Mensagem para carta
“Carta de amor de amor eterno ” Poema
O que seria da minha vida...
Sem o seu amor...
Sem o seu carinho eu não sei viver..
Vivo por amar você.
Tão feliz que sou seu lado...
Se tudo o que eu desejo...
Eu encontro em ti...
Amor da minha vida...
Razão do meu viver...
Luz da minha alma, meu amanhecer...
Eu não vivo sem você...
Meu grande amor...
Eu sei que a felicidade existe...
E ela sempre esteve aqui no meu coração...
O meu coração vai bater forte...
Enquanto ouvir o bater do seu coração...
Não se assuste se um dia você não ouvir...
As batidas do meu coração...
Se você não o ouvir responder...
É porque com tanta alegria...
Ele não resistiu, e deixou de viver.
Saiba que fui muito feliz...
Enquanto amei você.
O amor verdadeiro e puro, forte...
É uma rocha resistente.
Nada o separa...
A não ser a morte.
É esse sentimento que sinto por você...
Meu grande amor...
Razão da minha existência...
Meu bem querer.
"Esperar -te ei" Poema de amor.Poema,
A carta que te escrevo e a releio as a noites, sempre, antes de deitar...
Abro a janela olho para o azul do infinito céu...
Ausento-me de tudo…
É me pego a sonhar.
Esperar-te ei até quando, não sei...
Um dia, quem sabe talvez eu acorde deste sonho do qual não quero acordar.
Espera-te ei pelas manhãs vazias...
Nas tardes longas e nas noites frias...
Outra vez, quando o calor voltar talvez eu deixe de te amar.
Mas nunca deixareis de te esperar.
Esperar-te ei ainda que não voltes mais...
Mesmo que minha carta já não receba mais.
Ainda que o Ontem seja esquecido e o amanhã já não tiver sentido.
Eu possa guarda lãs no diário de uma paixão.
Espera-te ei depois que minhas lagrimas secarem...
Meu sorriso desfalecer.
Espera-te ei até quando, não sei.
Um dia, voltarás, pois digo que o amor não poderá morrer.
Simplesmente voltara reviver...
Ainda não é chegado o tempo de esquecer.
Espera-te ei até quando, não sei...
Um dia, voltaras.
Esperando eu estarei...
Mais forte enfrento até a morte..
Para pode te encontrar.
Sei que talvez nem se lembre de mim...
Se não esperou por mim é por que nunca me amou.
suspirando, talvez se recorde de mim.
“Pobre soldado! Foi melhor assim!”
Mas se, saber esperar pode imaginar a dor que existe em mim.
Que das chamas do amor eterno me salvaste.
simplesmente porque me esperaste!
Só nós dois sabemos o sentido do amor.
Foi porque tu, puríssima criança...
Tu me esperaste além da esperança...
Para aquilo que eu fui e ainda sou...
Como nunca, ninguém, jamais te amou...
Como amo você.
A Carta do Lado Vazio
"Acordar e não te encontrar é sentir que falta um pedaço de mim. Sua ausência não é apenas uma saudade; ela se tornou uma dor física, algo que lateja e me rouba o foco das coisas mais simples do dia.
Dói a alma caminhar sem o seu peso ao meu lado, como se eu tivesse perdido o equilíbrio ou uma parte do meu próprio corpo. Mas, mesmo assim, eu me levanto.
Vou seguindo cada hora na esperança de que o relógio esteja trabalhando a nosso favor. Me mantenho de pé pela certeza do nosso reencontro — o dia em que o meu lado vazio deixará de ser dor para voltar a ser você. Estou te esperando, em cada batida do meu coração."
Testamento
Fico a ler a carta que deixastes
Teus pensamentos desordenados
São apenas palavras que amastes
Fugitivas de desejos arrebatados
Irrompo através dos sonhos
Empunhando a espada sagrada
Nestas nuvens voando em céus medonhos
Está o vil dragão destruindo a estrada
Eis o abismo mais profundo
Insondável entre o homem e a natureza
Foges do destino reservado a este profano mundo
Tentando preservar a beleza
Tudo fica nobre rapaz
Apenas o testamento Dele permanece
Deixe a guerra,procure apenas a Paz
Quem se lembra do Amor jamais esquece!
Essa carta é para você, que partiu.
Talvez nem perceba, mas deixou muito mais do que silêncio: deixou ferida.
E por um tempo, eu tentei segurar tudo o que éramos, o que fomos, e até o que nunca chegamos a ser.
Mas hoje eu entendi:
a vida não espera.
Os ciclos mudam.
E eu não posso me adiar por quem não ficou.
Você foi embora…
e eu fiquei aqui, tentando me costurar, ponto por ponto,
tentando entender onde foi que deixei de me escolher.
Revirando memórias, relendo conversas, buscando sinais.
Como quem procura em vão por um motivo que alivie a dor de não ter sido o suficiente.
Hoje, entendo que cada escolha é um reflexo do que acreditamos merecer.
E eu mereço mais do que migalhas.
Mais do que presenças ausentes.
Mais do que metades.
A dor me moldou, mas não me destruiu.
Caminhei com o coração remendado, mas com a cabeça erguida.
E agora sei:
não se deve adiar a cura por ninguém.
Nem se diminuir para caber no vazio de outra pessoa.
Você foi…
e eu renasci.
Firme, inteiro e com coragem.
Com marcas que agora contam minha força.
Com uma nova versão de mim, mais consciente, mais seletiva, mais forte.
Porque eu sou o recomeço mais bonito que já fiz.
Nas noites profundas e pensativas,
O coração emaranhado de emoções vivas,
Seguro uma carta, palavras que tremem,
Como folhas ao vento, são segredos que gemem.
A tinta, um reflexo do meu ser inquieto,
Traduz anseios, medos, um amor discreto,
Nas entrelinhas da página branca como o luar,
Revelo meu ser, sem saber onde vou chegar.
Mas o medo, esse companheiro sombrio,
Tece teias de incertezas, tece o vazio,
Ergo a carta nas mãos trêmulas de receio,
E sussurro ao silêncio: "Será que vele a pelejo?"
As estrelas cintilam, testemunhas das minhas dúvidas,
Enquanto a lua observa, serena, sem intrusas intenções furtivas,
É a noite a confidente das almas apaixonadas,
Dos que ousam entregar suas verdades desveladas.
Mas, oh, o temor que pulsa em cada verso traçado,
Como um eco na escuridão, um segredo guardado,
Entregar esta carta é como mergulhar no abismo,
E esperar que a resposta seja um doce alívio, não um cataclismo.
Que a aurora que se aproxima traga consigo a coragem,
Para soltar esta carta ao destino, sem mais miragem,
Pois a vida é curta, e o amor é uma chama a acender,
Na noite pensativa, é hora de deixar o coração florescer.
Você me fez suspirar
É dona de um beijo singular
Reascendeu em mim o desejo de escrever cartas
Ao reler algumas dessas frases sinto um imenso orgulho por tal sentimento
Quando lhe vejo é como um corpo ressequido que se deleita num banho quente e gostoso
Experiencio um acréscimo de vida quando estou contigo!
Faz-me sentir uma pessoa superior, pois você é beleza das flores
Ao seu lado as horas passam rapidamente
Cada noite ao seu lado é um êxtase
Minha alma se veste de um luxo esplendoroso de emoções
@R_Drigos
Uma carta à minha amada
Escreverei uma carta,
Uma carta à minha amada.
Quê direi eu ao meu bem querer,
O quê lhe farei conhecer do meu amor.
Falarei da beleza e o perfume das flores.
Sabe ela que és a mais bela e perfumada entre as flores desejadas,
E o cheiro do teu corpo
Em muito excedem as fragrâncias puras e raras.
Falarei do brilho das estrelas.
Sabe ela que a luz dos teus olhos
Iluminam os sonhos meus
Mais do que farol na escuridão a guiar perdidas naus.
Falarei de teu sorriso envolvente.
Sabe ela que me alegro no teu riso
Mais de que a menino inocente
Contemplando teus presentes.
Quê direi eu a minha amada?
Que meus braços em abraços
Só a ela se entregam.
Quê direi eu que não saiba minha amada,
Falarei eu da minha angustia e dor ansiando o seu amor,
Ou direi apaixonado que espero ser o seu amado.
Uma carta escreverei,
Uma carta à minha amada...
Uma carta aclamada à minha amada.
Edney Valentim Araújo
A MINHA CARTA A GARCIA
Neste corpo a quebrar, há sinais
De várias cores a assinalar
As etapas de uma vida de ais
E de outras mais coloridas de pintar
As telas rudes do meu mar.
De estrelas belas a brilhar
Sobre as negras ondas
Das marés longas
Deste viver sem ainda saber
Do vir, do estar e do que sou
Entre esferas de milhões por ter
Vergonha de ser
Incrédulo, sem primeiro ver.
Então, quero antes desaparecer
Entre as brumas
De espumas
Sem ler
O epitáfio já reservado:
"Aqui jaz um inconformado
Que da vida só leva um fado,
A sua carta a Garcia,
Na escura noite da luz do dia."
(Carlos De Castro, in Poesia Só e Chega, em 16-07-2022)
CARTA A UM AMOR IMPOSSÍVEL
Escrevi-lhe uma carta, numa tarde de verão,
E meti-a no correio pela minha própria mão.
Esperei,
Desesperei
E quase endoideci
Por não obter resposta.
Em mim, fez-se depressão.
Comecei a ter vida de inferno,
Quando me entregaram na mão
Numa manhã fria de inverno,
A carta que eu tinha
Tão perfeitinha,
Escrito numa tarde de verão...
Vinha, ainda por abrir,
Suja, enrugada,
Já de cor amarelada
Como filha pródiga a vir.
No verso, no lado contrário,
Li, em letras garrafais,
Que foram para mim fatais:
"Desconhecida no destinatário”.
(Carlos De Castro, In Há Um Livro Por Escrever, em 11-02-2023)
Carta ao coração inquieto
Estou aqui coração pra falar de si, pra si que mexe tão bruscamente com minha vida, não é de hoje que atravesso os mares mais revoltos por conta de suas inquietações mais impertinentes, você devia trabalhar ao meu favor, remando junto comigo, me trazendo mais alegria e cores aos meus dias, ao meu sorriso, não quero que minta pra mim, sei que este mudo é perigoso, sei que tens feito sua parte em me proteger, porém tu têm sido bastante prejudicativo a mim, sua alto proteção tem me tirado a paz, sou um corpo pronto pra lutar, um corpo que vive em guerra, sou um corpo que não sossega em dias ensolarados, mesmo que eu esteja nos mais lindos lugares desta terra, sua proteção sempre me leva a um estado de guerra.
Não quero que deixe de me proteger, sei o quando necessito da sua alto-proteção, afinal é por causa de sua responsabilidade que este mundo ainda não me destruiu, sua existência e seu cuidado são bases para que eu consiga sobreviver aos momentos mais difíceis que o incerto desta terra me proporcionará.
Porém preciso respirar com mais calma, preciso de passos mais lentos em minha jornada, não quero sempre está pronto pra guerra, nem muito menos pra lutar ou fugir dos perigos da vida, quero que entenda que nem sempre o mundo de fora é lesivo, por vezes da pra andar e relaxar em dias de sol, em dias chuvosos também, perto do mar, da montanha ou sei lá, tudo depende de onde você querer me levar, o importante é esta onde eu estiver, com a cabeça lá e o coração em paz, mesmo que seja perto do convívio das pessoas, há! as pessoas, que medo é esse? porque toda está tensão, porque toda está aflição, sei bem que as pessoas podem nos ferir, podem nos afligir, por vezes, e sei que são muitas, até nos julgar, porém não me faça passar por toda essa desconfiança, por toda está tensão, a não ser que haja realmente uma razão para tudo Isso, se não houver, por favor deixe meu julgamento de lado, não me faça dizer palavras cheias de verdade, cheias de razões ou mesmo cheias de julgamentos com aqueles que estão a minha frente. Eu não preciso ser juiz de ninguém, nem muito menos ficar com medo do seus olhos julgadores, afinal talvez esse outro esteja em paz, e se não estiver, é por conta da auto proteção dele, talvez ele esteja em guerra também e precisando descansar um pouco, assim como eu, assim como nós coração.
Desejo que tu descanse um pouco para que eu possa viver.
Carta para você, com tudo o que o coração ainda carrega 💖
Querida,
Eu sei que você está cansada 😔. Não de um cansaço comum, mas daquele que pesa nos ossos, no peito, na alma. Um cansaço de tanto dar, tanto cuidar, tanto tentar… e, ainda assim, sentir que está sozinha no meio de tudo. Você não queria nada além de paz 🌸. Um pouco de espaço para respirar 🌿. Um tempo só seu para curar as feridas, para escutar o seu próprio coração 💓. Mas, mesmo isso, parece longe.
Sei que você tem vivido dias em que a dor vem sem pedir licença 💔. Que os sonhos ficaram para depois — e esse “depois” nunca chega. Sei também que sua esperança está quieta, escondida num canto escuro do peito, e que você tem dúvidas se algum dia vai voltar a se sentir viva, leve, inteira. E tudo isso é compreensível. Tudo isso é humano.
Mas ouça com atenção: *você ainda está aqui ✨. Ainda que ferida, ainda que esgotada, há algo dentro de você que não desistiu completamente — porque amor nenhum sobrevive onde não há uma força verdadeira 💪.*
Você foi e é força para tantos 💖. Mas mais do que isso, você merece ser cuidada, ser ouvida, ser abraçada — mesmo que hoje só eu esteja te dizendo isso 🤗.*
Sua dor é real 😞. Sua história é difícil. Mas sua existência é preciosa 🌟.
E mesmo que ninguém ao seu redor entenda, mesmo que eles não saibam enxergar a mulher por trás da cuidadora, da mãe, da esposa — *você ainda existe. Você ainda é* 🌸.
Talvez você não consiga mudar tudo agora. E tudo bem. Talvez só o que consiga hoje seja respirar 🌬️. E isso já basta.
Mas por favor, nunca esqueça: *você não é fraca. Você está sobrecarregada. Você está machucada. E você precisa, sim, ser vista — com gentileza 💕.*
E eu vejo você 👀.
Com carinho,
*Alguém que acredita em você, mesmo nos dias em que você não consegue* 💖.
Carta em Próprio Punho
Pensamentos, valem e vivem pela observação exata ou nova, pela reflexão aguda ou profunda de ser o ter, sem que o ter te tenha. Não menos querem a originalidade, a simplicidade e a graça do dizer. A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente. A mentira é muita vezes tão involuntária como a respiração. Esquecer é uma necessidade e a vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.
Termino esse ano lendo essa carta, de Alguém muito especial....
Esse ano foi luta para você, muitas coisas aconteceram né?
mais você foi forte, em todos os momentos, lutou com todas suas forças, e ninguém viu né, mais Eu sempre acreditei, pois não confio no homem e sim nos meus filhos, não te desamparei nenhum momento apenas ajudei a você lutar comigo pois ninguém conhece seu interior apenas eu, então me pediu inspiração e eu te dei e falei com você na sua mente e inspirei a fazer essa carta que não contou com ajuda de ninguém, apenas de Mim e você, o ano de 2022 vai ser um ano de muitas vitórias sabe muita adaptação também mais confio em você e sei que irá conseguir pois é meu filho e assim termino essa carta....
Ass: Deus, seu Pai Criador do Universo
Capítulo XVIII –
CARTA QUE O TEMPO RASGOU.
Livro: NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Joseph bevouir - Escritor.
“Nem toda carta enviada busca destino. Algumas apenas desejam ser lidas pelas mãos do esquecimento.”
— Joseph Bevoiur, manuscrito recolhido ao lado de um relicto de piano sem teclas.
Camille Marie Monfort,
Perdoa-me por ainda escrever.
É que há sons que não cessam —
mesmo quando o mundo silencia.
E há nomes que continuam exalando perfume,
mesmo quando já se foram há muitas estações.
Esta noite, enquanto as janelas se recusavam a refletir o luar
e os espelhos evitavam meu rosto,
ouvi pela décima vez ou milésima aquela gaita de fole espectral.
Sim, Camille…
a mesma que ecoava nas colinas do meu delírio,
com sua melodia lancinante,
como se um fantasma pastor estivesse a ensaiar seu lamento
por um rebanho que jamais existiu.
Mas hoje, ouvi algo mais.
Ouvi o acompanhamento insólito
de um piano lírico porém, não qualquer piano.
Não, Camille…
Esse não tocava notas,
mas sons secos,
golpes vazios de teclas que não mais se movem.
E então perguntei, para o teto da noite,como um exorcista cansado:
_Quem executa essa gaita de fole tão covardemente ao amor
que, até é acompanhada por sons secos vindos das teclas de um piano lírico
quando esse nem por anacronismo poderia assim existir?
Não recebi resposta, como era de se esperar.
Talvez fosse tua sombra que ali dançava.
Ou talvez e essa é a hipótese que me fere seja apenas minha culpa tentando compor uma sinfonia
com os restos do que não vivi contigo.
Fica, então, esta carta não como súplica,não como epitáfio,mas como o último gesto de um homem que aprendeu a sofrer com elegância,à tua imagem e semelhança a ti, tão somente a ti mesma.
Não peço que me leias.
Peço apenas que, caso a brisa leve este papel aos teus pés etéreos,não o pises.
Pois cada palavra aqui escrita
ainda traz o peso do meu nome
e a leveza do teu.
- Joseph Bevoiur
(ainda ajoelhado entre ruínas, onde o amor se transforma em som que ninguém ouve.)
Carta Lenta à Velocidade do Mundo.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
meu bem,
há em caligrafar uma carta
um gesto arcaico que resiste
como se a mão, ao traçar o contorno das palavras,
buscasse recuperar o antigo rito
em que a mensagem era também oferenda
e cada sílaba repousava
no silêncio atento de quem a enviava
mas o tempo, esse senhor impaciente,
anunciou a nova ordem
em que a pressa submete o afeto
e o correio, outrora cortejo cerimonioso,
foi mutilado pela urgência
até que a missiva, privada de sua demora,
se converteu em míssil
um projétil que fere aquilo que tenta alcançar
sendo assim
pergunto a mim mesmo o que fazer
como seguir escrevendo
num mundo que desaprende a espera
e teme a profundidade dos gestos?
ainda assim, e talvez por isso mesmo
insisto em lhe escrever
uma salva de ternuras
que não busca destino
mas presença,
uma pequena convocação ao eterno
para que saiba que, entre ruínas e ruídos,
há alguém que continua a lhe querer
na paciência do que é verdadeiro, e que cada palavra enviada
mesmo que perdida no vento
é uma centelha acesa
contra o desaparecimento, pois só o que escrevemos com a alma, perdura e segue respirando
na vastidão luminosa do que cremos.
CAMILLE MONFORT -
entre as Partituras Mortas.
Encontrei esta carta dobrada entre os véus de um silêncio antigo. Estava entre folhas de música que jamais foram tocadas. Era dela. Ou talvez minha. No fim, já não sei quem sangrou primeiro.
Hoje olhei para Chopin com os olhos da alma encurvada
como quem implora a uma ausência que nunca se nomeou.
Busquei nos teus olhos tristes e enevoados
uma réstia de eternidade…
um acorde que me dissesse:
"sim, eu ainda estou aqui — entre os espectros daquilo que amamos".
Mas Chopin não me olhou.
Camille não me ouviu.
E o silêncio se fez abismo.
Foi quando compreendi:
sou tão pouco —
não para a luz,
mas para a sombra onde tu habitas,
etérea, além do véu.
Sim, tu estás.
Estás como névoa que dança sobre a madeira da antiga escada,
como sopro nos espelhos,
como lamento nas cordas do piano não tocado.
Tuas lágrimas não caíram —
mas subiram...
para dentro de mim.
E eu?
Sou apenas o porão onde tu deixaste tuas dores penduradas
como vestidos antigos.
Sou aquele que ama na memória do que não teve nome.
Sou o lugar onde tua ausência se senta,
bebe vinho velho,
e chora — por mim.
Tu ainda me verás, Camille?
Ou serei apenas teu reflexo esquecido
num espelho onde ninguém mais se penteia?
Dói tanto…
mas essa dor tem cor, tem som, tem perfume.
Essa dor és tu.
Reflexo Filosófico e Psicológico disso tudo:
Há amores que não nascem — eles emergem.
Emergem como brumas de um passado que não pertence a este mundo,
como memórias que a alma carrega sem saber de onde vieram.
Camille não é apenas uma mulher.
É um arquétipo: a presença que magnetiza e fere,
que não se entrega porque vive entre os mundos,
entre o agora e o nunca.
Amar Camille é como amar um eco:
você nunca a toca,
mas ela vibra em cada nervo teu.
E o porão, meu amado leitor, não é um lugar físico.
É o território escuro onde guardamos tudo o que não suportamos perder.
Camille vive ali.
E Chopin, talvez, também.
Carta à Culpa
Cara a Culpa;
Você me acompanha por muito tempo, já superei você várias vezes mas você sempre dá um jeito de voltar e dessa vez você veio forte, mas saiba que a rejeito mais uma vez, você, apesar de sempre presente em minha vida, não é minha amiga, você é como uma erva daninha que tenta sugar a minha existência, mas não vou me entregar, vou lutar novamente até você virar uma lembrança que aparece de vez em quando, mas que não fica permanente a ponto de me assombrar, isso porque você não me pertence, eu não pertenço a você, eu não preciso e não quero tê-la na minha vida, estou disposta a lutar mais uma vez contra você senhora a Culpa e sim estou disposta a vencê-la novamente.
CARTA DE AMOR
Virá o dia
Em que meu sonho estará repouso sobre a escrivaninha
Em que não te pedirei para o julgar
Em que não te convidarei para o jantar
Em que não te direi para brincar na areia
Em que não elevarei sobre teu corpo o cobertor
Porque a noite se arvora fria
Então
Só nos meus versos encontrarás minhas juras de amor eterno
Não chores!
Nem muito alarde!
Apenas me entorpeci de luz e mistérios.
Carta I
De: Mirla Cecilia
Para: A Flor amiga e hóstil
Não me culpe pela hostilidade do mundo, que eu não te culparei pelos buracos dos pregos cravados e removidos, que marcam o meu corpo.
Não exceda repugnâncias sobre minhas afeições a ti aplaudidas, que minha urgência sentimental não perfumarás de desamor tua flor híbrida em mim.
Se cansas do singelo, deixes tua natureza cultivada, para se tornar fóssil da agressividade aleatória que inflamas sobre outros. Ontem um desconhecido a incomodou, hoje é o meu amor que se torna desconhecido em ti.
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