Letras
Leio um livro em branco.
Sem letras, sem palavras.
O discurso é reticente
e não me diz nada.
Não diz nem cala.
Pérolas em silêncio; assim são as letras criadas para ninguém agora e nunca.
Frutos maduros caídos nunca apreciados.
Entes da criatividade; lembranças de alguém não lembrado.
Seu conteúdo: algum castigo, algum sofrimento, algum amor em algum lugar.
Mente de um poeta não nascido. Sobras de luxo.
Também nada. Também nunca.
Sem rastros para se seguir, navegam a deriva sem pressa, em um mar sem tempo.
Absurda lástima nunca se saber de sua riqueza despretenciosa.
Sem saber do mundo em outras palavras.
Está lá.
Mesmo que para única espectadora: A vaidade, sua semente.
Aprisione-se apenas em minha, a poesia
Deite sobre minhas letras
Cubra-se com minhas rimas...
Olhe o sol que se põe na lagoa
Sinta o meu amor por ti
Cantado em tantos poemas
Meu amado poema
Amo-te tanto que me falta o ar
Só não me faltam as palavras a te enaltecer
Pode existir um amor assim?
Jamais sucumbir á realidade?
Como flor que nasce em meio às pedras
Fique aqui no meu coração
Para sempre
Para ti
Para mim
Para nós
Eu, você
Poema e poesia...
Leticia Andrea Pessoa
AMOR
Amor , uma palavra tão pequena, que contem apenas quatro letras, mas traz o maior sentimento que duas pessoas podem viver. TE AMO!!!
Como gostaria de poder com esta caneta e este pedaço de papel descrever todo o mistério que esta palavra contem, só para demonstrar a você o que verdadeiramente sinto por ti, mas faltam-me palavras, o dicionarista esvai-se, e mesmo que eu procura-se os mais intelectuais, mesmo assim não poderiam descreve-lo.
Quando pego-me a pensar em todas estas alternativas para descrever esta palavra AMOR , só consigo chegar a uma conclusão lógica do que eu sinto pôr ti , e infinitamente inêsplicavel e volto a estaca zero.!!!!
Porque o que sinto por ti, não e apenas uma atracão ou uma louca paixão.
Mas espero que apenas esta pequena palavra possa pôr si só espessar tu o que eu sinto por você...AMOR AMOR AMOR infinitamente A M O R !!!!!!
"AS PÉTALAS DA ROSA BRANCA"
"Enxerguei os borrões, ainda nas primeiras letras escritas da nossa história,
Mas optei por arrancar do caminho as placas que sinalizavam a 'meia-volta'.
Eu quis amar você, cuidar de você, entregar o meu coração sem medo, sem olhar pra trás.
Mas todos os verbos que conjuguei foram poucos...
Enquanto você enxergava apenas os espinhos, eu trazia nas mãos as pétalas da rosa branca;
Tentava mostrar pra você a mágica que havia no desabrochar dela.
Mas todos os verbos que conjuguei foram poucos...
Me lembro das noites em que o meu coração pulsava desenfreadamente, na ânsia de ouvi-lo,
Na expectativa de saber se você me traria flores ou dores (eu nunca conheci o seu 'meio termo').
Quantos contrastes!
Ontem, você me mostrou o amor que nem mesmo eu pensei ser possível sentir;
Hoje, me vejo retalhando as lembranças de um passado próximo,
Tentando transformá-lo em algo que eu possa carregar comigo.
Algo que eu possa usar para me proteger nas noites frias, vazias de você.
Feito as pétalas daquela mesma rosa que depois de um tempo foram murchando,
Eu percebo o meu coração se desprendendo do costume de ter você como habitante.
Não há rosa que resista ao efeito do tempo sem o cuidado devido.
E, mesmo que pra você os verbos que eu conjuguei tenham sido poucos;
E, mesmo tendo visto as minhas pétalas se desfazendo com o tempo;
Ainda assim, eu continuarei a amar você...
Mesmo de longe...
Até que um outro amor bata à minha porta...
Até que eu não tenha mais que conjugar verbos...
Até o dia em que trocarei a rosa branca por um jardim inteiro...".
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ESCREVER É UM DOM
Escrevo por prazer, de sentir as letras formarem palavras
que dizem coisas, que minha boca não consegui pronunciar.
Escrevo, no intuito de expor meus pensamentos mais
profundos, ponto pra fora a melancolia que insisti em
se alojar dentro de mim.
Escrevo sem medo, com dor, mas sempre por amor.
Até quando descrevo estórias que nunca vivenciei.
Disponho-me a aprender com a trajetória do outro,
pois preciso disso para fazer o exercício que
mais gosto.
Escrever
Escrever
Escrever
Dom, o qual desejo que um dia seja meu.
Escrevendo o amor
Olho para este papel e vejo nele
Linhas
Canetas
Letras
Mas só consigo escrever uma coisa
TE AMO
As letras vinham meio perdidas
No meio das folhas do livro
Aquelas informações meio sem sentido
Em meio a gráficos e estatísticas
Provaram que tudo era meio insosso
Mera questão de oxitocina e não existia meio-termo
Meio cá meio lá eu acabei perdendo a certeza
E me vi sentada naquele meio-fio
Em um meio que não me pertencia
Meio atônica e amuada
O sol do meio-dia fervendo a cabeça
Apenas na companhia do meio–busto que me fitava pensativo
E foi por meio dele que concluí:
Aquela atopia científica meio lógica
Não passava de um meio utópico de classificar o amor
A-M-O-R
Quatro letras objetivas;
Quatro letras incompreensíveis;
Quatro letras que traduzem felicidade;
Quatro letras que traduzem tristeza;
Quatro letras que levam à sanidade;
Quatro letras que levam à loucura;
Quatro letras formando um elo;
Quatro letras que separam o que foi juntado;
Quatro letras que constrói;
Quatro letras que destrói;
Sentimento complexo;
Complexo demais em apenas quatro letras...
Do ponto de vista concreto, um livro é apenas um monte de páginas agrupadas, com um monte de letras formando palavras e um monte de palavras formando frases.
Quando lemos um livro, esse monte de páginas com palavras agrupadas em frases, colocamos sobre ele componentes muito abstratos: a nossa compreensão, as nossas exepriências e a nossa visão do mundo.
Temos no final da leitura de um livro um resultado totalmente individual, como são todos os seres humanos: únicos.
Um livro, quando está sendo lido, não tem nada de concreto. Um livro é a forma mais simples, rápida e poderosa para nos levar às maiores distâncias em uma viagem única, que somente cada um de nós poderá fazer.
Como puderam definir o livro como um substantivo concreto?
Letras em jogo
Pegam-se todas elas sem distinção
Nem de cores nem valores
Algumas sempre vêm repetidas
E há curingas misturados.
No tabuleiro branco do papel
Distribui-se uma a uma sem apostas.
No jogo participa apenas nós dois
Minha razão e a minha emoção.
Às vezes na melhor jogada ganha a razão
E sorrindo a emoção mostra o curinga.
Confusão final na contagem dos pontos
Se a cedilha vale mais que dois esses,
Se abajur pode ser em francês
E se homem ainda é com H.
Na poesia as letras nunca se embaralham,
Apenas o poeta se perde no meio delas.
E ao final deste jogo tão disputado
Poeta vencido... a poesia ganha!!!
Jaak Bosmans 5 -04 -09
Detento da vida, escravo do amor
Veredas percorridas em letras e cor!
Não há sentido em nada enfim,
Que fuja daquilo que reina em mim:
As palavras, o som e a cor que desenham
Esse eterno jardim!
Quatro letras
Me dê licença a ortografia
Quando nela eu me inspiro
Pra falar do amor que sinto
Com linguagem e poesia...
Em versos e linhas,
Palavras e rimas,
Lágrimas e risos,
Digo a minha rainha...
Da beleza que dela irradia,
A formosura que nela se vê,
A fragrância que dela se extrai.
As virtudes que nela se aperfeiçoam...
Do tempo que lhe acresce a beleza,
Do infindo amor que lhe tenho,
Longo vestido floral no tom vermelho deste amor,
Que uma única noite esperou por mim...
Eu que te espero por dias e noites sem fim.
De tudo que lhe fiz saber
Quatro letras expressam meu o sentiri...
“amor”.
Edney Valentim Araújo
És a poesia ❤
Que tento escrever
Com as letras da alma
Tu estás no meu coração
Nas palavras tatuadas
De mim feitas para ti
A poesia renasce
Em meio ao caos;
O mover dos dedos
Fazem as palavras ressuscitarem.
Letras invertidas,
Coerência na incoerência;
Sua compreensão medita
Nas irrealidades.
Sonhos e fantasias
Imersas nas elucidações abstratas;
Retas se cruzam no infinito,
Somos de um ponto divergente.
Ser poema
Ser letras e flor
Te mandar cheiros
Te contar poesias
Falar de amor
Dizer de mim
Cantar meus dias
Descrever minha dor
Diz
Como vai
Conta de você
Quebra o silêncio
O gelo
Fala teus segredos
Teus sonhos, teus medos...
21/10/2017
Desencrava (dor)
Duas únicas letras
Que muito querem dizer
São expressões de dor
Que alivio tenta trazer
Não existe outro dito
Que consiga apaziguar
Este momento insano
De profundo mal-estar
Ai, este desejo de sanar!
Reza, prece, petição
Só a raiz do sofrimento
Justifica a intenção.
Símbolo de dor
Grito de pavor
É o som do fim
Ai, aiai de mim.
Enide Santos 05/05/15
MEDOS E DECEPÇÕES
Medos e decepções, letras mal escritas
Numa página marcada num cesto do lixo
Fantasma noturno de palavras cuspidas
Cuspidas num papel de uma agenda em branco
Medos e decepções desfeitos em insanidade
Rascunhos deixados na alma pelos dedos
Espíritos fracos desejosos e vingativos
Feitiços sangrentos com a fúria dos mares
Mares tempestuosos sem vergonha ou consciência
Guerra desfeita de quem morre de quem vive
Noites amargas sem sono do inferno ciumento
Voo febril rastejante, pegajoso
Alma consumida sem valor, desesperada competência
Consumida, derretimento no gelo
Palavras cuspidas, sem vírgulas, sem ponto, sem dor
Analfabetos, excêntricos, sem instintos gramáticos
Sílabas tontas na lógica das palavras subversivas
Medos e decepções cuspidas num cesto do lixo de casa.
