Meio
Não importa o meio de transporte, o destino ou a paisagem: se eu estivesse na janela e você no corredor, eu trocaria de lugar. Enquanto apreciasse a vista eu me satisfaria em te admirar.
Em meio a tanta dúvida e aflição,
Sinto-me perdido em minha própria prisão,
Cercado por vidas que me geram solidão,
E uma angústia que me corrói o coração.
Procuro me encontrar em meio ao caos,
Mas cada passo é mais difícil que os outros atrás,
Minha alma grita por paz, por uma solução,
Enquanto meu coração sangra a dor da solidão.
Tudo o que eu queria era um pouco de alento,
Um conforto para esse vazio que me assola por dentro,
Mas a solidão é um manto que me sufoca,
E a tristeza é um peso que me arrasta como uma rocha.
Ainda assim, eu persisto em minha jornada,
Em busca de um caminho que me traga a felicidade almejada,
Que acalme meu coração, que cure minha alma,
E que me leve de volta à alegria, à calma.
Que um dia eu possa encontrar essa paz,
E deixar para trás toda a angústia e a dor que me traz,
Que eu possa viver em plenitude, livre da solidão,
E que a felicidade possa florescer em meu coração.
Nao consigo deixar de reparar no lixo e rastro que o ser humano sempre deixa no meio ambiente. É uma raça de porcos.
-Eu te Amei
Eu te amei sem condições, e em meio a tantas opções.
Você tinha outros amores, e eu só restava em um corpo com dores.
Não poderia lutar com eles, mas eu te amei tanto
E quando você me pediu pra ficar, eu fiquei sem hesitar.
E quando eu te pedi pra ficar, tive que praticamente implorar.
Só espero que ela não te faça sofrer, porque eu sei que isso doeria.
Então, se puder, por favor me ligue novamente.
Porque eu te amei tanto, mas não pude lutar contra todas aquelas bonecas de porcelanato.
Se quiser voltar, ainda estarei aqui.
Mas se não quiser, eu te deixarei ir.
Mas é que eu te amo tanto..
Sento-me em meio a desordem
Fito as origens de minhas feridas
Exijo de mim, alguma ordem
Ouvindo minhas faixas preferidas
Sinto de longe a toxicidade
Prevejo possibilidades de vício
Como partes iguais de prazer e dor
Ambiciono que tudo seja fictício
Cego pela afeição
Ignoro atos de desvalorização
Acreditando ser uma exceção
Devendo já ter aprendido a lição
Reflito sobre minha ingenuidade
Analiso os fatos com prudência
Desejo não elevar minha vaidade
Evito assim a incidência
Correndo risco de cair em displicência
Deliro sobre como os seres devem ser
Inseguro sobre quem devo ser
Almejando a cólera se dissipar
Contemplo o amanhecer
Tenho buscado viver o aqui & agora. Coleciono partidas, mas não me partem mais ao meio: todo fim apresenta uma nova história. Traço trilhas por onde me chamam & busco ser o máximo que puder. Pondero pouco; vivo (de)mais. Guardei interrogações e pudores em caixas velhas, abarrotadas com outras fotos amarelas, tudo reflexo do tempo. Tanto foi e ainda é. Tanto pra ser sem apressar…
Sempre haverá dois caminhos, e nunca seguirei nenhum deles,
Pois cortarei pelo meio, fazendo minha própria trilha.
Entre o certo e o errado, o bem e o mal, a verdade e a mentira,
A alegria e a tristeza, a sagacidade e a ingenuidade.
Estarei sempre lá, bem no meio...
A jornada
Ao fim de cada estrada
Em meio a sua placa de sinalização
Haverá uma nova jornada
Motivada pela emoção
De quem em pedregulhos sofreu
Superando o medo da indecisão
No fim tudo era um recomeço
A depender qual é a razão percorrida
Pois o fim de quem parte pode ser o avesso
De quem anda na contramão pela vida.
Estamos á todo momento recebendo, por meio das midias, da família, dos amigos, enfim, de toda parte, ás receitas de como fazer, viver, o que usar, o que falar, e, em muitas e muitas situações, nós nos sujeitamos, para sentir o prazer do efêmero pertencimento momentâneo.
Deixe de lado á vida sugerida, e, com todo seu empenho, viva á vida desejada. Custe o que custar!!!
Existe um sentido para qual estalo vivos, mas nenhum de nós pode afirmar que sabe qual é, em meio a múltiplas escolhas da verdade, escolhemos uma, talvez aquela que nos aprisione ou nos liberte, o fato é que, somos dependentes de que aja respostas às nossas perguntas, caso contrário a vida não teria sentido algum além daquele tempo que gastamos existindo.
Desabado
Não sei bem porque estou aqui agora,
nesse momento escrevendo, meio confuso e angustiado, será que sou eu?
Ou a vida, por ser tão complexa e intensa.
Ela corre muito sabe?
Não consigo acompanhar
Devo estar atrasado, se bem que queria permanecer, e ter ficado preso no passado.
Sinto aquela saudade... sabe?
Simplesmente uma saudade. Dos melhores momentos da minha vida, quando todos ali estavam presentes, momentos que me sentia seguro, protegido, alegre, feliz.
Saudade de ser ingênuo, de perder o tempo assistindo sem preocupação de nada, de não ter responsabilidades alguma, ou até mesmo de te lembrarem do banho. Sabe?
Queria ter a coragem que tinha,
o mundo nunca me assustou, como hoje
me amedronta.
Não sei se estou o conhecendo,
se for possível!
Ou ele é real em excesso, para minha realidade. Sabe?
Desde do ventre, meu objetivo era vir ao mundo, e hoje? Sendo adulto, penso! Se tivesse sabedoria naquele momento, nunca teria saído. Mas aprendi uma coisa,
Ao passado e futuro.
O presente? Sou eu! Oração do sujeito.
Da vida, admiro ao passado, só assim posso recordar os melhores momentos, o filtro é livre! Me sentia forte, por ter pessoas que se foram ao meu lado. Já o futuro,
me amedronta. Cada dia ficando incapacitante, ficando sozinho, e somente crescendo responsabilidades.
Palavras pensadas a dizer,
Decisões difíceis a tomar,
Como disse, sabe?...
Não sei bem o porquê estou aqui ou se procuro respostas, mas saciei dividir essa saudade.
