Mudar de Cidade

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Anda na cidade com alegria; mas, se queres andar com felicidade vitalícia é bem melhor mirar a Cidade Santa nos Céus.

Metrópoles




Cidade formigante,


Céu alimentado por fumaça,


Arranha-céu rasgando a natureza,


Mentes sufocadas pelo caos,




Tempo encolhido,


Desejos espremidos,


Sonhos engolidos,


Os gritos da cidade assustam os pombos,




A cegueira da correria na cidade esconde os que mais precisam,

Os dias são férteis para uns, enquanto as noites são frenéticas para outros,


Entre sirenes e ônibus, elevadores e geradores, bares, baladas e shoppings, escolas e pátios de empresas a dança tem várias notas mas o ritmo é um só,


Ao olhar para a cúpula da igreja, lágrimas de desespero, um pedido de socorro e muitos apelos.

Na caminhada


O rio e o sol se pondo de um lado,
do outro lado a cidade e a lua cheia com todo sua beleza,
no meio a estrada, os caminhos a seguir, um horizonte a desbravar.

Vamos?


É noite,do teu castelo em meio aos arranha- céus da cidade, lá no alto vejo a luz acesa da janela e a sua sombra está lá,


O frio tá batendo na veia, mas a vontade de ir embora com você me aquece,


Uma mensagem chegou:
_ Minha bagagem está pronta, tô descendo, vamos fugir do mundo e nos encontrar para sempre?

Por um período pensei em morar na cidade escondida de Atlântida para que os meus gritos fossem submersos e as minhas lágrimas se perdessem no oceano,


Mas, fiquei temeroso de abrir a caixa de pandora lá embaixo, assim todos os segredos e mistérios desse lugar seriam descobertos apenas por um orgulho pessoal e intransponível.

O MENDIGO

Todo dia o mendigo Manoel saía andando pela cidade a procura de pessoas que lhe dessem uma esmola em dinheiro ou em comida. Ele não tinha nada de bem material nesta vida. Tudo que tinha se resumia a trapos de roupas, panelas velhas, sapatos velhos e chinelos, também, velhos. A sua jornada em terra distante começa quando ele sai do Piauí rumo a São Paulo a procura de serviço e por muitos e muitos anos conseguiu trabalhar em uma firma da "terra da garoa". Em um certo dia foi demitido e depois disso não conseguiu mais emprego. Como escape se entregou à bebida e a mendicância. A única coisa que ainda esperava dessa vida era a chegada da morte. Sonhava com ela todas as noites. Apesar da mente já estar bastante enfraquecida pela pouca comida e pela muita cachaça ele pensava nas injustiças dessa sociedade perversa. Para ele a maior parte da burguesia era constituída de pessoas insensíveis que se alimentavam do suor do trabalhador. Ele pensava muito e muito que poderia ser tudo diferente. Talvez, uma sociedade mais igualitária onde todos seriam mais irmãos nessa curta passagem pelo planeta terra. Pobre Manoel!

Vitória é Iha de emoção 💓💓
Ponte que cruza Vitória a Vila Velha !
A cidade da Senhora da Penha .
A Rainha lá do penhasco ,
Que abre o coração ❤️
Abraça a todos desta ilha
Vitória ,cidade de serra e de mar
Tem tudo pra agradar!
Quem visita Vitória,
Vem pra se encontrar
Encanta_se, permanece
É quer ficar!!!

CONTO: A Última Batalha dos Heróis


Na cidade de Aurória, ninguém sabia quando os heróis haviam surgido.


Sabiam apenas que, sempre que o medo encontrava um endereço, eles apareciam.


Aurion dominava a luz.


Tempest, os ventos.


Titã possuía a força de uma montanha.


Lince atravessava sombras como quem atravessa uma cortina.


Durante décadas, venceram guerras, monstros e catástrofes.


Até que surgiu um inimigo diferente.


Ele não trazia armas.


Nem exércitos.


Chamava-se Esquecimento.


Por onde passava, as pessoas deixavam de acreditar nos heróis.


Não era magia.


Era indiferença.


Os jornais pararam de escrever.


As crianças deixaram de sonhar.


Os adultos passaram a dizer que heróis nunca existiram.


E, quanto menos eram lembrados, mais fracos se tornavam.


Aurion foi o primeiro a cair.


Sua luz tornou-se apenas um reflexo.


Depois Tempest já não conseguia mover uma folha.


Titã mal conseguia levantar a própria espada.


Restava apenas Lince.


Ela caminhou até o centro da cidade e encontrou uma menina desenhando com giz na calçada.


No desenho havia quatro figuras usando capas.


Lince sorriu.


Perguntou:


— Quem são eles?


A menina respondeu sem levantar a cabeça:


— São os heróis.


Minha avó disse que eles protegem quem ainda acredita.


Naquele instante, uma centelha percorreu o céu.


Aurion voltou a brilhar.


Os ventos obedeceram outra vez a Tempest.


Titã ergueu a espada como se nunca tivesse caído.


O Esquecimento percebeu tarde demais que jamais enfrentava músculos ou poderes.


Enfrentava a memória.


E memória nenhuma pode ser apagada enquanto existir alguém disposto a contá-la.


Quando tudo terminou, os heróis desapareceram novamente.


Mas, desde então, sempre que uma criança desenha uma capa, uma máscara ou um símbolo em uma folha de papel...


Aurória sorri.


Porque sabe que, em algum lugar, um herói acaba de nascer.




Lucci Santz

CRISE


Aos poucos o silêncio da madrugada se despede e a cidade acorda para mais um dia. O barulho gerado por pessoas e veículos, gradativamente, vai aumentando.Tudo agora é vida.Vida se movimentando em todos os sentidos e em todas as direções. Tudo parece está dentro da normalidade, mas andando pelas ruas da cidade dá para perceber como o povo anda triste. Placas e mais placas com o nome aluga-se, vende-se ou esta unidade fechou, espalham-se ao longo de toda urbe.


As únicas classes que não sentem tanto o efeito da crise é a do rico e a do pobre. O rico tem o suficiente para inibir qualquer crise e o pobre também não sente tanto , pois toda sua vida já está calejada das agruras desse viver.


O tempo passa rápido e logo as luzes dos carros e da cidade anunciam o final de mais um dia e em poucas horas, quando a alta escuridão chegar, todos esquecerão, momentaneamente, dessa terrível crise financeira ,tendo como maior remédio o sono que leva para longe os problemas e as amarguras de cada ser.

Eles são apontados pela cidade,
Dois cumplices de um crime,
Mataram juntos a saudade.

Releitura de Jack Vigarista + Alegoria Poética Ficcional


O Nome que a Cidade Ainda Vai Lembrar


Criação da Releitura e Alegoria Poética Ficcional


Criada por: James Richard Ferreira Pantoja


Compositores da Canção Original


João Vitor de Oliveira Santos & Patrick Schmid






Seu nome é James — mas não se deixe enganar;
por trás desse nome engraçado, há muito a contar.
De tolo não tem nada, nem vive de aparência;
carrega no olhar, nas costas, nas mãos e na face
as marcas de uma longa experiência.


Vigarista nas histórias, de passado incerto,
entre o medo e o romance, segue pelo caminho deserto.
Bandido nas lendas, mestre em blefar,
faz da própria má sorte mais um motivo para arriscar.


No baralho, porém, há algo a seu favor:
o acaso lhe sorri com estranho fervor.
Quando a fortuna lhe fecha uma porta,
James embaralha as cartas e outra chance encontra.


Entre ases e reis, seu semblante permanece sereno;
guarda a própria mão como quem guarda um segredo.
O acaso espalha suas cartas diante de seus olhos,
mas James não revela o jogo antes do momento.


Pode perder uma rodada, sentir o azar se aproximar,
mas nunca deixa o medo seu pulso controlar.
Pois aprendeu uma verdade que poucos conseguem entender:
não é preciso ter as melhores cartas —
é preciso saber o que fazer com elas ao receber.


E nessa cidade, que hoje desconhece sua história,
amanhã seus feitos farão parte da memória.
Pois há façanhas que o tempo não consegue apagar —
e o grande feito de James ainda está por chegar.


Quando os sinos da catedral anunciarem o que o futuro escreveu,
todos saberão, enfim, por que seu nome sobreviveu.
Não será apenas fama, nem simples consagração;
será James transformado em lenda pela força de uma última mão.


E quando alguém perguntar quem foi aquele homem, afinal,
talvez a resposta pareça simples, quase banal:
um homem que aprendeu a sorrir diante da adversidade
e transformou cada revés em nova oportunidade.


Porque James jamais precisou controlar o baralho;
aprendeu a jogar com aquilo que o acaso lhe entregou.
Ninguém escolhe todas as cartas que recebe,
mas cada um decide como as coloca sobre a mesa.

⁠Rodeio Erguida

A semana em Rodeio
madruga chuvosa
nesta cidade amorosa,
doce e acolhedora.

Rodeio erguida não
teme o mau tempo,
ela é encantamento
e cidade recanto.

A semana em Rodeio
seguindo adiante,
do Médio Vale do Itajaí
é valoroso brilhante.

Rodeio verdejante
as tuas montanhas
sempre hei de louvar,
foram elas que fizeram
escolher aqui para morar.

Itaiópolis


Do coração és a laje
ou pedra molhada
e fundamental:
linda cidade amada.

Teu nome guarda
em tupi-guarani e grego,
honra, festa e glória:
Colônia Lucena da História.

De muitas vidas o início
depois de tudo na vida,
és palco relembrado
da Guerra do Contestado.

Sonho paranaense,
e posse catarinense
no Planalto Norte,
endereço da boa sorte.

Onde a Vyshyvanka
e a Wicynanki se encontraram,
fizeram berço e o seu povo
sabe ser amável e acolhedor:
Itaiópolis és o poema de amor.

Nem dá para dizer que Porto Alegre está mal administrada! Não há gestão alguma! A cidade foi entregue à própria sorte!

Deus se revela...


Terminei de crescer perto de uma cidade rica...


Logo aprendi sobre as diferenças sociais...


Não entendia por que alguns tinham tanto, enquanto outros tinham tão pouco...


Hoje vivo exatamente desse jeito...


Se acredito em Deus?


Sim...


Plenamente...


Mas, pelas inconstâncias da vida, às vezes duvidei e acreditei que
Ele não morava aqui na Terra...


Que Ele morava em outro lugar,
lá na cidade rica...


Que estávamos sozinhos aqui...


Que, na verdade, já estávamos no inferno e não sabíamos...


Mas Ele veio e me mostrou os Seus passos na areia,
enquanto, tantas vezes, me carregou no colo,
lá na cidade pobre.

O crepúsculo deu
a sua despedida,
as luzes da cidade
foram acesas,
a Lua coroada
está de estrelas
iluminando o Rio.

Ao mundo inteiro
oferto a veia
da paixão que não
oculto no peito
feita de vibração
e teu amor perfeito.

O desejo de viver
para cantar o amor
seja como for
é só o começo:
nos teus lábios
a sede de me amar.

No ritmo do Universo
a canção eterna
aos olhos lindos
voltados para quem ama,
esta temperatura
que amorosa chama
ao ardente total amplexo.

⁠Poesias para Rodeio

Cubro a minha cidade
de Rodeio de poesias
porque desejo tornar
a minha vida interessante,
tornar tudo ao meu
redor ainda mais fascinante
e lembrar que é possível
viver como quem escreve
um bonito romance
mesmo que insistam
a fé da gente nos tomar
e com a nossa inspiração findar.

⁠Poesia em Rodeio

Todos os sons da minha
cidade de Rodeio formam
a poesia em explícita
sonoridade que põem
a inspiração para dançar
e escrever versos que
encorajem a continuar a viver.

Na cidade onde as estrelas
descem trago algo da busca
eterna de Lori por Morã,
em tudo o quê se cultua.


Em tempos que quase
mais reparam na falta
que os vagalumes fazem
em alegrar as noites
pelos caminhos da Pátria,
a infância na memória
traz intocada a História.


A cada nova linha deixo
a rebeldia Uauá eternizada,
assumida, plena e enraizada,
porque renascer tem local
certo, sabido e merecido.


[[[Ai de que que fizer impedido!]]]

Luar Crescente que faz
o coração sorrir bonito,
Que ilumina com carinho
a nossa cidade de Rodeio
no Médio Vale do Itajaí,
que plena reina no peito.


Com lábios perfumados
de Framboesa-Negra,
É aqui por alguém
aguardo para ter até o Sol
como testemunha
que somos predestinados
a ser um casal apaixonado,
e que há de tratar o amor
com dedicação e cuidado.


O quê há de mais poético
não é de hoje que tenho
para ele preservado,
Ele é meu e eu sou dele,
e será uma festa por
este dia que é tão esperado.