Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Os teus olhos decifram
[Intimamente,
As aldeias que habitam
[Simplesmente,
Nas letras dos poemas
[Essencialmente,
E pertencentes a nĂłs
[Seguramente,
Os teus olhos leem
[Secretamente,
Os versos do meu corpo
Rimando [discretamente.
Tão terna e discreta canção
Deste-me uma infinita [emoção],
De saber que moro no teu coração.
NĂŁo serĂĄ difĂcil a gente se rever,
[Certamente,
NĂŁo serĂĄ difĂcil a gente se tocar,
[Sensualmente,
NĂŁo serĂĄ difĂcil porque o desejo age
Em nĂłs [consensualmente].
NĂŁo precisamos sequer falar,
O teu desejo Ă© o [meu,
Os nossos olhos sabem decifrar,
Tudo o quĂȘ o amor jĂĄ [leu,
No beijo que sabe libertar-se, enfim.
NĂŁo hĂĄ nada impossĂvel para [nĂłs,
O tempo um dia hĂĄ de ser albatroz,
Que pousarĂĄ num distante [cais,
E juntos deixaremos tudo para trĂĄs...
Navegando nas tuas ĂĄguas
(ilimitadas)
Escrevendo o meu destino
(infinito)
Circundando a tua ilha
(exuberante)
Rodeando as 158 estrofes
(gloriosas)
Escutando o teu Hino...
Ramo de oliveira
No bico da pomba
Também é poesia
Sem se dar conta.
Encontrando nas areias
(paradisĂacas)
Os beijos das sereias
- encantadoras -
Escutando as tuas lendas
(gregas)
Nas tuas vozes
(cipriotas)
Eu acredito, e confio
No desejo de paz duradoura.
Asa de poeta
No bico do verso
Rama poética
VocĂȘ Ă© parte do Universo.
Na tua gente escrita estĂĄ
A poesia e o (mistério)
De cada Deus e sua musa
O cordão (etéreo)
Que faz o encanto cipriota
Viver para ser eterno.
Nas tuas ondas bravias
Nas espumas brancas
Desfeitas no (azul)
Recebam as linhas
Tecidas dos meus ventos
Vindos do meu (Sul).
No oceano do teu olhar,
LibertĂĄria,
Resolvi este verso buscar.
No celeste do teu olhar,
Envolvente,
Alcancei algo de estelar.
No infinito de nĂłs dois,
Onipotentes,
NĂŁo existe 'o depois'...
Ainda bem que a poesia existe,
Assim temos como sonhar...
Nos tornamos ainda melhores,
CĂșmplices,
Na medida em que amamos
Muito mais e melhor...;
Aprendemos todos os dias
Com a arte de amar...,
Infinitos em tudo,
NĂŁo nos contentar...
Ainda bem que a poesia existe,
Assim eu posso ir devagar...
A tua imensidĂŁo em secreto,
Da despedida nĂŁo dada,
Do beijo ainda nĂŁo 'provado',
Do corpo nĂŁo 'despido',
A tua coragem embalada,
No afĂŁ de um caminho,
Do pecado nĂŁo 'cometido',
A tua convicção apaixonada,
Por nossa poesia adocicada,
Por nossa loucura primaveril,
A tua bondade juvenil,
A tua exatidĂŁo feita de retidĂŁo,
A tua intensidade em devotar-me
Da melhor maneira, e com fina arte.
Ainda bem que a poesia existe,
Assim eu posso me declarar...
Na profundidade da histĂłria,
SĂł nos cabe a glĂłria,
Do nosso amor segredar,
VocĂȘ fica a me ler...,
E o meu eu a te escrever,
Essa histĂłria que eu nĂŁo sei
Se terĂĄ final ou nĂŁo.
Ainda bem que a poesia existe,
Assim eu posso divagar...
Sei escrever essa saudade
- sobrenatural -
Bem aqui no peito
De um jeito sem igual,
SĂł por este beijo fatal.
Sei remar entre os canais,
Em busca de vocĂȘ nĂŁo Ă©,
E nunca serĂĄ demais...
O amor vira arte:
Literatura,
Conquista,
Cultura,
E semeia com ternura.
Sei amar, e sei ser cais:
De um novo ponto de partida,
Para que tenhas fé na vida...
O amor Ă© um canteiro delicado
De finas tulipas
Que com jeito e trato,
Cabe poesias floridas
De uma poesia interminĂĄvel
Desta primavera incontestĂĄvel.
Sei também que o amor reforça a fé
Fazendo de nós uma fortificação,
Nos levando na mesma galé...
O tempo a fio da espada,
A pena em prol da vida,
O olhar e a tua coragem,
A glĂłria Ă© feminina;
O teu passo faz revolução.
Carrega no peito um hino,
Vivendo para a tua Nação,
Luta por toda a gente,
Nunca busca a consolação,
Nasceu para servir sempre.
A existĂȘncia Ă© infinita,
Sobrevivente e atemporal,
E talvez indizĂvel;
Um mistério que tem nome
- feminino -
Ainda por mim desconhecido,
Que soube sobreviver ao tempo,
E se escondendo no meio dele:
apresentou-se descoberto.
O futuro ainda menino,
Dorme nos braços do tempo,
Aguardando o crescimento.
O futuro como tudo,
Aprende com o passado,
Desgarrado dele,
Se constrĂłi com amor,
- sobrenatural
Com intenção renovada,
Com todo o fragor do peito
Para que a vida valha a pena.
O futuro menino travesso,
NĂŁo teme os marechais,
Ele Ă© filho das horas,
Ele Ă© filho do tempo,
- avesso
Aos que tentam comandar
E roubar-nos toda a paz.
Mergulhados um no olhar do outro,
NĂŁo hĂĄ pecado que nos detenha,
Submergidos um no outro aos poucos,
NĂŁo hĂĄ dogma que nos contenha,
Sabemos bem o que queremos:
juntos somos fogo e a boa lenha...
NĂŁo tenho pressa...
Tocando em meus poemas,
Tu me sentes silenciosamente
Na tua pele e ao teu lado;
Fazendo-te renovado sempre
O restante jĂĄ faz parte do passado,
Eu sei que sou o teu maior presente;
Longe de ser um instante:
Eu sei que sou o teu futuro certo
O restante jĂĄ nĂŁo mais te interessa
Eu sei que sou o teu amor seguro.
NĂŁo tenho pressa...
Entretidos naquilo que dizem ser jogo,
Não hå intenção que não se realize;
O melhor do jogo Ă© violar as regras.
Neste curso nĂŁo hĂĄ quem se delicie,
- criamos o nosso prĂłprio fetiche
Sabemos bem para onde ir:
juntos somos o altar e o rito...
NĂŁo tenho pressa...
Escrevendo o melhor conto,
- em segredo
Tu segues os meus versos
- erĂłticos
Ora santos, e ora desalinhados,
Tu me carregas como pupila
E o sorriso de canto...,
Sou a canção que fascina,
O sol da manhĂŁzinha,
E a estrela que tanto admira.
Os segredos bailam
- docemente -
Nos ritmos das cascatas
- harmoniosamente -
As ĂĄguas abrandam
- saborosamente -
A sede simplesmente
de uma forma espetacular.
Adornando como um colar,
- enfeitando lindamente
Com uma beleza de balbuciar,
As cascatas acariciam a terra,
que se pĂŽs a [celebrar...
O cĂąntico das cascatas
Dum jeito tĂŁo especial...,
A Natureza tĂŁo gloriosa
dando graças ao celestial.
O vento ao redor dos bosques
Acabou virando brisa,
E a carinhosa paz nĂŁo acabou:
virou uma portentosa poesia.
Liberdade em todas as letras
Embarcada numa viagem,
Gentileza de todas as rimas
Encarada como miragem.
Liberdade por todos os ares
Escrevendo a tua histĂłria,
Mergulhando nos teus mares
Eternizando a tua memĂłria.
Livremente refazendo o céu
A poesia virou altar,
Um soneto feito de mel
Navegando de tanto rimar.
A curiosidade Ă© tanta
Que Ă© capaz de peregrinar,
E de pÎr os pés em terras,
E por outros mares navegar.
A liberdade Ă© tĂŁo audaz,
Exuberante e garrida,
Despreocupada de rimas
Ă capaz de fazer poesia,
Vestida de trinta e trĂȘs estrelas.
A liberdade foi tĂŁo cheia de paz,
Que largou as malas,
Voou com as minhas letras,
E aos passos de mil peregrinas
Foi ao encontro daquilo que Ă© capaz.
NĂŁo importa como acontece,
Ele chega bem de mansinho,
De um jeito que te aquece;
NĂŁo importa, ele acontece.
Essa liberdade que se solta,
E que te prende,
Cantarola de dia,
E de noite suspira...;
Ao poeta sempre inspira.
NĂŁo importa, mas Ă© assim,
Ele vem de forma indescritĂvel,
Cheio de si, e sublime em mim;
NĂŁo importa, mas Ă© incrĂvel.
Essa prisĂŁo que nĂŁo Ă© prisĂŁo,
E que te deixa livre,
SĂł com o teu violĂŁo,
Espera, crĂȘ e confia;
Fazendo bagunça no meu coração.
Tenho uma canção, uma rota
E a carta nĂĄutica
Até para decifrar:
a rota que me leve
para viver e te reencontrar.
Talvez eu nĂŁo consiga chegar,
- nĂŁo me importa!
Eu nĂŁo vou sossegar jamais!...
Porque talvez eu nĂŁo transmita
- segurança
Através do meu jeito de calar
E de seguir em frente,
Neste mundo descontente.
Eu tenho um jeito de me expressar
- diferente
Talvez nĂŁo me perceba assim,
Eu falo diferente sim;
De um jeito que jamais esquecerĂĄs de mim.
Tenho o balanço das amendoeiras
(mĂŁos extremamente macias),
Tempo para escrever poesias
(tenho muito o quĂȘ cultivar),
Tempo para ventar versos...,
(para espalhar o meu perfume)
E no teu Ăntimo penetrar.
Valsa em mim, nĂŁo durma!
Balançam as amendoeiras,
LĂĄ no meio da rua...,
Assim sendo infinitamente - tua,
Um acorde iluminado pela Lua
Ciente de que és o Sol e regente,
Das orquestras das orquĂdeas
Dos afetos sem perfĂdias,
Valsa em mim porque me toca
Algo mui sublime que plantaste
De tal forma que hoje rio Ă toa.
Tenho tempo porque tenho,
Tempo e o balanço
das amendoeiras,
O que hĂĄ em mim,
tem tempo para tudo;
Tenho no pulso
O relĂłgio do amor,
Para mim, o amor nĂŁo passa
E nĂŁo muda - nunca!
Brisa tĂŁo mansa,
Como a infĂąncia,
Doce esperança,
MĂstica cĂąndida,
Sublime poética
De ser trigueira
E madrugadeira
Que balança
Como uma amendoeira.
A minha extravagĂąncia
TĂŁo atemporal,
A minha loucura
TĂŁo celestial,
Nascem do desafio
Tal como o vento
Cortante,
No oceano
A desafiĂĄ-lo,
Sou um mistério
Inteiro;
Nascido para te desatinar.
NĂŁo pode e nĂŁo
haverĂĄ de existir
Nada mais belo
e interessante,
E que nos conduza
a (fluir);
Nos levando
ao infinito
Do amor e da vida
alucinante.
NĂŁo sossego
e nem deixo sossegar,
Porque o que sinto
Ă© de arrepiar:
Na poesia e na gentil
arte de amar.
NĂŁo devo nada
a ninguém
Nada mais
justo e forte:
Ă princĂpio
de (alguém)
Que Ă© capaz
de amar
Até além
da morte...
NĂŁo calo e nem
deixo de escrever,
Aquilo que sinto_ eternizo
Na poesia o quĂȘ Ă©,
e também hå de ser!
NĂŁo nego o quĂȘ
bate no peito
Arrepiando a pele,
O amor Ă© assim:
imperfeito.
Revirando o juĂzo,
Para tudo ele
encontra um jeito.
A poesia tem
a leveza das espumas
Ela voa pelo ar
tal como as plumas,
A poesia vira tudo,
e até te [revira
Te fazendo novo
para amar incrivelmente.
O canto que vem
de dentro,
à fruto que ninguém segura,
Ă a natureza que
ninguém [furta];
Ela Ă© expressĂŁo do
meu sentimento.
Ai, poesia!...
TĂŁo perfumada,
Escrita tĂŁo plena,
e tĂŁo apaixonada;
Voltei a ser menina
em versos [simples,
NĂŁo menos belos e
nĂŁo menos importantes.
O barulho do mar
Ă© como o riso,
Ninguém consegue
prever,
E jamais conseguirĂĄ
[conter];
Ele Ă© como o curso
do destino.
Ria bem alto,
mesmo sem
contentamento.
Alegre-se
[sempre],
afastando todo
o sofrimento,
A liberdade pode vir
a qualquer momento.
Lembre-se de mim, assim:
como margarida vestida de sol.
Lembre-se de mim, assim:
como um sorriso sem fim.
Recorda-te que passei,
e que o amor um dia foi lei.
Agora, tudo mudou:
o tempo - implacĂĄvel - passou.
Contente-se com a lembrança
Que nĂŁo dissipou, e nĂŁo passou,
Recorda-te da borboleta mansa,
- repousada na tua mĂŁo
Eu que fui verso e virei canção
Para sempre no paĂs do teu coração;
Serei a tua razĂŁo,
- inesquecĂvel -
Lembre-se de mim assim:
como o teu amor celestial
E de todos o mais incrĂvel.
Libertei-me do ninho,
Sou o amor que voa sozinho,
Libertei-te para nĂŁo voltar,
Viver para me amar
Ă tua responsabilidade;
Deixe-me no meu destino,
Sou o curso do rio de volta
Para a vida e para o mar,
Assim na poesia estrelar...
Nunca vi flores tĂŁo bonitas,
- todas bem perfeitas
Lindas flores infinitas,
- super perfumadas
Pareciam até pintadas!
Todas muito bem nascidas
Na cidade de Colinas;
Rodeada por cursos d'ĂĄgua,
Coroadas por cascatas,
Todas bem regadas!
Sim, nestes versos inventados,
Bem intencionados,
Para arrancar das colinas,
Mil sorrisos,
Para semear felicidade
No meu canteiro.
Se um dia eu vier ao encontro
Do teu povo,
Da tua cidade que Ă© um jardim,
Eu seja reconhecida
NĂŁo como uma simples turista;
Mas como alguém que ama,
A sua gente e a sua cidade
Ainda quando os conhecia
Nos campos de flores e da poesia.
Um peixinho colorido
em cima das conchas
brincando de faz-de-conta.
....
O pequeno bagre
bem parado
Ă© feito de biscuit.
As flores sobre o asfalto,
- suspiram
As emoçÔes ao alto,
- inspiram
Multicores descrevem:
os amores secretos,
e os desejos indiscretos.
Em versos sinceros,
- imensurĂĄveis
NĂŁo menos belos,
CensurĂĄveis por uns,
- admirĂĄveis
Por alguns...,
Curvados as boas letras
Para que não te esqueças.
Porque me descortinas,
Danço no meio da neblina,
Faço propositalmente rimas,
Canto de menina,
Bordado de senhora,
Cuidado de poetisa,
Passo de dançarina,
Sono de musa repousado
Desdobrado sobre as colinas.
Pela minha letra fatal
Desabrocha mansamente,
Pelo meu verso imortal
Carinhoso simplesmente,
Realiza no meu corpo
O segredo dos teus lĂĄbios,
Abrigado na tua mente.
Pelo soneto perfeito
Escreva o teu destino,
Pela harmonia corpĂłrea
Revelada secretamente,
Fruto particular da histĂłria
Silenciada pelo nosso beijo,
InviolĂĄvel ninho de carinho.
Pela minha poesia inesgotĂĄvel,
Ora tecida em versos ricos,
Ora bordada em versos pobres,
Poesia santa, profana e condenĂĄvel.
Pelo sonetista que nos vĂȘ - e crĂȘ,
Pela fé no amor inabalåvel,
Ora e desabrocha;
VĂȘ e se enamora daquilo que Ă©,
E o coloca para sempre como intocĂĄvel.
A noite caiu desapercebida
De um jeito jamais visto
O luzeiro foi descansar
A Lua como a lamparina
Ilumina o altar da noite
De forma a fazer o céu gingar
Em companhia das estrelas.
A manhĂŁ surgiu desapercebida
De um jeito surpreendente
O luzeiro pĂŽs-se a levantar
A Lua foi descansar
O luzeiro bem acordado
Surpreende o céu da noite
De forma a fazĂȘ-lo a se dissipar
E levar com ele todas as estrelas.
As moças sempre se encontram
ManhĂŁ, tarde e noite de mĂŁo dadas
Nestes versos mal escritos
As moças que mais parecem fadas
EstaçÔes da vida e dos tempos
EmoçÔes que caem como chuva
Entre o céu e a terra - se apaixonam
Como certas brisas que se encontram
Ă beira do abismo bem em frente ao mar...
Recolhe o tempo dentro de ti,
Brinca com o tempo adentro,
Recoste sobre o meu ombro
E deixe o corpo falar de tudo.
Retire entre nĂłs as espumas,
Deixe que nasça todas as luas,
Entregue-se aos sons das ondas
Para tomares ciĂȘncia e as contas.
'Inverne-se' para o verĂŁo chegar,
Recrie-se para a paixão balançar,
Liberte-se de tudo o que te prende
E deixe livre sĂł aquilo que sente.
Desce a aura rosa do céu,
Dando sorriso ao mar,
O Sol doce como mel,
- Assim resolveu se entregar
Durante as baixas temperaturas,
Ele resolveu rimar-se com o mar,
Aberto as boas loucuras de amor
Remando no oceano de tanto amar.
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