Mudar de Cidade

Cerca de 16691 frases e pensamentos: Mudar de Cidade

Sob o céu cinza e molhado da cidade,
Odores de almas abandonadas,
Mulheres tristes, como tardes encharcadas,
De uma cidade cheia de gente perdida,
E outras que nunca foram encontradas.

Um espaço que se move, dissimulado,
Ela veio, mas nada mudou,
A nave parada no vasto espaço,
A estrela quase se apaga, no fracasso.

Hoje mesmo, sob o céu de cinza,
Vi uma estrela, no contraste da sala Grande Otelo,
Parecia triste, como atriz em desgraça,
Era a faísca que acendeu meu olhar sem selo.

Olhos que amaram, mas não foram amados,
Tentaram se encaixar na máscara requerida,
Ela veio só com a alma revelada,
Esqueceu a fala, quis ser a própria vida.

Ela derramou uma lágrima, silenciosa,
Dor contida na língua de guerra,
No fronte, firme, em sua causa silenciosa,
Enfrentando a batalha verdadeira.

Sob o mesmo céu de chuva, molhado,
Ela era a gota que cai do céu,
Na terça-feira cinematográfica, em pranto,
A estrela ruiva, com voz, corpo, alma e fala.

Feli$cidade..


Sempre buscou a felicidade.
Mas só aquela que o
dinheiro comprava.
Morreu infeliz..

Os bons moços de ontem hoje frequentam os bordéis da cidade.

Ver a própria cidade abandonada é como estar no final de uma festa que você gostaria de curtir um pouco mais.

Ódio


Volte-o para si: você será a cidade queimada, o império em ruínas.
Dirija-o para fora: você se tornará o fogo que consome tudo o que toca e, inevitavelmente, a mão que o segura.
Ódio é o combustível definitivo.
E a escolha mais importante da sua vida pode ser se você o usará para se incendiar ou para incendiar o mundo ao seu redor.

⁠Brasília, cidade moderna e ousada,
Cortando o cerrado com suas avenidas,
Sob um céu vasto, de nuvens prateadas,
Que nos fazem sonhar com possibilidades infinitas.

É nessa terra de horizontes largos,
Onde o sol brilha forte e inclemente,
Que a saudade às vezes aperta o coração,
Lembrando-nos dos amores distantes e ausentes.

Mas o céu, esse grande espetáculo,
De cores e formas em constante mudança,
Nos convida a seguir adiante, sem medo,
E acreditar que ainda há muito para alcançar.

E assim, mesmo que a saudade doa,
Nós olhamos para o horizonte sem temor,
Sabendo que o cerrado, a cidade e o céu,
São apenas o começo de um mundo cheio de amor.

E que, com coragem e perseverança,
Podemos superar as dificuldades e encontrar,
Novas possibilidades, novos caminhos,
E um futuro brilhante, que está por vir.

⁠“A cidade une corpos e separa almas. O campo separa corpos, mas aproxima do sagrado.”

⁠“A cidade multiplica ruídos e solidões. O campo ensina o valor do silêncio e da criação.”

⁠“Na cidade, sou útil. No campo, sou inteiro.”

⁠“A cidade lhe exige presença. O campo lhe devolve existência.”

"Enquanto o mundo luta por trilhões de dólares, a Cidade Santa usa o nosso maior tesouro como pavimento: lá, o ouro é apenas o asfalto que conduz ao Rei."

"A riqueza da Terra é medida pelo que se acumula; a riqueza de Deus na Cidade Santa é medida pelo que se compartilha na eternidade."

"Na economia divina, o ouro é tão puro que se torna transparente; na Cidade Santa, a posse dá lugar à contemplação."

"As pedras mais preciosas do mundo são apenas os alicerces de uma cidade onde a luz não custa nada, pois emana do próprio Criador."

"Esqueça os trilhões e os ativos financeiros; a verdadeira liquidez da Cidade Santa é o Rio da Água da Vida, que flui gratuitamente para todos."

"A riqueza da Cidade Santa é governada por um Rei que não usa cetro de ferro, mas o cajado do Pastor e a mansidão do Cordeiro."

Há uma explicação para tudo no mundo moderno, as redes sociais são uma cidade de conselheiros e gurus; prefiro morar na casa do Manoel de barros e nada saber. Viver o despropósito no olhar e encontrar ali Deus.

O PREÇO QUE A CIDADE DE CHIMOIO COBRA

Já estive naquela cidade. Chimoio é uma cidade bonita. Tem uma beleza própria, calma e limpa. As pessoas conversam, riem e seguem com as suas vidas normalmente. Mas, por detrás daquela tranquilidade, existe também muita dor e muita tristeza escondida.

Viver naquela cidade parece ter um preço. E não preciso falar por metáforas para dizer isso. Todos os dias morrem pessoas em Chimoio. A criminalidade aumenta cada vez mais. Quem não morre por causa do crime, pode morrer por outras razões absurdas: por ser diferente, por vestir-se de maneira diferente, por opiniões políticas, por inveja, por discussões pequenas ou até simplesmente por azar.

E os acidentes também já fazem parte da rotina da cidade. Quase todas as semanas há notícias de acidentes nas estradas. Talvez tenha chegado o momento de olhar seriamente para os problemas da cidade: melhorar as ruas, organizar melhor o trânsito, corrigir erros na construção e no planeamento urbano.
Porque muitas destas mortes podiam ser evitadas. Há sofrimentos que uma cidade não devia causar ao seu próprio povo. Mas, infelizmente, continua a acontecer! É o preço.

“Que a poesia continue a ser um meio de libertação.”

Na cidade onde o povo não cobra, o político se acomoda e nada avança.

Frente ao trono da liberdade, gaivotas sobrevoam a cidade e asas pairam no ar do horizonte em suas cores laranjadas do pôr do sol. As árvores se alegram com o vento e florescem nos raios de luar. A liberdade se faz em sussurros de pássaros que mais se aconchegam a um ribeirão a matar a sede, em tempos de paz e libertação. A liberdade ocupa todos os lugares, e as flores desabrocham sem medo e se diz que tudo vive na terra e as grades opressoras se rasgam no espírito da noite. A natureza tranquila tem suas leis e tudo acontece no tempo certo de se transparecer, em dedos razantes que habitam o instante das palavras insinuadas que ensinam o mar a se fazer acalmar. Eis que são muitas as distâncias e longe se vai o espírito da floresta, que em toda terra vive. Se a humanidade se nega, nega todas as criações e há oceanos a perder de vista. Eu sou um fragmento do absurdo que muito mais se faz instrumento de conversão entre o poema e o mundo. Eis que tenho pensamentos profundos e as palavras não se bastam, se nomeio as borboletas da tarde. O azul arde ternamente nos olhos, levando a mente a comer a beirada da estrada que se alonga nas praias de nossas convicções. Pois eis que o agora traz muitos elementos e se juntam todas as conjunções da imagem. O amor partiu em uma tarde e os olhos que ficam não choram, pois que a vida impele a uma aceitação calma dos limites do agora. O amor tardou, pois que já não somos mais os mesmos e as bocas não encontram caminhos. E se perde nas espectativas o amor que chamamos de vida. Um corpo que mudou, uma taça que se quebrou. Ama-se o que já se passou e a face bela ganha traços inesperados e o amor se faz desesperado se o corpo mudou e envelheceram os sonhos. O amor parte muitas vezes, procura trem, navio, qualquer caminho que fuja da desilusão. E cava a cova do amor que sobra. Apenas um ama sozinho na estação, sentado recolhido sem perspectiva de abrigo. Amar sozinho é como se fartar em um rio seco. A água que não mata a sede, mas é inútil olhar para baixo e para trás, haja visto que trem que leva trás, bagagem, pessoas, novos amores. A vida se faz sol em plena madrugada e os olhos serenos não esperam nada. A vivência se renova e despedidas antigas fazem menos eco na escuridão desfeita, a terra antes rarefeita, se faz em novas colheitas. Dispersam todos os sonhos da primavera e não há alma que note, pois que se olha para o norte e encontra boa sorte.