Lira dos vinte anos
O mesmo vento que varre a sujeira do chão
é aquele que anuncia a tempestade.
É também o vento que retira o excesso de calor do corpo
e devolve o fôlego à alma.
Nada muda na essência — muda o tempo.
O vento é o mesmo, o ciclo é que se transforma.
Assim somos nós:
em certos dias limpamos, em outros estremecemos,
e há momentos em que apenas equilibramos.
Quem compreende os ciclos não teme o vento,
aprende a caminhar com ele.
Permaneça na fé.
Antes de ser flor, houve semente, terra escura e silêncio.
Antes de ser borboleta, houve espera, recolhimento e transformação.
Antes de o beija-flor tocar o mel, há esforço, equilíbrio e voo constante.
Nada do que floresce chega fácil.
A beleza nasce do processo, não da ausência de dificuldades.
Que saibamos refletir sobre cada esforço da criação
e entender que o caminho não é castigo, é preparo.
Assim, atravessamos as lutas sem nos perder nelas
e nos tornamos vitoriosos,
não por não sofrer,
mas por não desistir.
Nem todo espetáculo merece plateia.
Há quem precise de atenção para sustentar o próprio vazio.
A essas pessoas, o silêncio, a distância
e a ausência do nosso olhar
são a resposta mais poderosa.
Algumas despedidas não levam apenas alguém.
Levam pedaços de nós.
Lúcia Barros. Morreu 20 de janeiro 2017
Que hoje a vida te trate com leveza, que a fé te sustente nos silêncios e que cada passo encontre sentido, mesmo quando o caminho parecer simples demais para ser notado.
Se caminharmos juntas, que seja com os pés no agora, os olhos no futuro e o coração livre das sombras do ontem.
Porque amar não é disputar histórias antigas, é construir novas, com coragem e respeito.
Se um dia a minha ausência ecoar em você, volte à memória onde tudo começou a se perder.
Eu fui presença antes de ser falta.
Se na calada da noite você tiver que escolher entre perder o sono pensando em mim ou dormir e me encontrar em sonhos, escolha descansar.
Permita que eu te alcance no lugar mais bonito do silêncio, onde os sonhos florescem e o coração repousa em paz.
Só assim, mesmo na distância, estarei perto de você.
Na fé, Deus cria laços que o tempo não desfaz e constrói pontes onde o amor nos ensina a atravessar com esperança.
Tenha fé nos seus sonhos.
Assim como Santos Dumont acreditou que o ser humano podia voar, mesmo quando muitos duvidavam, confie que Deus plantou em você capacidades únicas. Voar não é apenas sair do chão, é ter coragem, persistência e fé para ir além dos limites. Quando você acredita, se prepara e não desiste, seus objetivos ganham asas. Tenha fé: você pode voar rumo à realização dos seus sonhos e objetivos.
Eu prometi não pensar em você hoje…
mas o coração é teimoso e amanheceu chamando o seu nome.
Então te envio este bom dia,
porque é mais fácil confessar saudade
do que fingir que você não mora em mim.
Um dia me disseram que o luto era passageiro. E, de fato, ele é: num dia qualquer, ele senta no banco do carona e te acompanha pelo resto da vida, para onde quer que você vá.
Se um lugar não me abraça como sou, não me prendo a ele. Recolho minha dignidade ferida, mas intacta, e parto para onde o coração possa florescer.
Se a distância tentou nos separar, ela falhou. Não importa quantos quilômetros existam entre nós, nossa sintonia ignora qualquer coordenada geográfica. O mapa insiste em dizer que estamos longe, mas o nosso amor não se calcula em metros, se vive em arrepios. Mal posso esperar para transformar toda essa saudade acumulada no beijo mais demorado e intenso da nossa história.
Dizem que o mundo se mede em números: nos anos que o tempo soma, nos quilômetros que a distância impõe ou no peso que a matéria carrega. Mas a verdade mais bonita é que o essencial é completamente imensurável.
Há sentimentos que não cabem em palavras faladas, mas transbordam no movimento de um olhar, no calor de um abraço apertado e na melodia silenciosa do afeto. Não importa a distância física, porque quem a gente ama mora do lado de dentro, onde os quilômetros não conseguem chegar.
Esqueça o relógio e os padrões do mundo. A vida de verdade acontece quando a gente se faz presente na vida de alguém, quando nossas mãos acolhem, ensinam e encantam. O que realmente importa é a marca de amor, leveza e luz que deixamos gravada no coração do outro. E isso, número nenhum no mundo é capaz de contar.
