Melancólicas
Creio que encontrei meu perfil de artista na melancolia. Os melhores artistas eram melancólicos ao ponto de transformar tristeza em arte, arte em vida e transformar sua obra em algo eterno. Vincent van gogh, já parou para analisa-lo? Comecei a me identificar com ele recentemente, sua arte era sua vida e até na morte ele a eternizou. Todos adoram suas obras, mas não quererem se aproximar de um Van gogh.
Melancólicas gotas
Em dias de chuva, posso ser o” eu melancólico”
que mergulha na doce e profunda amargura de viver.
Em dias de chuva, meus versos são mais belos,
perpetuam sentimentos que nos dias de sol, não atravessam a alma da escritora que escreve.
O sentir nos dias de chuva é saudoso,
saúda a dor, a felicidade, o passado, o que nem existe, e o que está por vir.
Nos dias de chuva dá vontade de sair
sem nem saber onde ir, e perder-se de si.
Deixar de ser, e como gota de chuva
escorrer sem rumo e de repente como súplica,
rebentar-me na porta da tua morada.
E rebentando-me em paixão, saudar-ti-ei
com gotas Que percorrem o teu rosto,como choro que foi chorado nas noites de chuva, com o coração amontoado de sentimentos pelo amado.
Como amantes, que se amam às escondidas protegidos da chuva que cai lá fora.
A chuva acolhe o nosso mar de sentimentos, mar de
lágrimas, mar de saudade, mar de vontade, da vontade louca de escrever, sentimentos de chuva e de céu nublado no final da tarde.
Sentimento de vontade louca de percorrer pela tua boca,como a tua amante louca faz.
É preciso saber lidar
Em gênero, número e grau
Sobre as coisas melancólicas
Que abatem em nossa autoestima
Ser resiliente é uma alternativa
Para o encontro da paz
Acima de tudo
O formato do sorriso
É uma bomba mais profícua
Para abolição da ignorância.
O corredor da morte é minha própria mente, não de uma forma melancólica, mas como literal, no fim sempre haverá morte. Mas o universo não se baseia nisso, o início como vida, o meio como sofrimento (e também formas de coexistir com ele, até o mais extremo de se agradar, prazer vindo da dor existente), e o fim como morte.
Espírito melancólico ...
Espinhos que vagam na alma...
Melodia que clamo...
Chamas da paixão passageira...
Espinhos que vagam pelo amor...
Estamos mortos...
Não escolhemos o amor...
Definições digitais...
Tudo é desculpa para banalização.
Do palco a melancólica catarse
Desculpe,
Eu sei que ultimamente não tenho te surpreendido.
Antes, tudo era diferente.
Te vi de longe tão cheio de vida,
Livre como um passarinho.
Por um minuto pensei:
Quão bom seria sentir esta liberdade!
Pronto! Preso já estava em você.
Agora que aqui estamos,
Vejo o erro cometido:
A vontade de amar, acima de tudo!
Incendiária paixão desmedida.
Antes, fora ilusão conveniente ao momento.
Pena que o tempo parece,
Fazer cair sobre nós, cadeia!
Jaulas do tédio feitas de silêncio,
Olhares sem contato de alma ...
Profunda estranheza mútua!
Mas veja, não lhe cobro sua parte ausente,
Pois vejo que a culpa não lhe é digna,
Idealização minha tu és!
De resto, mais um coração esperançoso,
Apegado na expectativa,
Feito criança em seu mundo de imaginação.
E por mais que tenha tudo isto falado,
Percebo entre nós, ao menos uma cumplicidade!
O misterioso segredo de nossa união:
A vontade de nos encontrarmos,
Por entre nossos reflexos ...
A evolução da melhor versão do Eu.
E pode até parecer egoísmo, ou amor?!
Porém, és tu, personagem principal
Que em meus solitários monólogos,
No palco desta vida, me fez livrar.
Os dias nem sempre nascem sorrindo!
Muitas vezes nascem melancólicos,
Sem vida, frios, cinza e com névoas.
Mas, já reparou que aos poucos esse
Ar sombrio, e gélido, vai se iluminando,
Se aquecendo, ganhando cores a cada
Raio de sol, com melodias, sorrisos, e vida?
Lembre-se, não importa como o dia
Começa, e sim, com que cores você o
Coloriu, o fez sorrir, e viveu!
Cheia de decepções e dias melancólicos. Mas não pensem que serei derrotada, não nasci pra ficar no chão, é na queda que faço flexão pra minha vitória.
Eu fui ficando cada vez mais triste, melancólico, deprimido. Já não conseguia nem comer, nem dormir direito. Já havia passado da fase de causar dó.
Hoje acordei pensativa, um tanto quanto melancolica. Despertei tentando entender por que as pessoas gostam tanto de metades, de ser metades, de ter metades. Acordei, hoje querendo coisas por completo. Não quero a metade da laranja, quero ela inteira! Não sei ser metade em nada. Sou inteira, estou inteira. Não vejo problema algum com as somas. Ruim é a divisão. Tudo bem! Faltei algumas aulas de matemática, mas, sei somar muito bem 1+1. So há um momento em que me utilizo de metades; quando o caminho precisa ser percorrido por duas pessoas. Cada um anda a metade do caminho em direção ao outro e so ultrapassam se ambos se permitirem. Permita-se!
[...] E depois de uma noite melancólica e demorada, o brilho do sol veio me acordar, 06h10min da manhã se não me engano, acordei, e logo fui me deparando com uma dessas verdades que a gente tem que tomar na cara assim tipo como um soco bem forte mesmo. Fui me levantando aos poucos, pus a cara na janela que fica do lado do quintal, até que o dia estava lindo, mas, uma coisa me chamou atenção, era uma manhã um tanto quanto diferente, pássaros cantado, voando pra lá e pra cá, aquele vento de paz, o que eu não sabia é que, nessa mesma manhã entraria o Outono e essa consciência pesada que me tirava todo o ânimo pra aproveitar o dia. Pesada de que? Eu fiz tudo que podia tudo o que poderia ser feito e nessa luta diária de me importar mais com os outros do que comigo eu não percebia que todos os dias essa manhã tão linda existia e eu não via.
Hoje de manhã o céu estava escuro e melancólico. Também estava tudo cinzento nas enfermarias: tudo ao meu redor refletia os meus sentimentos. Estive o tempo todo à beira das lágrimas (…).
Ao meio-dia, o sol saiu, meio hesitante, mas a todo instante se escondia atrás das nuvens. Não sei se estava brincando de esconde-esconde, se também estava muito doente ou se estava só com muita preguiça de brilhar para nós. Talvez também estivesse triste (…).
Sabe aqueles momentos melancólicos em dias chuvosos ? podem não parecer bom a primeira vistas,mas são nesses momentos em que realmente paramos para pensar e decidir se esse certamente é o rumo que quero para minha vida,mas também é o que devemos nos manter mas cautelosos para não tomarmos decisões permanentes em situações provisorias.
O sol ao recolher-se estava entristecido, melancólico, pois não erradiou a sua luz, o seu calor de fim de tarde em você, então, indo ele embora chateado por sua ausência encontrou a lua que assumiria o seu lugar no céu, a lua então perguntou, o que houve? e o sol lhe respondeu, a lua então comovida com a história do sol disse a ele: não tenha preocupação, irei ilumina-lá com meu brilho, mostrarei a ela minha melhor face, convocarei as estrelas para me ajudar a fazer da sua noite a mais linda e serena possível, e ao despertar do repouso ela irá sentir o teu calor, e diga, obrigado sol por te ver mais uma vez, a lua me deu o brilho necessário, a tranquilidade esperada,mais é do teu calor que necessito para aquecer o meu corpo, e da tua luz que preciso em meu coração e é o teu fogo que quero para incendear minha alma!
Já Vai, Tarde?
O sol desce no horizonte.
A brisa, correndo campo afora.
Melancólicos, girassóis reverenciam.
Quando sentires saudades minha,
essa dor melancólica que morfina o corpo e enferma a alma,
Lembre-se; neste exato momento estou a pensar em ti.
ENTRE EUS E NÓS
Melancólicos são bons em assumir a culpa. Em reconhecer suas misérias. Em compartilhar suas incapacidades.
Nossa visão realista é boa. Muito boa.
Por outro lado, melancólicos se sentem seguros em seus desertos. Não que lá seja bom, mas é bom. Não que o fato de estar lá nos faça feliz, mas faz. Estranha bipolaridade que nos define. Curioso sofrimento que nos abraça.
Suas muitas lágrimas embaçam a visão e te impedem de enxergar o óbvio, Melancólico. Onde só vemos culpa, existe o amor do Pai. A rejeição parte de você mesmo, não Dele.
Ah, Melancólicos... se enxergássemos que o mesmo Deus que nos fez assim é o Deus que criou o consolo, o conforto...
Ah, Melancólicos... se soubéssemos que há muito mais deleite nos braços do Pai do que na solidão de um quarto...
Ah, Melancólico! Você usaria sua melancolia para ver o que os outros talvez não consigam ver. Sentir o que os outros talvez não consigam sentir. Demonstrar o que eles talvez não consigam demonstrar.
Não por sermos melhores, pois mais que todos sabemos que não somos. Mas por nossa sensibilidade extrema, avassaladora, profunda, sufocante... e isso eu garanto: nenhum deles tem.
