Mudar de Cidade

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Na caminhada


O rio e o sol se pondo de um lado,
do outro lado a cidade e a lua cheia com todo sua beleza,
no meio a estrada, os caminhos a seguir, um horizonte a desbravar.

Vamos?


É noite,do teu castelo em meio aos arranha- céus da cidade, lá no alto vejo a luz acesa da janela e a sua sombra está lá,


O frio tá batendo na veia, mas a vontade de ir embora com você me aquece,


Uma mensagem chegou:
_ Minha bagagem está pronta, tô descendo, vamos fugir do mundo e nos encontrar para sempre?

Por um período pensei em morar na cidade escondida de Atlântida para que os meus gritos fossem submersos e as minhas lágrimas se perdessem no oceano,


Mas, fiquei temeroso de abrir a caixa de pandora lá embaixo, assim todos os segredos e mistérios desse lugar seriam descobertos apenas por um orgulho pessoal e intransponível.

Vitória é Iha de emoção 💓💓
Ponte que cruza Vitória a Vila Velha !
A cidade da Senhora da Penha .
A Rainha lá do penhasco ,
Que abre o coração ❤️
Abraça a todos desta ilha
Vitória ,cidade de serra e de mar
Tem tudo pra agradar!
Quem visita Vitória,
Vem pra se encontrar
Encanta_se, permanece
É quer ficar!!!

Entre Linhas


Se eu pudesse escolher
um lugar pra morar,
não seria casa, rua ou cidade…
eu moraria no intervalo do teu riso,
onde o mundo esquece de doer.


Teu olhar tem algo de horizonte,
quanto mais eu olho,
mais longe quero ir.
E no silêncio entre um segundo e outro é teu nome que meu coração aprende a repetir.


Há em você uma calma rara,
tipo mar quando o vento decide descansar.
E quando tua mão encontra a minha,
até o destino parece parar pra olhar.


Se amor fosse tinta,
eu pintaria o tempo inteiro com você.
Porque desde que teu sorriso me encontrou, minha vida virou poesia
que só faz sentido…
quando rima com você.

No Domingo de Ramos,
a cidade canta,
Ramos nas mãos,
esperança que encanta,
Ele vem manso,
montado em simplicidade,
Rei de amor,
trazendo luz à humanidade.


“Hosana!”
ecoa no peito do povo,
Mas poucos entendem o plano novo,
Entre louvores e olhares distraídos,
O Salvador caminha…
já ferido.


Na Sexta-feira Santa,
o céu silencia,
A dor se derrama em forma de agonia, Madeiro pesado,
Coroa de espinho,
O Filho de Deus segue sozinho.


Cada passo,
um peso que não era Seu,
Cada golpe, o amor que não morreu,
E na cruz, entre o céu e o chão,
Ele entrega por nós…
o coração.


O véu se rasga, a terra estremece,
O mundo chora, mas algo acontece,
No aparente fim, nasce um começo,
No sacrifício, o maior endereço.


O silêncio do sábado parece vencer,
Mas Deus trabalha no invisível do ser,
Quando tudo diz “acabou”, sem voz,
O céu prepara o milagre por nós.


E então chega o domingo glorioso,
O túmulo vazio,
o impossível formoso,
A morte vencida,
a pedra rolada,
A vida eterna foi revelada.


Ele vive! Não está mais ali,
A esperança renasce dentro de ti,
E o que começou com ramos e dor,
Termina em vitória…
eterna, em amor.

Código: Replay


Meu amor,
São 2:47 da manhã,
e a cidade inteira parece dormir,
menos essa parte de mim
que insiste em voltar pra você.


Abri nossa última mensagem,
como quem revisita uma rua antiga,
tentando descobrir se entre palavras simples ainda existe algum pedaço nosso escondido.


Guardo cartas que nunca enviei,
dobradas entre silêncios e medos,
porque existem sentimentos tão grandes que a coragem demora
a alcançar.


E é engraçado…
nossas histórias que viraram
música ainda tocam dentro do peito,
mesmo quando o mundo muda
de estação.


Escrevi teu nome em versos,
porque em prosa você nunca coube.
Algumas pessoas passam,
outras viram poesia.


Talvez nosso problema tenha sido
esse amor em frequência baixa,
dois corações tentando se encontrar
num rádio cheio de interferências.


Mas entre rimas e saudades,
aprendi que amar também é permanecer,
mesmo quando a ausência resolve ficar.


Porque amar você sempre foi isso:
se entregar por inteiro,
sem botão de volta,
sem plano de fuga.


E por mais que o tempo siga,
meu coração ainda guarda
a mesma falha:


Código: Replay.


Porque em algum lugar dentro de mim,
eu ainda apertaria "repetir"
só pra viver você outra vez.

Onde Anda Você


Onde anda você?
Te procuro pelas ruas da cidade,
com meu Polo seguindo caminhos que já conhecem o seu nome.
Entre semáforos, esquinas e avenidas, meu olhar insiste em encontrar o seu.


As luzes da noite se refletem no vidro,
e cada rua parece guardar um pedaço da nossa história.
O vento entra pela janela trazendo lembranças,
como se ainda pudesse
ouvir a sua voz ao meu lado.


Enquanto o motor segue seu destino, meu coração permanece
perdido em você.
Os quilômetros passam,
mas a saudade não fica para trás.
E entre tantas ruas que cruzam a cidade, continuo acreditando que,
em alguma delas,
o acaso ainda vai
me levar de volta ao seu abraço.

“Contos da Cidade Dourada”

Diziam que existia uma cidade onde o ouro crescia como mato.

Não era apenas uma metáfora. Para os olhos dos conquistadores, a América inteira parecia um jardim onde o ouro brotava do chão, a prata escorria das montanhas e a riqueza esperava, silenciosa, por mãos estrangeiras.

Chamaram-na de cidade dourada.
Uns lhe deram o nome de El Dorado. Outros a procuraram nas montanhas dos Andes, nos vales dos povos originários ou nas minas que pareciam não ter fim. Mas talvez a verdadeira cidade dourada nunca tenha sido um lugar. Talvez tenha sido uma maneira de olhar.

O ouro não era riqueza.
Era cobiça.
E a cobiça transforma qualquer paisagem em mercadoria.
Eduardo Galeano escreveu que a América Latina nasceu com as veias abertas.
É uma imagem impossível de esquecer.
Veias abertas não apenas porque lhe arrancaram o ouro, a prata, o açúcar, o café, a borracha e tantas outras riquezas. Mas porque também lhe roubaram o tempo. Roubaram a possibilidade de crescer no próprio ritmo. Roubaram histórias, línguas, culturas e até o direito de muitos povos contarem a própria versão do passado.

Quando um povo perde a memória, torna-se mais fácil convencê-lo de que nunca foi rico.
As montanhas de prata desapareceram.
As minas foram esvaziadas.
Os navios atravessaram o oceano carregados de tesouros.
Tudo aconteceu à luz do dia.

Sem máscaras.
Sem vergonha.

O assalto mais grandioso da história não precisou da escuridão da noite. Foi realizado sob o brilho do sol, registrado por cronistas, celebrado por impérios e justificado por discursos de civilização.
Há ladrões que escondem o rosto.
Há impérios que escondem a consciência.
A cidade dourada foi desaparecendo aos poucos.
Não porque o ouro acabou.
Mas porque quem o arrancava deixava para trás apenas o vazio.
Existe uma estranha lógica na ganância.
Ela nunca aprende a contemplar.
Sabe apenas possuir.
Tudo aquilo que toca perde o significado e ganha um preço.
Uma floresta deixa de ser floresta para se tornar madeira.

Um rio deixa de ser vida para se transformar em rota comercial.
Uma montanha deixa de ser sagrada para virar minério.
E um ser humano deixa de ser pessoa para tornar-se força de trabalho.
Talvez seja essa a maior pobreza da história.
Não a falta de ouro.
Mas a incapacidade de enxergar valor onde não existe lucro.

O mais inquietante é perceber que essa história ainda ecoa.
Mudaram os navios.
Mudaram as bandeiras.
Mudaram os discursos.

Mas a pergunta permanece a mesma: quem enriquece quando uma terra empobrece?

As veias de um continente não sangram apenas quando lhe retiram os metais preciosos.
Sangram também quando sua inteligência é desprezada, quando sua cultura é tratada como inferior, quando seus filhos acreditam que tudo o que vem de fora vale mais do que aquilo que nasceu em casa.

A cidade dourada continua existindo.
Não nas lendas.
Nem nas minas.
Ela vive escondida na dignidade de um povo que, apesar de séculos de exploração, continua produzindo arte, poesia, fé, música e esperança.

Porque há uma riqueza que nenhum conquistador conseguiu embarcar em seus navios.
A capacidade de recomeçar.
Talvez esse seja o verdadeiro ouro da América Latina.
Um ouro que não pode ser fundido, vendido ou roubado.
Um ouro que corre, silenciosamente, nas veias de quem ainda acredita que a história não termina com o saque, mas com a coragem de reconstruir aquilo que parecia perdido.
E talvez seja por isso que a cidade dourada nunca tenha sido encontrada.
Ela nunca esteve enterrada debaixo da terra.
Sempre esteve pulsando dentro das pessoas.
Dentro de cada um de nós; Latino Americano.

A fogueira do final de semana e as flores da cidade.
As luzes artificiais fazem mau a natureza mas na narrativa humanas a luz caminha no lado do conhecimento.
A luz calida abandona alma na escuridão.
Os pássaros não distingue dia da noite as plantas também... As consequências que natureza devastada pelo homem em busca de luz para conforto humano...
Pensais o humano e seu humanismo....
O mundo não gira em torno do ser humano...
Temos ser sensatos e termos amor ao planeta, pois humanidade passa e o planeta vai continuar mas sem seus algozes de destruição.

⁠Os sonhos ficaram na bagagem. Guardei . Quando mudei de cidade vim com a cara , a coragem , vim com a força de querer recomeçar e recomecei! Deixei pra trás tudo , tudo mesmo . Deixei amigos, família, Deixei planos , ideais , Deixei expectativa. Eu vim de mala e cuia como dizem .. eu vim me refazer , me reconstruir onde ninguém nunca me viu , não me conhece , não sabe nada de mim . Eu vim tecer minha história novamente em terras distantes das minhas . Aqui eu vou recomeçar de onde parei!

O MENDIGO

Todo dia o mendigo Manoel saía andando pela cidade a procura de pessoas que lhe dessem uma esmola em dinheiro ou em comida. Ele não tinha nada de bem material nesta vida. Tudo que tinha se resumia a trapos de roupas, panelas velhas, sapatos velhos e chinelos, também, velhos. A sua jornada em terra distante começa quando ele sai do Piauí rumo a São Paulo a procura de serviço e por muitos e muitos anos conseguiu trabalhar em uma firma da "terra da garoa". Em um certo dia foi demitido e depois disso não conseguiu mais emprego. Como escape se entregou à bebida e a mendicância. A única coisa que ainda esperava dessa vida era a chegada da morte. Sonhava com ela todas as noites. Apesar da mente já estar bastante enfraquecida pela pouca comida e pela muita cachaça ele pensava nas injustiças dessa sociedade perversa. Para ele a maior parte da burguesia era constituída de pessoas insensíveis que se alimentavam do suor do trabalhador. Ele pensava muito e muito que poderia ser tudo diferente. Talvez, uma sociedade mais igualitária onde todos seriam mais irmãos nessa curta passagem pelo planeta terra. Pobre Manoel!

CRISE


Aos poucos o silêncio da madrugada se despede e a cidade acorda para mais um dia. O barulho gerado por pessoas e veículos, gradativamente, vai aumentando.Tudo agora é vida.Vida se movimentando em todos os sentidos e em todas as direções. Tudo parece está dentro da normalidade, mas andando pelas ruas da cidade dá para perceber como o povo anda triste. Placas e mais placas com o nome aluga-se, vende-se ou esta unidade fechou, espalham-se ao longo de toda urbe.


As únicas classes que não sentem tanto o efeito da crise é a do rico e a do pobre. O rico tem o suficiente para inibir qualquer crise e o pobre também não sente tanto , pois toda sua vida já está calejada das agruras desse viver.


O tempo passa rápido e logo as luzes dos carros e da cidade anunciam o final de mais um dia e em poucas horas, quando a alta escuridão chegar, todos esquecerão, momentaneamente, dessa terrível crise financeira ,tendo como maior remédio o sono que leva para longe os problemas e as amarguras de cada ser.

⁠Guarulhos é a cidade onde o povo trabalha duro, sonha alto e enfrenta o abandono com coragem — um gigante adormecido entre promessas não cumpridas e potencial desperdiçado.


EduardoSantiago

Realizamos vários projetos pioneiros de arte pública na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro em parceria com a extinta Rio Arte e vários artistas brasileiros, a exemplo o renomado artista e designer gráfico brasileiro, Aloísio Magalhães, muitos em parceria com o Vicariato Oeste, com o eterno e saudoso amigo, o sacerdote católico Manoel Max Lin Rodrigues, mais conhecido como padre Max,sobre a batuta do saudoso amigo o renomado poeta Gerardo Mello Mourão, ficcionista, político, ensaísta e biógrafo brasileiro, considerado uma das figura-chave tanto da epopéia nacional quanto de toda literatura lusófona. Gerardo, era pai do saudoso artista contemporâneo, o escultor, desenhista e artista performático contemporâneo, Tunga.

Uma vez


Uma vez pensei,
que não havia felicidade,
até chorei,
caminhando pela cidade...


Uma vez odiei,
saber rimar versos de amor,
até que encontrei,
a mais linda Flor...


Que deu atenção,
ás rimas feitas por mim,
entregou seu coração
e todo mal que pensei,
uma vez,
chegou ao fim...

ROKC DA CICUTA


Quando o céu pesa feito chumbo
e a cidade mastiga meus passos sem piedade,
há vozes nas sombras chamando ao deserto,
prometendo silêncio e descanso no pó.
Em dias ruins,
quem me salvará?
Apenas um rock.
Conheço o truque da noite ferida,
a mentira elegante que veste a dor.
Ela fala em repouso,
em fuga infinita,
e cobra da alma um preço maior.
Uma guitarra rasgando a escuridão,
um grito selvagem cortando o nevoeiro,
um trovão elétrico atravessando a noite
e explodindo dentro do coração.
Ou uma overdose de cicuta,
serena como um lago sem verão,
a velha taça esquecida sobre a mesa,
aguardando o fim de toda revolução.
As ruas estão cheias de reis derrotados,
de poetas vencidos pelo aluguel,
de homens que escondem seus naufrágios
sob gravatas, sorrisos e papel.
A madrugada conhece seus nomes,
conhece o peso de cada ilusão.
Sabe quantos castelos desabaram
antes do último acorde da canção.
Entre a fúria dos amplificadores
e o silêncio mortal da rendição,
a vida dança sobre o fio da navalha,
sem promessas, sem explicação.
E eu sigo escutando os dois chamados,
como quem ouve anjos e vulcões:
de um lado a tempestade das guitarras,
do outro, o descanso das extinções.

Esta cidade virou uma alcateia de babões: muitos uivam para o poder, poucos têm coragem de enfrentá-lo

R E C O N S T R U I N D O


A cidade estava toda pronta para uma noite de Natal iluminada.
O clima era de festa completa. O comércio cheio, as ruas lotadas, o povo indo e vindo com sacolas nas mãos, com aquela pressa boa de quem quer celebrar. Ninguém sabia o que estava por vir após o anoitecer.
Anoiteceu. Jiquiriçá acendeu suas luzes. Em cada casa, a mesa quase posta, a ceia quase pronta.
Já era quase à meia-noite quando a chuva começou. Ela veio sem pedir licença, sem dar tempo para pensar.
A água rompeu as ruas com fúria, engolindo tudo pela frente. O que até então era chão firme e seguro, de repente virou mar.
A alegria virou pranto num instante. Lares foram largados para trás no escuro e inundados. Gente em disparada, com o que coube nas mãos, buscando um ponto mais alto para se abrigar naquela madrugada.
Do alto, abrigados como deu, vimos nossas casas tombarem. E não era só parede caindo. Era uma vida inteira boiando. O retrato da formatura, a geladeira a prazo, o suor de anos, tudo se perdeu rapidamente.
Naquela virada, o brilho do Natal se apagou no lamaçal.
A perda foi sem medida. Aquilo abalou profundamente nosso povo e fez Jiquiriçá chorar.
Os dias que se sucederam foram duros, de muita luta e labuta, mas nada nos abalou. A vida sempre teima em não parar, e nós estamos firmes nessa luta que é de todos.
E é com fé, suor, garra e com a força de quem vive aqui que estamos reconstruindo, tijolo por tijolo.
Não está longe o dia em que a veremos renascida, mais iluminada, mais bonita do que nunca, a nossa querida Jiquiriçá.


Eraldo Cunha

Já que o prefeito da sua cidade ouve a população, aproveite que o Presidente do Universo ouve as suas orações.