Limpar a Casa
Escrita por minha sinceridade...
Voltando para casa depois de um longa sexta-feira comecei a pensar no quanto isso é estranho,ridículo e doloroso ao mesmo tempo,eu nunca decorei a data do nosso primeiro encontro muito menos o segundo e assim por diante,e eu que tenho mania,quase loucura por escrever não encontrei nada anotado nem em um diário,caderno,guardanapo ou um folheto de igreja,nada,não lembro o filme que vimos pela primeira vez,não memorizei o dia que me pediu em namoro e nem a primeira vez que disse que me amava,a gente se conhecia a tanto tempo mas ainda sim você não conhecia absolutamente nada sobre mim,era vago,era vazio,era muito cheio de você e muito pouco de mim,conversamos sobre tantas coisas,todos os dias,mas ainda sentia uma enorme necessidade de falar,falar sobre o quanto eu sentia falta de alguma coisa que não se resumisse a você,gostaria que você conhecesse esse meu lado de agora,esse lado que aqui escreve,esse lado que você não conhece,mas que se arrepende muito de não ter seguido com a ideia naquela passarela que ligava uma estação à outra,quando parei olhei pra avenida e todas aquelas luzes bonitas,tomei ar e pensei em dar meia volta,voltar para casa te ligar e pedir desculpas,dizendo que aquilo era realmente um enorme engano,um erro,esse meu lado que se arrepende de ter deixado você passar o braço sobre mim e deitando automaticamente minha cabeça em seu ombro,esse lado que se arrepende de ter deixado você fazer parte da minha vida e de deixar você acreditar que tinha algum domínio sobre ela e que poderia um dia completar a sua,não devia ter aberto e lido nenhuma das musicas que fez para mim,você me invadiu,invadiu meus planos mesmo que eu nunca tenha te convidado ou te visto em algum deles,nunca te inclui em meus planos,eram meus,só meus não tinha nenhum direito e entrar sem bater,eu deveria ter te expulsado,a tapas se preciso,eu não deveria ter absorvido nenhuma de suas palavras e nem o seu humor e nem sua necessidade por atenção quase doentia,talvez isso não deveria ter acontecido,isso de eu ter que retribuir seus carinhos como se você colocasse palavras na minha boca e me empurrando garganta abaixo sentimentos acumulados em você por um bom tempo,nunca entendi sua cobrança por sentimentos,ligações mensagens e explicações,e eu nem quero entender porque talvez por convivência e costume eu acabaria entendendo e transformando isso em habito meu e eu não sou assim,você sabe, nunca te dei motivos pra isso, e acho que foi por essa cobrança, por toda essa desconfiança sem motivo algum que no ultimo minuto da festa não aguentei a pressão e desisti,joguei pro alto,joguei a toalha e não pensei nem duas vezes,automaticamente já sabia o que fazer dali pra frente,agindo como se eu fosse realmente a dona da minha historia,e que o nós naquela noite deixaria de existir,e eu cai,cai igual criança do balanço,e de alguma maneira fui contra minha ética e acabei caindo de joelhos de outro brinquedo e de alguma forma mesmo sem saber,no dia seguinte foi você que se machucou com meu tombo e eu saindo ilesa,como uma batida em sua superfície,matando algumas células e deixando o ferimento roxo depois de alguns dias,na hora você não sente só depois que se sente dolorido...o que mais odeio o que deixou dolorido em mim nessa historia,é ter que olhar pro meu nome e associar automaticamente ao seu,apenas uma letra diferenciando nossos nomes,uma letra que mais parecia um abismo,um penhasco de diferenças. Talvez um fato que você não saiba,mas toda vez que escuto um dos seus cantores preferidos,fecho os olhos e lembro quando cantou pra mim “Again”,na minha cabeça sua boca se move como na musica mas acabo ouvindo “grenade”,você cantando ela pra mim com todas as letras,nessa hora me sinto suja,me sentindo a ultima pessoa digna de algum tipo de amor,acreditando sem querer em karma e me encaixando perfeitamente em uma letra de musica. Lamento e sinto informar,mas foi somente isso que deixou em mim,uma letra,uma musica não cantada para me deixar mal de alguma forma.
Como eu disse isso foi um enorme engano,um erro.
Cura Jesus onde nossa humanidade nos impede de chegar, cura Senhor nossa juventude, nossa casa, nossa vida...
PIANO
Na sala principal da casa da direita, jaz um piano,
Em quem ninguém toca,
Nem a displicente mariposa nele toca,
Pra não dizer que nada, absoluto, lhe toca,
Toca-lhe a flanela leve, até por seus teclados.
Do que vale um piano inerte, fechado,
Como se houvesse dentro alguém calado,
No ponto já de seguir o cortejo.
No meu quintal resistem dois ipês antigos,
Que já nasceram como gêmeos, irmãos parecidos,
Qando é noite que o vento afoito balança sua fronte,
Eu ouço, do ranger dos galhos a mais suave melodia.
Por isso não vejo a necessidade de um piano
Em minha sala, as teclas se grudariam,
Porque eu não toco,
E pra que serve um piano que não toca.
Sozinho em casa,
Noite de densa escuridão lá fora,
Porque não libertar minha loucura,
Relaxar minha frágil razão?
“Quero ser uma janela da Casa que vai criar porque eu conheço o que vai no seu pensamento e no seu coração.”
De nada adianta ser uma pessoa boa para o mundo se você não consegue ser bom dentro da sua casa com a sua própria família.
Filosofar sem álcool só é mais fácil para achar o caminho de casa.
Não consegui ser filósofo porque deixei de beber por livre e espontânea pressão.
Foi aí que comecei a me embriagar com as palavras.
Quer saber... fico eufórico, não tenho ressaca e as poucas dores de cabeça foram um processo ou outro que eu tirei de letra.
Antes eu escrevia das dores de amores. As dores se foram.
"o dia começa, eu penso em você
e saio de casa louco pra te ver
no início da tarde eu fico a esperar
o brilho dos seus olhos pra me iluminar".
(Música Pedindo Pra Te Amar)
Em casa - em paz.
Ao acordar abro a janela
Lá fora o mundo grita e corre
Aqui o silêncio é minha paz.
A casa que chora o céu que fala, o quarto vazio, a menina que caminha, sol que não brilha mais. As mentes que não sabem pensar os corações que esquecem de bater, os olhos que nunca querem se abrir à porta que se fecha, à gaveta trancada, a luz escura, as borboletas que desaparecidas, o pássaro que sabe voar, mas nunca encontra o céu. O pincel que não sabe pintar. Livros em branco, álbuns sem fotos, uma rosa sem fragrância, o policial sem autoridade, os carros sem velocidade. A vida sem as escolhas os erros sem as soluções. As palavras e os gestos confusos, olhos com lagrimas, o coração com lagrimas, a vida como um mar mas não a peixes, apenas as iscas. O destino como o fogo que arde e queima, as plantas que ouvem, a arma que funciona, os seres que sofrem, o hospital cheio, as ruas solitárias, o inferno movimentado, o rosto bem maquiado, a musica que tem visões, as lembranças felizes, a caneta que escreve mas não apaga, os momentos que duram mas não voltam, o recomeço que nunca se inicia.
O homem que determina e elimina. A vida que morre em segundos, a chuva que não molha, mas deixa sempre sua marca, o antídoto a cura. Os cegos que vêem mais do que aqueles que podem enxergar. As expressões de dor, os passos, duros, maxilar trancado, o preto escuro, o verde escuro o branco escuro. Aquele homem que não existe mas que é desejado. A estrada comprida, as arvores que sentem frio, o balanço da adrenalina, o senhor que patina, o gelo que derrete sem calor, aquele sempre dorme mas nunca fechou os olhos. Mãos que tremem,palavra que mata gesto que desarma, dor que se guarda, a angustia merecida, os números sem ordem, as letras sem sentindo, o idiota nunca falado, os gestos nunca mostrados. O herói que esquece de salvar o vilão que insiste em matar. Pessoas que são surdas, mas tem ouvidos aguçados. O ontem nunca esquecido o amanhã temido, o pai que nunca teve filhos, o numero um que sempre o ultimo, o pobre que é rico, o rico que é pobre. O mundo que gira o mundo que tem tempo, mas nunca muda.
Queria ir até sua casa e chorar muito e te dizer o quanto dói não te ter mais comigo. E eu queria passar cera quente no seu corpo todo e puxar enquanto eu choro e lamento sua falta, só pra talvez você sentir alguma dor com tudo isso.
E no caminho pra casa, aquele silêncio fúnebre me matava. E por mais que eu estivesse morrendo com aquilo, não falei uma palavra pra melhorar.
Eu queria um chapéu. a chave da tua casa. um nome para o teu olhar. eu queria a subida do vento, eu queria a história que somos. eu surto de sentimento, eu recolho a roupa que nunca estendi. eu faço vendaval no fim da tarde, eu escuto palavras que não foram compostas. eu queria tanta coisa e na verdade eu nem queria nada. porque ficar querendo é deixar de olhar. e não olhar é deixar de ver. e não ver é deixar de enxergar. e sem enxergar é impossível amar...
O LOUCO DA CASA
Criamos muitas couraças,
Na vida são tantas ameaças.
Chega a hora em que vou partir,
Fui criticado agora tenho que ir.
Não sei o que é pele ou couraça,
O que virá se será amor ou ameaça.
Ando de cabeça erguida para o poente,
De longe até pareço ser gente.
Somos o nosso próprio vilão,
Matamos por causa do pão.
Dói confiar no tal do irmão;
Na esquina ele será a traição.
Sangra a minha alma,
O corpo não se acalma.
A couraça foi de papelão,
Sou besouro esmagado no chão.
Não aposto no sucesso,
Aposto no meu regresso.
O sucesso é efêmero,
O meu tempo é nictêmero.
Joguei o relógio fora,
Os insetos voam lá fora;
No regresso volto à luz,
Todos esqueceram minha cruz.
A cantora da um agudo.
O judeu está tão barrigudo.
O pintor fez o sorriso do querubim.
Os bêbados dão festas no botequim.
O sucesso é a fração do segundo,
É a maldita rodada do mundo;
É o também o bolor que come o pão,
É o verme que engorda dentro do caixão.
O fracasso é a lembrança,
É rezar com toda a esperança,
É o bolor na ultima fatia de pão,
É ter fome dentro da escuridão,
Querer cantar a beleza desafinada,
Mas sentir que a sua alma esta acabada;
O fracasso é fugir para o intimo exílio
E perto de todos sofrer um martírio.
Então aprendi a me avaliar baixo!
Mesmo de nariz empinado sou cabisbaixo,
Sou cria do meu pai.
Não posso falar ai.
Não tenho mais direito ao ir.
Caio sobre a terra escura,
Limpo a poeira como uma cura,
Guardo as minhas asas de querubim
E tenho apenas que sorrir... enfim.
Andre Zanarella 28-02-2012
Nictêmero = Espaço de tempo que compreende um dia e uma noite.
Estava chovendo e, deu saudade, de quando a gente se via, de quando você me deixava em casa, daquelas noites em que sentados, nenhum toque havia, e mesmo assim exalavamos “amor”. Deu saudade de quando tua boca sem jeito se encostava na minha, e o beijo mais tosco acontecia. Da tua risada trêmula, quando eu dizia que você me amava, e relutando você sorria. Deu até saudade das inúmeras mentiras que você contou pra eu dormir feliz, aquelas que me faziam os olhos brilhar, tão estúpida e doce, acreditando.. Deu saudade só do que eu era, antes de você partir, deixando poeira sobre os móveis e as fotos de uma história que nunca existiu.
2009, em alguma decepção.
Hoje quando cheguei em casa, você estava lá me esperando sentado, descansando. Quando abrir a porta, meu amor olhou e piscou acenou e logo corri ao seu encontro. É tão bom amar você, pois seu que você me ama, admira, me esculta e me compreende. Bom seria se Deus mandado você como pessoa. Mas acho que pessoas assim não existe, dai você seria um anormal. Por isso que você é um cachorro, pois no seu mundo isso é normal, isso é legal. No meu mundo, no mundo dos humanos, tudo é tão diferente, seco e frio. Por isso caso eu tenho outra vida, queria que você nascesse como gente e eu como um cachorro para retribuir tudo a você. Você é assim um mundo pra mim.
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