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A carta de um anjo chamado Aspie:
_É como se você tivesse uma necessidade orgânica de manter o coração puro, logo isso faz a gente pensar e desejar o mundo como uma criança. Mas uma criança que tem que viver uma vida de adulto. Conseguem entender o paradoxo de por que é difícil pra gente sentir? A gente tem muito sentimento, mas provavelmente nunca vamos entregar ele.

Inserida por Diogovianaloureiro

⁠⁠Carta de Narciso

O grito que rasga o céu.

_Lúcifer, o mais belo, quebrou uma das regras dos anjos criando o ego, quando proferiu,"eu", em detrimento ao padrão da paz de Deus, o "nos".

A mente embriagada de vaidade anda de mãos dadas com o ego apodrecido e próximo da angústia da alma com sentimentos distorcidos.

A marca de Lúcifer, o gene de narciso, está sendo implantado através dos nossos olhos, em cada mente humana...

Mente que escolheu uma vida de provação...

Através de uma tela pintada com marketing especializado em reter nossa mente.

Sinto muito pelas crianças que estão se desenvolvendo com esse padrão de educação que romantiza a sordidez e a ausência de empatia.

Nossa casa é a Terra, não nossos pedaços de concreto assegurados por títulos de papel.

Como andam cuidando da nossa casa aí perto de você?

Assim como o corpo explica, a natureza responde e revida.

Temos 2022 anos desde o início ou do recomeço?

Inserida por Diogovianaloureiro

⁠Carta em Homenagem e Justiça por Kathie McCormack Durst

Kathie McCormack Durst. Uma mulher marcada pela injustiça, usada e abandonada por um casamento falso.

Esquecida pela família de seu marido, negligenciada por um sistema judicial que escolheu proteger o bilionário em detrimento da verdade, Kathie foi mais uma vítima do silêncio cúmplice, aquele que culpa os inocentes pelas agressões que sofrem.

Robert Durst, homem que se esconde atrás do poder de sua família, desafiou a sociedade, manipulando-a com sua fortuna. Um hipócrita que, após assassinar e esquartejar um amigo íntimo, alegou “legítima defesa” e comprou sua liberdade.

Um homem que abusou da confiança de todos ao seu redor, transformando violência em estratégia e sua vaidade em arma contra aqueles que buscavam justiça.


E Kathie? Enquanto Robert a acusava de vícios que nunca existiram, tentando manchar sua reputação, Tão jovem e já enfermeira, ela era uma aluna exemplar no curso de medicina no Albert Einstein College of Medicine, prestes a se formar. Qualquer pessoa que conheça a intensidade dos estudos na área médica sabe que o perfil de um estudante bem-sucedido como Kathie não se encaixa na narrativa de dependência em droga tão pesada criada por Durst. Ele apenas espelhava sua realidade para invalidar o outro com sua dor.

Mas isso não impediu que ela fosse desumanizada em vida e, depois, na morte.

Kathie enfrentava não só o peso dos seus estudos, mas também a violência doméstica. Meses antes de desaparecer, foi tratada no Jacobi Medical Center, no Bronx, após sofrer agressões por parte de Robert. Amigos próximos relataram que Kathie, aterrorizada, dizia que, se algo acontecesse a ela, seria culpa de seu marido. Essa confissão nunca foi levada a sério pelas autoridades.

Quarenta anos. Quatro décadas em que a justiça negligenciou seu dever, enquanto um assassino evidente seguia livre. Não houve sequer uma análise rigorosa ou profissionais dedicados o suficiente para agir com seriedade no caso.

Ao invés disso, recursos foram desviados para proteger quem tinha dinheiro, enquanto pessoas comuns, muitas delas marginalizadas, permanecem à mercê de um sistema que falha diariamente.

Não há redenção para o que foi perdido. O corpo de Kathie já não está entre nós, mas sua história grita por justiça.

A série documental sobre Robert Durst toca na monstruosidade desse homem, mas a negligência das autoridades precisa ser exposta com o mesmo vigor. A sociedade merece entender como a fortuna pode comprar a indiferença da lei.

Proponho que a fortuna da família Durst, cujo valor chega a bilhões, seja utilizada para reparar a família McCormack, com parcelas distribuídas ao longo das suas gerações. Não como caridade, mas como a mínima reparação devida por décadas de sofrimento, nenhum conforto que o dinheiro compra pode recuperar uma vida, mas é junto o conforto de todas gerações de Kathie McCormack Durst. Infelizmente ela também foi uma Durst, não merece o silêncio da indiferença.

Minha alma não encontra paz em um mundo onde isso ainda é tratado com indiferença. Enquanto a família McCormack carrega o peso dessa perda, a família Durst se recusa até a reconhecer o mínimo de responsabilidade.

A maldição que a familia Durst carrega não é sobrenatural: é a consciência pesada de quem perpetuou o ódio através do silêncio,e assim propagara através da sua conexão distorcida por todas suas gerações.

Se minha história continuar sendo ignorada, todas as gerações da família Durst carregarão essa vergonha como um fardo eterno. E eu estarei lá pessoalmente para me divertir assombrando todas suas futuras gerações.

Mas, se minha memória for honrada, existe a possibilidade da redenção para vocês.

que cada membro da família McCormack seja abençoado pela justiça que lhes foi negada por tanto tempo.

Kathie McCormack Durst não será esquecida. Sua vida e seus sonhos, interrompidos por um monstro e ignorados por um sistema corrupto, são um símbolo da luta por dignidade.

Inserida por Diogovianaloureiro

⁠Carta Aberta aos Filósofos,

Sou um vivente e sobrevivente da filosofia. Ela me escolheu antes mesmo que eu pudesse escolher.

Observo o apelo comercial de muitos que se dizem filósofos, comprometidos com as engrenagens do capitalismo, vendendo o mundo ideal enquanto contribuem para a alienação das pessoas. Isso se parece mais com a dança da fogueira do que com a atitude do filósofo, que deveria ser, por essência, inconformado com a alienação.

A dança da fogueira sempre existiu. Mas ao invés de libertar, muitos preferem entreter os prisioneiros, vendendo sombras como se fossem luz. A inconsciência é individual, mas toda consciência é coletiva. E a exploração, a indiferença e as ilusões fabricadas pelo mercado sempre serão revisitadas, seja pela dor, seja pela história.

Este é um lembrete de que nossa vida é finita e, nesse intervalo, não podemos nos confundir entre o essencial e o perecível. Entre a verdade e a conveniência. Entre justiça e lucro.

Não desejo ferir egos, até porque desconheço o senso de self.

O que importa não é o que nos beneficia, mas o que é justo.

Inserida por Diogovianaloureiro

⁠"Uma carta para a paz mundial"

Amados habitantes do mundo,mesmo em meio as nossas diferenças que optemos sempre pela a união mundial . Que tenhamos mais empatia e compreensão pelo proximo e que isso se estenda por todos os povos tribos e raças.Que tenhamos no topo das prioridades a conservação global da paz. Que Todas as pessoas deixem de lado os atos de condenação para contruirmos um mundo melhor para todos onde possamos um dia falar o mesmo idioma e que essa linguagem seja um idioma unico falado entre os povos do mundo e isso conseguiremos com força e muita determinação. Assim cada ser vivente encontrará serenidade para conduzir suas ações.

Com confiança, Fatima Gomes Cardoso De Andrade.

São Paulo ,Brasil 🇧🇷

Inserida por Artfati

⁠Poema - Carta para Sociedade

O erro de vários
É pensar que somos otários
Carta para sociedade
Respeito é uma qualidade
Que muitos não tem
Acha que está por cima de alguém
A vida é uma roda gigante
Pode girar em qualquer instante
Hoje está por cima
Autoestima
Amanhã pode descer
E fazer o mesmo com você
Cada um que escolhe
Quem planta, colhe
Então planta o bem
Para receber também
Faz a escolha certa
Essa é a meta
Porque todos tem potencial
De fazer o bem, e também de fazer o mal.

Inserida por 10uilton

⁠Poema - Carta de Agradecimentos

Facção Central, Racionais
Chorão e Sabotage
Alguns da lista
Dos grandes artistas
Que me deram inspiração
De fazer composição
Músicas ou poemas
Contra o sistema
Também rimar love
Tipo Handriell X, Meny e Wlad Borges
Agradeço a inspiração
De rimar o que está no coração
Músico, poeta ou escritor
Gratidão aos ouvintes e leitores
Os que curtem minhas artes
Vocês também fazem parte
Sejam nas rimas ou nos desenhos
Deixo meus agradecimentos
Obrigado Deus pelo dom
Assinado, Uilton.

Inserida por 10uilton

⁠Poema - Carta para o Santos Futebol Clube (2024)

Carta para o Santos
Juntos ainda estamos
Voltaremos mais forte
Ser santista, não é sorte
É um privilégio
Só quem merece
Nascer, viver e no Santos morrer
É um orgulho que nem todos podem ter.

Apenas uma mancha na história
"Dias de luta, dias de glória"
Já dizia o eterno Chorão
Santista de coração
Dias melhores virão
Eternamente serei Peixão
Nos momentos de dificuldade
Sabemos quem são de verdade.

O verdadeiro torcedor não abandona
"Levanta e anda"
Verso de Emicida
Mais um santista
O Santos é a nossa vida
A queda foi dolorida
Mas tudo passa
Vamos buscar mais uma taça.

"O meu Santos é sensacional
Só o Santos parou a guerra
Com Rei Pelé, Bi-Mundial
O maior time da Terra"
Salve, torcida Jovem!
Nóis por nóis
Respeita a peita
Branca e preta.

Inserida por 10uilton

Carta de um jovem Socialista de IPod ao Universo
(Universo que termina no outro quarteirão)

Muito bom dia
Amigo prisma
Eu gostaria de pedir-te
Que tu deixasses de causar
A divisão entre as cores da luz
Pois essa espécie de cisma que promoves
Causa arco-íris nos Céus
E tem atrasado em muito a fotossintese
Assim penso eu, cá do meu lado
Preocupado com as flores
Que adoecem, quando chove
Essas precipitações pluviais
Tem molhado demais
A fantasia que desconheço
de carnavais de outros dias
Umedece-me a alegria
Causa-me revolta
Enquanto vivo
Essa imensa ausência de motivos
Pra revoltar-me com a vida real
Enquanto internauta da vida
Compreendo que o mundo lá fora
Tem dado azo à mágoas
Tirado-me as asas ao pensamento
Logo eu, que a todo momento
Tenho ideias aladas
Eu tenho a imaginação iluminada
E a interferência do prisma
Na luz dos meus pensamentos
Não tem me ajudado em nada
Eu compreendo o sentido da vida
E sei que o ciclo da água se resume
A telefonar pro motoboy
Que traz em casa outro galão
Por isso a chuva não se justifica
Minha cabeça pensa
E eu sei exatamente onde a comida nasce e fica
O lugar mais indicado é na despensa da cozinha
Outrossim eu solicito à gravidade
Que deixe também de impor
A tua lei e influência sobre mim
Pois eu não sei onde este mundo vai parar
Só sei que junto eu não quero ir
Outro importante assunto
É pedir ao papai, que faça chover pra cima
E dizer à mamãe, quando voltar do cafezal
Que o bicho papão ainda tá lá em cima do telhado
E já faz quase trinta anos
Que não me deixa dormir sossegado.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠CAMILLE MONFORT -
entre as Partituras Mortas.

Encontrei esta carta dobrada entre os véus de um silêncio antigo. Estava entre folhas de música que jamais foram tocadas. Era dela. Ou talvez minha. No fim, já não sei quem sangrou primeiro.

Hoje olhei para Chopin com os olhos da alma encurvada
como quem implora a uma ausência que nunca se nomeou.

Busquei nos teus olhos tristes e enevoados
uma réstia de eternidade…
um acorde que me dissesse:
"sim, eu ainda estou aqui — entre os espectros daquilo que amamos".

Mas Chopin não me olhou.
Camille não me ouviu.
E o silêncio se fez abismo.

Foi quando compreendi:
sou tão pouco —
não para a luz,
mas para a sombra onde tu habitas,
etérea, além do véu.

Sim, tu estás.
Estás como névoa que dança sobre a madeira da antiga escada,
como sopro nos espelhos,
como lamento nas cordas do piano não tocado.

Tuas lágrimas não caíram —
mas subiram...
para dentro de mim.

E eu?
Sou apenas o porão onde tu deixaste tuas dores penduradas
como vestidos antigos.

Sou aquele que ama na memória do que não teve nome.
Sou o lugar onde tua ausência se senta,
bebe vinho velho,
e chora — por mim.

Tu ainda me verás, Camille?
Ou serei apenas teu reflexo esquecido
num espelho onde ninguém mais se penteia?

Dói tanto…
mas essa dor tem cor, tem som, tem perfume.
Essa dor és tu.

Reflexo Filosófico e Psicológico disso tudo:

Há amores que não nascem — eles emergem.
Emergem como brumas de um passado que não pertence a este mundo,
como memórias que a alma carrega sem saber de onde vieram.

Camille não é apenas uma mulher.
É um arquétipo: a presença que magnetiza e fere,
que não se entrega porque vive entre os mundos,
entre o agora e o nunca.

Amar Camille é como amar um eco:
você nunca a toca,
mas ela vibra em cada nervo teu.

E o porão, meu amado leitor, não é um lugar físico.
É o território escuro onde guardamos tudo o que não suportamos perder.
Camille vive ali.
E Chopin, talvez, também.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Carta Lenta à Velocidade do Mundo.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

meu bem,
há em caligrafar uma carta
um gesto arcaico que resiste
como se a mão, ao traçar o contorno das palavras,
buscasse recuperar o antigo rito
em que a mensagem era também oferenda
e cada sílaba repousava
no silêncio atento de quem a enviava

mas o tempo, esse senhor impaciente,
anunciou a nova ordem
em que a pressa submete o afeto
e o correio, outrora cortejo cerimonioso,
foi mutilado pela urgência
até que a missiva, privada de sua demora,
se converteu em míssil
um projétil que fere aquilo que tenta alcançar

sendo assim
pergunto a mim mesmo o que fazer
como seguir escrevendo
num mundo que desaprende a espera
e teme a profundidade dos gestos?

ainda assim, e talvez por isso mesmo
insisto em lhe escrever
uma salva de ternuras
que não busca destino
mas presença,
uma pequena convocação ao eterno
para que saiba que, entre ruínas e ruídos,
há alguém que continua a lhe querer
na paciência do que é verdadeiro, e que cada palavra enviada
mesmo que perdida no vento
é uma centelha acesa
contra o desaparecimento, pois só o que escrevemos com a alma, perdura e segue respirando
na vastidão luminosa do que cremos.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Capítulo XVIII –
CARTA QUE O TEMPO RASGOU.

Livro: NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Joseph bevouir - Escritor.

“Nem toda carta enviada busca destino. Algumas apenas desejam ser lidas pelas mãos do esquecimento.”
— Joseph Bevoiur, manuscrito recolhido ao lado de um relicto de piano sem teclas.

Camille Marie Monfort,

Perdoa-me por ainda escrever.
É que há sons que não cessam —
mesmo quando o mundo silencia.
E há nomes que continuam exalando perfume,
mesmo quando já se foram há muitas estações.

Esta noite, enquanto as janelas se recusavam a refletir o luar
e os espelhos evitavam meu rosto,
ouvi pela décima vez ou milésima aquela gaita de fole espectral.

Sim, Camille…
a mesma que ecoava nas colinas do meu delírio,
com sua melodia lancinante,
como se um fantasma pastor estivesse a ensaiar seu lamento
por um rebanho que jamais existiu.

Mas hoje, ouvi algo mais.
Ouvi o acompanhamento insólito
de um piano lírico porém, não qualquer piano.
Não, Camille…
Esse não tocava notas,
mas sons secos,
golpes vazios de teclas que não mais se movem.

E então perguntei, para o teto da noite,como um exorcista cansado:

_Quem executa essa gaita de fole tão covardemente ao amor
que, até é acompanhada por sons secos vindos das teclas de um piano lírico
quando esse nem por anacronismo poderia assim existir?

Não recebi resposta, como era de se esperar.
Talvez fosse tua sombra que ali dançava.
Ou talvez e essa é a hipótese que me fere seja apenas minha culpa tentando compor uma sinfonia
com os restos do que não vivi contigo.

Fica, então, esta carta não como súplica,não como epitáfio,mas como o último gesto de um homem que aprendeu a sofrer com elegância,à tua imagem e semelhança a ti, tão somente a ti mesma.

Não peço que me leias.
Peço apenas que, caso a brisa leve este papel aos teus pés etéreos,não o pises.
Pois cada palavra aqui escrita
ainda traz o peso do meu nome
e a leveza do teu.

- Joseph Bevoiur
(ainda ajoelhado entre ruínas, onde o amor se transforma em som que ninguém ouve.)

Inserida por marcelo_monteiro_4

Carta I

De: Mirla Cecilia
Para: A Flor amiga e hóstil

Não me culpe pela hostilidade do mundo, que eu não te culparei pelos buracos dos pregos cravados e removidos, que marcam o meu corpo.
Não exceda repugnâncias sobre minhas afeições a ti aplaudidas, que minha urgência sentimental não perfumarás de desamor tua flor híbrida em mim.
Se cansas do singelo, deixes tua natureza cultivada, para se tornar fóssil da agressividade aleatória que inflamas sobre outros. Ontem um desconhecido a incomodou, hoje é o meu amor que se torna desconhecido em ti.

Inserida por MirlaSantos

⁠02 de março

Querido Yuri,

Eu queria dizer que está é a primeira carta que te escrevo e que eu me sinto meio boba por lhe escrever, mas como você nunca lerá esta carta, isso é um incentivo para mim e um alívio para eu te dizer tudo o que eu gostaria de falar e não posso pelo msn se não você nunca, nunca mais iria falar comigo. Eu queria em primeiro lugar te desejar um feliz aniversário e que seus 16 anos sejam incríveis! Queria que você viajasse, conhecesse um monte de gente legal, tomasse um sol na praia, se divertisse e fosse muito feliz. Você merece a felicidade. Você merece amor. Você merece o mundo. Eu acho que você é uma das melhores pessoas que eu já conheci e eu só queria que você conquistasse todos os seus sonhos. Eu queria estar aí com você na verdade..., mas eu estou feliz, Yuri! Estou feliz que voltamos a conversar e que você está levando tudo numa boa como se eu tivesse te usado para fazer ciúmes. Bem, se você vai continuar falando comigo eu posso manter essa versão e pedir desculpas por eu ser uma pessoa tão ruim, mas eu não sou. É que se eu falar a verdade, se eu abrir meu coração, meu querido, aí você vai sair correndo porque eu realmente estou apaixonada por você. Eu não entendo como aconteceu. Eu não me entendo e não quero te envolver nessa bagunça que é minha vida. Eu só queria que você continuasse falando comigo, por isso eu minto se precisar e digo que só falei aquilo para fazer ciúmes em Josh. Porque se eu abrir meu coração, se eu falar o que eu realmente sinto eu sei que aquele clima estranho vai ficar pairando sobre nós, Yuri, e aí você vai fugir, você vai correr e eu não quero que você fuja. Quer dizer, você já está aí tão distante! Eu não quero te perder mais um pouco, mais uma vez. Eu nunca pensei que seu silêncio doeria tanto para mim como doeu. Eu não pensei que eu era tão dependente de você que fosse sentir tanto sua falta. É que, por exemplo, agora que estamos na aula de biologia eu inconscientemente olho para a carteira onde você costumava sentar e penso que vou te ver ali com seus fones olhando pela janela. Tudo parece normal. A prof. Liz ainda é nossa professora de biologia e ainda nos leva até o laboratório toda terça à tarde. E tudo o que eu vejo é a sua ausência. Eu olho para as paredes do laboratório, para meus colegas, para minha colega nova, a Tati, mas o que meus olhos procuram é você. Quando estamos voltando de casa , eu juro que se eu virar para trás vou me deparar com seus olhos azuis olhando para mim, mas não é o que acontece. Eu me agarro à sua lembrança como uma mariposa se agarra à luz e fico pensando o que vou fazer quando a luz se apagar. O que eu vou fazer quando você se der conta que eu não menti e deixar de falar comigo para sempre? Eu sei que não deveria ser tão dramática, mas você me conhece. Para você eu não preciso fingir que sou fria, que é o que faço com Josh. Você sabe que eu sou intensa, que eu amo, que eu escrevo, que eu ardo de sentimentos, música e literatura e que a minha alma é de poeta. Eu olho para as estrelas e penso que elas brilham para você como na música “yellow” do Coldplay que eu ouço agora. Eu sinto muito, Yuri. Eu sinto muito se acha que que eu te usei para fazer ciúmes, se eu falei algo que eu não devia, mas eu só falei a verdade. Eu acho que eu só queria te desejar o mundo. Eu não sei que faculdade você quer fazer, mas eu queria que você realizasse todos os seus sonhos, mesmo que eles incluam a Tiffany, e que você fosse feliz. Eu acho que eu gosto de você a ponto de querer que você seja feliz com outra garota, mesmo que não seja eu. Desculpe se a carta saiu mais longa do que era minha intenção, mas eu só queria dizer na verdade o quanto eu gosto de você e que eu sinto a sua falta. Muita.

Com amor,
Annie.

Inserida por audreyponganborteze

Hoje de madrugada peguei me sentado na varanda de minha casa

Dessa vez não escrevi nenhuma carta, mas tive um reprise em minha mente

Lembrei do dia que eu te conheci até o dia que a vida lhe tirou de mim, e sabe.

O destino nessa madrugada conversou comigo.

Ele sentou-se ao meu lado, ah destino, como estava triste, ele me disse que estava triste por não ter conseguido fazer com que o amor que existia entre nós durasse vários e vários anos,

Ele estava triste por não ter eternizado o nosso relacionamento, o destino se sentiu um inútil naquele momento

Ah como eu fiquei com dó dele, mas disse, não se preocupe-se você tentou, eu tentei, mas não deu dessa vez.

O destino então saiu do meu lado e disse que um dia voltaria a sentar ao meu lado, mas me prometeu não falhar mais, mais um voto de confiança dei ao destino, oh, meu destino, será que trará de volta o meu amor em seus braços?

Oh destino, cuide dele

Inserida por LucasMagalhaes

⁠Abertas estão as
Asas do condor
Sobre o continente,
Carta de pedido
De perdão da Mãe
Pela libertação
Do rebelde filho.

De pé pelo povo
Mesmo após
O susto ocorrido,
Ele não deixa
Quem quer que
Seja fazê-lo rendido,
Da Pachamama
Ele é o protegido.

Abya Yala, terra
Que não se abala,
O Império não nos
Curva e não cala;
Eis a poesia que
Não é a cura
Que você busca,
Cheia de si ela
É amor em via
De retribuição,
E total integração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Carta em Defesa da Democracia

⁠A minha carta
em defesa da democracia
escrevo com a tinta
indelével do exemplo,
Partilhando a poesia
do melhor testemunho
que nasce do respeito
mútuo entre todos
aqueles pensam diferente;
Assim buscando ser
a cada dia mais gente
vou vivendo os dias
mais afetuosamente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Através dos meus beijos
a descoberta transcendente
da carta plana da abóbada celeste
que unirá os dois Hemisférios
pelos selvagens mistérios
divinos protegidos pelos botões
feitos de madrepérola,
embalados pelos versos líricos
e por todas as noites
de obstinação como quem navega
pelos sete oceanos e aporta
em seis continentes o quê
somente habita na tua existência,
na tua sedutora rebeldia,
nas virações das madrugadas,
nas auroras que hão de vir
e nas florações desabrochadas
só pelos fato de ver você sorrir.

⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tenho uma canção, uma rota

E a carta náutica

Até para decifrar:

a rota que me leve

para viver e te reencontrar.



Talvez eu não consiga chegar,

- não me importa!

Eu não vou sossegar jamais!...



Porque talvez eu não transmita

- segurança

Através do meu jeito de calar

E de seguir em frente,

Neste mundo descontente.

Eu tenho um jeito de me expressar

- diferente

Talvez não me perceba assim,

Eu falo diferente sim;

De um jeito que jamais esquecerás de mim.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Mais de um com
uma carta aberta
e a outra com artigo,
(foram mais de dois),
e vocês sabem
melhor que eu disso:
Existem fatos que
(precisam ser ditos).

Uns dizem que não
foi por emergência
que o General preso
injustificadamente
foi levado para
a prisão do hospital
e dela foi devolvido,
deve haver algo
muito além disso:

Não foi só pela palavra
dita pela irmã,
ninguém sabe de nada
e qualquer coisa
não me convence.

Só se sabe que ninguém
mais conhece a imagem,
não se sabe em qual
estado ele se encontra,
e não me digam
que isso é normal!

Em tempos em que
ter oxigênio e justiça,
são a iminência real,
em tempos que em
mais de duzentos
dias não se abre
sequer um tribunal
padece a tropa por
'inflexibilidade' igual.

Inserida por anna_flavia_schmitt