Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
NĂŁo me poupe das tuas mĂŁos
Que brindam com carinhos,
NĂŁo me poupe dos teus passos,
Quero estar nos teus caminhos.
NĂŁo me poupe dos teus beijos
Que lembram os sacros pomares,
NĂŁo me poupe dos teus sabores
Quero celebrĂĄ-los diante dos altares.
NĂŁo me poupe dos teu pensamentos
Poéticos cataventos de sentimentos,
NĂŁo me poupe dos teus beijos solares
Quero estar contigo em todos os lugares.
NĂŁo me poupe nem das tuas noites,
Que me convidaram para protagonizar
- as boas madrugadas -
Quero estar na tua companhia
NĂŁo sairei jamais das tuas estradas;
NĂŁo me poupe dos vinhos embriagantes
Das mais doces juras e do Vale dos Vinhedos;
Ainda hei de saber dos teus (segredos)...
A chama da vela
- marca -
A doce silhueta
- insinuante -
Ao cair do poente
- brota -
A abĂłbada silente
- brilhante -
Ă iluminar o corpo
- dos amantes -
A saborear celeste
- sorrateira -
A cena picante
- extasiante
A chama da vela,
- revela -
A coreografia bailante
- de joelhos;
Capaz de escandalizar
Os mais sensuais espelhos.
A chama da vela,
- capaz -
De trazer a paz,
Para dois que querem mais;
Estimulados Ă enfrentar a horas,
Carregar auroras e desmaiar poentes
Nas linhas mais erĂłgenas - amar;
Juntos cultivando sementes
Para sempre um novo raiar.
A chama da vela,
Derrete a cera,
Como o seu olhar,
Faz com o meu corpo,
Sem pudor e sem dĂł,
Envolvendo-me como um nĂł
- exato -
Verso perverso e inefĂĄvel,
Que me prende, aperta e segura,
Na delĂcia que nĂŁo passa,
Numa poesia incurĂĄvel,
Glória aos céus,
Por esta loucura!...
NĂŁo Ă© preciso provar nada,
Precisamos um do outro,
Não devemos nada a ninguém;
Devemos nos provar...e bem!
NĂŁo Ă© preciso justificar nada,
Entregamos fĂĄcil o ouro,
Não negamos nada a ninguém,
Todos percebem muito bem...
NĂŁo Ă© preciso esconder,
Dançamos no abismo;
NĂŁo recusamos o amanhecer
Dois orĂĄculos e um destino.
Vagueio peregrina na tua mente,
O teu corpo sente a ausĂȘncia
- unicamente - do meu!...
E o meu escreve evitando
- lembrar - de que jĂĄ teve o seu!
Escrevo poesia - evitando -
Lembrar de que ela existe,
Como um gemido de fidelidade
- extrema - pela falta que me fazes;
Ainda escreverei versos muito melhores,
E bem mais plenos e audazes...
O meu poder vai além do teu querer
A minha fragrĂąncia envolveu o teu arfar;
O meu desejo ainda vai te endoidecer
A minh'alma sempre Ă© o teu [altar...
A minha luxĂșria virou o teu refĂșgio,
O meu anseio nĂŁo passou, ficou;
A paixĂŁo tornou-se inquebrantĂĄvel,
O nosso corpo Ă© um sĂł: [indissociĂĄvel].
O vento ergue o sublime uivo,
A chuva molha o teu [escudo,
O meu corpo em descuido manso
A vontade no peito desfez o [escuro.
A chama nĂŁo se apaga nunca,
O amor Ă© a luz do mundo,
A verdade traz o fio da [espada,
O arrepio que me traz e sempre me [mata.
A minha presença sempre serå [forte,
O verso mais lindo que fiz, nĂŁo rasguei;
A doçura de amor virou lei,
O amor trouxe vocĂȘ que me deu [sorte.
O poder de estar sempre contigo,
A cadĂȘncia que te alucina, poema de absinto,
O amor que se arrisca até no abismo,
A loucura que nĂŁo apaga nem da memĂłria.
Ouço o sussurro do rebojo,
Danço a mĂșsica do vento,
Assim distraio a tua falta,
NĂŁo perco a minh' alma.
Rabisco o meu caderno,
Escrevo o nosso enredo,
Respeito o valor do tempo
Resistindo a dor e o medo.
Nunca mais me distanciarei,
Rejeitarei os oceanos,
Sigo os teus passos ciganos,
Confesso, eu me apaixonei!
Como divindade, escrevo,
Nestas linhas nĂŁo me nego,
Para todas elas, eu me entrego,
O amor Ă© realmente cego...
Amo-te imensamente,
Confesso, és desconhecido,
... admito! Grito!
Viver livre de ti, eu nĂŁo consigo!
Vencendo os limites,
- eu me vejo em ti -
Rompendo convençÔes
- eu me vejo em ti -
Imaginando mais de mil fetiches.
Cantando os sonetos,
- eu escrevo por ti -
Colhendo as flores,
- eu vivencio por ti -
Cultivando mais de mil sabores.
Enamorando os poetas,
- descrevendo-te -
Encantando as sereias,
- embalando-te -
Ao som das conchas singelas.
Alçando o impossĂvel,
- relembrando-te -
Pedindo o teu perdĂŁo,
- surpreendendo-te -
Com o meu beijo cheio de paixĂŁo.
Afinal, eu sou tudo e nada,
Apenas aquilo que nĂŁo se espera
De uma dama e poetisa,
Um verso do avesso,
Brisa sem eira,
Aroma que enfeitiça,
Poesia sem livro,
Intimidade desconhecida
Que roubou o teu juĂzo.
Alonga o teu olhar para ver
A figueira aos pés da duna,
Os frutos tĂŁo ricos da alma
De um segredo que Ă© prece,
Eu pude colher os figos
Sob a Lua para fazer um doce,
E também para fazer sentido
- bendigo -
SĂł para ser exclusivamente tua.
Sempre fugimos do mundo,
Porque nos reconhecemos em tudo.
Sempre fugimos de gente,
Que nĂŁo ama, nĂŁo sorri e nĂŁo protesta.
O amor nĂŁo surgiu em vĂŁo,
Ele nasceu para iluminar a Terra.
Existe uma dolĂȘncia que nos une,
Nunca chegarĂĄ a se tornar escuridĂŁo,
ResistirĂĄ em nĂłs o mesmo Sol,
Que nascerĂĄ e que se dobrarĂĄ;
PersistirĂĄ como saliente brasa,
DeslizarĂĄ como mĂŁo que afaga,
Com o doce beijo que nĂŁo para,
SerĂĄ muito mais do que chama...,
E queimarĂĄ muito mais do que fogueira
Em noites de luar, e nĂŁo tente duvidar!
Amor sempre teremos de sobra!
Tu és como mar que leva o barco,
Assim Ă© a carĂȘncia que nos dobra;
Afirmativa Ă© a boca sedenta por ĂĄgua,
NĂłs chamaremos insistentemente - a toda hora,
Seremos uma luz que nĂŁo se apaga;
Um nĂł do destino que nĂŁo desata.
Existe um amor que o mundo enxerga,
Não hå ninguém que discorde,
E muito menos nos afronte,
Estamos prontos para a epopeia,
Que hĂĄ de fazer a histĂłria,
De duas almas severas;
TĂŁo doces quanto valentes,
Sementes lançadas ao vento,
Resistindo ao veneno,
Do cotidiano que Ă© quimera.
Amor: aprecie a cantiga do mar!
Observe como gingam as correntes,
Tenho que te confidenciar:
- Eu quero te mimar!
O quĂȘ pensam as gentes?
Que somos inconfidentes.
Eu sou a tua rosa solar,
Regada pela ĂĄgua do mar,
Poesia e repente de amar.
Dissolvida pela encruzilhada
Causada por uma decisĂŁo,
Esquecida pelo afastamento
Da tua presença fui lançada,
Cantante dos versos deste fado
Em companhia da solidĂŁo
Do luso-mineiro largo,
Derrotada pela autoridade
Que sĂł o tempo Ă© capaz de ter:
Eu jamais consigo te esquecer.
Entretida pela chuva e pelo sol,
Acompanhada sĂł pelo vento,
Arrependida por nĂŁo te ouvir,
Esperando-te a todo momento.
Entristecida pelo abandono
Que eu mesma me impûs,
NĂŁo ando enxergando nem a luz.
Sozinha por ter fugido do querer,
Sei que corro o risco de te perder.
Fantasio na surdina,
Revivo na alvorada,
Comemoro na aurora,
Estive ao teu lado,
Embalada pelo beijo,
[Selo] de outrora,
Universo de poesia,
Outrossim, sinfonia.
Prevejo na calada,
Rememoro a neblina,
Esparramada alfazema,
Sensualidade albatroz,
Provocação extrema,
Janela aberta audaz,
Terra de Geraes provada,
Por ti entreguei-me inteira,
Ainda te pertenço sem dilema.
Vento que assobia,
Que desassossega as folhas,
Vento que brinca,
Que desinibe a flores,
Vento que sacode,
Que do livro vira as pĂĄginas,
Vento que transporta,
Que leva o meu perfume,
Que faz com que ele penetre
Nas tuas frestas e bata na tua porta.
Sou o vento que balança
A tua janela, espera!
Quem espera sempre
- alcança -
Nunca se perca de nĂłs;
Entenda a nossa cumplicidade
Que vive de esperança
E de pé na Terra.
Tarde ensolarada Ă beira mar
E ritmada ao modo do vento,
No ir e vir do balanço do mar
Como o teu jeito manso,
A tua voz de suave encanto,
O teu riso aberto, sincero;
Trazendo a tua voz presente
Anunciando contente:
- a nossa reaproximação!
Os pĂĄssaros sĂŁo anjos inteiros
De plumas adornados,
Cantores da anunciação,
Saudando o tempo e a distĂąncia;
Pela incapacidade de desfazerem
Uma verdadeira paixĂŁo.
Os divinos cantores
De asas abertas,
SĂŁo ainda mais lindos
Anunciando a liberdade,
Que sĂł o amor pode trazer
A verdadeira salvação.
Os sentimentos nĂŁo se dissociam,
Amor e paixĂŁo tem uma fĂłrmula
- secreta -
A nĂłs foi nos dada Ă missĂŁo:
De sermos boticårios da anunciação
De uma mĂstica que Deus secreta.
Toco as estrelas com os dedos,
Abre as portas da tua alma!
Traz para mim os teus beijos,
Ventos de um forte pressĂĄgio!
Nasci para ser amor irreversĂvel,
Tornei-me a primavera dos desejos.
Tateio entre os giros do Universo,
O destino fez do meu coração
- um verso disperso
Escrito para ser inesquecĂvel
De uma doçura de derreter o inverno.
Teço um caminho de fina seda,
A minha loucura por vocĂȘ nĂŁo Ă© lenda,
Talvez a minha suavidade surpreenda,
Dançarei na Lua para que não se esqueça.
Toma-me pela mĂŁo, e escreva!
Virarei poesia, e até mesmo odalisca;
Tenho coragem até de ser ousadia,
Fazendo que por mim vocĂȘ persista.
Te adorarei sempre por inteiro,
De janeiro a janeiro,
Do jeito do poetinha,
Tenho a marca de todas a revoluçÔes,
E o perfume das mil tentaçÔes.
Tudo em ti virĂĄs em mim,
Sou cantiga que te nina,
Sonata que lhe rouba o chĂŁo,
Sou a magia do amor que invadiu
A tua alma, a tua mente e o teu coração.
Toco as orquĂdeas do nosso jardim,
Respiro nelas os teus aromas
Doces da tua flutuação,
- EstĂĄs em todo o lugar! -
Tranquilidade um dia a gente terĂĄ,
Um dia a gente irĂĄ se reencontrar.
Conhece a chama ardente
Do meu corpo sob o teu,
Arranco o teu chĂŁo e o teu sono;
Com o meu bem servir ao Dono,
O teu caminho também é meu.
Amanhece comigo no [riso,
Entardece comigo no teu colo,
Anoitece com o meu [cio;
Eu te arrepio, sem frio,
Eis o nosso verĂŁo: eu anuncio!
Esquece este mundo vazio,
Presenteie-se com o luxo de abandonar
- tudo -
Em nome do melhor do prazer;
NĂŁo temos nada a perder!
Vamos nos deliciar,
E celebrar sobejamente:
- SĂł eu e vocĂȘ! -
A minha imagem Ă© viva
Ela jamais descansa,
A minha imagem Ă© de carne
Ela jamais te cansa,
A minha imagem ferve
Ela nĂŁo te dĂĄ descanso;
A minha imagem verte
Em cada um dos teus poros.
A minha imagem é presença,
Que traz consigo a sentença,
De prestar-lhe obediĂȘncia,
Ă mais do que isso:
Ă emprestar a minha indecĂȘncia
Fugidia de qualquer coerĂȘncia,
Entortando-lhe até os ossos.
A minha imagem Ă© malemolĂȘncia
Feita de vidro quando estou longe,
E feita de papel quando estou perto;
Na tua mĂŁo sou pĂĄgina de livro,
Que se dobra, mas nĂŁo se vira,
Sou o teu caso sério, admito.
Como pĂĄginas que nĂŁo se viram,
Escrevendo inequivocamente
Juntos uma nova histĂłria no Universo.
A chama se [revela
Como noite acesa,
Ă brasa inconsumĂvel
Da tal ardente estrela,
Que ilumina e [celebra
A vontade que nos cerca.
A chama se [destaca
Como palavra fina,
Ă incenso perfumado
Da divindade incrĂvel,
Lira de apaixonado,
Feito nĂł que nĂŁo [desata.
Valsa em nĂłs o Universo,
O meu Ăntimo te pertence,
Talvez ainda estĂĄs [perdido,
A saudade Ă© nossa - sempre;
De estarmos na mesma corrente
Nadando somos o curso do rio,
Da poesia inequĂvoca sou o verso:
Dolente, apaixonado e [atrevido.
Ă questĂŁo fora de [tempo,
Sempre em todos os tempos,
Todos musicais ou [nĂŁo;
Ambos pagĂŁos ou divinos,
TĂŁo satĂąnicos ou bĂblicos.
A chama [ardentemente
Em tempo hĂĄ de contar,
Que nunca [deixou
De por ti se apaixonar;
Vontade que nĂŁo vai passar.
à questão além do [tempo,
Sempre e em todo o lugar,
Quando paro para [pensar:
Bate o sentimento, o tal penar!
Essa distĂąncia irĂĄ acabar.
A cada gota perfumada
Fundem-se os aromas
Cålidos em plena erupção,
A cada toque de paixĂŁo
Tocam-se as melodias
Refugiadas no BalneĂĄrio,
A cada tom de emoção,
Assim trazes-me pela mĂŁo:
Ofereceste-me o teu corpo,
Fisguei o teu [coração]...
A cada balanço das ondas
Chegam os beijos das sereias,
Tilintando viram conchas
Porque nĂłs somos divinos;
Filhos do imprevisĂvel,
Somos dia sol e tempestade,
No Universo estamos escritos,
Sabemos o que queremos:
- Estamos famintos.
A cada asa aberta na Terra,
Somos a tal liberdade,
Nascemos para o amor,
Sublime, intenso e eterno;
Este Ă© o nosso segredo,
Do jeito que me trazes
- pelos cabelos -
A cada arco-Ăris dos instantes
Reinventamos os desejos...
VocĂȘ previu a minha solidĂŁo,
Sou flor solar perdida na duna,
Em busca do teu lindo coração.
NĂŁo te acho porque livre nĂŁo estĂĄs,
EstĂĄs confinado numa prisĂŁo,
Decepcionado com a minha decisĂŁo.
VocĂȘ previu a minha infelicidade,
Pela minha falta de coragem,
De não ter mergulhado de cabeça
Nos braços do amor, nossa eternidade.
VocĂȘ no fundo me conhecia
Melhor do que eu mesma;
Que na verdade, sempre fui poesia.
NĂŁo te encontro, porque me perdi,
Estou confinada nas letras,
E aprisionada na minha ideologia
- demagogia -
Eu deveria ter feito tantas coisas,
Mas nĂŁo fiz, descumpri e me prendi.
Eu sou o caso mais complicado,
Que vi nesta vida,
Sou a 'tal mosca na sopa',
O 'dedo na ferida',
Sou ferida que nĂŁo sara,
Dor que nĂŁo para,
Ferida que nĂŁo cicatriza,
Poesia que anarquiza,
Chave que liberta,
Loucura sem cura,
Amor que nĂŁo passa,
Fera que reage mesmo ferida,
Um dia farei-me libertada,
Para de vez libertĂĄ-lo;
E resguardados do mundo,
Recuperarmos o nosso projeto
De viver de amor a cada segundo.
MĂŁe Aparecida,
Materna poesia,
Minha Senhora,
CastĂssima Rosa,
Padroeira do Brasil,
Com o seu manto azul anil,
Zelai por nĂłs,
Que o tempo nĂŁo seja algoz,
Por nossas fronteiras,
Do nosso povo não te esqueças,
Por nossas ĂĄguas,
Pelo verde das matas,
Por nossos ares,
Proteja os nossos lares,
A tua presença,
Vai muito além dos altares,
Ela estĂĄ em todos os lugares.
Os grĂŁos das areias formam:
O nosso castelo sobre a duna.
Os ventos do Norte roçam:
O rastro da Lua marfim.
A pele que o Sol aqueceu:
O amor ela floresceu.
Como a tua mĂŁo carinhosa,
Surgida na primavera rosa,
Feita de poesia Ăntima e corajosa;
Porque amar Ă© ter coragem,
Ă viver a poesia da vida,
Iluminando tudo a toda hora...
As flores da duna me comovem,
Presas aos grĂŁos das areias,
Lindas tiaras das sereias,
Balançam as pétalas como harpas,
Desse meu amor vocĂȘ nĂŁo escapa,
E nem do meu verbo que te enlaça.
Sei de tudo um pouco:
- Sei estar entre elas.
Sei te esperar,
Sei te despertar,
Sei ser grĂŁo e duna,
Sei viver sĂł, e ser tua
Entre as flores amarelas.
Sei o quĂȘ fazer e como fazer,
Dosar na medida certa,
Para assim vocĂȘ nĂŁo me esquecer.
Sei e sempre sobre estar,
Com as correntes a meu favor,
VocĂȘ irĂĄ me ter no oceano de amar.
O vendaval formou nas areias
Um pequeno ciclone,
O vendaval levou até longe
Uma pequena semente,
A flor da duna adormecida
Que na livre altura oculta,
Uma ternura resoluta
Que embala toda uma vida.
O vendaval cantou no meu ouvido
Uma coisa que eu nĂŁo havia percebido:
Que até nos teus passos eu dou sentido.
O vendaval plantou na duna,
Ele fez a boa semeadura,
Eu hei de abrir-me florida,
Nas tuas mĂŁos carinhosas,
Por todo o amor que haverĂĄ nesta vida,
O vendaval trouxe-me da altura,
Para viver das venturas mais amorosas,
E depois fingir-me nos teus braços adormecida.
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