Logo ali na Proxima Esquina
Ao contrário do que se acredita, a ameaça à humanidade não virá do espaço através de uma invasão alienígena inesperada. Ela vai sendo introduzida quase imperceptivelmente por quem já está entre nós, estendendo sutilmente sua rede de poder bem nas barbas de uma massa acomodada e conivente que, no momento do golpe final, se apresentará como seus primeiros adeptos e, ao longo do tempo, como principal força de sustentação.
Uns são como cometa,passam e talvez nunca retorna,porém você é uma estrela que sempre estará ali,e sempre te observarei,porque seu brilho é incomparável....
A vida é um estudo de causa própria, onde eu preciso estar sempre me avaliando, me reavaliando, alinhado e realinhando planos e rotas.
Olhando para o ontem percebo as mudanças de estradas que eu tive que fazer, peguei atalhos e tive que voltar muitas vezes ao começo. Houve momentos em que eu estava no caminho e fui forçada a sair, que eu estava "certa" e fui levada a rever minhas certezas, que eu pensei que era o fim e vi à minha frente um mundo de oportunidades. Houve situações em que eu estava gélida, quase sem vida e vi que ainda pulsava em mim a esperança e é ela o combustível da minha história.
Nildinha Freitas
Da serena manhã ao entardecer foi poesia
Lá fora chovia
Lá dentro sorria
Pois ali não havia alma vazia
Ali não se via falsa avalia
Valia tudo que ouvia
Dizia tudo que valia
Contudo sabia enfim que tudo podia
O escudo cedia e assim o estudo fluia
Sem norma exalava tudo que sentia
De forma que não esvaziava a luz que incluia
Sem saber da hora pois não lhe devia
Da serena manhã ao entardecer foi poesia
Pedaços de um meu passado, aqui no MS...
O gado ali mugia, a noite estava fria, o pantanal a subir, reunimos toda a tropa, meu Ponteiro, peão experiente, na estrada a se perder, eram só quinhentos bois, chamavam feijão com arroz, quando com menos de mil, começávamos a subir! Ao longe escutava o berrante, do João bobo a estremecer, ponteiro quieto e amado, o João bobo afamado, ninguém sabia o porquê! Daquela triste alcunha a sina de bobo se ter, foi num amor de um passado, outro homem endinheirado, um patrão do bem viver, numa madrugada fria, chegou a ver sua guria, com o patrão se perder, voltara um pouco mais cedo, parecia que o enredo a trama ali se tecer, foi sangue para todo lado, nem mesmo o delegado quis ele ali o prender! Nunca mais tocou no assunto, o patrão virou defunto levou ela a morrer. No rebote ia o Chiquinho ao seu lado o Toninho, para o gado não se perder, meninos bons de parelha, nas mulas iam faceiros, cantando seus padecer, era moda de viola, aquelas tão bem chorosas, lágrimas a se descer! Nos desgarros o culatreiro, ao fundo muito ligeiro, manobrava o teu saber, dava gritos tão chorosos, se misturando aos mugidos, do gado que já nervoso, sentia a longa viajem que tinham a se fazer. Ao longe ainda se via os burros cargueiros e as bruacas, e o relampear das tralhas, nosso almoço a se perder! Adão era o cozinheiro, e preparava ligeiro, comidas, que só quem enfrentou a lida conhece o seu sabor, arroz de carreteiro, feijão gordo, paçoca de carne feita no pilão e carne assada no folhão, Adão procurava um rio, montava o seu fogão, tudo era impecável, as panelas areadas, com areia e sabão! Passou se então vinte dias a boiada conduzindo, chegamos num espigão, parei ali meu cavalo, fiz um pequeno ressalvo, montando meus pensamentos, viajei noutros sertões, me veio ali na mente, aquela que não foi crente e magoou meu coração, Maria Rita malvada, me abandonou na estrada, seguiu só seu coração, não quis saber do boiadeiro, pois quem tem pouco dinheiro, não deve ter coração, assim seguiu seu destino, me deixou como um menino, chorando pelos tendões, um coração magoado, um poeta apaixonado, nas estradas das solidões, assim se segue o boiadeiro, quando a noite chega inteira, na junta dos companheiros, em volta de um bom fogão! As lágrimas correm faceiras, molhando a nossa bandeira, chegam pedindo perdão, cada qual tem sua história, não são somente de glórias, são grandes decepções...
(Zildo De Oliveira Barros) 22/03/16 manhã
Velho Carreiro...
A madrugada ia fria, deixava ali sua família, seus filhos a se sonhar, o carro de boi cantava, os cocões sua cantiga a entoar, a sua carga pesada forçando as rodas na estrada, caminhos a se marcar! Marcou fundo em minha alma, seus rastros pelas estradas, hoje não existem mais, mas minha alma é cortada, pelas marcas aqui deixadas pelo teu carro de boi, saía nas madrugadas, semanas eram passadas até o teu retorno ao nosso lar, felicidade ao extremo, pobres, desde bem pequenos, suas saudades a machucar. Hoje no meu carro de luxo, ao viajar, fico mudo, quando um resto morto de um carro de boi, chego a avistar, encostado em algum rancho, apodrecido pelo tempo, lembranças me fazem chorar. Te vejo por entre as lágrimas, sumindo naquela estrada, estrada do meu viver, assim se foi já faz tempo, mas as saudades ao relento, meu coração a doer...
(Zildo De Oliveira Barros) 20/05/15 Manhã
Mulher!
Sua beleza eu vejo por entre os seus pensares, nos olhos que tantas lágrimas ali eles já molharam, nas distâncias de um passado, seu corpo, tantos os amaram, mas trás ao corpo suspiros, que tantos homens soltaram, e no passar por minha vida, suspiro solto dobrado, uma vontade estranha, de tê-la sempre ao meu lado, seu sorriso lembra o mar, seu corpo, um sonho largado! O tempo te foi feliz, beleza tem esparramado, alguns quilinhos a mais, um charme que trás guardado, aquele que a possuir, feliz terás um reinado, rainha assim tão bela! Muitos súditos, por ti já choraram, mas eu um simples poeta, aqui te venho, em linhas tão mal traçadas, mostrar que o tempo lhe foi um bom pai abençoado, fica aqui linda rainha, do poeta! Humildemente dizendo, você, é um poema adorado...
(Zildo de Oliveira Barros) 21/07/14 09h38min
Para o humano é o bastante cumprir seu papel, sem achar que está ali para salvar o mundo.
Para o herói, o bônus da consagração supera todo e qualquer risco a que se expõe na tentativa.
Já ao santo o foco se resume à ação em si, e o bônus que vem depois não figura na lista de etapas.
Meu peito repousa sereno firme, envolto em teus abraços fortes entrelaçados, é ali que a felicidade explode em silêncio em mim para ti.
Ali entre quatro paredes em cima da cama,não há defeitos não há maior beleza que o amor reciproco,almas em sintonia beijos que mais parecem viagem astral, uma conexão perfeita onde a alma se deleita onde cada parte do corpo tem seu açúcar seu doce diferenciado, não há espaço para timidez pois ali estão dois seres humanos, fazendo valer a pena sua existência...
A banda passou e você não viu!
Um dia alguém bateu em sua porta, e ficou ali, tentando entrar,vc vacilou não quis abrir,
Talvez pensando que fosse um vendedor indesejável.
Chegou a pensar em abrir com cautela, mas não abriu pensou, porque poderá ser a decepção pedindo para entrar e nesse momento, ela poderá ser confundida com a felicidade, ficando em cima do muro.
Bateu outra vez, durante cinco anos, e as vezes com mais força e depois não insistiu,
Desapontada a felicidade
nem quis usar o elevador,
desceu as escadas e pra sempre partiu.
Deixando na porta apenas essas palavras:
Eu sou a felicidade! Talvez
Eu não voltarei jamais.
Vc tem tido sorte com a vida, ela sempre sorriu para vc, vc tem saúde, aí contrário do filme a garota fica doente...
Alguém já disse isso.
Felicidade bate na porta, mas não gira a maçaneta.
Quem decide se quer que ela entre ou não, é você!
a felicidade bate na porta, vc distraída, no quintal procurando trevo de 4 folhas em outras ocasiões, consultando horóscopo e tarô.
Moral da história
A vida é curta, e o tempo passa
E o resto vc sabe o que , devemos saber decidir a nossa felicidade, e não os outros.
Paz e amor !!!
"Quando olhei para ela, percebi que não precisava dela para nada. Mas foi exatamente ali que entendi que a amava, porque embora eu não precisasse dela para nada, me vi desejando-a para tudo."
Sempre que alguém pronunciar meu nome ou ler a minha poesia, ali estarei, porque a minha existência foi materializada nos meus trabalhos poéticos. Ler é viver intensamente.
PROVAÇÕES
Nas areias do deserto
Sem saber se longe ou perto
Ali: de peito aberto
Num escaldante relento
Escassez para o sustento
Firme ideal como alento
Sem ceder nenhum momento
Apesar das tentações
Miragem de emoções
Nas mais diversas provações
Desafios diários na aridez
Onde a Fé não perde a vez
Luz e Trevas dualidade
Sacrifício à liberdade
Para o bem da Humanidade.
CONCHA DE RETALHOS
Entre o fluxo e o refluxo das ondas
Muitos cascos a vagar na linda praia
Ali porém a beleza é diferente
E saltaram lascas em suas árduas rondas
Protegendo a vida sem fugir da raia
Marcas de Glória: evolução ingente!
ARTE MÁGICA
Chegado o tempo de novos valores
Rica homenagem num palco em cores
Bem ali mesmo: alados na rua
Voam vestindo a poesia antes nua
Novo sentido: parcos aparatos
A todos vocês temos que ser gratos
Trabalho divino com pouca folga
"Renasce" a cultura: muito em"Polga"
E vai da comédia à vida trágica
São bem mais que atores na "Arte Mágica"!
MISTER
E foi ali: mergulhado no firmamento
Bem Te Vi: no apelo de um pareamento
No exato Fiel entre a noite e o dia
Algum gosto de fel na rotina vazia
No balanço da vida algum feito é preciso
E diante de Ti não há que ter indecisos
Muita Força e Coragem a sina requer
Justificar a existência se faz mister.
✍️Quando você já não se sente bem num ambiente, com pessoas que ali se encontram, acabou a sua sincronicidade com aquela energia, término de um velho ciclo para começar um novo, novas relações, novas amizades, novos aprendizados. Não force a continuidade porque senão vai estacionar, vai parar o crescimento necessário a vida.
