Quem sabe a dor sufoque a alma
Até conhecer o amor
No desenho do nosso coração...””
Não é a cidade
é você
hoje ali é aqui
num voo só
tudo rápido
e rasteiro
certeiro como flecha
direto como pensamento
assim não há desculpa para dizer
que não se vai
nem vem
vai e vem
a pé ou de trem
vá e venha
se atenha
ou passe a outro a senha
e vire história.
"" Desceu a lama
e junto desceu a dignidade
a felicidade
a cidade
só ficou barro e calamidade
diante de tanta tristeza e dor
que não falte solidariedade
que não falte amor...""
Curitiba
“” Ouço o ecoar e o sinto o cheiro de minha cidade
Chego perto e ainda é pouco o que habita a alma
Normalmente, um coro de pássaros me acompanha
Nessa bela casta e pacata urbe
Ventos calmos acariciam a chegada
Mesmo assim desperto. Já é madrugada
Assim rompe a aurora
Reluzindo vida que há lá fora
Pinheirais despontam na mata
Colossais verdes em perfeita evolução
Coragem de botas apertadas
Redefinem o amor no coração
Sou do sul sou do lugar
Sou da lida do luar
Onde as aves cantam pra vida
Sou cheio de amor por ti
Curitiba...””
Há de ser feliz
contra tudo e contra todos
porque felicidade é uma cidade
onde vive quem quer e aprende
dissolver qualquer tristeza
e ver na vida a beleza
mesmo que algum espelho, diga que não...
Fragmentos e memórias
Numa rua qualquer de uma pequena cidade, existia uma pedra, ela amava a sensação de ser rolada pra lá e pra cá pelos pneus dos carros, se sentia viva e radiante. Mas numa dessas aventuras, ela foi jogada em um rio, um rio tranquilo, onde ela passou anos e anos vendo o movimento dos peixes, sentindo a luz do sol e a corrente da água sobre si. Séculos depois, uma mão desconhecida aparece, pega a pedra e a joga em direção a uma árvore, era um garoto com raiva de seu pai pois ele não tirou o castigo que lhe havia posto, mas aquela sensação era quase nova para a pedra, havia anos que ela não sentia o vento, o calor do sol e a sensação de liberdade. Mas numa dessas jogadas ela cai novamente, agora em outra parte do rio, a pedra estava muito feliz por ter sentido tudo outra vez, mas, pelo fato de ter sofrido erosão da água e os impacto com a árvore ela começa a se quebrar já dentro do rio, porém a pedra perece com alegria, ela sabia que toda aquela sensação teria um preço, então apenas aceita seu fim doloroso, no entanto satisfatório.
Coitado do povo de Jericó!
Antes dos filhos de Israel darem sete voltas na cidade e seus muros caírem, Satanás "deu uma volta" no povo, pois prometeu segurança total, mas como sempre não cumpriu a promessa.
Pr. Paulo Affonso Generoso
O Sol da Manhã
Ah, o sol da manhã...
Contemplo-o dos cantos mais remotos da cidade.
Durante seu brilho, esvai-se toda vaidade —
Toco a grama molhada pelo orvalho,
Ou ao menos, creio tocar...
Pois sei, pela física, que nunca tocamos de fato:
Somos campos que se repelem,
Somos danças de elétrons em silêncio.
Mas ainda assim, o instante me atravessa,
E isso, para mim, é o bastante.
O balançar calmo das folhas
Apaga os ruídos da mente,
Silencia pensamentos longos demais,
Esses que, teimosamente,
Nos ferem sem jamais cessar.
O canto dos pássaros neste horário
É bálsamo sobre feridas invisíveis.
E o tilintar leve das águas
Faz de um espaço árido,
Um abrigo possível.
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