Lira dos vinte anos
Na lira dos Vinte anos,
Descobre-se a transitoriedade da vida
Aceita-se o crescer num encontro entre a razão e a ilusão.
E,quando as folhas estiverem caindo
enfeitando as cinzentas calçadas
Estará desperta
Alegre,revigorada.
Mais um aniversário
mais uma prece ouvida
Mais felicidade nessa longa estrada da vida
Mentira
como seria bom uma mentira
que fosse uma verdade pra mim
onde a veracidade fosse lira
e a honestidade sem um fim...
pois julgas quem mente
que ninguém vai saber
que é só lançar a semente
fértil e é dono do poder...
falas suas mentiras dai
faz de conta que acredito
e finjo verdades daqui...
sem julgas sem veredito!
Luciano Spagnol
Sou um incorrigível romântico
A poesia é a lira do meu coração
Com ela alinhavo um cântico
Para embalar-te na emoção
Da rima de verso semântico
Desbravada da iluminação
Levantai-vos, Castro Alves
Do túmulo onde dormis,
Vinde já nesse momento,
Com vossa lira feliz
Permutar as Vozes d’África
Pelas de vosso país.
Maldita é a vida
Rancor é o sentimento
É com propósito que toco a minha lira
Que entoa o quão nada e sozinha
É a minha alma em meros fragmentos
Traiçoeiros são os pensamentos da minha cabeça
De ódio e tristeza é a maio parte
Minha força se esvaiu e está sobre a mesa
Juntando tudo com minha perdição e abandono
Dá-se a escuridão que é a mais bela e pura arte
Politicamente incorreto,
Adormece minha alma,
Ditosa lira,
Desperta na madrugada,
Ressaqueada,
Do pudor que a poluíra.
Lira
Noutro dia, talvez eu encontre em ti
Àquele pequeno cisco de amor.
Traços e formas do teu rir,
Em dunas ou subúrbios por ai.
Truanaz, pois, encontro-me arrebatado de fulgor.
Todavia, jamais me adiantara o agora.
És tu! Tu, somente!
Extasia-me ao menos essa vez
Com um belo ardor.
Ou àquela simples e
Clichê prova de amor.
Adianto-te logo, não serás lamentação!
Apenas fomenta a tormenta que,
Ao empatizar meu sentir,
Deve-te fazer, no mínimo, querer fugir.
Antes que pergunte, sim!
Há fuga pelos deletérios da solidão.
Nas hipotenusas da lira
Entoando minha canção
Levo de lembrança
O malgrado da tua paixão
Que ao encontrar meu amor
Me atirou à solidão
[Melífica Melodia]
Segundo o Mito de Orfeu,
O som de sua doce lira,
era capaz de apaziguar as feras mais indomáveis do selvagem campo.
Seu cântico,
As faziam adormecer.
Ao som da doce e suave voz de Dr. Nathalie,
O lado agitado e feroz de meu espírito,
Adormeceu!
Também...
Assim...
Como as feras,
Ao canto de Orfeu!
Às 09h13. 03/12/2020
Lira do herói renegado
"Não se faz educação com ódio, desprezo ou subjugando os sujeitos envolvidos no processo. O ato educativo, todo ele, é constituído de amor, amor puro e cristalino. E a usurpação, apesar de ser prática usual e recorrente das ações reducionistas de governos e governantes, não pode e não deve constituir em si um impeditivo para que os atores alunos, professores e educadores protagonizem na cena o espetáculo da educação. Os professores são heróis, os vilões são outros. E eles são tão bons no que fazem que você se sentirá motivado a pensar-se maior e ou melhor do que eles, após passar por eles. A educação vai te alçar a patamares tão elevados que talvez você se perca pelo caminho e ou se esqueça de suas raízes. A educação vai te dar asas e libertar a sua mente, o arrebatamento será tremendo, depois você estará por conta própria e, talvez, lá na frente, será necessário olhar para trás, olhar para o lado, para o alto ou para baixo, você decidirá em que direção seguir e por qual caminho se aventurar e com a autonomia de quem lê, escreve, conta e interpreta o mundo. A educação vai salvar você, mas você ainda não sabe disso".
Oh musa casta divina que o poeta medita,
dá-me força e pensamento,
fortificai minha lira,
para que eu sempre faça meus versos,
que minha mente inspira
É ele! O sonhador!
Vagueia o poeta pelos campos:
admira,Adora;
ouve dentro de si mesmo uma lira.
E ao vê-lo chegar, as flores, todas as flores,
As que dos rubis empalidecem as cores,
As que dos pavões deixam as caudas ofuscadas,
As florezinhas azuis, as florezinhas douradas
Tomam para o acolher, nos seus ramos agitados,
Arzinhos humildes, ou grandes ares afectados,
E, familiarmente, porque fica bem às belas:
«Olha! É o nosso amado que passa!», dizem elas.
E,. cheias de luz e de sombra, com vozes inquietas,
As árvores gigantescas que vivem nas florestas,
Todas essas velhinhas, as tílias, os áceres, os teixos,
Os carvalhos venerandos, os enrugados freixos.
O olmo de negra ramagem, que o musgo entorpece,
Como os ulemas fazem quando o mufti aparece,
Saúdam-no com grandes vénias, curvando para a terra
As cabeças de folhagem e as suas barbas de hera,
E vendo na sua fronte um sereno esplendor,
Murmuram muito baixinho: É ele! O sonhador!
Eu acredito em anjos! Acredito em anjos sem aureóla e sem lira. Acredito em anjos que usam internet e comem no Mc. Que riem quando caío, mas não deixam de ajudar-me a levantar.
Pois é... Eu acredito em amigos!
VEM
Deita teus olhos em mim
Faz da dor pungente de calar, a lira
respeitosa espada que sangrando
Avista a derradeira morada
Deita teu corpo assim
Faz do teu grito errante
O delirar do amante
Deita tuas mãos espalmadas
Nas curvas quentes da lua
Olha de longe, eu sou tua!!!!
Nunca mais se Ouvira os toques de lira no lado frontal da minha casa, pois assassinaram cruelmente o fiel tocador.
LIRA FUGAZ
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Dei amor sem amar; isso teve o seu preço;
entreguei um vazio que forjou essência;
tive tua fé cega num guia de gesso,
pela funda ilusão de vencer a carência...
O que fui para ti foi um caso de urgência;
fui ficando, e depois, me tornei endereço;
me deixei dominar ou cedi à dormência
e meu fundo sem alma se deixou do avesso...
Dei assim, sem doar, o melhor dos empenhos;
os carinhos e beijos foram meus engenhos
de levar uma vida que julguei a dois...
Mesmo assim fui sincero na minha mentira,
na canção passageira da qual foste lira,
mas mostrou, desde antes, não haver depois...
Samira
Linda como a lira,
cujo sorriso é de alegrar
o quotidiano sem ira .
Tão branco são os dentes dela,
como a neve no monte ela,
que ao brilhar no poente,
preciona o deslocar da estrela cadente.
A suavidade da sua voz,
dá prazer de nascer de novo,
para ver o mundo menos feroz,
sem medo de nascer de novo.
Poesia Mélica
Poesia Mélica feita
para cantar a sua existência enquanto toca a corda da lira
do coração és Treno, Epinício
és entrega em anunciação
e hipnótica atração.
Apenas aqui existe
- uma poesia -
Escrita com requinte
Porque amar é lira
- dádiva única -
De quem vive plena
- a vida nem tão doce
Como muitos pensam.
Não há nada seu por aqui,
Apenas uma poesia lírica,
- intimista -
De quem tenta sorrir,
Espera e confia,
No que a vida tem para dar,
E o amor que guarda libertar.
Tenho verdade naquilo
Que escrevo,
Tenho bondade naquilo
Que sinto,
Tenho carinho, se me aprecia,
Sou poema-mulher,
Sou poesia-feminina, sibila.
Apenas aqui existe,
- um espelho -
Escrito com doçura,
Que você procura,
Nesse mundo desprovido
De carinho e doçura;
Não! Espere nada...,
Simplesmente me leia
Um poema virtuoso - que incendeia.
