Mudar de Cidade
"Com o déficit habitacional na cidade, até casa na árvore virou mansão, e te deixam sem as calças com o aluguel."
Noite fria, chuva martelando o telhado, vento que uiva nas copas. As ruas estão vazias, a cidade ilumina apenas o que é frio, que não tem vida, não vejo ninguém, como se a cidade tivesse recuado para dentro de si. Caminhar nessa chuva é rasgar-se por dentro, poucos têm estômago para esse abandono.
A sua voz é a música que me faz esquecer que a cidade é feita de muros, cada palavra sua derruba a muralha da minha solidão.
Há noites em que a cidade me parece um sopro cansado. Luzes que piscam como olhos que fingem não ver. Caminho entre rostos apressados e penso no que perdi. Perder também é aprender a medir o valor do que resta. E quando volto, minha casa me recebe com ternura de objeto amado.
A cidade tem lembranças afiadas como cacos de vidro. Passo descalço por algumas ruas e sinto as marcas. Cada cicatriz urbana me conta quem já soube amar. Há um consolo no reconhecimento das próprias falhas. E, por isso, volto ao lugar que me fez aprender.
O silêncio é uma cidade onde aprendo a falar devagar. Lá as frases caminham com sapatos macios. Não há pressa de entender, só desejo de existir. E nesse lugar, até o pensamento encontra abrigo. Volto diferente de cada visita.
Saindo da mesmice acinzentada da cidade, iniciem o dia com flores e cores, elas tornaram o seu dia mais feliz.
Invicta
Invicta, é poesia inacabada: o mundo poético dentro de uma cidade.
O Douro escreve poesia líquida nas margens das rugas da ribeira.
O nevoeiro na invicta não é clima: é véu. E todo véu oculta um portal.
Há portas na cidade que só se abrem a quem carrega profundidade e revelação. Cada varanda é uma metáfora, cada rua um poema à espera. No Porto, a alma encontra abrigo porque sabe o que é amar em silêncio.
DEFESA CIVIL: ALMA E CORAÇÃO
No sertão e na cidade,
Na montanha e no baixão,
Existe uma grande força
Feita de união e ação.
Tem alma de solidariedade,
Tem coragem no coração,
É a Defesa Civil viva,
Servindo a população.
Com Deus no Comando e juntos numa só voz:
Defesa Civil somos todos nós.
Muita gente ainda pensa
Que é apenas repartição,
Mas quem conhece sua essência
Sabe bem sua missão.
Não é somente um órgão,
Nem vive só na gestão,
É sistema que integra
Toda a Federação.
Com Deus no Comando e juntos numa só voz:
Defesa Civil somos todos nós.
União, Estados e Municípios,
Cada qual com sua função,
Somam forças com o povo
Em perfeita integração.
Bombeiros, escolas, igrejas,
Empresas e associação,
Todos formam essa rede
De proteção e prevenção.
Com Deus no Comando e juntos numa só voz:
Defesa Civil somos todos nós.
Quando o risco é identificado,
Começa a preparação,
Mapeando as ameaças
Com estudo e observação.
Planejando cada passo,
Fortalecendo a região,
Para evitar que o desastre
Cause dor e destruição.
Com Deus no Comando e juntos numa só voz:
Defesa Civil somos todos nós.
A prevenção é o caminho
Mais seguro e eficaz,
Pois evita sofrimento
E protege muito mais.
Obras, alertas e campanhas,
Conhecimento que satisfaz,
Construindo comunidades
Mais seguras e capazes.
Com Deus no Comando e juntos numa só voz:
Defesa Civil somos todos nós.
Mas se a força da natureza
Chega sem pedir permissão,
Vem a resposta imediata
Com coragem e prontidão.
Socorrendo os atingidos,
Levando apoio e atenção,
Para salvar vidas humanas
Na mais dura situação.
Com Deus no Comando e juntos numa só voz:
Defesa Civil somos todos nós.
Depois da tempestade forte,
Da enchente ou vendaval,
Chega a fase da recuperação
Do cenário ambiental.
Reconstruindo esperanças,
Com esforço coletivo e leal,
Para que a vida retorne
Ao seu curso natural.
Com Deus no Comando e juntos numa só voz:
Defesa Civil somos todos nós.
Assim gira o grande ciclo
Da gestão do desastre então:
Prevenção e preparação,
Resposta e recuperação.
Um trabalho permanente,
Movido por dedicação,
Protegendo cada cidadão
Com amor e vocação.
Com Deus no Comando e juntos numa só voz:
Defesa Civil somos todos nós.
Que essa mensagem alcance
Toda a nossa população,
Mostrando que a segurança
Nasce da participação.
Pois quando o povo se une
Em espírito de cooperação,
A Defesa Civil revela
Sua alma e coração.
Com Deus no Comando e juntos numa só voz:
Defesa Civil somos todos nós.
Este trabalho nasce do meu desejo por Salvador. Não se detém na comemoração.
A cidade aqui é corpo: camadas, tempos sobrepostos, mãos que moldaram sua paisagem mesmo quando não foram chamadas a nomeá-la.
A pintura percorre o que sustenta a cidade para além do visível e do oficial, aquilo que permanece criando, apesar de.
Salvador aparece como matéria viva, onde a memória não se impõe; ela insiste.
No traço, monumentos reaparecem não como réplica, mas como escuta.
Releituras de gestos de Márcia Magno, Nádia Taguari, Eliana Kertész, Iêda Oliveira e Conceição Dias, inscritas não para ocupar o centro, mas para seguir habitando o tempo.
22 de Setembro 💐 Primavera
Aprontei-me para acolher
a Primavera.
Deambulei pela cidade,
flanei pelo campo,
pelo bosque
e pela praia.
E, no aguardo de respirar
o nascer das flores,
inalei o despertar
de uma dor amainada.
Foi então que...
Tirei a poeira do olhar,
abri a janela da alma
e, querendo abraçar a vida,
cruzei os braços
e me apertei
num abraço.
✍️ @MiriamDaCosta
Rodeio Erguida
A semana em Rodeio
madruga chuvosa
nesta cidade amorosa,
doce e acolhedora.
Rodeio erguida não
teme o mau tempo,
ela é encantamento
e cidade recanto.
A semana em Rodeio
seguindo adiante,
do Médio Vale do Itajaí
é valoroso brilhante.
Rodeio verdejante
as tuas montanhas
sempre hei de louvar,
foram elas que fizeram
escolher aqui para morar.
Itaiópolis
Do coração és a laje
ou pedra molhada
e fundamental:
linda cidade amada.
Teu nome guarda
em tupi-guarani e grego,
honra, festa e glória:
Colônia Lucena da História.
De muitas vidas o início
depois de tudo na vida,
és palco relembrado
da Guerra do Contestado.
Sonho paranaense,
e posse catarinense
no Planalto Norte,
endereço da boa sorte.
Onde a Vyshyvanka
e a Wicynanki se encontraram,
fizeram berço e o seu povo
sabe ser amável e acolhedor:
Itaiópolis és o poema de amor.
Poesias para Rodeio
Cubro a minha cidade
de Rodeio de poesias
porque desejo tornar
a minha vida interessante,
tornar tudo ao meu
redor ainda mais fascinante
e lembrar que é possível
viver como quem escreve
um bonito romance
mesmo que insistam
a fé da gente nos tomar
e com a nossa inspiração findar.
Poesia em Rodeio
Todos os sons da minha
cidade de Rodeio formam
a poesia em explícita
sonoridade que põem
a inspiração para dançar
e escrever versos que
encorajem a continuar a viver.
Na cidade onde as estrelas
descem trago algo da busca
eterna de Lori por Morã,
em tudo o quê se cultua.
Em tempos que quase
mais reparam na falta
que os vagalumes fazem
em alegrar as noites
pelos caminhos da Pátria,
a infância na memória
traz intocada a História.
A cada nova linha deixo
a rebeldia Uauá eternizada,
assumida, plena e enraizada,
porque renascer tem local
certo, sabido e merecido.
[[[Ai de que que fizer impedido!]]]
Luar Crescente que faz
o coração sorrir bonito,
Que ilumina com carinho
a nossa cidade de Rodeio
no Médio Vale do Itajaí,
que plena reina no peito.
Com lábios perfumados
de Framboesa-Negra,
É aqui por alguém
aguardo para ter até o Sol
como testemunha
que somos predestinados
a ser um casal apaixonado,
e que há de tratar o amor
com dedicação e cuidado.
O quê há de mais poético
não é de hoje que tenho
para ele preservado,
Ele é meu e eu sou dele,
e será uma festa por
este dia que é tão esperado.
Lua Cheia de Ano Novo
que gentil se aproxima
da Cidade de Rodeio,
pacificando com jeito
e poesia por inteiro.
Encantando com alvor
o Médio Vale do Itajaí
com todo o esplendor,
iluminando o amor
que rendemos o andor.
Com o seu encanto
privilegiado nos põe
confiados nos braços
carinhosos e amorosos,
de querer o alvorecer.
(Não nego nem para ela
que não parei de te querer).
