Metamorfose
Somos uma metamorfose de sentimentos , somos normais beirando a loucura, temos a essência da vida e da morte espalhada por todo nosso corpo e só você é que vai decidir qual é a sua cura.
Por isso a “transformação” será sempre um desconhecido que vai chegando…a metamorfose ou “produto” que não tem final, inacabado. A transformação esta em constante “transformação” não se pausa para avaliar.
A Evolução
o amor é a metamorfose da amizade
uma amizade pode se transformar
em um grande amor
Um grande amor pode se transformar
em uma amizade
já de amizade , amor e carinho
pode nascer
a amizade colorida
o fruto mais bonito
que essa metamorfose produz
As pessoas e as borboletas são parecidas, porém algumas pessoas resistem a metamorfose insistindo em permanecer em seus casulos ou arrastando-se como a lagarta, enquanto as borboletas só tem um caminho o processo de transformação. Seja também uma borboleta e renove sua vida.
A dança da vida
Lagarta em fase de metamorfose,
em busca de suas asas
Ela nunca sabe a hora certa,
vai ver que não existe...
Decide se esconder no casulo em busca de respostas.
O tempo senhor de todas as mudanças,
Encarregou-se da pequena lagarta...
cuidou, ensinou e amou nossa querida.
Lagarta/borboleta ainda tem medo do desconhecido,
muitas surpresas ele traz.
Tempo de novidades,
O tempo é passageiro na vida, pegou carona com a solidão.
No casulo ela vai se transformando, vida que segue seu curso.
a nova borboleta imagina o mundo lá fora
o que acontecerá em seguida?
A borboleta agora é capaz de voar,
sentir as flores...
o voo dela dá gosto de ver, liberdade dançante,
Sentindo cada vez mais alto ela vai.
Quem antes era ignorada, tornou-se objeto de desejo
nem todos entenderão seus movimentos graciosos.
A borboleta nunca entenderá o sentido da rejeição,
pois só se preocupa em olhar as flores, são as únicas que fazem sentido.
Bailando no vento a borboleta vai.
Agora tem sua própria lei,
as lições do casulo estarão sempre sem sua memória.
A linda borboleta agora é inspiração...
De inimiga se tornou companheira:
A inevitável mudança!
Eu poderia ser que nem o Raul Seixas: Uma Metamorfose Ambulante ou Uma Mosca na Sopa.
Eu poderia ser que nem o Cazuza: Um Codinome Beija-Flor ou Um Exagerado.
Eu poderia ser que nem a Cássia Eller: Um Tiro no Coração ou Um O Segundo Sol.
Eu poderia ser que nem o Paralamas do Sucesso: Um Romance Ideal ou Um Lanternas dos Afogados.
Eu poderia ser que nem o Titãs: Um Epitáfio ou Um Marvin.
Eu poderia ser que nem o Renato Russo: Um Faroeste Caboclo ou Um Teatro dos Vampiros.
Eu poderia ser que nem a Ana Carolina: Um Edifício no Meio do Mundo ou Um Quem de nós Dois.
Eu poderia ser que nem o Gonzaguinha: Um o que é? O que é? Ou Um Recado.
Eu poderia ser que nem o Guns N Rose: Um November Rain ou Um Don’t Cry.
Eu poderia ser que nem Bob Marley: Um Is this Love ou Um No Woman no Cry.
Eu poderia ser quem o Charlie Brown Jr: Um Céu Azul ou Um Senhor do Tempo.
Eu poderia ser que nem o Lulu Santos: Um Certo Alguém ou Um Toda Forma de Amor.
Eu poderia ser que nem o Caetano Veloso: Um Nosso Estranho amor ou Um Sozinho.
Eu poderia ser que nem o Armandinho: Um Outra Noite Que Se Vai ou Um Ursinho de Dormir.
Eu poderia ser que nem a Marisa Monte: Um Depois ou Um Ainda Lembro.
Eu poderia ser que nem o Tim Maia: Um Azul da Cor do Mar ou Uma Primavera.
Eu poderia ser que nem a Maria Rita: Um Encontros e Despedidas ou Um Não Vale a Pena.
Eu poderia ser que nem os Mamonas Assassinas: Pelados em Santos ou Um Robocop Gay.
Eu poderia ser que nem a Elis Regina: Como Águas de Março ou Uma Maria, Maria.
Eu poderia ser que nem o Lula: Como Mágica ou Um Nada.
Mas Lenda é Lenda e perto deles, sou só eu.
Não é fácil ser uma metamorfose, deve ser por isso que surgem tantas frases sobre ela, como essa. Eu posso até dizer que ela é boa, que viver dessa forma é interessante, mas sempre tem aquele desejo de ser constante por pelo menos alguns dias; ter a mesma opinião amanhã, e estar satisfeito com ela. Entretanto, se sentir satisfeito por um bom tempo é praticamente impossível. Ser uma metamorfose é aceitar uma condição: talvez não haja uma cura, uma saída. É aceitar que já se passaram anos e você ainda não aprendeu quase nada, que não viveu praticamente nada, e notar que sempre procurou ir contra isso. As pessoas são as mesmas e você quer o novo. As confusões da cabeça não vão embora, mas você sempre acha que um dia vai se encontrar. Talvez isso tudo seja balela, talvez ninguém leia, talvez eu mudo de ideia e apago isso amanhã mesmo.
Detesto permanecer igual por muito tempo. Abomino a constância. E isto me torna uma metamorfose ambulante. Detesto tanto que quando o fato de viver em mutação se torna uma mesmice, acabo aderindo a constância... só para fugir do invariável.
A metamorfose de uma ideia passa por fases que devem ser seguidas, caso contrário é abortada antes do tempo.
Não tenha pressa...
Somos a metamorfose, da mitologia para a lógica, a força animal do homem dotado de rituais tenta em vão dominar a natureza.
Metamorfose
Os sapos da sociedade são príncipes amaldiçoados por bruxas de poderes vingativos. Nos castelos dos sonhos ambos vivem a beira do bem e do mal se transformando e evoluindo pelos comportamentos da sociedade.
Sapos são homens/príncipes que giram em torno dos interesses da mulher por sua magia e poder de princesa e bruxa. Os sapos/príncipes protestantes imploram por um beijo ligeiro, uma voz clemente, valiosa e privilegiada.
Transtornado pela influência feminista o homem carrega a ideia de propriedade sobre a mulher. Ao sapo/príncipe talvez seja necessário consultar as bruxas da sociedade nos episódios da vida. Sendo o olhar do sapo/príncipe temente aos poderes feministas das princesas e donzelas.
Amauri Valim
METAMORFOSE.
Em uma manhã de domingo, o avô levou o neto ao jardim para ver as flores e também as borboletas. Ao ver as borboletas voando pelo ar e cheirando o néctar das flores a criança disse ao avô que quando crescer queria voar como as borboletas.
No caminho de volta para casa, o avô encontrou um ninho com ovos de borboleta. Três dias depois depois o avô chamou o neto e voltaram ao ninho, onde os ovos já haviam se transformado em larvas.
Voltaram para casa e o avô não disse nada ao neto, no quinto dia, o avô levou novamente o menino para ver o ninho, e as larvas haviam se transformado em pequenas lagartas.
Curioso perguntou ao avô por que ele os havia trazido várias vezes apenas para mostrar o que estava dentro do ninho e depois ir embora.
O avô respondeu calmamente ao neto: "Sabe aquele dia em que fomos ao jardim e você disse que queria voar como aquelas borboletas?"
"Sim", respondeu o neto ao avô. Então o avô disse: "Não é tão fácil voar, você terá que enfrentar várias transformações. Aquelas borboletas não nasceram voando, elas foram obrigadas a enfrentar várias metamorfoses para se tornarem borboletas".
Assim é a vida, às vezes queremos que as coisas aconteçam de uma hora para outra, mas o essencial é viver o processo de cada momento. A vida é única e cada momento será único em sua vida.
"A cultura e a sociedade sofrem metamorfose com o tempo e o contexto, portanto não há virtude alguma se não for baseada em princípios divinos, que são imutáveis"
Equilibrista de Mim
Eu visto a pele da metamorfose,
Desfaço as tramas, refaço o meu cais.
Num gesto breve, dissolvo as hipnoses,
Sou cais de vento, sou riso fugaz.
Nos bolsos trago um punhado de estrelas,
E versos soltos, de cor e cetim.
Se o mundo pesa, eu aprendo a vencê-las,
Com asas feitas de sonho e de fim.
Vem, me acompanha no passo da sorte,
Que a vida é ciranda de se reinventar.
Se a dor me visita, eu danço mais forte,
Pra sombra entender que não vai me parar.
Tecendo rimas de pólen e aurora,
Transcendo os mapas que o medo traçou.
Se o peito sangra, eu canto sem demora,
Que até ferida se faz flor, se eu sou.
Na corda bamba da minha esperança,
Equilibrista de mim, sem final.
Entre o abismo e o sopro da criança,
Eu me refaço de forma vital.
Se for pra cair, que seja em poesia,
Se for pra sumir, que eu suma em canção.
O riso é remendo, é luz, é magia,
Que costura o mundo na palma da mão.
Vem, me acompanha no passo da sorte,
Que a vida é ciranda de se reinventar.
Se a dor me visita, eu danço mais forte,
Pra sombra entender que não vai me parar.
