Morre Lentamente Marta Medeiros
A volatilidade sobe como um foguete e cai lentamente.
Porque a incerteza não se dissipa com uma certeza
Aquele que segue pegadas de lobos famintos tem o conhecimento lentamente devorado pela alcatéia, até chegar em estado de decomposição.
A GULA
Aprenda a enfrentar a gula.
Ela é uma criminosa que nos mata lentamente, dia após dia, nos fazendo acreditar que estamos o tempo todo com fome, mesmo depois de estarmos completamente saciados.
“Você é como o meu livro preferido, que eu leio lentamente, te leio com a ponta dos dedos só para sentir a conexão da sua alma com a minha.”
Minha Pétala
Pétala suave que o vento leva.
O teu perfume se espalha e
lentamente em minhas mãos cai.
Pego-te com todo cuidado,
não quero que te desfaças, como
em tempos atrás.
Quero guardar-te só para mim,
não no meio de algum livro ,
mas dentro do meu coração.
Quero sempre ,escutar dele as
batidas, que de ti falam e muito,
és o alento que o meu coração quer ter.
Minha pétala, permite que eu te tenha ,
não deixes mais que o vento te leve,
promete que ao meu lado ficas.
Se o meu sonho constante.se a minha
dama e senhora.
Se presente por toda a minha vida.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
A vida caminha lentamente para o fim, enquanto a morte empurra o tempo
para correr em nossa direção.
Quando a besta encontra uma vítima, ela começa a cercá-la lentamente. Quanto mais a teme, mais ela se aproxima.
Via o vulto límpido da realidade se abrir lentamente. A morte é apenas uma linha que se precisa atravessar, o silêncio depois que a respiração cessa. Nada se pronunciava que não viesse eternizar o que havia em si de venerável. Mateve-se curioso. Não perdeu a capacidade de encontrar motivos.
E o céu lentamente se torna límpido
O Sol ilumina as fraquezas das pessoas
Uma lágrima salgada molha minha bochecha enquanto
Ela com a mão acaricia meu rosto suavemente
Com sangue nas mãos vou escalar todos os picos
Eu quero chegar onde o olho humano não alcança
Para aprender a perdoar todos os meus pecados
Pois até os anjos às vezes têm medo da morte
Ainda tenho uma folha de papel na mão e meio cigarro
Vamos fugir de quem tem muita sede de vingança
Desta Terra firme, pois agora eu a sinto sufocante
Ontem fiquei quieto, pois hoje serei a tempestade
Por que renasce tão lentamente pequena rosa? Por que vais tão depressa lua nova? Me balanças à procura de frutos, nada cai de mim; por que mesmo assim ainda insistes em me ouvir?
Sou como uma faca afiada de dois gumes penetrando lentamente em seu coração. Dói, sangra, mas você quer...
O Rio
O Rio no início é tão pequeno, mas lentamente ele vai se tornado volumoso. Cada encontro, cada nascente, cada chegada, cada nutriente o torna mais forte. Assim, ele vai crescendo, se tornando adulto e forte, florescendo tudo a sua volta, colorindo a terra.
Com as pedras e a correnteza, o faz tormentas , fazendo cursos diferentes, se dividindo e ficando mais robusto.
Os peixes são vários, com cores do arco Iris, cada um mais belo que o outro. As cobras que vivem na água são de uma cor que confunde ao olhar, nossa!! cada animal mais exótico que o outro. E pensar que era tão magrinho, pensei até que não ia vingar, que fosse se perder infiltrando no solo, mas estou orgulhosa, hoje majestoso com um final estupendo, O mar.
Angelina Ribeiro
aquela mensagem...
todos os pensamentos constantes sobre ti se afastaram lentamente, me matavam aos poucos, não ponderava meus sentimentos, não pude parar de pensar no quão estúpida fui ao te deixar dominar minha mente, mesmo sendo ambivalente.
no quão estúpida fui em desperdiçar noites falando contigo. lágrimas de saudade, pensamentos e desejos. tudo se foi da pior forma, pois sua insensibilidade sempre se fez presente.
quantas vezes tentei expor a dor que eu carregava no meu peito pela falta do teu afeto? pela falta da sua compreensão? quanto tempo desperdicei tentando te convencer de que seria alguém que poderias contar? ou até mesmo amar...
quis me entregar a você de uma maneira jamais desejada antes, a vontade dos teus lábios juntos aos meus sempre foi inevitável. meu corpo permitiria teus toques em lugares nos quais somente eu conheço.
agora posso me desvencilhar de todas as lágrimas que tenho guardado e pensar: como fui capaz de me sujeitar a isto? como podemos nos torturar tanto? te desejar ao meu lado seria como procurar abrigo entre o verde e o violeta, e estar sempre condenada ao azul. não pertencemos nem se quer ao mesmo espaço, e agradeço ao universo por isso.
mas agora me questiono, como seria viver sem o seu azul, depois de transborda-lo?
AS PALAVRAS E EU
Eu engulo as palavras como se fossem bolo.
Saboreio-as e as degusto lentamente.
Elas são doce em minha boca de criança
Tão pronta a imaginar e ver em tudo esperança.
As palavras não fazem pouco caso de mim.
Estão sempre atentas e prontas,
Colocam ideias em minha cabeça
Me sentem suas e em mim se proclamam.
As palavras são o meu alicerce e o meu consorte.
Sem elas sou um pássaro de asa quebrada
Sem poder voar logo após a madrugada.
As palavras são o meu norte, o meu chão e o meu forte.
Elas são a ponte de que preciso
Para sair de mim e encontrar o paraíso.
Nara Minervino
A tristeza de pessoa para pessoa é como as nuvens no céu, caminham lentamente sem saber pra onde vão, seguem aquele fluxo do vento, cada uma com um tamanho diferente, mas todas com a capacidade de chorar.
PASSA O TEMPO
Quando a noite pousa lentamente,
recolho e acolho lembranças suas
(hoje confusas na minha mente)
Enquanto contava uma história,
você nos meus braços adormecia,
( sonhadora criança menina ).
passa o tempo…e passou bem depressa…
Feroz, sem saber que era feliz
rasgou seu vestido azul de organdi
e cortou seus cabelos com tranças.
Com uma havaiana no seus pés
e asas na sua alma, voo longe.
( igual um pássaro sem destino)
A distância levou sua presença
deixou comigo ondas de saudades.
Voz de mãe: sonho com minha filha,
choro baixinho na madrugada,
abro meus braços, dou - lhe meu abraço.
