Limpar a Casa

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CASA! ESCOLA DE CORAÇÕES

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

No princípio da caminhada,
Quando o mundo era ilusão,
Foi a casa o primeiro livro,
Da mais nobre educação.
Ali nasce a esperança,
E floresce a formação.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Tem chegada de um menino,
Tem partida de um ancião,
Tem abraço que conforta,
Tem silêncio e solidão.
Cada porta guarda um tempo,
Cada canto uma lição.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Há encontros que eternizam,
Despedidas de doer,
Há promessas que florescem,
Outras param de viver.
Mas o tempo escreve histórias
Que ninguém pode esquecer.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Ali mora o grande amor,
Também mora a ingratidão;
Há carinho que aproxima,
Há intriga e divisão.
Cada gesto deixa marcas
No jardim do coração.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Perdas vêm como tempestes,
Ganhos brilham como o Sol;
Uns tropeçam na tristeza,
Outros seguem no arrebol.
Toda lágrima ensina
Mais que o ouro e o arrebol.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Há alegrias em fartura,
Decepções pelo caminho,
Experiência faz o mestre,
Imaturidade é espinho.
Quem escuta os mais antigos
Nunca segue tão sozinho.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Resiliência é a coluna
Que sustenta a construção;
Coragem faz cada passo
Enfrentar a provação.
Quem não teme as tempestades
Vence a força do trovão.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Vitória bate à janela,
Derrota entra sem avisar;
Uma ensina a agradecer,
Outra obriga a levantar.
Quem aprende com as duas
Sempre volta a caminhar.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

União levanta pontes,
Desunião faz ruir.
Uma soma os sentimentos,
Outra faz o bem fugir.
Toda casa bem cuidada
Faz a esperança florir.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Há caminhos luminosos,
Há desvios na estrada.
Quem cultiva bons exemplos
Tem a alma iluminada.
Quem abandona os valores
Vê a vida embaraçada.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Base firme é fundamento,
Teto abriga da aflição.
Paredes guardam memórias,
Grades pedem reflexão.
Pois a casa não aprisiona,
Quando reina o coração.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Amor vence o próprio ódio
Quando existe compaixão;
Vida nasce em cada berço,
Morte encerra a procissão.
Mas o bem que ali foi plantado
Nunca morre em vão.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

Seja humilde ou majestosa,
De madeira ou de tijão,
Toda casa é professora
Da maior das lições:
Quem constrói um bom lar na Terra
Edifica gerações.

Casa! Escola de Corações.
Universo de tantas emoções.

"Quem não limpa a própria casa não deveria ter tempo para reparar na poeira da janela vizinha."

"A vida é casa alugada, somos apenas inquilinos, venceu o contrato tchau"

4:47


Eram 4:47 da madrugada,
cada uma em sua casa, em sua estrada,
mas, mesmo distantes, sem poder se tocar,
havia um pensamento insistindo em nos aproximar.


Você colocou uma música para tocar,
e me chamou para, contigo, desejar.
Um pedido feito em plena madrugada,
uma coisa tão simples, tão inesperada.


E então você perguntou, quase a brincar:
“Você acredita nessas coisas?
Ou vai dizer que é uma ideia boba
e começar a desacreditar?”


E talvez você esperasse que eu dissesse
que aquilo era bobagem, que não acontecesse,
que desejos não mudam o destino,
que era só uma brincadeira daquele momento repentino.


Mas como eu poderia chamar de bobo
um instante que já me fazia sorrir de novo?
Como dizer que não acreditava em você,
se naquele momento eu só queria acreditar e viver?


Então fizemos nosso pedido em silêncio,
cada uma em seu quarto, no próprio endereço,
com uma música atravessando a distância,
e um desejo escondido na esperança.


E foi aí que aconteceu o mais bonito:
duas mulheres adultas, vivendo o infinito,
cada uma sozinha, mas sem solidão,
porque a outra ocupava espaço no coração.


E parecíamos duas adolescentes,
com sentimentos novos, intensos e inconsequentes,
descobrindo o frio gostoso de gostar,
rindo sozinhas sem saber explicar.


Não pela idade, isso eu sei,
mas pelo jeito que o coração voltou a ser rei.
Aquela sensação meio boba, meio sem razão,
de acreditar em destino, desejo e constelação.


E talvez você nem tenha percebido
o quanto aquele gesto me deixou enternecido.
Porque ninguém nunca havia feito assim:
escolher uma hora improvável para dividir comigo um “sim”.


Você poderia ter feito o pedido sozinha,
guardado o desejo no fim da linha,
mas escolheu me chamar para sonhar,
e, sem perceber, fez meu coração se iluminar.


Foi por isso que eu me senti especial,
por algo tão pequeno e, ao mesmo tempo, colossal.
Não pelo pedido, nem pela hora marcada,
mas porque você quis que eu estivesse naquela madrugada.


E se hoje alguém me perguntar
por que eu ainda gosto de lembrar
daquela hora, daquela música, daquele querer,
talvez eu só consiga responder:


Porque tu é tu.


Não existe fórmula, explicação ou porquê,
nem sei se o universo resolveu nos atender.
Só sei que, entre tantas horas para acontecer,
foi justamente 4:47 que escolheu você.


E desde então, quando o relógio chega lá,
eu penso naquela pergunta que você me fez no ar:
“Você acredita nessas coisas?”


Hoje eu acho que acredito, sim.


Não necessariamente em magia, destino ou previsão,
mas naquilo que acontece sem pedir permissão:
duas pessoas distantes, em suas casas,
ouvindo a mesma música e abrindo as mesmas asas.


Porque talvez acreditar não seja esperar o impossível acontecer.


Talvez seja apenas olhar para 4:47
e lembrar que, naquela madrugada,
mesmo longe uma da outra,
nós escolhemos acreditar juntas.

Minha casa é no pé da serra, a lua eu vejo de lá, as flores eu pego no mato, mora eu e o sabiá.

O amor é como uma casa grande, só não entra quem não quer.

Casa onde não tem um jardim, a solidão mora.

O amor é rua da felicidade, uma casa sem portão.

Catando pedrinhas você não é nada, floriu um jardim, a casa enche, os abraços vêm.

O coração é a casa de quem ama.

O amor é a casa de quem ama, o coração é a chave.

O coração é a chave de quem ama, o amor é a casa.

O sonho é como uma casa luxuosa, que a gente sonha sem querer.

Tem casa que até um beija-flor quer morar.

Sou casa agora,
mas não serei teto para sempre.
Meu lugar me chama de longe,
e quando eu for,
levarei comigo
a certeza de que amei inteiro.

Ela sempre foi movimento.
Casa girando em torno dela.
Mão que fazia, boca que orientava, olho que via tudo.
Era dessas mulheres que acordam antes do sol
e dormem depois da vida.
Sabia onde estava cada coisa.
Cada conta.
Cada remédio.
Cada problema.
Ela era memória viva da família.
Era calendário, era agenda, era conselho.
E agora…
O tempo resolveu brincar ao contrário.
O nome das coisas escapa.
Os rostos às vezes embaralham.
As histórias ficam pela metade.
Mas tem uma coisa que não foi embora:
a essência.
O jeito de segurar a mão.
O olhar que ainda procura cuidado.
A doçura que aparece em lampejos.
O Alzheimer não apaga quem ela foi.
Ele embaralha caminhos,
mas não destrói o que foi construído em décadas de força.
Existe uma inversão silenciosa:
quem foi porto vira mar aberto.
Quem guiava agora precisa ser guiada.
E dói.
Dói porque a gente lembra de tudo.
E ela… às vezes não.
Mas amar alguém com Alzheimer é aprender outra língua.
É repetir sem irritação.
É contar a mesma história como se fosse a primeira vez.
É segurar firme quando o mundo dela fica confuso.
Ela continua sendo a minha mãe.
Mesmo quando não sabe dizer seu nome.
E talvez agora o papel seja meu:
ser memória por duas,
ser paciência por duas,
ser colo por duas.
O corpo pode esquecer.
Mas o amor não desaprende.
E isso, ninguém tira dela. Nem de mim.

Nem todo silêncio é paz,
às vezes é só o coração cansado
de insistir onde nunca foi casa.

O menino dos limões


Eu estava voltando pra casa de bicicleta
carregando cansaço, dívidas emocionais
e uma vontade silenciosa de desaparecer do mundo por algumas horas.
Então ele me chamou.
“Tia… você tem alguma moeda?
Eu tô com fome.”
Era só um menino.
Magrinho.
Pele morena.
Olhos verdes que ainda não tinham desistido da vida.
Um pitózinho torto no cabelo
e uma dignidade dolorosa na voz.
Dei as moedas e fui embora.
Mas alguma coisa me atravessou no meio do caminho.
Quando voltei
ele estava em cima de um muro
tentando pegar limão pra comer.
E naquele instante
o mundo inteiro ficou pequeno.
Pequeno feito gente egoísta.
Pequeno feito orgulho.
Pequeno feito discussão inútil.
Pequeno feito pessoas que machucam outras por vaidade
enquanto uma criança tenta enganar a fome com fruta azeda.
Levei ele na padaria.
E o que mais me destruiu
não foi a fome dele.
Foi o cuidado.
“Se ficar caro, tia…
pode deixar o refrigerante.”
Criança nenhuma deveria saber o peso de um refrigerante no bolso dos outros.
Mas ele sabia.
E eu ali
sem dinheiro
sem rumo
emocionalmente quebrada
percebendo que talvez eu tenha gastado demais tentando salvar adultos
quando poderia ter alimentado mais crianças.
Ele foi embora sem saber meu nome.
E eu fiquei ali
vendo um pedaço da humanidade indo embora a pé
com pão nas mãos
e fome no mundo.


Ass: Lucci Santz

Quando o Silêncio Aprendeu Meu Nome


A casa continuava inteira.
Era eu quem faltava nos cômodos.
Meu corpo atravessava o corredor, mas a alma insistia em permanecer na maçaneta da última porta que nunca tive coragem de abrir.
Descobri tarde que o silêncio não nasce da ausência de vozes.
Ele nasce quando nenhuma palavra aceita morar na boca.
Há dias em que converso com as janelas.
Elas entendem o idioma das pessoas que olham para longe porque perto demais também machuca.
Não espero mais respostas.
Coleciono perguntas como quem guarda sementes sem saber se ainda existe primavera.
E, curiosamente,
foi depois de perder quase tudo
que descobri
que algumas ruínas também sabem florescer.




_Lucci Santz

Casais inter-raciais precisam estar conscientes de que o amor deles e seus frutos em casa serão protegidos por amigos e familiares participativos. Enquanto que no mundo estarão cotidianamente em arenas desafiando e se confrontando com aranhas, escorpiões, piranhas e tubarões estruturais…