Mudar de Cidade
Pés machucados
Saí pra caminhar,
nas ruas desertas desta cidade,
sem olhar o sinal,
sem sentir o tempo passar,
sem querer voltar...
Saí pra caminhar,
nas ruas desertas desta cidade,
onde o silêncio embala meus pensamentos,
e a insônia a me rondar em passos lentos.
Cada estrela é um sussurro no escuro,
velando meus sonhos adormecidos,
na esperança de um novo amanhecer.
Andei sem rumo,
milhas e milhas,
dias e dias...
não sei mais quanto tempo faz...
O caminho de volta
encontrar não sou mais capaz...
Andei sem rumo,
milhas e milhas,
dias e dias...
A noite se estende,
silenciosa, fria,
onde o sono se esconde,
tecendo sonhos fugidios,
na dança lenta da insônia.
Andei... ando sempre andando,
sigo caminhando,
sem rumo, sem direção
vou continuar
até a dor dos meus pés
ser maior que a do meu coração.
Chovia como se o céu abrisse uma ferida antiga sobre a cidade, e cada gota trouxesse consigo um fragmento daquilo que ainda não aconteceu. Eu caminhava dentro desse rumor líquido com a sensação estranha de estar tocando a quarta dimensão, como se o tempo deixasse de ser linha e se tornasse um quarto secreto dentro do peito. Havia, na parede de uma casa esquecida, um relógio sem ponteiro. Ele não marcava horas; marcava ausências, retornos, aquilo que a memória inventa quando a saudade precisa sobreviver.
No bolso, eu carregava uma bússola de areia. Ela não apontava para o norte, mas para dentro, para esse lugar onde seguimos olhando o futuro reescrevendo o passado, sem perceber que ambos se misturam na mesma água escura. Talvez viver seja isso: atravessar a chuva sem querer secar demais, aceitar que o destino também hesita, e compreender que o amanhã nem sempre vem à frente. Às vezes, ele chega ontem tocando nossas cicatrizes, mudando o nome das antigas dores e devolvendo sentido ao que parecia perdido antes que a alma aprenda a chamá-lo casa.
O Pão de Cada Dia e a Arte de Servir
Imagine uma cidade e 2 padarias…
A Padaria A, tradicional e rainha do pedaço por anos. O conforto do hábito, a ausência de risco, mantinham a maioria dos clientes fiéis, mesmo que o pão já não fosse mais tão surpreendente.
A padaria “A” acreditava que sua tradição era seu escudo.
Certo dia, surge a Padaria B. Nova, disposta a ser mais do que apenas um lugar para comprar pão.
Um a um, por curiosidade ou insatisfação sutil, os moradores começam a visitar a B. O boca a boca se espalha. Sem roubo de receita ou rasteira, apenas pela força inegável da livre concorrência em ação, a padaria B passa a ganhar a confiança dos clientes e, logo, sua preferência.
A verdade é que os clientes buscam algo que vai além de um CNPJ com tradição.
Eles buscam conexão. Querem ser ouvidos, atendidos com cordialidade e personalização. Querem se sentir únicos. E isso é:
* É ser chamado pelo nome.
* É ter o aniversário lembrado.
* É o cuidado em um contrato bem feito.
* É o brinde simples, mas cheio de significado.
Muitas vezes, não é o preço que define o vencedor, mas sim a forma como o negócio é conduzido: o ouvir, o carinho, a atenção, a sensibilidade. É sobre construir parcerias com pessoas, e não apenas focar em lucros. É vender bem, mas entregar além.
Quando um concorrente surge, ele não é apenas uma ameaça; é um espelho e uma oportunidade de aprendizado.
De analisar: Onde estão as qualidades deles? E, mais crucialmente: Onde estão as nossas falhas e nossos pontos fortes?
No mundo corporativo (e na vida pessoal), a capacidade de aprender com o concorrente, apesar da sua própria história e experiência, é o que garante a evolução ou decreta o seu fim.
Essa escola , é mais olhar ou vigiar a vida do outro, mas de olhar para a sua própria através da lente da concorrência, e decidir entregar mais do que “mais do mesmo.”
E você, Como você está negociando o seu “pão”?
Na cidade maravilhosa,
Conheci gente famosa.
Conheci a mulherada,
Mulheres lindas e formosas.
Bem arrumadas e maquiadas,
Comunicativas e educadas,
No mar, na terra e na areia,
Mulher sereia, mulher avião,
Mas,meu queixo caiu no chão,
Me apaixonei de alma e coração,
Me casei com a morena do sertão.
A cidade apagada,
a cidade alagada,
a cidade quebrada,
a história acabada,
e a população maltratada.
Esquinas da cidade
Nas esquinas da cidade, um ladrão de sonhos,
remexeu as gavetas do tempo, buscando em seus tronos sonhos adormecidos.
Espalhou o encanto pela vida desnuda,
como um poeta que em versos nunca se ajuda.
O céu, testemunha dos segredos perdidos,
sussurra histórias de amores e sentidos...
Os sorrisos se misturam ao pó das calçadas,
enquanto a brisa leva memórias entrelaçadas pela brisa que se espalha pelo ar.
Corações pulsantes guardam esperanças,
sorrateiros dançam nas instâncias...
Despertando encantos em cada canto da cidade tão cheios de dor,
transformando essa dor em arte, em puro amor.
Assim, a cidade respira o seu lamento,
onde sonhos se tornam eternos, se camuflam... no vento todo tempo.
Sonhei que o garoto que eu gostava na adolescência, estava morando na cidade novamente, mas em outro bairro
Julho de 2023
Sonhos de abril de 2023
Sonhei que a minha ex patroa, estava na minha cidade e eu estava em frente a uma lotérica, sentada e distraída, quando ela passou e me viu e me deu um grande abraço, e eu estava elegante no sonho e ela me elogiava, falando que eu estava muito bonita.
Sonhei com a minha mãe me dando uma toalhinha bordada, com meu nome escrito todo errado, porque ela não sabe escrever e nem ler. A toalhinha era um cardápio do meu negócio e havia bordados bem bonitos, ela me deu e eu fiquei toda feliz.
Sonhei com o ex da minha ex amiga, me ajudando a montar um negócio e eu seria sua sócia, ele me chamou para mostrar onde seria e depois disso, meu marido ficou trabalhando pra ele em um outro local, na área de marketing, depois eu trabalhava em um mercado onde os funcionários de lá, comiam coisas gostosas e começaram a compartilhar comigo também, eu recebi bolo, brigadeiro e outras coisas e o brigadeiro a garota estava comendo e me deu um pedaço, estava uma delícia
Depois eu já estava em outra cena, onde eu estava sozinha esperando meu marido sair do trabalho, porque ele saia às 6 e apareceu dois rapazes com uma aparência de gente ruim, me pedindo um pincel, para fazer um nome na perna, eu só saí correndo e depois disso, lembro que acordei...
29 de outubro de 2025
Não escrevi, mais sonhei com o 'C' chegando na cidade, passando em frente a minha casa e me procurando...
Sonhei com ele conversando comigo e com meu marido, em outro sonho, ele ria, mas não me olhava e dizia que eu era engraçada...
Sonhei com a minha mãe abandonada em uma feira e eu não queria falar com ela, porque já não tinha psicólogico para isso...
Sonhei com meu irmão Awkaerck perdido e eu procurando por ele...
Sonhei abraçando a Mayla novamente e dizendo que a amava, ela ficou surpresa e me abraçou de volta... Refizemos a amizade.
4 sonhos seguidos, que loucura!!
De que me adianta viver na cidade se a felicidade não me acompanhar? Adeus 'recifence' do meu coração, lá pro meu sertão eu quero voltar...
oceano muito pacifico
Na cidade existia um mergulhador conhecido por um hábito incomum. Enquanto todos desciam ao oceano em busca de destroços, joias perdidas ou animais raros, ele voltava dizendo sempre a mesma coisa.
“Lá embaixo é silencioso demais para existir mentira.”
Ninguém entendia.
Os pescadores riam, os turistas fotografavam suas roupas encharcadas e os cientistas atribuíam aquilo aos muitos anos respirando ar comprimido. Diziam que a pressão confundia o cérebro. Que profundidade demais acabava alterando a percepção. Era uma explicação confortável, porque explicações confortáveis impedem que alguém precise mudar a maneira como enxerga o mundo.
Certa manhã, ele aceitou levar um rapaz que insistia em descobrir o motivo daquela frase.
Os dois mergulharam.
Quanto mais o sol desaparecia acima deles, mais o oceano parecia apagar qualquer vestígio da superfície. As cores deixavam de existir, os sons desapareciam, os objetos perdiam seus contornos e, pela primeira vez, o rapaz percebeu uma sensação estranha: ninguém ali embaixo precisava fingir ser coisa alguma.
Os peixes não pareciam felizes.
Também não pareciam tristes.
Eles simplesmente atravessavam a água.
As correntes não escolhiam direção por convicção. As baleias não cantavam porque alguém as escutaria. Nem os corais cresciam tentando provar que eram bonitos.
Tudo apenas acontecia.
Quando voltaram à superfície, o rapaz permaneceu em silêncio durante horas.
Foi então que o mergulhador sorriu pela primeira vez.
“Agora olha para eles.”
Na praia, centenas de pessoas caminhavam de um lado para o outro. Algumas escondiam lágrimas atrás de óculos escuros. Outras sorriam para fotografias que seriam esquecidas na semana seguinte. Casais prometiam eternidade enquanto pensavam em outras vidas. Crianças fingiam ser adultas. Adultos fingiam saber o que estavam fazendo. Todos carregavam uma versão cuidadosamente construída de si mesmos, como atores que esqueceram onde termina o personagem e começa o rosto.
O rapaz perguntou por que aquilo parecia tão diferente do fundo do mar.
O mergulhador respondeu que a superfície era o único lugar onde a realidade precisava competir com a imaginação.
“Lá embaixo, ninguém inventa significado. Aqui em cima, inventam tantos que acabam esquecendo de viver.”
Naquela noite, o rapaz não conseguiu dormir.
Olhava para o teto do quarto enquanto escutava a própria mente produzir pensamentos sem parar. Ela comentava o passado, ensaiava diálogos que jamais aconteceriam, antecipava tragédias improváveis, reinterpretava lembranças até transformá-las em outra coisa. Era como assistir a um homem desesperado tentando narrar um filme que nunca parava de mudar de roteiro.
Pela primeira vez surgiu uma suspeita quase ofensiva.
E se aquela voz não fosse ele?
E se tivesse passado a vida inteira acreditando em um narrador que nunca presenciou os fatos, apenas os interpretou?
Dias depois voltou sozinho ao mar.
Mergulhou até onde a luz deixava de alcançar.
Lá embaixo não havia opiniões.
Não havia culpa.
Não havia arrependimento.
O oceano não fazia perguntas porque não precisava de respostas.
E, cercado por um silêncio tão antigo que parecia existir antes da própria linguagem, ele compreendeu algo que o acompanharia pelo resto da vida.
A mente nunca foi uma janela para a realidade.
Ela é uma máquina de fabricar versões.
Algumas belas.
Outras insuportáveis.
Quase todas falsas.
Talvez seja por isso que tanta gente viva com a sensação de estar perdida. Não porque o caminho desapareceu, mas porque aprendeu a procurar a saída dentro do único lugar incapaz de oferecê-la.
Enquanto isso, o mar continua exatamente onde sempre esteve.
Profundo.
Indiferente.
Sem nenhuma necessidade de explicar a própria existência.
Como se soubesse, desde o princípio, que as únicas criaturas realmente perdidas nunca foram as que afundaram.
Foram as que passaram a vida inteira tentando encontrar a própria mente, sem perceber que ela era justamente o lugar de onde precisavam sair.
Aquele dia ele morreu afogado, mas na verdade nem precisou sair do próprio quarto.
Não queria ser mãe, mas fui
Não queria casar, mas casei
Não queria estar nessa cidade, mas estou
Não queria viver assim, mas vivo
Não queria nada disso, mas, mas, mas...
Já se questionou hoje?
Deus se revela...
Terminei de crescer perto de uma cidade rica...
Logo aprendi sobre as diferenças sociais...
Não entendia por que alguns tinham tanto, enquanto outros tinham tão pouco...
Hoje vivo exatamente desse jeito...
Se acredito em Deus?
Sim...
Plenamente...
Mas, pelas inconstâncias da vida, às vezes duvidei e acreditei que
Ele não morava aqui na Terra...
Que Ele morava em outro lugar,
lá na cidade rica...
Que estávamos sozinhos aqui...
Que, na verdade, já estávamos no inferno e não sabíamos...
Mas Ele veio e me mostrou os Seus passos na areia,
enquanto, tantas vezes, me carregou no colo,
lá na cidade pobre.
Nem dá para dizer que Porto Alegre está mal administrada! Não há gestão alguma! A cidade foi entregue à própria sorte!
Cícero Romão Batista, há 182 anos, permanece como chama viva; fundou uma cidade que, há 115 anos, vem semeando trabalho e esperança ao povo do Nordeste. Apenas a minha Igreja Católica parece não enxergar o milagre que se ergue diante de nós.
Benê Morais
Senhor candidato, não é justo realizar obras pessoais em sua cidade em ano eleitoral utilizando dinheiro dos outros, fruto da famosa vaquinha, somente para angariar votos. Tenha dó, né?
Benê Morais
Não importa se é rua, vila ou cidade: quem abandona o próprio lugar paga caro, As eleições estão batendo à porta e o povo não esquece, voto não se compra, se conquista. Negligência vira castigo nas urnas.
Benê Morais
Anda na cidade com alegria; mas, se queres andar com felicidade vitalícia é bem melhor mirar a Cidade Santa nos Céus.
Metrópoles
Cidade formigante,
Céu alimentado por fumaça,
Arranha-céu rasgando a natureza,
Mentes sufocadas pelo caos,
Tempo encolhido,
Desejos espremidos,
Sonhos engolidos,
Os gritos da cidade assustam os pombos,
A cegueira da correria na cidade esconde os que mais precisam,
Os dias são férteis para uns, enquanto as noites são frenéticas para outros,
Entre sirenes e ônibus, elevadores e geradores, bares, baladas e shoppings, escolas e pátios de empresas a dança tem várias notas mas o ritmo é um só,
Ao olhar para a cúpula da igreja, lágrimas de desespero, um pedido de socorro e muitos apelos.
