Mensagem de Dor
a dor
clara
escura
extensa,
propulsora
da infinita agonia,
saudades meramente perdida,
relato deixado na minha escuridão,
desejo abandonado pelas flores dessa...
frieza deixada no coração,
sendo partida definitiva,
pela solitude morena...
transpassada nas minhas lembranças,
vejo tempo passar em um veludo...
de sentimentos tão perdidos,
na minha alma...
inóspitas na solidão.
tal como uma sentença de abandono...
cruel sentinela deixada no vazio,
embora o poço sem fundo,
amargura sentimental...
solitude tal virtude...
seria desolada,
seria morta,
seria clara,
seria abandonada,
destinada na exorbitante virtude,
silenciosa.
Invocação
(a uma filha morta)
Ontem a minha dor foi tão grande
como um terramoto
que vertiginosamente correu
para dentro da loucura.
Foi da espessura da morte!
As árvores podem correr
para mim de braços abertos
as rosas do campo sorrir,
que os lírios choram por dentro de mim
às portas da sepultura
onde te foram a enterrar.
À tua chegada
transformaram-se os céus noturnos
em nítidos céus
e chama
e calor
e luz,
quando tu os abriste
com ígnea chave em tua mão
tão franzina.
Interrompeu-se o olhar
sobre a terra
que te cobriu.
In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta
Terra de medo
e de dor
e de sonho também…
Lá fora o vento que zumbe
e uiva
e fustiga ameaçador e célere passa…
o vento a quem tudo pergunto
e nada me diz
O vento que volve e revolve
e varre
as folhas secas das mangueiras
plantadas no terreiro
que serve ao quartel de parada
O vento que zumbe e uiva
tresloucado
no negrume da noite que dói e mata
O vento que fustiga e passa
as frágeis paredes da vida
dentro do arame farpado
In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta
Ao saber de tua dor a minha é maior por não poder estar perto para amenizar com meu carinho e meu amor.
Valorize quem faria tudo para tirar um sorriso teu, não pague com ingratidão, não ponha dor e lagrimas nessa pessoa. Se ama mesmo, faça tudo para ela ser feliz, assim como ela gostaria que você fosse.
Zelai-me oh morte.....zelai por mim....
Alivia a minha dor....
Amigo amado de cajado na mão ....
Abençoa-me em cada etapa...
Da minha caminhada......
Oh morte quanto te sinto até me dás medo....
À beira da praia está o mar sereno. ....
Nem ondas......nem uma aragem...
Onde o receio belisca-me e o contratempo revolta-me...
Tentação diabólica..... reboliço da mente......
Agruras do ego......causas alheias....
Invertendo o sentido.....a condição da morte.....
Foice afiada de uma ladeira......talvez uma descida.....
Do sossego.... ainda cedo.....oh morte......
vai-te maldita....vil......cruel.....desprezível.....
Deixa-me ...não tornes a vir para atormentar-me......
Velai-me oh morte.....zelai por mim....alivia-me a dor....!!!
O silêncio nada mais é que a dor representada na fala de um belo olhar.Encante se ou simplesmente se deixe ser encantada.Contos de fadas existem,basta você crer.
É muito complicado lidar com a morte em si. E viver a dor do luto do outro de forma profissional é poder sustentar tudo o que aquela pessoa (família) pode fazer naquele momento o qual nada sustenta. Seria como dar liberdade às lágrimas de quem encontra no desespero a loucura instantânea da realidade insustentável.
Não há felicidade na dor, assim cremos - mas a dor que você me fazia sentir ainda assim conseguia me fazer feliz.
Melancolicamente falando de uma atroz alegria,
Confundindo os sentidos da dor e tristeza,
Versos aparte você não é fantasia,
Alegro-me ao contemplar de tua beleza.
Por pura ventura fizeram-me rir,
Da brada lua alarmante ao venerar,
O amor terrestre a se expandir,
Eternizadamente, sem nunca acabar.
“Há tanta dor, sofrimento e solidão quando buscamos a redenção de todos os nossos pecados...
Mas que dor e sofrimento são esse perto daquele sofrido pelo filho do Pai?
Estaríamos nós, meros pecadores isentos de tamanho sofrimento?
Todas as vezes que passar por alguma dificuldade, lembre-se daquele que sofreu o que nenhum homem sofreu ...”
Na penumbra da dor...
Senti....senti muita saudade....
Escrevendo poemas...
Onde colhi as flores mais belas...
Do meu jardim por abrir....
Senti a quimera....
Do desejo...
Acordei na Primavera...
Verde....verde de esperança....
Os nossos sonhos correram...
Onde as ilusões...
Fazem castelos no ar.....
A voar de nostalgias...
Como nunca ousei fazer......
Numa cadeira vazia...
Naveguei .....
Naveguei e esqueci-me da dor....
Nas vinhas plantadas...
Nas asas da madrugada.....
Dei asas ao pensamento....
Lavei o meu tormento...
Deitei a saudade......
Nas ondas do nosso mar....
O nosso sonho......
Tornou-se em desilusão....
Fizemos um porão...
Do nosso navio...no cais...
Nas ondas do mar vadio....
Onde deixamos os desejos....
Com o calor...e a saudade...
Demos beijos...ao sabor...da ilusão.!!
Agora já não tenho mais nada.
Nem dor nem alegria.
Levo uma vida vazia.
Cadê a poesia?
Foi levada pela ventania.
Não há nada.
Nem flores no caminho
Nem espinhos na estrada.
Já não importa ser sozinho.
É tanto vazio
Que agora sofria.
Lágrimas formam um rio.
E aqui está a minha poesia.
já faz uma semana que não nos falamos, a falta de ti não vai embora, a dor não quer passar, tenho que arrumar forças em outra fonte, pois outros lábios, outro olhar, outro corpo não esta resolvendo, continuo me frustrando, e assim continuo te amando, tenho cicatrizes feitas por você minha Deusa Negra, profundas que não deixam eu parar de pensar, sempre que o tempo muda elas doem muito.
So se pode avaliar o valor que o amor tem, quando na nossa dor sentimos o amor de alguem, quando dentro de pouco tempo percebemos que a tua ausência é fracaço do meu coração. Te amo bjs
Quando o medo da dor de arriscar for proporcional ao tamanho do (im)possível que se deseja, ainda em homenagem aos que jamais puderam, não podem ou nunca mais poderão sequer querer, é hora de tentar; e conseguir.
