Maré
CEGA
tenho da harmonia
um trilho
aresta
percurso as cegas
cílios que caem (outono)
sotaque da gente que me cerca
peixe elétrico: desfibriladores
crase dando ar à pedra
las dores de un ninho
que sabe fazer casa na distância
y braço de sofá
em todo um colo
que
rejeita
Mudar as vezes é bom.. Eu achava que nunca iria mudar. Eu sempre achei que iria morrer onde nasci.. Pensava que nunca iria abandonar o lugar onde nasci..A escola onde estudei, que era no final da minha rua. Meus amigos de infância. Pensava em comprar uma casa na minha rua, só para não deixar meus amigos para traz. Só que o tempo passou, e meus amigos , já não os tinha mais. Percebi que todos seguiram seu rumo, foram atras dos seus sonhos. E eu fui o único que estagnei. Quando todos eram barcos, que iam atrás dos seus sonhos, eu era o único ancora. O único que iria ser ancora pra sempre. O único que não queria crescer, que não queria mudar Pois minha zona de conforto, era a unica coisa que eu conhecia. E era isso que estava bom pra mim. Até que um dia eu quis ser maré, eu ia onde o vento me levava, não tinha destino, rumo..apenas ia.. e gostei.. Desde então eu tento ser maré.. Porque alem de estar em vários lugares diferentes eu consigo levar um grande tanto de amigos barcos comigo.
Não é que eu não tenha dias ruins, muita coisa ainda desacontece em minha vida, mas aprendi que em maré ruim também venta e seguir é o segredo!
Momentos de inspiração.
Momentos de inspiração são como ondas no mar, vêm e vão,
Se não pegar essa onda, é só a próxima aguardar,
Não se pode saber como, mas, por certo, outra virá.
Sopra forte o vento, a água do mar se agita, o mundo gira,
Mas a inspiração não obedece a essa ira.
Lembro-me dos peixinhos no mar a nadarem, sem se preocuparem com o que acontece por lá,
Pois, o movimento de ir e vir, nunca de existir deixará,
Então, por que se preocupar?
A. Cardoso
Sorte ou azar podem até atingir as pessoas em certas ocasiões,
entretanto, como as marés que sobem e descem,
da mesma forma que avançam, logo recuam.
Lembre-se
que tudo é mutável,
portanto,
aproveite todos os momentos,
porque um dia
tudo poderá ser diferente,
e não haverá tempo
de recuperar
o que se perdeu,
o que ficou,
o que não se aproveitou...
A vida é como maré...
um eterno movimento
de vem e vai!
Quando acordei, com amarras de ferro virei refém. Preso num loop infinito de caos e tormento, naquele lugar dantes com aparencia pacífica, mas que se converteu num mar de incertezas.
Suas ondas violentas me lançavam brutalmente para longe, enquanto eu desesperado tentava me agarrar ao meu barco de papel.
Busquei acalmar tais ondas, tentando mudar sua essência e torná-las calmas e habitáveis, porém a medida que lutava contra a maré, mais ela revidava, me causando danos ainda mais irreparáveis. Cansado, com dor, desesperado, ferido e desanimado... Fui bruscamente lançado fora daquele universo nocivo. Um universo que atraía cansados marinheiros com suas belas canções e naufragava seus navios...
Meu mar de amor, pois em ti se formam ondas por conta da poesia do teu ser e nessas ondas eu resolvi navegar e sem nem procurar como uma maré que vem de encontro a areia eu encontrei a paixão por aquilo que te compõem.
Como o Mar, na vida às vezes há momentos de fúria, agitações, ressacas, outrora calmaria e paz... A real é que não podemos dominá-la e nem mesmo prever o que está por vir. Às vezes você pega um tubo, vai para a crista da onda e inesperadamente toma um caixote...
Enfim, nunca sabemos realmente quando a maré irá subir e te dar um caldo. Mas sabe de uma coisa?! Estou preparado pro que der e vier, pode ser que haja um maremoto vindo por aí, mas independente do que vier surfarei contra todas as ondas enquanto tiver ar nos pulmões e o mar não me engolir
IMENSIDÃO AZUL
Sofrer é inevitável,
Todavia você é o
comandante da
Embarcação.
Escolha a maneira de
Lidar com o maré.
Siga fluindo a
Corrente marítima
Da vida. As nuances
Da tempestade e da
Calmaria moldam o navio.
O qual é guerreiro e enfrenta
Rotineiramente as intempéries,
E ainda assim, continua
Navegando, contemplando
A sublime imensidão azul.
Enquanto uns faz cara feia
eu vou vivendo,aprendendo
no meu próprio seguimento
a poesia que fiz
pra hipocrisia que diz
oque quer de bobeira
''ces'' acha ''memo'' que eu vim de brincadeira?
Eu vou correr mais um pouco,
contar os calos nos dedos,
mostrar que esse enredo,
marca o começo e o preço de tudo
é muito claro,todo dom é raro
se quiser sobressair nessa maré
vai ter que pagar caro (...)
(Nonato - Mil Treta)
O OLHAR DA BRUXA
Nove horas da manhã, mesa do café, eu e Paula olhando através da janela o mar no seu constante vai e vem, enquanto soprava uma brisa maneira! Puxo conversa:
O mar nessa rotina de todo dia, onda vai, onda vem,deve ser chato pra caramba , todo dia a mesma coisa!
Não meu amor, me respondeu a Paula, não é rotina nem para o mar e nem para quem olha com olhos de maior compreensão! Cada vez que a marola quebra na praia, trás uma concha vazia, que através dos milênios vai se transformar em calcário pulverizado, renovando a areia, é uma criança que olha esse gigante em movimento enfrenta-o, apanha um baldinho com água, e registra em sua mente, como um grande fato, trazendo alegria ao seu mundo infantil, e que ali ficará guardada , e maneira subjetiva, algum dia esse pequeno gesto, será um incentivo no futuro para que ela enfrente algum problema! È a onda que recolhe as preces, ou pensamentos de alguém, e o devolve em forma de coragem, e de fé , é nessa aparente rotina que o mar renova essas mesmas areias, levando-as para outros praias distantes, e de lá traz outras que aqui serão depositadas, sem falar das energias salutares que o seu movimento traz, somadas a renovação do oxigênio na Terra, bem superior a que é causada pelas matas.....portanto Vidinha, não existe rotina em nada!
Diante dessa explanação, não ousei perguntar mais nada, e fiquei ali conjecturando sobre o jeito de olhar as coisas, que tem as mulheres, que em seu olhar de bruxas, pois bruxas o são , sempre enxergam uma razão extra física naquilo que veem! Engoli meu café, sem querer, pensando no que foi dito a mais de dois mil anos atrás, quando o Mestre bradou para quem ouvidos de ouvir tivesse: “Feliz daquele que crê, sem ver....
Odair Flores
As marés que eu sigo são sangrentas com gosto de divinas
Não consigo me fazer ouvir, não importa o quanto eu gritar.
Sou feita de sonhos. Sonhos que me carregam nas asas da imaginação e me levam a embarcar em um lugar qualquer: por vezes em alto mar em outras, em baixas maré !
Viva as estações da alma. Vez eufórica, vez impassível . A Alma é como uma onda de um rio qualquer que vem e vai e tudo depende tão somente de como anda a maré. Kurt S.
Ele ainda acreditava no amor
Embora assistisse toda desilusão
Mesmo se decepcionando com as pessoas
E que a futilidade para alguns tem valor.
Para ele, crer no amor as vezes é força
É um objetivo primário e samaritano
Uma energia conhecida por quem se esforça
Num mundo que insiste em engano.
Por horas se pode titubear
Mas não desistir também é ter fé
Se a maldade não se pode frear
Ele estará ali remando contra a maré.
Do mar e do amar
as marés, os amores, vêm e vão...
umas se enchem de lua,
outros inundam o coração.
Minha vida é um rio
Cheio de água e barcos
Como da para nadar ou remar
Mas só com um deles irei me apaixonar
Já muitos barcos passaram
Pelo meu lindo rio
Muitos remarem contra maré
E alguns deles sumiram
Rio de maré negra
Que de boa vista não tem nada
Por ser um mal perdedor
Ao por falta de um bom nadador
Água perdida pelo oceano
Que não sabe onde se enrolar
Estará perdida
Ao não quer se encontrar
Barco que passaste
E deixaste estes teus rastos
Passa de novo e leva contigo
Porque eu não gosto de desgastes
