Menina Levada
"Quando a opinião das massas sobre questões éticas é levada a sério, é sinal de que a sabedoria está socialmente morta".
A vida é uma ilusão, mas uma ilusão que deve ser levada a sério.
A vida é uma ilusão, mas não se engane: é uma ilusão que merece ser vivida com seriedade. Esse paradoxo pode parecer contraditório à primeira vista, mas, ao refletirmos mais profundamente, vemos que ele revela uma verdade fundamental sobre a nossa existência. O que é uma ilusão, afinal? Algo que não é real, algo que não existe de fato? A resposta a essa questão depende de como definimos a realidade e como interpretamos as experiências que vivemos.
Em certo sentido, a vida é uma sucessão de momentos que parecem tão reais e palpáveis, mas que, se olharmos mais de perto, se desintegram em fragmentos de percepção e sensação, revelando-se um emaranhado de processos mentais, emocionais e físicos.
Porém, se considerarmos a vida como uma ilusão, não podemos deixar de notar que ela é também a única realidade que temos. As emoções que sentimos, os pensamentos que nos dominam, os momentos de prazer e de dor, tudo isso se manifesta de maneira tão vívida que não podemos simplesmente descartá-los como irreais ou insignificantes. Na verdade, a ilusão da vida é o que a torna tão intensa e profunda. Cada instante é uma experiência única, e é nesse fluxo de percepção e experiência que encontramos o que chamamos de “realidade”. Mas o que seria então esse ponto de equilíbrio entre o que chamamos de ilusão e o que reconhecemos como realidade?
Talvez a chave esteja em compreender que a vida, mesmo sendo uma ilusão, é o palco onde nossas escolhas, nossas ações e nossas reações se desenrolam. Embora a natureza da realidade seja mais complexa do que nossa mente possa conceber, somos forçados a viver com as certezas que nossas percepções nos oferecem. Cada segundo, cada respiração, cada encontro, tudo o que experimentamos nos convida a explorar o mistério da existência. E, paradoxalmente, é nesse reconhecimento de que nada é permanente, de que tudo está em constante mudança e evolução, que encontramos o real significado de viver.
Isso nos leva a uma reflexão profunda sobre a importância de vivermos o momento presente. A tentação de viver no passado ou de nos projetarmos no futuro é forte, mas é no agora que a verdadeira vida acontece. No presente, temos o poder de escolher, de contemplar, de apreciar a beleza do mundo e de encontrar sentido nas experiências cotidianas. No presente, podemos nos conectar com a nossa essência e com a essência do que nos cerca. E ao contemplarmos a vida como um fluxo incessante de momentos, percebemos que, mesmo que a realidade em si seja uma construção da mente, ela ainda contém uma beleza imensa e inexplicável. A beleza está nos pequenos detalhes: no sorriso de um estranho, no brilho do sol ao amanhecer, no som da chuva caindo, no abraço apertado de um amigo.
E, nesse processo de viver o presente com atenção e apreciação, começamos a compreender que a vida é, de fato, bela. Ela é bela não porque seja perfeita ou estável, mas justamente porque é transitória, cheia de surpresas e reviravoltas. Cada dia traz algo novo, cada desafio nos ensina algo valioso, e cada alegria é uma oportunidade de nos conectarmos com o divino que habita em todos nós. A vida, mesmo sendo uma ilusão, é o nosso maior presente, uma jornada que, quando vivida com seriedade, pode nos levar a uma compreensão mais profunda de nós mesmos e do mundo ao nosso redor.
Portanto, ao abraçarmos a ideia de que a vida é uma ilusão, não estamos sendo desrespeitosos com sua importância. Pelo contrário, estamos reconhecendo que, mesmo em sua transitoriedade, ela merece ser vivida com toda a intensidade e dedicação possíveis. Não devemos fugir da vida nem ignorar suas complexidades, mas, ao contrário, devemos nos entregar a ela com coragem e gratidão. Em cada momento, temos a chance de escolher o que queremos experienciar, de mergulhar no presente e de contemplar a beleza que ele nos oferece.
A vida é, de fato, bela — porque, apesar de ser uma ilusão, é ela que nos ensina a viver de forma plena e verdadeira.
Quem sou eu
Uma folha levada ao vento
Lembrança que alguém esqueceu
Réquiem do momento
Quem eu sou
Uma fagulha ao extremo
Resumo que o vento levou
Um barco sem o remo
Navego agora
Nos mares do futuro
Recebi minha luz de outrora
Nela sinto-me seguro
O amor de quem quer bem
A saúde e o bem estar
Receba essa proteção também
Para ela nunca lhe faltar
Linda, mais que demais...
Essa tua faceta meiga e doce, quase um amenina levada, travessa como a personagem narizinho, com um ar de Emília e a autoridade do Visconde, oculta uma mulher forte e determinada.
Quero sentir o calor do teu corpo junto ao meu, quero te envolver no meu abraço de tal sorte e com tamanha volúpia que jamais deseje se desvencilhar de mim.
Quero o doce néctar dos teus favores inundando o meu paladar, enquanto finco minhas mãos nos teus quadris, imobilizando-a até que a última gota de teu prazer faça-a tremer a alma.
Quero você, descuidadamente entregue aos meus caprichos, para nutrir-me dos teus anseios, do teu prazer, para lhe consumir em paixão e fazer eclodir das cinzas a fênix de um amor sem medida.
Casthoro´C
Semente lançada na terra
Levada pela água do mar;
Semente agora na praia,
Insiste em querer brotar ;
Semente viaja nas águas
De ondas alvoroçadas;
Que passa pela tormenta
A fim de chegar na margem;
Semente foi encontrada
E de novo foi semeada;
Hoje a semente cresceu
Floresceu e da fruto;
Semente que sobreviveu
E também dá, sementes.
Do Nascimento à Vida do Poeta -
Numa tarde quente de Abril
minha mãe levada a parto
sofreu venturas mil
ao parir-me nesse quarto.
Nasci em dia sem razão
dum porquê que me transcende
a Vida comeu-me o coração
como um verso que nos prende.
E assim no quarto escuro
da minha longa podridão
nasci velho prematuro
com mil facas na mão.
E na verdade que perdura
num presente que é ausência
meus olhos de loucura
eram filhos da demência.
E sentia um vazio
que não podia compensar
minha mãe que me traiu
deu-me à vida p'ra penar.
Havia em torno Primavera
mas em mim era Inverno
ter morrido, quem me dera,
estava longe deste Inferno!
E o Pai que nunca tive
foi carrasco do Poeta,
mas quem sofre e sobrevive,
se não morre, recupera ...
A esperança estava a meio
entre os dois que era eu
e a metade de estar cheio
foi a dor que não doeu!
É o amor exactidão
p'ró destino indisponivel
mas quem sabe se a razão
não liberta o impossivel!
E p'ró mistério de chegar
fui matando a paciência,
fui levado a deixar
tão cedo a inocência ...
Fui velho ao nascer
num sangrar até doer,
velho sou e hei-de ser
sempre velho até morrer!
LEVADA DA BRECA
(Marcos Peixe)
Boneca de pano
Corre danada,
Grita, moleca:
MInha boneca é levada, levada da breca!
Boneca de pano
Pintona não cala
Bate panela: pein! pein! pein!
Minha boneca é levada, levada breca!
Boneca de pano
Traquina, se esbarra
Menina sapeca:
Minha boneca é levada, levada da breca!
Vocês são tão tristes, mas são banais, talvez seja por isso que sua tristeza não é levada a sério, sejam mais sérios, vocês têm muita coisa pela frente. Seres sem profundidade, seres cheios de ignorância, a sua banalidade me incomoda, se preocupe com o que realmente importa, talvez a vida não seja tão tola quanto você, então aprenda a viver.
Reciprocidade essa sim é uma palavra que deve ser levada a sério. Não acontecendo melhor cuidar de seus interesses, sua prioridade é você.
Mensagem de Islene Souza
Ai de mim se não fosse o amor de Deus, eu seria como uma folha levada pelo vento, sem direção, procurando seu lugar, mas ele me resgatou, e agora ele é meu porto seguro, hão de vir tribulações e tempestades, e não terei medo, pois trago comigo a fé, naquele que por mim deu vida, e me prova a cada momento que não há amor maior.
Não sou eu quem direi onde chegar nem são meus passos que me guiam.
Sou sempre levada por uma força maior !
Espelhos
Que eu não seja levada por palavras bonitas lançadas ao vento
Que eu saiba decifrar a verdade no olhar
E que eu não me assuste com o que eu possa ver.
Que a beleza venha de dentro pra fora
Se manifeste, contagie, transforme...
Que eu possa desvendar mistérios...
Não existe mais nada oculto.
Que caiam as máscaras.
Que eu seja digna
Que o meu interior não me condene, nem me envergonhe.
E os espelhos reflitam tudo em mim, não me escondo, sou assim, transparente.
Não tenho por que fugir...
Eu tinha medo da escuridão,medo de ser engolida e ser levada para um lugar que não sei onde se localiza,mas eu não sabia que a escuridão me acolhia com seu braços longos e negros me fazendo dormir calmamente.
Sou como uma folha seca sendo levada ao vento para um destino desconhecido;
Sou vida feita para viver,mesmo que haja espinhos no meu caminho.
"...e levada pelo sentido ilógico da vida,fatores alheios a sua vontade e conceitos conservadores,ela já não suportava o balanço do barco que a fazia vomitar...,então decidiu acreditar nas suas próprias forças(nada mais lhe restara).Chovia muito e a neblina não lhe dava esperanças. Pulou sem noção exata ,nem visão de terra a vista,nadando confiantemente em busca dos seus sonhos. O medo tentou persuardir a sua alma,mas ela se despediu desta,enganou a morte e atingiu a margem.Vislumbrou todo o mar percorrido e as grandes ondas que ao final conspiraram para lhe impulsionar até a margem. Ela olhou para o céu e sentiu que não chegara ali sozinha,sorriu e adormeceu,em busca de mais um sonho"
Simples folha voa ao vento
levada sem destino, vai
rabiscada de versos
segue o caminho
voa colinas e montes
pousa na paixão
ou nos beijos de namorados
folha cadê sua sina
és apenas menina
e voa, voa além
Vai ser poema
em frente ao mar
ter um fim um dia
antes de virar poesia
pra de novo se reciclar..
