Logo ali na Proxima Esquina
Um pouco mais de paciência... forças e se cuidem... pois ao dobrarmos a esquina de um amanhã qualquer... a vida saudável estará lá... saudosíssima e de braços abertos à espera d'àqueles que souberem dar à ela... o seu devido valor...!
Contatos imediatos
Fragmentado, eu canto
E sorrio, eu sou um verso
Em cada esquina das minhas emoções,
Sangria madrugada a fio,
Teus dentes me trituram
Num sorriso irônico,
Anseio a insanidade
Para te ver varrendo a lua,
Sonhar e desejar contatos imediatos
Num beco da tua rua,
Mas, o que me resta é o atlântico,
Sou pirata de barcos de papel ,
Em batalhas memoráveis
Contra um capitão gancho,
Naufrago derrotado sem nem poder dizer- te amo
Mas as esmeraldas, as pérolas esse tesouro
Teus olhos e teu sorriso
Prometem batalhas inesquecíveis
Numa aventura eterna
Por mares nunca dantes navegados...
AQUI MORA A SAUDADE
o teu olhar perdido na esquina,
o teu sorriso escondido atrás da cortina,
a vida pouca vai se apagando
como uma vela a cada olhar,
esses silencio, essas cruzes, esses avestruzes
que passeiam em nossos cemitérios
segura a mão da lembrança,
e se apóia, não submerge,
somos túmulos de nós mesmos
no nosso funeral diário,
mas sobreviva na fé do amor e da paixão
não se entregue, se entregue...
e se não der certo, deu certo,
esse tropeço também é viver,
essa capela, esses sinos esses sinos
assassinos esses túmulos ...
essas cruzes, esses avestruzes que passeiam...
desligueseuscelulares
AQUI MORA A SAUDADE
o teu olhar perdido na esquina,
o teu sorriso escondido atrás da cortina,
a vida pouca vai se apagando
como uma vela a cada olhar,
esse silencio, essas cruzes, esses avestruzes
que passeiam em nossos cemitérios
segura a mão da lembrança,
e se apóia, não submerge,
somos túmulos de nós mesmos
no nosso funeral diário,
mas sobreviva na fé do amor e da paixão
não se entregue, se entregue...
e se não der certo, deu certo,
esse tropeço também é viver,
essa capela, esses sinos esses sinos
assassinos, esses túmulos ...
essas cruzes, esses avestruzes que passeiam...
aqui mora a saudade!
Se eu conduzisse a noite à uma esquina
e entre brilhos e ébrios as estrelas se derramassem
se eu me perdesse no quarto minguante d’alguma cratera
desenterrando as quimeras de um outro passado
ausências, somente ausências são pertinentes às reminiscências,
os ébrios serão poetas e boêmios nas esquinas,
as noites serão lembranças saudosas ou não,
lacônicas ou perenes cheias de brilhos,
esquecidas pelos ébrios declamada pelos poetas
as mulheres serão amadas por seus maridos,
possuídas pelos amantes,
machucadas pelos vagabundos...
e onde estarão agora as mulheres?
Seus corações estarão com seus maridos,
seus corpos com seus amantes
e suas almas alimentando o espírito materno
tentando ser mãe de vagabundos
ENQUANTO HOUVER SONHOS
Ontem ela virou a esquina como se fosse dona do mundo, levou a lua e a estrelas com seu magnetismo, e eu fiquei ali com um copo e os meus fantasmas; éramos anjos do mesmo éden, ela seguiu com a luz e eu fiquei comigo mesmo e a noite; falavam de corrupção, insegurança, criminalidade; todas essas coisas que a gente vê diariamente na mídia, e particularmente eu tinha solução paratudo isso. para combater o tráfico e a fragilidade do sistema carcerário; estávamos todos ali diante de um jogo de dama e um dominó; de vez em quando uma o outra piada sobre as preferencias clubísticas de um ou de outro, sobre deslizes e infidelidades de alguma esposa e brincávamos com coisas seriíssimas, como se fossem banalidades; como se aquilo não abalasse nossas estruturas emocionais.
Tomei mais algumas doses e cantarolei alguns boleros, como se assim, ninguém percebesse como me abalou a sua altivez, a sua aura, sua indiferença. Ela passou como um cometa, como se fosse parte integrante do sistema planetário; como se sua presença fosse parte indispensável à harmonia etérea . fiquei ali doendo a minha insignificância, tolerando sorrisos fáceis e palavras levianas; um falatório gratuito sobre a essência corrupta e indolente do nosso povo; sem o idealismo nato por honra e dignidade; afinal era o que me restava; mudo fiquei com minha mágoa, jamais falaria dessa paixão, e então a vida continuaria insignificante... não, não; jamais a vida seria insignificante enquanto houvesse sonhos e paixões; mesmo aqueles estavam ali, ébrios e desesperados, amuados com suas crises e seus vícios; desesperançados, mas se houvesse sonhos e paixões... se houver sonho provavelmente há paixões. O sonho faz orvalhar em qualquer deserto; paixão e sonho frutifica em qualquer solo. Ontem ela virou a esquina como se fosse um sonho; orvalhou sobre a minha paixão... parecia indiferente, mas era só dissimulação, era um jogo; o jogo jogo que me trazia aquela ansiedade, o jogo irresistível e fascinante do amor.
"Na esquina do vai e vem"
No trânsito do coração,
sou farol vermelho, paro demais —
você é seta verde, dispara pra frente,
toda pressa, sem olhar pra trás.
Eu, calmaria de domingo à tarde,
você, café quente na madrugada fria,
sou samba lento, respiração profunda,
você, batida rápida, quase poesia.
Corremos no mesmo asfalto,
mas em calçadas distintas,
procurando esperança
na velocidade da rotina.
Pense aí: e se a gente parasse?
Não a caça frenética do outro,
mas a dança mansa do acaso,
o convite silencioso do tempo parado.
Na pausa do elevador,
no banco da praça,
vai que a alma gêmea não é um flash,
mas a sombra que se estica e encaixa.
Porque opostos são um par de tênis,
um improviso meio torto,
é ver o outro tropeçar e sorrir:
“Te espero, só desacelera um pouco…”
No jogo urbano da pressa,
o melhor passo é sentir o ritmo,
não correr atrás, mas confiar:
a alma gêmea tá na esquina…
— só esperando a gente baixar a guarda.
Lá vai ele
Caminhando em uma esquina
Corpo tombando para um lado
E para o outro da calçada...
Tinha tomado mais um gole
Daquela cachaça horrível
No bar do Zé
Como se esse fosse seu nome...
No seu bolso guardava versos
Incompreensíveis dos xingamentos
Que fizera contra o Arnaldo
Botafoguense...
Porque sendo do mesmo time
Ambos discordavam
E era uma discussão sem fim
Sobre quase tudo...
Mas hoje era diferente
Talvez um último gole
Antes de chegar em casa
Para sua esposa...
Chegou em casa
Deitou no travesseiro
Ainda suado
E dormiu um sono que não acordou mais...
É na leitura do testamento, que a família presencia a felicidade ir embora, ao dobrar a esquina junto com as boas lembranças
E lá vai a vida, correndo sem rumo, escorrendo pelas ruas, sumindo em uma esquina ou em todas, ora atravessando rapidamente um oceano, ora se afogando lentamente em um inofensivo córrego...
Quando temos a fé depositada no banco que fica instalado naquela esquina a esquerda, os investimentos serão mais compensados, porque Deus o grande investidor, sabe que nós precisamos dele para gerar os lucros que sua obra necessita
Estaremos sempre esbarrando em cada esquina com a maldade humana, e precisamos estar sempre vigilantes e prontos para combater essa erva daninha através de nossas boas ações, porque assim, estaremos nos afastando desses caminhos desvirtuosos
Nas montanhas serenas do ouro,
Vejo a alma brilhar no barroco,
Cada esquina em Ouro Preto ensina
Que a beleza é também um sufoco.
Nas calçadas de pedra e silêncio,
O passado me sopra lições,
Do café ao congado, é ciência
Que se esconde nas canções.
ESTOU SEMPRE NA GUERRA!
ME ARMANDO COM LIVROS E
ME LIVRANDO DAS ARMAS.
Na viola que chora em São João,
Há um mestre que nunca se apaga,
Com poesia se ergue um sertão
Que a dureza da vida embala.
Sabedoria que brota do chão,
Na lida, no verso, no barro,
É a arte que traça a lição,
De um povo que aprende sem atalho.
ESTOU SEMPRE NA GUERRA!
ME ARMANDO COM LIVROS E
ME LIVRANDO DAS ARMAS.
E quando o mundo ruge sem freio,
Eu respondo com arte e saber,
Com um gole de Minas no peito,
Aprendi que é preciso entender...
Que o mineiro fala baixo e fundo,
Como quem já leu o mundo inteiro,
Entre um café e um segredo
Vai moldando o seu próprio roteiro.
ESTOU SEMPRE NA GUERRA!
ME ARMANDO COM LIVROS E
ME LIVRANDO DAS ARMAS.
Retirante e Esquina Qualquer
Olhe para dentro de si, enxergue o melhor de si em outros e retire de você o melhor que sou.
Ramalhete Cor de Cinza
E sendo mais esperto que um diabo
Na esquina quente de andar quadrático
No caminhar em círculos de uma escada
No sentar ausente à mesa
Na cadeira quebrada que balança
No olhar gelado e trêmulo
No andar de andor e lavar
No andor daquela dor
No passo em falso de um verdadeiro
No realçar da louça que brilha
No olhar orgulhoso de um não qualquer
No aperto de mão de uma amigável
No despertar de si e de ir
No encanto em meio ao meio
No meio todo em meios poucos
Na vida breve e desencantada
Na petiscada de um petisco
Na virada de ida da partida amiga
Mudez
Mudo, mas não mudo muito
Na esquina da cortina ao alto mar
Me vejo
Desejo de ser e tocar de vidro frio
Do horizonte cheio de montes baixos
Desembrulhar-me e ser eu
E raspar a tinta
Como os que me pintaram os sentidos
Nas grandes cidades
A vida é mais pequena
Na cidade, as grandes casas fecham
A vista e à chave
E as flores são cor da sombra
E tornam-nos pobres,
Porquê a nossa única riqueza
É ver.
Esquina Heráclides
Complexo
Aglomerado
De
Inimagináveis
Comprimentos
De onda
Em
Impensáveis
Frequências
E arranjos
Dando
Guarida
À consciência
De que
Existe
