Logo ali na Proxima Esquina
Dobrei a esquina, olhei de lado, atravessei á rua, subi a escada, desci a ladeira, busquei novos caminhos, segui uma nova estrada...cavalguei na relva, pulei a cerca, escancarei a porteira, me aqueci na lareira, corri no campo, pulei no rio, dancei na chuva, escorreguei no mato, nadei com a correnteza, agarrei as ondas, andei com pressa, abracei o vento, senti a brisa, matei saudade, vivi lembranças, desejei passado, olhei pra frente, toquei presente, tentei correr, cair na rua, me vi sozinha...te vi ao longe !
Fui mais perto, olhei em teus olhos, sentir tua boca...deitei em teu corpo, abracei teu rosto, marquei teu cheiro, tatuei teu toque, ouvir teu silêncio, gargalhei com tuas palavras, brinquei de esconde- esconde, cair no poço.
Rolei em teus braços, tropecei em teu rosto...cabelos em desalinhos, coração acelerado.
Paixão desenfreada, amor sem medida, desejo, vontade...
Chorei, não consegui.
Perdi você !
A vida tem algumas quadras tão compridas que mal dá para ver a esquina
Nesta pequena jornada vivida, dividida agora em quadras, vou percorrendo a primeira calçada com apressados passos para chegar logo na esquina, e caminho planejando e decidindo se vou dobrar e continuar na mesma calçada ou atravessar a rua. Em meio a meus apressados passos deixei de ver o velhinho lendo jornal, a cafeteria que abriu, não percebi o cheirinho do pão quentinho da padaria…o gato da menina que caminhava pelo parapeito daquela construção centenária, agora reconstruída…a moça que cantarolava…e a vida que passava…
Na próxima quadra, vou andar não tão com pressa e viver cada metro da calçada…
O amor virou uma banalidade como uma buji nganga qualquer de 1,99, em qualquer esquina você encontra e leva para casa essa bagatela.
O problema é que produtos baratos não tem prazo de validade, não têm manual, dão defeitos, quebram rápido e não têm posto de trocas.
"Onde o Eu Se Desfaz no Nós"
por Sezar Kosta
Na esquina do tempo, onde o sol não se apaga,
nasceu um silêncio que fala, um espaço sem pressa,
um cálice de alma que transborda em nós —
e o meu peito, antes ilha, virou mar,
onde seus olhos naufragam em festa.
Foi ali que o “eu”, cansado e só,
deixou a máscara e se fez ponte,
um traço de luz sobre a água escura,
onde o desejo se fez verbo e se fez canto,
e o medo, enfim, se tornou esperança.
Ah, o amor! — esse rio desobediente,
que não cabe em palavras, nem em rimas simples,
que nasce da terra bruta do silêncio interior,
e cresce, selvagem, entre as pedras do tempo,
até que o mundo inteiro se curva ante o seu encanto.
Naquele lugar, o corpo se fez verbo,
a pele, poema; a respiração, canção,
e o coração, esse velho marinheiro,
aprendeu a navegar na imensidão do outro,
sem perder de vista a luz da própria estrela.
Se o mundo era antes um espelho quebrado,
hoje é um quadro pintado a duas mãos,
cheio de cores que só o amor sabe misturar —
o teu riso, meu abrigo; o teu silêncio, meu verso;
e a certeza de que o “meu” é sempre “nosso”.
Por isso volto, noite após noite,
a essa ilha onde o tempo se desmancha,
para regar a flor que a vida plantou,
onde o amor não se prende, apenas se entrega —
e o eu se dissolve, suave, no abraço do nós.
Há quem queira me deixar louca
Primeiro ache minha sanidade
Perdida em alguma esquina
Bebendo com o juízo
No caminho
Segue pelo caminho da vida.
De todo o vivido esquecida.
Depois de cada esquina...
não sabe o que virá... mas não desiste a menina.
Alma doce e palpitante...
Espírito silencioso e melancólico.
São tantos os perigos da vida...
Não há indícios do que virá em seguida.
Pedras retiradas.
Montanhas escaladas.
Sentar à beira do caminho...
não aceita... não desiste... não quer jamais seu coração sozinho.
O sorriso se perdeu na esquina,
bateu com os dentes na quina,
voltou banguelo, mas ainda assim, feliz.
Na calçada, na esquina, na ruela, na praça, na viela,
Seus elegantes meneios mais uma vez não me escapam,
Continue sendo bom mesmo que em cada esquina a vida lhe dê um motivo pra ser ruim. Lembre-se que se existe algo errado é nos outros e não em você.
Curitiba ....
Em Curitiba
Respira Cultura
Em cada esquina
Blocos e becos todas as ruas
Em Curitiba
Em meio as árvores
Flores e parques
As suas vistas coloridas
E o sol quase todo dia tímido
Suas manhas carregadas de fascínio
Noites estranhas porém ,cheias de vida
As ruas praças e em toda parte
Paradas são tão convidativas
Curitiba é luz
Curitiba reluz
Mas quando se apaga
É quando eu vejo mais
Curitiba é mais
Suas feiras sempre originais
Prédios imponentes tão descentes
Vigiando cada um nunca ausente
O clássico é vizinho do moderno
Se combinam em harmonia e universo
Centro centrado que inspira o futuro
Mostrando no presente o passado
Nela ando e não me canso
Calçadas desenhadas em um ar místico
Raízes culturais e afins
Veias artísticas essa é Curitiba
De tons e notas rítmicas
Ah nossa bela Curitiba
Oração ao tempo
Virou a esquina à frente,
E ficou para trás.
Mal passou,
E já chegou.
Amigo da cura,
E da angústia.
Tenha tempo, tempo.
Não corra!
Não pare!
É só tu marcar, pode ser na tua rua, tua esquina, no teu bairro, qualquer lugar do sistema solar, eu vou, juro, chego cedo só pra te ver chegar.
Oi amada de tantas madrugadas, em cada esquina a me olhar
Oi doce amada que derrepente do nada pode vir me abraçar
Seu rosto pálido lábios e olhos negros pele fria como gelo que não pode me tocar
Mas te espero toda hora para me levar embora para algum outro lugar
Mas amada um instante sei que sou irrelevante entre seu caminhar
mas quando chegar a hora vou sem pressa vou me embora.
só não posso deixar passar.
sei que amigos esses tive.
sei que esses vão lembrar
de uma bela amizade, que cheios de saudades
Esses não queria deixar,
sem uma dispensa honrosa, um pequeno dedo de prosa para não lhes magoar
Tem também minhas crianças
no coração e na lembrança,
nunca vieram a faltar, a elas deixo meu apego pois se permaneço nesse meio, foi por elas amar
Trago também na lembrança, bebidas, drogas, andanças, uma busca pôr nada há procurar
Sei que amores nuca tive. Eis que tudo que vivi era apenas um pesar,
de pessoas perdidas no mundo, que nesse humilde vagabundo,
vieram a se aproximar,
depois de olharem tudo,não com um olhar profundo, só vieram a decepcionar, pois nada me foi dado.
tudo conquistado
E sei que nada vou levar
Então minha amada, antes de aparecer do nada, dá-me o prazer de amar.
me envolva em teus braços, toque-me com seus lábios e assim irei descansar.
Soneto para a morte
Weuler Silva Santos
VIGÍLIA
Na rua à esquerda do sonho
bem na esquina com a fantasia,
seguirei sentado, cão sem dono,
esperando que amanheça o dia.
UTOPIA
Aquela estrela é minha
Aquela, pequenina,
Na esquina do Universo, escondidinha.
Eu, que não tenho nada além dos meus chinelos,
Além dos meus poemas, além dos meus anseios,
Sou feliz proprietário de uma estrela,
Uma que eu inventei, e para vê-la,
Fecho os olhos na hora de sonhar.
Aquela estrela é minha, senhores astronautas,
Vagabundos do espaço de ninguém:
Cuidado, ela é frágil, assim como meus versos,
Astrônomos, que fuxicai pelo Universo,
Se um dia descobrirem essa estrela,
Ela tem nome, chama-se Utopia.
Aquela estrela é minha, senhor Deus,
Que pastoreais nuvens no Infinito,
E que semeais sóis e tempestades
Não leves a mal a pretensão do poeta,
Mas, aquela estrela, ainda que feia, é minha,
Não faz parte do elenco dos teus astros,
Eu a fiz com as mãos, o sonho, o coração.
Aquela estrela é minha, senhoras e senhores
E, quem quiser passear na minha estrela,
Numa tarde qualquer, de chuva ou sol,
É só me dar as mãos, ser meu amigo,
Compreender minhas incompreensões,
E caminhar comigo.
Mas não reparem se, de madrugada,
Não houver mais estrelas nem mais nada
É que ,às vezes, acordo mal dormido,
Oprimido, homem e pingente,
E minha estrela, triste, vai embora,
E só regressa numa nova aurora,
Quando eu volto a ser gente..
Preciso te encontrar...
em qualquer lugar...
Seja na esquina ou
na beira do mar...
Quero matar essa saudade
louca e Poder te beijar
na boca , pois
quando se ama ..
a gente não faz drama,
apenas se ama...
apenas se vive
momentos incríveis
Contemplando o céu
estrelado ou a beleza
do imenslo mar azul...
Seja de dia,
seja de noite,
O nosso amor é resistente
é insistente...
é envolvente!
A gente não quer drama!
A gente só quer amar, na beira
do mar...
A gente só quer beijar...
A gente só quer o mar...
Como será que a morte vem?
Num automóvel dobrando a esquina?
Nas rodas de aço de um trem?
Num frio cano de carabina?
Virá num copo de old eight?
Numa bela taça de vinho?
Num inocente copo de leite?
Morto, ainda continuarei sozinho?
Sombra
Hoje, sentado na esquina da minha rua,
Já não vejo minha sombra,
Poisme tornei a sombra de um homem que fui um dia.
Vejo as palavras escorrerem dos apaixonados
Escuto as luzes ao iluminar o caminho,
Para que eles nunca errem.
Não sei mais quem sou e se sou
Sei apenas que sinto dor,
Dor que consome minha alma
E faz com que eu suje minhas mãos com sangue,
Meu sangue.
Não estou desistindo de viver
Estou apenas me mudando de mundo,
Não consigo viver mais nesse lugar
Sabendo que não poderei mais está com você.
Estou indo te encontrar, em algum lugar,
Não sei como mas eu estou indo me juntar a você novamente.
A todos que me amam nesse mundo sujo, corrupto e sangrento, saibam q não os abandonei, espero vocês no mundo desconhecido.
Hoje, sentado na esquina de minha rua,
Já não vejo minha sombra,
Pois sou um espírito
Esperando a hora me mudar
Esse é meu adeus para vocês
E meu aviso que estou chegando minha querida.
Eu te quero mais que tudo
Nada mais me satisfaz
Razão do meu pensar em cada esquina
Nós dois juntos me traz paz
Pensar no futuro me dá medo
E se tudo foi em vão?
Todo tempo e madrugadas na chamada
`` ta me escutando ou não ? ´´
Parece que ta todo mundo contra
Tudo conspira ao nosso desfavor
É nós contra o mundo bebê, é nós sempre
Mas no fundo o vazio se completa e trasborda o amor
