Metamorfose
A alma que acordou ontem não é a mesma que desperta hoje, somos mutantes em constante metamorfose anestesiados nessa transição do dia e da noite que lapidamos a medida que enxergamos e recriamos o nosso tempo.
A metamorfose se faz no tempo de seres alienígenas que circundam pensamentos alucinatórios de mentes primatas que ainda creem que nada mais existe a não ser o vento.
Como serpente
O poeta,
como serpente
sofre metamorfose sazonal
de tempo em tempo
troca a pele,
uma força imensa
lhe impele
e ressurge
do barro criativo
do efêmero comum,
da vida breve
rescreve outro texto
outra vida
reinventa
outro motivo...
Pensamentos são casulos que depois da metamorfose, tal qual uma borboletas se transforma em palavras e saem por aí afora pousando em corações que são flor.
A MORTE
A Morte não existe é apenas uma passagem. Aquilo que morreu sofreu uma metamorfose ocasionando o fechamento de um ciclo. Logo se adapta para uma nova fase.
Essa morte podemos ter vários aspectos; Materiais, Sentimentais, Espirituais ou até mesmo em determinados Projetos de Vida ou simplesmente de cunho Profissional.
Tudo na vida temos Início, Meio e Fim. Nem sempre a morte é o Fim, pois essa é cíclica e quando esta se finda algo novo se inicia.
Transformando a vida numa verdadeira caixa de surpresa, onde o VIVER há de se imperar.
Entretanto todos os caminhos te levam à Morte, então perca-se e espere, logo prepare seu ritual de mudança.
A lagarta
Passa pela metamorfose
E o meu amor próprio
É como a borboleta
Que surge desse grande processo
Teu querer deu-me asas, enquanto eu era apenas metamorfose.
Fez-me desejar teu rosto, antes de sentir o reflexo dos teus olhos nos meus.
E desejar teus lábios, antes de sentir teu sabor
Fez-me querer tuas mãos a buscar meu corpo, desvendando-lhe os mistérios
e desejar teu descompasso, antes mesmo de provocá-lo
As primeiras palavras
O canto dos versos
A forma da ideia
Na dança das palavras
A metamorfose
Até então apenas palavras de dicionário
Eclode então
Da dança das palavras
Estendendo suas asas a linda poesia
Voa
Voa no poema
Planando nos versos
METAMORFOSE
Algumas pessoas nos conquistam, pouco a pouco, espaço por espaço. Até que quando se dá conta, a pessoa já habita cada cantinho seu. O problema disso, não é nem ter alguém que caiba tão bem assim dentro de nós. Acontece que algumas pessoas por algum tempo são remédios, que se tornam veneno. Assim como rosas que criam espinhos, pessoas mudam, e as vezes conseguem nos ferir por dentro, pouco a pouco. É quando você se perde em meio tanta batalha emocional, que nem se lembra mais de como as coisas ficaram assim tão conturbadas. Essa é só mais uma labiríntica história, de como belas garotas sofrem tua metamorfose emocional e psíquica. Essa fora só mais uma história de várias Nathalias.
Menina flamejante,
Metamorfose dos sentidos,
Transmutando sentimentos,
Movimentos, emoções em tecidos.
Vivemos uma metamorfose onde as dualidades e as ambiguidades são constantes. Percebe- se então, que a perfeição não habita em nós, mesmo assim, buscamo- la o tempo inteiro.
170724II
"" O ovário critico menstruou
uma insígnia metamorfose mediática
Não obstante, julgou plena convicção
Não sabe dos deuses
Que não estava em período fértil
E absorveu seu próprio sangue
No vértice de sua estupidez...""
Equilibrista de Mim
Eu visto a pele da metamorfose,
Desfaço as tramas, refaço o meu cais.
Num gesto breve, dissolvo as hipnoses,
Sou cais de vento, sou riso fugaz.
Nos bolsos trago um punhado de estrelas,
E versos soltos, de cor e cetim.
Se o mundo pesa, eu aprendo a vencê-las,
Com asas feitas de sonho e de fim.
Vem, me acompanha no passo da sorte,
Que a vida é ciranda de se reinventar.
Se a dor me visita, eu danço mais forte,
Pra sombra entender que não vai me parar.
Tecendo rimas de pólen e aurora,
Transcendo os mapas que o medo traçou.
Se o peito sangra, eu canto sem demora,
Que até ferida se faz flor, se eu sou.
Na corda bamba da minha esperança,
Equilibrista de mim, sem final.
Entre o abismo e o sopro da criança,
Eu me refaço de forma vital.
Se for pra cair, que seja em poesia,
Se for pra sumir, que eu suma em canção.
O riso é remendo, é luz, é magia,
Que costura o mundo na palma da mão.
Vem, me acompanha no passo da sorte,
Que a vida é ciranda de se reinventar.
Se a dor me visita, eu danço mais forte,
Pra sombra entender que não vai me parar.
"Eu carrego um manto da minha metamorfose pessoal, onde a transformação do meu espírito está fazendo com que a minha jornada da vitória esteja marcada com a unção de Cristo."
—By Coelhinha
