Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
O Sol vai surgindo risonho
Igualzinho ao Sol dos teus sonhos,
Entre bons e pequenos morros
Existe um lugar feito ouro,
E mais valioso do que um tesouro,
Ele Ă© simplesmente maravilhoso!
Quem nasce morretense,
Assim vive para sempre,
Quem mora por lĂĄ,
- vira morreteano
Dono de um doce endereço
De beleza e de uma paz
- sem engano -
O Sol aconchegantemente
- Repousa
Dando espaço para uma Lua
Que nenhuma outra sequer ousa.
Ao carinhoso beijo da brisa,
A memĂłria nĂŁo virou pĂł,
Em Morretes ainda Ă© lembrado
O bravo povo carijĂł;
E a sua glĂłria pela Cananeia
Ficou para sempre escrita.
VocĂȘ nĂŁo
se deu conta
Eu sou o que sou,
- autĂȘntica
Escrevo por escrever,
E nem um pouco
oculta,
- sou a letra
depravada
Eu sou a boa
literatura,
Correndo nua
pela rua,
Escrevo o quĂȘ sinto,
Tudo o quĂȘ penso,
Até registros,
Faço arte pela arte,
Filha da criatividade,
Um tanto santa,
Porém, satùnica confessa.
Podes ir, mas sei
que volta,
Vais com todos
os meus versos,
- na ponta da lĂngua -
Silabando cada um,
Como o mel
que escorre,
Do meu estuĂĄrio,
Para a tua boca,
e nĂŁo te basta,
Além das orbes
celestes,
LĂĄ estĂŁo
escritos os poemĂĄrios
- todos registrados -
Em linhas intimistas
e bacantes,
Para embalar
poetas e amantes.
VocĂȘ nĂŁo
se deu conta,
NĂŁo escrevo
para vocĂȘ,
Escrevo para
celebrar a vida,
Brindar o amor
E cantar a paixĂŁo,
Para esperar
o amor que virĂĄ,
Lindo e ardente
como um verĂŁo,
Com dias de Sol
e noites
estreladas.
Cada linha
desse poema,
Ă confissĂŁo
plena,
sem confusĂŁo,
Liberta
de qualquer
conflito,
Que segue
a vida serena,
Portanto,
siga e voe
para longe,
Em cada asa
sua haverĂĄ
o meu rimĂĄrio
Desse amor
resguardado
num sacrĂĄrio.
Um poema estĂĄ escrito
Nas estradas do ParanĂĄ,
Alegria doce e caminheira
Um dia para vocĂȘ voltarĂĄ.
Um Sol que ninguém esquece,
Uma Lua que sempre enternece,
Pelas estrelas do teu firmamento,
O ParanĂĄ estĂĄ no meu pensamento.
Um destino traçado pela glória,
Pelo braço forte da sua gente,
Ainda se escreve a sua histĂłria,
Para ser lembrada para sempre,
Uma poesia serena relembra,
- a sua histĂłria de valentia
Na ousadia da tropa,
- no trote do cavalo
Na cantoria e no acorde
- violado -
O paranaense serĂĄ eternamente
- um verdadeiro -
Poeta apaixonado.
Fazes-me bailar
na noite de cristal,
Sou o teu beijo imortal,
a tua poesia,
Talvez a mais fatal:
a tua profecia.
Harpa celestial
afinada na tua mĂŁo,
A mulher nascida
para viver de paixĂŁo.
Uma crĂŽnica, um verso,
um soneto total,
Nascidos em uma noite
de cristal,
Escritos nos passos
da cortesĂŁ,
TĂpicos do baixo
meretrĂcio,
Ufano-me disto
e daquilo sensual...
Oculta, louca e
indescritĂvel fantasia
Que galopa
cuidadosamente...,
Toco sem perdĂŁo,
em carinhos
- repletos e libertos
Além de morar no coração,
Ocupei toda a tua mente,
inteiramente.
Doçura, leveza
e espiritual alegria
Que canta
simplesmente...,
A canção que sai
da mente
Para os lĂĄbios
docemente,
E que encanta
o meu coração
Pela sinceridade
evidente.
Filho da casualidade,
Nasceu soneto,
Sobre os mares,
Sonhando, desbravando,
- e cantando
E a sua rota traçando,
Flutua a caravela,
Procurando aportar
Em terra firme;
O amor nĂŁo tem limite.
Prosseguindo a embarcação,
Desenhando espumas,
E tatuando o coração,
- a saudade
Nem o vento a tomba,
As brumas nĂŁo a amedronta.
Herdeiro da verdade,
Eu te escuto,
No tilintar das estrelas,
No beijar dos cometas,
No dobrar das forças,
Eu te pertenço,
E para sempre irei ser tua
Por toda a eternidade...
Batendo
as minhas asas
Tenho direção
E tenho uma
vida toda
Para seguir rumo
E sem temer nada
A rota do sol
para ser alcançada
Tenho coração
BĂșssola e uma poesia
Para transformar
a vida em canção
Em mĂșsica solar
Bem no meio das montanhas
E proteger o nosso
amor do mundo
E de todas
mil artimanhas.
Batendo as minhas asas
Tenho direção
Tenho leveza
E tenho ternura
suficiente
Para ganhar
o seu coração
E sem temer a vida
A rota do sol
Ă© a saĂda
Mais do que
o meu coração
BĂșssola e poesia
Para transformĂĄ-la
em emoção
E numa loucura
de paixĂŁo
E toda a oração
em poesia solar
No topo das montanhas
E enlevar o nosso
amor para o mundo
Para que ninguém
desista de carregar
E se orgulhar
que carrega o amor
mais profundo.
Fiz o voto
de perder-me
imensamente
Somente em vocĂȘ,
exclusivamente;
Estranho destino
Ă© o meu de tĂȘ-lo
Abrigado em meu
coração silente.
Como se diz
poeticamente:
Chegaste como
um amanhecer
- lindamente -
Dominaste-me
carinhosamente.
Fiz o voto
mesmo distante
De somente
te pertencer,
E resistir Ă tudo
Que me empurre
para longe
De vocĂȘ.
A minha confissĂŁo
Ă© clara
- fiel -
E plĂĄcida como
os bordados
Feitos com os
fios coloridos
Da vida,
Que nos afastou
e nos brinda,
Por ainda crermos
nesse amor,
Abençoado pelos deuses,
Pelas ninfas
Recebendo a coroa
de trigo
Pelas mĂŁos
campesinas.
Eu nĂŁo respondo por mim
diante de ti,
Diante das [delĂcias
Dos teus beijos indecentes,
Dos teus beijos molhados,
Dos teus beijos imprudentes,
E daqueles mais rasgados...
Eu nĂŁo respondo por ti,
Diante das [loucuras
Da perdição da tua pele,
Da fragrĂąncia masculina,
Da sedução do teu regaço,
Do aconchego do teu abraço.
Eu nĂŁo respondo por mim
diante de ti,
Diante do que sei
que és [capaz
De fazer,
De me ter,
De me possuir,
De me mimar,
e me dominar...
Eu nĂŁo respondo por mim,
Porque me fizeste
a tua primavera
Cultivando em mim um jardim
- imenso -
Eu nĂŁo respondo por mim,
Porque em ti
JĂĄ encontrei todas
as respostas...
Coração é solo
que se pisa,
Coração é solo que
se deixa rastro,
Coração é solo
que se planta,
Coração é solo
que se cresce,
Coração é solo
que se floresce,
Coração é solo
que se colhe,
E nele também
se padece...
O mundo gira,
As areias do tempo
- seguem -
A ampulheta
percorre,
Entenda, o amor
tem um tempo
Que sĂł os doidos
de amor
- compreendem -
Passam frio, fome
e até dor:
Abrindo mĂŁo
da prĂłpria vida
Em nome do amor.
Ter coração é
possuir o mundo,
Ă perder-se
e encontrar-se,
A vida toda
num segundo,
Ter coração é
remir o defeito,
Ă ver no outro
o ser perfeito,
Para quem tem coração
tudo tem jeito,
Desde que o amor nĂŁo
seja desfeito.
Em nome do amor,
Em nome dos amores,
Tenha fé,
NĂŁo importando
Para onde fores,
Semeie flores
no caminho,
Quem ama jamais
estarĂĄ sozinho,
EstĂĄ sempre muito
bem acompanhado
Da melhor companhia
do mundo
Que responde por
um Ășnico nome: amor.
As nuvens dissipadas no céu,
O sol bondoso fazendo brotar...,
NĂŁo sĂł os beijos das sereias
Pelas areias,
Mas também pelo mar;
Das gaivotas eu escuto,
- o cantar
Embalando o festejar.
As delicadas borboletas,
Obras primas da Natureza,
Sobrevoando as gentis dunas,
Enfeitando a poesia praiana,
Descrita na Praia de Salinas,
Eternizada como um doce beijar.
As dunas sĂŁo como a vida,
Ambas mudam de lugar;
NĂŁo deixe nunca de amar...,
E no teu coração o amor bailar,
Siga como o barquinho
Pelas ondas do mar;
Permita-se ser levado pelo flutuar
De tanto me adorar...
NĂŁo tenha receio
- do destino
E nem de escrevĂȘ-lo,
Observe o caminho,
Este Ă© o meu pedido!
Celebram e revoam,
Sob o céu colorido,
E sobre o mar de chumbo,
Assim sĂŁo os pĂĄssaros,
Livres como o teu amor,
Que Ă© o maior do mundo.
Os teus dedos tocam
A Lua e a estrela;
PaciĂȘncia de esteta,
Que ama com beleza,
E refinada cadĂȘncia.
As areias seguem o curso,
Somos como elas,
Temos leveza, e pertença
O receio nĂŁo nos pertence;
SĂł exclusivamente o perene.
Os teus lĂĄbios macios,
Intensos e atrevidos,
Doces e quentes,
NĂŁo meteĂłricos,
Etéreos e atraentes.
Esbanjando essa fascinação,
Airosa sideração,
NĂŁo menos dispersa,
Encantamento de quem guarda
Para dois amantes:
o cĂĄlice da paixĂŁo.
Eu tenho muito
a te oferecer,
Ă verdade,
eu sou um oceano
Do amanhecer
até ao entardecer.
Um fenĂŽmeno anĂŽnimo,
Um impulso discreto,
Um amor doce e secreto.
Inteiramente
deslumbrante,
As minhas tonalidades
ousadas,
E as entonaçÔes abusadas...
Para te endoidecer,
Para te embalar,
E fazer a tua pele ferver.
Eu tenho virtudes,
Ă verdade, eu sou
o desencontro,
O encontro com a cabeça
recostada
Sobre a tua vontade,
o teu ombro.
Suplicante, pedinte,
- insistente
Assumida,
e sempre carente.
Sou a encarnação
da rebeldia,
O amor cheio
de revolução,
A canção repleta
de emoção,
A luz dos teus olhos,
A habitante
do teu coração,
A verdade cantada
em canção,
A tua loucura
cheia de paixĂŁo.
VocĂȘ que saiu em busca da poesia,
Ela surpreendeu te dando uma
rasteira,
E agora? Como encontrĂĄ-la?
Ela entrou e passou pelos teus poros,
Sobrevoando as
(dunas),
E agora, estĂĄ escondida atrĂĄs dos cactus,
E bem agasalhada no ninho das
(corujas).
VocĂȘ que nĂŁo sabia nada sobre poesia,
Ela descoberta por meus pequenos versos,
Te seduziu com todas as plumas...,
Com o voo
(silencioso),
Macio e
(carinhoso),
A poesia entrou e passou,
Deixando a saudade inteira em vocĂȘ.
Sendo notada ou nĂŁo,
Voa poesia voa,
Escreve até sobre a garoa,
Mas voa porque a vida Ă© boa,
NĂŁo desista de mim nĂŁo,
Não saia desse meu coração.
A paciĂȘncia supera o tempo,
- contempla -
Se contenta até com o vento,
- se experimenta -
Se alimenta com a serenidade,
NĂŁo abre a mĂŁo da bondade.
Caminho de reerguimento
Busca a luz, a corrigenda,
Procura o devotamento,
E a dedicação ao dever,
Busca além dos sonhos
E daquilo que se pode ler.
Ter valor moral Ă© real resistĂȘncia
Ante a dolĂȘncia provocada pela violĂȘncia,
Devemos pedir a Deus:
clemĂȘncia.
NĂŁo ter vergonha de sermos bondosos,
- e generosos -
Sempre a favor de todos.
Ă fundamental, buscar o amor
E a harmonia no silĂȘncio completo,
- reflexĂŁo -
Para adoçar o coração,
Que seja o teu combustĂvel a oração,
Elevada ao Bom Deus e Nosso Senhor,
NĂŁo tenha vergonha de espalhar
E de plantar harmonia e amor.
ReflexÔes,
InspiraçÔes,
IntuiçÔes,
Boas açÔes,
PremoniçÔes
Com Meimei.
Ao mar,
Ao vento,
Ao solo,
Ao firmamento
EstĂŁo firmados:
O firme pensamento
E o bom sentimento.
A neve como um véu,
Recobrindo a cidade,
Parece até um veludo,
DĂĄ uma grande vontade
De se refugiar do mundo.
Desceu sobre a neve
A estrela matutina,
Parecendo os teus olhos
Que a todos ilumina,
Linda como nos meus sonhos.
O que sinto nĂŁo se traduz,
Brilha igual Ă ele,
Além de seduzir - reluz;
Sinal da minha sede,
Nada apaga essa luz.
A neve veludo sobre a cidade,
Que cativa de verdade,
Quero conhecer Moscow,
Ver de perto as origens,
Que me ensinaram a paz e o bem;
E o meu compromisso com a verdade.
Deveria ser a nossa liturgia divina,
Respeitar a cidadania
E o verbo na plenitude;
O ser humano Ă© infinitude,
Ele vai muito além do dia-a-dia...
O conhecimento Ă© a garantia,
Da boa convivĂȘncia
E da imortalidade do pensamento,
à livre toda a manifestação de [pensamento
Que conduza a Humanidade ao [acolhimento.
Ah, tanta coisa deveria [ser
- e [acontecer!
DeverĂamos ao menos ter fĂ©
um no [outro;
E a boa convivĂȘncia ser a lei,
- tratada como um [tesouro!
Enquanto existirem os poetas,
E quem os aprecie:
o mundo terå sempre alguém
que sonhe com a beleza e harmonia.
A poesia não espera nada além de
reconhecimento e fé na vida.
NĂŁo hĂĄ alegria
mais encantadora,
De encontrar a
linda surpresa,
- as mais belas flores -
Que deixaste sobre
a minha mesa.
Um gesto tĂŁo simples,
tĂŁo suave,
Manifestação
de amor,
- cavalheirismo
embelezador
Carinhoso e provocador.
Desses meus
versos femininos,
Que clamam
pela tua presença,
Eternizam-na
com a crença
De ser amada
por vocĂȘ.
A tua alegria
Ă© a minha,
PrĂłxima
e distante,
Mas sempre
prĂłximos
Com a mesma
alegria...
Não hå força diante da democracia,
E nada que a supere;
à força magna, é energia,
Voz que nĂŁo se cala,
- mesmo sob mordaça
A força da democracia é a própria,
EstĂĄ sacramentada na histĂłria.
Sem o povo nĂŁo estĂĄ escrita a glĂłria,
Com a alma Ă© que se afugenta,
- espanta
Toda a insana covardia,
Através do sonho de democracia,
Arrebentando toda a mordaça,
Atirando-se os grilhÔes ao vento,
A democracia virĂĄ, Ă© sĂł questĂŁo de tempo.
Abro o destino para o deboche
Cair no precipĂcio,
Com a minha poesia respondo o riso
Do totalitarismo,
Rui Barbosa sentou praça
Na democracia,
E dela ninguém me divorcia.
Outonal presença que me inspira,
Brisa que cobiça com [requinte,
De tĂȘ-lo alĂ©m de todo o limite,
As Ăąnsias jĂĄ foram [inflamadas,
Agora, elas sĂŁo urgentes,
As nossas almas almejam
- insurgentes com o mundo -
O desejo de serem [libertadas.
Na verdade, és uma linda estação
- permanente -
NĂŁo me privo, e nĂŁo me [sacio,
O teu cheiro provoca todo o cio;
Com o teu perfume escrevo,
Desenho, pinto e celebro,
CompĂŽnho o mais belo hino,
Celebrando os amantes, eu te [alucino.
Escrevo correndo todo o risco,
De ter cada texto [incompreendido],
O futuro Ă© incerto,
O importante Ă© plantar o amor,
Com firmeza, fé e ardor,
Corro o risco da transfiguração,
O amor nĂŁo Ă© metĂĄfora,
O amor Ă© concreto,
- mesmo que ninguém o enxergue
O amor existe, ele nĂŁo tem limite;
Ă arco-Ăris, poesia e borboleta,
NĂŁo lĂȘ o exagero,
E o rejeita totalmente...,
NĂŁo mede o tamanho do [oceano],
O amor nunca vem acompanhado do engano.
O mar tem a cor do pacĂfico,
De um jeito magnĂfico,
Sob o comando do céu,
Ora calmo, e ora bravio,
Beleza igual ninguém viu.
A Praia de Salinas,
Ă casa de artistas,
Abrigo das sereias,
Berço das poetisas.
TĂŁo elegantes dunas,
Inspiram tantas doçuras,
O mar sempre abraça,
- nĂŁo economiza -
Com quem aqui visita.
Fascinado fica,
NĂŁo se redime,
Por essa beleza brotada,
Primavera marinha contundente,
Por essa filha de Santa Catarina
- valente
De ĂĄguas tĂŁo leves e suaves,
- atlĂąnticas
Que marejam e inspiram
Poesias tĂŁo romĂąnticas...
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