Limpar a Casa
*VOCÊ NÃO É A CASA*
Naquela noite o bar estava quase vazio. Duas mesas ocupadas, um sujeito dormindo sobre o próprio copo e eu, no balcão, fingindo que ainda havia alguma coisa para esperar. O dono tinha colocado uma moeda no jukebox e a música saía baixa, um pouco torta, como se até ela soubesse que não valia a pena se esforçar demais.
Eu estava olhando para a garrafa quando vi a fotografia.
Uma mulher de vestido branco, descalça, subindo uma escadaria destruída.
Fiquei algum tempo olhando aquilo.
Não sei por quê.
Talvez porque havia alguma coisa familiar naquela escada.
Os tijolos estavam expostos. O reboco tinha caído em pedaços. Havia entulho nos degraus. A casa parecia ter sido abandonada depois de uma briga longa demais. Daquelas em que ninguém lembra mais quem começou e todos saem perdendo.
Ela subia.
De costas.
Não dava para saber quem era. Nem precisava.
O que importava era que ainda estava subindo.
Pedi outra dose.
O homem do meu lado olhou para a fotografia e disse:
— Lugar perigoso.
Eu disse que sim.
Mas não era a escada que me preocupava.
Era reconhecer a casa.
A gente passa uma parte da vida construindo paredes. Trabalho. Família. Amigos. Algumas mulheres. Hábitos. Pequenas certezas. Vai colocando coisa dentro e chamando aquilo de vida.
Depois começam as rachaduras.
Primeiro ninguém percebe.
Uma porta que já não fecha direito. Um joelho que reclama. Um nome que você esquece. Uma pessoa que antes ligava e agora não liga mais. Um amigo que morreu e deixou uma cadeira vazia que ninguém tem coragem de ocupar.
Depois vem o resto.
A casa começa a perder pedaços.
Aos sessenta e poucos anos, eu já não tenho a mesma disposição para fingir que não vejo.
O corpo diminui um pouco.
A paciência também.
A gente começa a carregar menos coisas porque percebe que carregar tudo nunca foi sinal de força. Às vezes era só medo de deixar alguma coisa para trás.
Olhei novamente para a mulher.
O vestido branco destoava daquela destruição toda.
Aquilo me incomodou.
Talvez porque eu tivesse passado tempo demais acreditando que era preciso estar inteiro para continuar.
Não é.
Você pode estar cansado e continuar.
Pode ter perdido gente e continuar.
Pode olhar para trás e descobrir que boa parte daquilo que chamava de futuro já virou entulho.
E continuar.
A escada estava quebrada, mas ainda era uma escada.
Isso bastava.
A mulher levantava um pouco o vestido para não tropeçar. Não havia heroísmo naquilo. Nenhuma grande lição. Ela simplesmente precisava subir.
Foi quando entendi uma coisa que demorei décadas para entender.
Eu não sou a casa.
Passei muito tempo confundindo as duas coisas.
Achei que cada perda arrancava um pedaço de mim. Que cada fracasso derrubava uma parede. Que cada despedida me deixava mais perto do fim.
Talvez não.
Talvez algumas coisas apenas precisem cair.
Há construções que só continuam de pé porque ninguém teve coragem de abandoná-las.
A música terminou.
O dono do bar não colocou outra.
Ficamos alguns segundos ouvindo o silêncio das garrafas, dos copos, da rua quase vazia.
Paguei a conta e saí.
Na calçada, o ar estava frio.
Não me senti renovado. Não houve epifania. Minha vida continuava com os mesmos problemas e algumas contas novas.
Mas, naquela noite, eu tinha uma pequena diferença.
Eu sabia que a ruína não era necessariamente o fim.
Às vezes era só o lugar onde a gente finalmente percebe que não precisa morar para sempre.
E então sobe.
Mesmo descalço.
Mesmo tarde.
Mesmo sem saber exatamente o que existe no andar de cima.
Sobe porque ficar parado dentro dos próprios escombros também é uma escolha.
E eu já tinha passado tempo demais escolhendo errado.
“A beleza á passageira, por isso que o casamento é temporário, mas quem se casa pela janela da alma sabe o que é a eternidade”.
Jardim de Luz...
Meu jardim, apaixonado jardim
Chegou em minha casa
Vindo de trem de algum lugar
De um rincão ou de uma ribeira sem fim
Dele, brotavam versos
Construindo silenciosas poesias
Como embarcá-lo de volta
Se nem sei onde nasceu e floresceu
Sem cor, sem flor, sábio das coisas do amor
Se admirava com si e as estrelas
Que flutuavam no negro que foi azul
Quantas vozes ouviu em cada morada
Quantas vezes se apaixonou
Se deleitando no arrepio do vento vindo do sul
Nada era longe, nem roça nem céu
Não conhecia geleiras ou fogueiras
Não temia o que sabia e nem o que desconhecia
Era jardim de alma alva
Dessas que floresce luz em sua raiz
*Há o tempo de Deus* ⏰🙏🏻
Davi era o único que não estava em casa quando a bênção dele chegou. 🏡❌
No entanto, No campo trabalhando. 🌾💪
Alguém ficou com a bênção dele? Alguém recebeu a unção dele? Não!! 🚫
A bênção foi até ele. 🙌✨
Então, o quê é nosso. Deus manda no momento certo e no lugar certo. ⏳📍
Fica em Paz. 🕊️❤️
O que é Seu ninguém tira. 🔒🙅🏻♂️
Deus está no Controle 🙌👑
Sempre ♾️✨
Ricardo Neves Reflexões ✍🏻🌹
Se alguém me oferecer um milhão de dólares para cada culto dominical que eu perder na Casa do Senhor, eu aconselharia o meu investidor a dar tudo para os pobres, porque Deus é a minha riqueza.
O povo deveria buscar, na Casa do Senhor, quando está com os sintomas gravíssimos da contaminação dos pecados, a cura, a saúde e a liberdade para viver dias felizes e abençoados.
Saiu de casa preocupado e voltou para casa, volte com alegria, pois a recompensa de tudo que foi feito hoje vem amanhã.
"A mulher que não sabe ser feliz em casa, ao lado da família, não será nunca feliz. De fato, o pior inimigo que ela pode encontrar pela rua
será sempre ela mesma."
Do Álbum: Um Sábio Disse
Sim.
😅🤣
"A mulher que não sabe ser feliz em casa, junto da família, não será nunca feliz."
Um Homem
Sábio Disse Hoje__
-By - Marcélio
😜😝🤣
*Poeminha de casa arrumada*
Casa limpa, silêncio lavado
roupa no varal dançando pro vento
chá de hortelã, a chaleira apita, um som com cheiro
desenhando e a tua ausência em espiral pelo bico evapora.
Torrada estala, geleia vermelha,
espalho no pão, não espalho a falta
porque tem vazio que não cabe
nem na mesa posta pra um.
O dia tá organizado por fora, mas cá dentro tem um cômodo com a porta e janela abertas esperando,
só que hoje! ela não vi passar.
(Saul Beleza)
*Saudade Perfumada*
A casa limpa e perfumada,
mas existe um cantinho que não se dissimula.
O pano passou,
a vassoura dançou,
só não tirou
o cheiro que você deixou.
Vem, o sono ainda te espera.
Na cama feita, na luz que acalma,
teu espaço mora aqui,
intacto, na casa e na alma que quer sonhar ao teu lado.
(Saul Beleza)
casa limpa, cheiro bom no ar e um vazio que só você preenche.
A orquídea negra do lençol ainda disfarça, mas não engana. O perfume que ficou na casa é você, e nenhum outro vai substituir.
Vem dormir. O sono te espera aqui do lado, junto com esse cheiro que insiste em ficar.
(Saul Beleza)
*Apenas em sonhos*
Se te sonho, a culpa é toda tua
Que fez casa no meu pensamento
E agora odeio a manhã que assalta
E me arranca de ti, violento
O dia chega devagar só pra castigar
Quem queria ficar mais um pouco lá
Onde você ainda me pertence
Nem que seja só no sonhar.
(Saul Beleza)
*Passo na porta da tua casa aqui,*
*só vejos folhas pelo chão.*
O vento levou o que a gente vivia,
mas deixou perfume na calçada e no coração.
É daquelas passadas que a gente dá devagar...
Olhando a janela, lembrando do riso,
pisando nas folhas secas que ainda guardam
o eco do "fica mais um pouco.
(Saul Beleza)
Abrir as portas das casa
dos nossos corações,
Cantar as Janeiras ao redor
do Araribá em flor,
Pedir aos três Reis Magos,
muita paz, fé e amor,
para a nossa gente brasileira,
e sul-americana,
Para realizar tudo o que cada
um sonhe e aconteça,
e tudo o quê a gente plantar
na vida sempre floresça.
Devoto um segredo (somente)
Aos que conhecem o degredo
Distante de casa, e do seu mundo:
A Via Láctea é a casa dos poetas,
Dos mambembes e dos vagabundos.
Envolvo com fitas de cetim,
Faço uma rosa, um enfeite,
Para colocar no cabelo,
E lado a lado do seu cetro,
Sigo em frente...
Perpetuo um sonho (persistente)
Aos que desconhecem o inexorável
Distante dos olhos, e não do íntimo:
A poesia é capaz de aquecer a frieza
De qualquer coração autoritário...
Executo o conserto derradeiro
Do destino fora do trilho,
Caminho sobre cascas de ovos,
Levanto voo, e aterrisso eternamente.
Porque eu sou dona da minha loucura,
Se a minha poesia no firmamento fulgura,
Significa que de ti jamais sairá o anseio
De voltar para acariciar-me com ternura.
Nos encontraremos
festeiros saindo
da casa de festas
na noite dos nossos
destinos porque
o amor está escrito
nos nossos caminhos.
Quando os homens
do arco acenderem
as luminárias você
me reconhecerá fácil
e feliz entre as damas.
Não tenho dúvidas
que te reconhecerei
ainda muito melhor
no meio dos nossos
amigos e galãs eleitos.
Na Entrada ou Cavalinho
o teu olhar de carinho
me segue sem desviar
sem titubear do caminho.
Na Primeira e Segunda,
o teu olhar me revista
inteira mesmo como
de fantasia ali na rua
frente não estivesse;
Para nos seguir nesta
Dança dos Mascarados,
Três homens formam
a baliza e assim se espalha.
A Trança Fitas nas nossas
mãos se desenrola,
por um momento sinto
a quentura da sua
mão roçando na minha,
o desejo e toda a poesia.
Entres as passagens
da Joaquina para a Arpejada,
É na Caradura que
aumenta a insinuação.
No Maxixe de Humberto,
flutuando de Carango
e juntinhos no Lundu,
Sentimos o perfume
do amor nos inundando.
Na Dança do Vilão
percebi o seu cuidado
comigo na medida
da potência do seu coração;
Vamos de Retirada
se despedindo da festa,
porque daqui para frente
só o amor é o quê interessa.
Todo casal tem uma casa e toda casa tem obrigações; onde tem obrigações os cônjuges devem se apoiar nas tarefas domésticas.
