Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Nesta vida nem tudo sĂŁo [flores,
Quem nĂŁo sabe, Ă© porque nunca
viveu para morrer de [amores.
EdĂȘnica e suave [sensação,
Inteira e com toda a emoção
Para ser tua de todo o [coração.
Nesta vida nada Ă© [impossĂvel,
Mas tudo Ă© possĂvel...,
amar vocĂȘ sempre serĂĄ [incrĂvel.
Galgo o azul celeste das [hortĂȘnsias,
Peço a bençãos dos céus
Afastando o amor das [dolĂȘncias.
Nesta vida hĂĄ de sermos [prevenidos,
Cuidando para proteger o amor
de todos os mil [perigos...
Sob a égide da nossa [certeza,
Confiamos no amor em pureza
Sobre a nossa Ăntima [beleza...
.
O tempo tem a fĂșria louca,
Ele passa, e nĂŁo perdoa...
Giram os ponteiros dele,
De saudades estou corroĂda,
Estou de tanta falta quase
(desfalecida),
NĂŁo Ă© de momento,
Ă sentimento profundo
(fecundado),
Giram os ponteiros do tempo,
Chegou a hora de acertar
(os nossos ponteiros):
de ti nĂŁo abrirei mĂŁo, e jĂĄ
provei que sou a Beatriz
que por Dante foi ao Inferno
em busca do seu coração.
NĂŁo existe tempo para amar,
Todo o tempo sempre serĂĄ
Tempo para amar, amar, amar...
NĂŁo existe amor diferenciado,
Todo amor sempre serĂĄ amor,
Ele Ă© o espetĂĄculo em esplendor.
NĂŁo existe jeito de amar,
Amar sempre encontrarĂĄ
O seu prĂłprio jeito de amar...
NĂŁo existe amor perdido,
O que existe Ă© amor
Que nĂŁo foi concretizado.
NĂŁo existe receita para amar,
Amar sempre se reinventa
A forma com a qual se eternizarĂĄ.
Não hå como não cobiçar,
E muito menos nĂŁo querer;
Ao ver o Sol dançando:
lembrei-me de vocĂȘ.
NĂŁo hĂĄ como nĂŁo deixar
De um sĂł minuto de te amar,
Da aurora até o amanhecer.
Beijo doce, e imortal,
Trouxe-me um presente
- sem igual
Vendo o auge do passo doble
- mortal
O Sol dando no mar um beijo
- sensual
Acordes da [Tarragona] divinal.
NĂŁo hĂĄ como nĂŁo se curvar,
Vendo o azul do céu
- beijando -
Sensualmente o mar;
NĂŁo hĂĄ como nĂŁo querer
- passionalmente
Nessa festa nĂŁo se misturar.
Para nĂŁo parar de se
surpreender,
- ela sempre nos amando
A bailarina vida sempre
supreende:
ela sempre acaba nos [beijando
Seja através da balada da
- Catalunha -
- ou, mesmo através das andaluzas
Ela vai bailando, e [coreografando,
O seu passo de amor, coragem e juras,
Com a mesma coragem do Sol [dançando
Sobre as ondas do Mar MediterrĂąneo,
Ao som de Paco de Lucia nos [tocando...
Quem procura
me entender:
sempre perde
a cabeça!
Nasci livre
como uma ave,
Insistir comigo,
de nada vale,
- nĂŁo compensa
Sou um poema
de quinta,
- um verso vagabundo
Uma poesia bandida,
- rebelde -
Doidamente
transtornada,
Cauda de cometa,
- constelação efusiva
Doido verbo
e provocativo,
Dançando em cima
dos estilhaços,
Desse planeta
cheio de cacos,
Versos feitos
a fio da espada,
Brio, doçura e sangue
fervente
- e determinado
Pelos alçapÔes
do inconsciente,
Repleto de si
e com assinatura
- prĂłpria -
Corto com os versos
de Salomé
- o teu juĂzo -
E me misturo
aos teus aromas,
Furtando, assim,
o teu coração.
EntĂŁo, repousa aqui,
bem aqui,
A tua mente
e o teu coração,
Assim, neste colo,
a fantasia,
O teu implacĂĄvel
desejo
De mergulhar
na sedução;
Nascida
dessa cantiga,
E de cada verso
de paixĂŁo.
Voa, entĂŁo, sobreviva,
NĂŁo se recuse, nĂŁo se negue,
- se promova
Ao meu colo, se renda,
Prossiga como quem se atreve...
Apenas aqui existe
- uma poesia -
Escrita com requinte
Porque amar Ă© lira
- dĂĄdiva Ășnica -
De quem vive plena
- a vida nem tĂŁo doce
Como muitos pensam.
NĂŁo hĂĄ nada seu por aqui,
Apenas uma poesia lĂrica,
- intimista -
De quem tenta sorrir,
Espera e confia,
No que a vida tem para dar,
E o amor que guarda libertar.
Tenho verdade naquilo
Que escrevo,
Tenho bondade naquilo
Que sinto,
Tenho carinho, se me aprecia,
Sou poema-mulher,
Sou poesia-feminina, sibila.
Apenas aqui existe,
- um espelho -
Escrito com doçura,
Que vocĂȘ procura,
Nesse mundo desprovido
De carinho e doçura;
NĂŁo! Espere nada...,
Simplesmente me leia
Um poema virtuoso - que incendeia.
A coragem nĂŁo te permitiu:
de ter me dado o teu abraço.
Talvez por eu ser o ramalhete
- das rosas mais frescas -
Que talvez tiveste contato.
O teu olhar se permitiu:
contemplar o horizonte
- como um dardo -
Perdeste-me da minha fronte,
Eu bem que poderia estar
bem pertinho, e ao teu lado.
Os teus afetos, as tuas loucuras
- cada um deles sĂŁo meus,
E as tuas vontades: sĂŁo minhas.
NĂŁo houve despedida,
Porque a verdade sublime: Ă© nossa.
Ă irresistĂvel nĂŁo reconhecer,
Desde o dia que nos vimos:
passamos ao mais alto dos planos,
experimentando o prazer imenso
de nos pertencer e de nos acolher.
Filha da terra,
nĂŁo reconhecida,
- estremecida
Faz parte de quem
vive desterrada,
Sob o teto de estrelas,
enluarada,
Em passos firmes,
alma insegura,
Ainda sente os reflexos
da tortura,
NĂŁo desiste,
enfrenta;_Ă© partitura!
Princesa e plebeia
- ao mesmo tempo -
Com os pés na terra,
Sendo saudade engolida,
Com os olhos nos astros,
Uma vontade silenciada,
Com o peito na Lua,
Sendo verdade reprimida,
Com as mĂŁos ao vento,
Uma inocĂȘncia desacatada.
Sou a poesia
sob suspeita
SĂł para quem
nĂŁo entende
Sou a poesia
escrita â faminta
SĂł para quem
se permita...
Escrevo para fazer
parte de vocĂȘ,
Escrevo para tomar
conta da sua vida,
- tu bem me conheces
Desde entĂŁo quando envolvestes
as mĂŁos
Na minha cintura,
e colou o teu corpo,
Fizeste assim com que eu
não te esqueça,
E não te esqueço mesmo,
és a minha cantiga.
Ainda sonho contigo,
Nada passa Ă toa;
A lembrança toma conta,
Deixando até tonta:
A lĂĄgrima foi vertida...
Não existe ninguém nessa vida
Que nunca tenha deixado
Algo ou alguém para trås,
Bem longe e em algum lugar,
E que muita falta sempre faz...
Ainda acordo durante Ă noite,
E até nas minhas manhãs
Procuro-te por causa do vazio
Provocado pelo (destino)...,
Obviamente nĂŁo encontro,
Por razÔes óbvias não conto.
Sou um ramo em flor
- sobre a pastagem -
Sobejamente tu me pegas
E coloca-me em destaque
Levando-me sob as tuas regras
Ă desse jeito que tu me carregas.
Dou um nĂŁo ao que me afasta
- fujo da tempestade -
Serenamente tu me recebes
E sacia-me como a chuva
Mansa ao teu apelo,
Ă desse jeito que te recebo.
Vou ao teu encontro
Como a flor desabrochada,
Sedenta e paciente
Para que a chuva caia,
Alimentando a possibilidade
Da semente do amor ser fecundada.
O Sol raiou dissipando o frio
O mar ainda persistente e bravio
- esbanjou -
A cor azul oceano se destacou
E o céu apaixonado sem engano
Beijou o mar conforme o plano.
O poema ali escrito nas dunas,
A praia de Salinas e das ternuras,
- escreveu -
A histĂłria do jeito que eu esperava:
Pude apreciar as tartarugas,
o ninho das corujas e as borboletas.
A nossa cidade tĂŁo cauta,
TĂŁo repleta de alma,
TĂŁo doce e calma,
Ă o BalneĂĄrio longe do mundo,
- endereço do sossego
Que tenho por apego ao aconchego.
BalneĂĄrio Barra do Sul,
Onde o beijo do céu azul
Beija o beijo do mar azul.
Faz de mim filha devota
- Da regiĂŁo Sul.
Derramada de tanta devoção,
Apaixonada pelas paisagens,
Carregando nas veias as origens,
Embalada por tanta paixĂŁo,
Carregando versos de amor,
Assim irei fazendo de mim uma canção.
No meu peito eclode solar,
Um mistério brilha o olhar,
Longe de tudo e do mundo,
à floração casta a desabrochar.
Livre do despautério alheio,
Ă leveza de ser e de viver,
Ă certeza de amar e querer,
Ă fortaleza sem tabu e receio.
Como Ă© bom te rever no seio,
Revelado melhor ainda serĂĄ:
amĂĂșde e bem devagar
Sem pressa de nos desfrutar.
Nada ameaça a primavera,
Mesmo aquela adormecida,
- Ă primavera tĂmida,
Delicada, poética e dourada.
Livre como um passarinho,
O coração sem noção de perigo,
- Pedindo carinho e abrigo.
Suave como uma borboleta,
O coração segue a mĂstica,
Sempre com certeza crĂstica.
Sinceras centelhas de luz,
Poesias de minha coragem,
Que levam ao mundo beleza,
E dĂŁo sentido Ă paisagem,
Flutuam, vĂŁo e e nos veem;
Frutos dessa minha fantasia
Carinhosa e estrondosa,
- acĂłlita e recĂłlita
Crente e indecifrĂĄvel,
Coisa de quem escreve para si,
- sonhando viver para ti
DivagaçÔes amenas, apenas.
A noite desce
Calmamente,
E eu livre de rigores
- caĂ em poesia
Simplesmente.
Escrevo para mim,
Para satisfazer-me,
E envolvendo-te
Intensamente
Apaixonando-me
Por ti para sempre,
Ă desafiador!...
SĂł tenho o tempo,
Para zelar por nĂłs,
E por nosso amor,
Sinto a fragrĂąncia
Na mais alta nota.
Desenho a rota,
Alguém tem de crer,
Num caminho leve,
- Imediatista -
Amar de verdade
Requer grande zelo:
ORIGINALIDADE!
O teu pedido para te guardar,
Ă vocĂȘ que estĂĄ me guardando,
De todo mal que no mundo hĂĄ;
E também de todo o desamor.
Guardo, guardo sim...,
Guardo a cor da rosa
- magnĂfica
Que um dia mandaste para mim.
O teu pedido para guardar,
Transformou-se num desejo,
De colocar-me em letras,
Reunida com as estrelas,
Escrevendo versos a luzir.
Guardo, guardo sim...,
Guardo cada pétala,
Cada intenção atenta,
Longe da cantilena,
Que nĂŁo me deixa em paz
Para te trazer para mim.
MagnĂfica floração surgida,
Do teu doce encanto ungida,
Maravilhosa imensidade,
Do teu coração oceano
E da tua amorosa bondade.
Esta divina e serena presença,
Sempiterna claridade,
Repleta de amor e majestade,
Dedico a minha ternura
E a minha fidelidade.
A flor do hibisco que saĂșda,
O vento do litoral que brinda,
A paixĂŁo eterna e purpĂșrea,
A Natureza sempre Ă© elixir,
Ă a vida que salta e sinaliza
Ă despertar, amar e sentir.
A flor do hibisco brilha,
E aos olhos encanta
Com corporificada ousadia,
E coragem acalentadora
No outono que nĂŁo se encerra,
Ă a prĂłpria primavera!
A flor do hibisco Ă© sinal
De que também pode como a rosa
Ser tão bela e tão poética;
E assim sendo sinestésica
- magnética
No jardim do amor, perpétua.
Ressurgida deusa misteriosa,
AtraĂda pelo entardecer,
E colocando-me a postos,
Sempre a tua espera,
Querendo nos teus braços
Estremecer e te pertencer...
Em busca do teu apoio
O azul celeste se acolchoa
SĂł para fugir do joio,
E de tudo o que atordoa.
A pomba ali na praça
O Sol carinhosamente
SĂł acenando para vocĂȘ
De uma vez passar com graça.
Ao te ver, vejo o céu
Ao te sentir, provo o mel
Ao te escrever, saboreio o trigo
Ăs meu presente mais divino,
E o meu carinhoso abrigo.
Eu te acaricio, e te desalinho
Ăs ouro fino, e raro tecido
TĂŁo caro e macio linho,
E assim de ti me aproximo
Da tua alma eu me acarinho.
As folhas que caĂram da ĂĄrvore,
Viraram anjos dançando ao vento,
Inspirando a consagração do soneto,
Que eu hei de ouvir atravĂ©s de vocĂȘ.
O vento canta doce no meu ouvido,
Sinal de que vocĂȘ nĂŁo estĂĄ comigo,
Mas resguardado de todo o perigo
Recordando do nosso precioso carinho.
Ninguém irå vilipendiar a imaculada poesia,
Porque sou filha da Terra e dos astros,
- sinestesia angelical
- Que chegou para dar tom outonal! -
As folhas que caĂram da ĂĄrvore,
Viraram sonetos desenhados,
Enfeitando o céu, e dando cores,
Aos meus olhos poéticos e apaixonados.
O delĂrio me carrega,
Ă certeiro e atrevido,
Ă quase um asilo,
Que me refugio.
A férvida tentação,
NĂŁo desmantela,
Ă flutuante paixĂŁo,
A domar a pantera.
Gostaria de saber
- escrever
Do jeito que sei
- atentar
Para vocĂȘ me amar.
Além das linhas,
Sou um tesĂŁo,
Além do corpo,
Sou o teu coração.
Ă o delĂrio que me leva,
Seduz e cativa,
E sempre te abriga
Em cada linha escrita.
NĂŁo hĂĄ nada que nos detenha,
E muito menos nos impeça...,
NĂłs somos livres porque cremos,
Nada concorre para a descrença.
O ser humano nĂŁo tem respeito,
Para violar sempre insiste,
E acaba encontrando um jeito
De fazer o crime perfeito.
NĂŁo hĂĄ nada que nos amordace,
Nem a cauta luz da Ditadura,
Quem ama uma causa enfrenta,
Até a mais dolorosa tortura.
O ser humano nĂŁo tem cura,
Ele quer sufocar a ternura
A todo preço e custo...,
Ele nĂŁo presta, Ă© um ser imundo.
Ă incapaz naturalmente,
SĂł porque Ă© especialista,
- se acha -
E pensa que Ă© gente;
Sugerindo exterminar
A vida dos saguis
- ferozmente -
Coisa de imprevidente...
VocĂȘ ainda
nĂŁo percebeu,
NĂŁo tem problema!
Eu dou
conta de nĂłs...,
Tenho uma doce
certeza,
- e nenhuma dĂșvida
De que o nosso
sentimento,
- nos leva para cima
Bem perto do nosso
recanto Ăntimo.
Certa do nosso
caminho:
Que Ă© uma obra
de arte do destino.
Talvez ainda
desprevenido,
Mandaste-me
um beijo,
- com calor -
Eu nĂŁo resisti,
e estou aqui
A sonhar
em versos,
Tentando um
soneto de amor,
Para chamar
a tua atenção,
Por pura
contemplação de alma
- afim -
Da tua adoração...!
Nada Ă© em vĂŁo, perceba:
Ame e se vĂĄ
- agarrado
Bem na cauda no cometa.
Nada Ă© em vĂŁo, atente-se:
Vale a pena fugir de tudo,
E até da desventura
Para encontrar o amor
- maior do mundo -
No afĂŁ de viver com ele
No exagero do eternamente.
Nada Ă© em vĂŁo, entenda:
Ame e se prenda,
- siga em frente
E nĂŁo desista.
Nada Ă© em vĂŁo, experimente:
Vale chegar macio, [inteiro
Para nunca mais fugir do amor;
Experimentar levĂĄ-lo para onde
O teu coração for para sempre
Lembrå-lo até [imperfeito.
Nada Ă© em vĂŁo, creia:
Até na rima que perde
- o rumo
Mas nĂŁo o prumo.
Nada Ă© em vĂŁo, supere:
Até a colheita da paixão.
Aquela que nĂŁo deu certo,
Porque tudo é preparação,
- e semeadura
Creia no amor que transforma,
A guerra em paz e canção,
O amor transforma a espada
Até em flor, e faz de dois
Um Ășnico sĂł coração,
Nada Ă© em vĂŁo,
Porque até o amor tem explicação.
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