Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
NĂŁo hĂĄ como esquecer da vez
que eu tirei vocĂȘ para dançar.
NĂŁo era impossĂvel prever
que a gente iria se [cruzar.
O amor ainda vive no olhar
como composição essencial.
Nome ainda vivo no peito
como bailarina a [sapatear.
NĂŁo hĂĄ como resistir a vocĂȘ
que chegou de vez para ficar.
NĂŁo sei como serĂĄ adiante,
e o quĂȘ fazer para te [agradar.
O amor quando chega de vez
Ă© como o vento a refrescar
que acaricia a face
em plena noite de [luar].
As estaçÔes passaram lentamente,
Estou no vazio dos teus abraços,
Na plenitude das tuas mĂŁos,
As horas agem implacavelmente!...
As mĂșsicas presenteiam inteiramente,
Virei poesia reverente na canção,
Na altitude solar ardente,
Jurei virar um oåsis de sedução.
As aspiraçÔes mais sutis subscrevem:
- Estou no ĂĄpice de te pertencer
No ponto que a Lua e VĂȘnus convergem
As saborosas doçuras que hão de acontecer!...
As suratas e as femininas obediĂȘncias,
Bem aprendidas desde cedo,
Tenho alma saharaui;
Carrego liçÔes que não as esqueci,
Porque hei de amar-te e fazer-te ledo,
De um jeito que jamais vi!...
Como o barco que cruzou o [oceano
as asas da pomba bateram voo,
Como o tempo que nĂŁo volta atrĂĄs
as areias se foram pelos dedos,
Como o curso do açude [desviado
as flores do jardim brotaram,
Regadas pela força do destino traçado.
O corpo dele Ă© o meu cais,
Da boca desenhada sairĂŁo
Os mais eloquentes ais...
Das poçÔes coralinas carregadas
para Ă beirinha da Praia de Salinas,
Dos amores que ficaram para trĂĄs,
existe apenas um que hĂĄ tempos
- espero -
De um jeito que sĂł ele sabe que Ă© capaz.
O sorriso dele ao Sol
Ă o prĂłprio Sol
A enfeitar o arrebol...
A existĂȘncia dele Ă© celeste
criada para servir Ă Humanidade,
Desde que eu o conheci
nunca mais fui mulher,
mudei de endereço,
mudei até de nome:
- Hoje respondo apenas por saudade.
Eu sou movida Ă paixĂŁo,
nĂŁo temo caminhar ao sol.
Eu sou amante da vida,
te querer Ă© a minha religiĂŁo.
Em ti resiste a fogo brando,
- e a brasa mansa [recolhida
De uma paixĂŁo impensĂĄvel
Por minh'alma [feminina.
Eu sou aquela [criatura],
que se perfuma para te ter.
Eu sou aquela [ternura],
que vira de verso para te ter.
Do melhor de mim para ti
oferto-te o meu inalterĂĄvel:
o meu amor feito de poesia
Sublime, ardente e honorĂĄvel.
NĂŁo havia me dado conta:
que nasci com um belo
- par de asas -
Nunca desejei fugir de nada,
a nĂŁo ser em busca da paz
e de um destino que me valha;
Ir embora nĂŁo significa fugir,
Ă© seguir em frente - infrene,
Ă© saber o caminho a seguir;
em busca do que o covarde
nĂŁo tem coragem, Ă© nĂŁo desistir!
NĂŁo havia me dado conta:
que nasci alma delicada
- e guerreira
Da mesma forma que eu brincava
por horas com a espada,
Sabia apreciar a minha bailarina
dançando na caixinha de mĂșsica
feita de ferro, com pérolas e prateada.
NĂŁo havia me dado conta:
Ainda hĂĄ quem agrida a minh'alma
feita de fogo e de fé,
Ainda hĂĄ quem duvide da minh'alma
feita de rosas e jasmins,
Cheia de surpresas para quem planta,
Surpreende durante a colheita
vou decorĂĄ-la com os mais belos jardins.
Mantenha a alma atenta:
Premedita, goza e silencia
Diante do mar de violeta.
Desarma a alma inquieta:
Procura o Ano Novo
Brinde-o com bom gosto.
Suspenda a Ăąnsia intensa:
Entrega, sorria e repouse
Somos feitos de poesia.
Liberta o prisioneiro:
Procura a liberdade
Celebre a vida em verdade.
Proponha a vontade tua:
Desafia, ritualize e vivencia
Diante da minha letra nua.
Enfeite com o quĂȘ mais fulgura,
Eterniza com a tua doçura,
Inscreva-me no teu peito ternura.
Estou em todo o lugar
Nasci de um mistério
Misturado ao teu paladar
Cresci no teu coração
Mergulhei no teu olhar
Escolhi um pavilhĂŁo
Aceno de um doce amor
SolitĂĄrio, e bem perdido
Resolvi resgatĂĄ-lo
Para desenhar o sorriso
Em versos bem protegido
- resguardĂĄ-lo -
Porque nĂŁo tive a coragem
De ainda por ele lutar
- e atentĂĄ-lo -
Sobre os meus sensuais 'versos'
VocĂȘ os aprecia como ninguĂ©m
E os interprete até como confissão
No giro das horas que passam
No baile de todos os formosos astros
Que nos brindam com demonstraçÔes:
De dois que nĂŁo resistem as distĂąncias;
E, nĂŁo temem o tamanho dos oceanos.
Estou até no teu respirar,
Quando vier, que venha liberto!
Que venha para libertar,
Para elevar os graus dos amplexos.
Quando vier, que venha desprendido!
Como quem busca um colo,
Para ver o tempo passar.
E também só para de amor conversar.
Estou por todos os teus passos,
Em todos os abraços - não dados,
Estou presente no teu desassossego
- visĂvel -
Por nĂŁo me ter lado a lado,
No fundo bem sabemos,
O que cada um pensa e deseja,
O amor do jeito que vier nĂŁo Ă© problema,
Todavia, o quĂȘ nos falta Ă© audĂĄcia,
Para beber desse escĂąndalo tĂŁo Ăntimo,
Que para muitos nĂŁo Ă© mais segredo,
Com as tuas mĂŁos no meu corpo,
Eu hei de escrever o mais belo enredo,
E as cenas de volĂșpia sem nenhum medo.
Ventos bons hĂŁo de te trazer!
VirĂŁo com o teu cheiro de liberdade,
Eu vou te dar, e te receber
De um jeito que irĂĄ te enlouquecer.
Todos os bons momentos hĂŁo de ser!
VirĂŁo com o nosso gozo abusado,
Eu vou transcrever em sonetos
De devassidĂŁo para nĂŁo esquecer.
Hostes angélicas nos uniram,
Viram que temos quĂmica:
- envolvimento
NĂŁo conseguimos ficar sequer longe
Um do outro, nĂŁo temos jeito;
Formamos um casal perfeito.
Na minha memĂłria parece loucura:
a tua presença inunda,
A tua imagem fulgura vibrante
De uma forma alucinante,
Ă madrugada, estamos presentes:
De corpos, coraçÔes e mentes
Nunca me deparei com ninguém
De natureza tĂŁo envolvente e profunda,
Que me fez reler o Kama Sutra
Para te seduzir com toda a doçura...
Vibram como cordas,
Saltam no trapézio,
Desconhecem o perigo,
Dançam no abismo.
Enfeitam como conchas,
Cantam ao pé do ouvido,
Balançam como ondas,
Descansam no teu colo,
Procuram por vocĂȘ,
Abrandam as inquietudes
- plantadas na terra -
Fazem vocĂȘ flutuar
Navegando além da esfera.
Soneto que configura canto,
Sublime escĂąndalo de ser,
Sua ave mansa de bendizer:
- Versos de esperança
Como num lindo amanhecer.
Cantam as cordas do galo,
Surgem os incensos,
Cantam as cordas das aves,
SaĂșdam as esperanças,
Cantam todos os mares:
Glorificando os versos
Doidivanos deste estalo.
Trazes o signo da vida,
- o balanço do mar
Trazes o melhor de ti,
sabendo que estou aqui
Sempre a te esperar...
Onde vocĂȘ estĂĄ? NĂŁo sei.
Talvez Ă© preciso esperar?
Melhor se distanciar,
como quem procura conchas
Na beirinha do mar...
Trazes o soneto amante,
- a tatuagem indiscreta
Trazes a vontade secreta,
- envolvente e furtiva -
Determinada além do instante.
NĂŁo vou insistir,
Vou deixar fluir - seguir,
Escrever, dançar e pintar
- a nossa histĂłria -
Deixando ela livre para seguir.
Porque de mim tens o canto
E a pertença extrema,
De me amar em liberdade
- intensa -
Com toda a potĂȘncia.
AlĂ©m disso, tens a consciĂȘncia:
De que toda a volĂșpia
E a sincera luxĂșria
SĂŁo capazes de me mover
Além do anoitecer...
Na dança das horas confirma-se:
O calendårio mostrou a sua força.
A paixĂŁo findou com o tempo,
O destino varreu-me com o vento.
O teu telefonema vale este poema,
Para dizer que nunca tive vocação
De "Carolina na janela" que por noites,
E, que por causa da tua indiferença:
Aguardei, aguardei com paciĂȘncia
O baile da rosa e do beija-flor,
Eu vestida de fino perfume,
Poderia ter florescido o amor.
Eu fui reduzida ao teu caleidoscĂłpio
Repleto de egoĂsmo, e talvez atĂ© de cinismo
Com a minha boa fĂ© de moça vocĂȘ brincou.
Doravante, mais amadurecida
NĂŁo me farei de convencida,
Por causa da tua aproximação,
Destarte o que fazes da tua cor
De cravo e canela - morena,
Que vale muito mais de um poema,
Não vai virar mais a minha cabeça,
E nunca mais hå de me fazer cair em tentação!
Eu sou dona do meu prĂłprio destino,
VocĂȘ nĂŁo Ă© mais um menino,
NĂŁo darei-te o meu tempo e o meu ouvido.
Porque eu encontrarei o Astro Rei
Que me trate com fino gaĂșdio,
Porque eu encontrarei o poeta
Que talvez nĂŁo me escreva,
Mas que me invada com poesia.
Trazendo afeto e novo sentido a minha vida,
Coroando a minha madrugada de estrelas,
E vestindo-me de mil cometas e rendas
Com o fino afeto que as conchas sĂŁo carregadas
Pelo mar do oceano de amar;
Entenda, quem nĂŁo me fez feliz na juventude
Jamais me farĂĄ feliz na maturidade.
Os teus olhos nĂŁo podem me ver,
Eu te busco nos versos faceiros,
SĂł para vocĂȘ nĂŁo me esquecer.
O teu coração vive a denunciar:
Eu, dona de um corpo - altar
A tua devoção vive a estampar
- o desejo atrevido -
De um caso pensado a florescer.
Os teus lĂĄbios nĂŁo vĂŁo revelar,
Eu te anseio nos versos cĂșmplices,
SĂł para nos bem resguardar:
De todo o despeito e de todo o Mal
A minha imagem de ti nĂŁo vai apagar,
Eu sou a melhor a parte de vocĂȘ:
Redescobriste o amor
Por vĂĄrias vezes tentei duvidar...
Eu conto a histĂłria que eu quiser,
A cor dos teus olhos nĂŁo vou revelar.
Eles podem ter a cor das flores roxas
- iluminadas -
Pelo Sol da tarde,
Ou a cor do nosso segredo,
Ou do nosso grande enredo
Que vive como uma harpa a tocar....
Ser amada sem rodeios
E sem cerimĂŽnias,
Bastar-te com meneios
Bem sem vergonhas;
Amar-te sem anseios
E sem pressas,
Ser amada em segredo,
E com rituais:
Para a gente se querer
- sempre -
E a cada dia mais e mais...
Ser amada por vocĂȘ
E sem preocupação,
Bastar-te com doçuras
Bem sensualizadas;
Amar-te sem censuras
E sem apegos,
Ser amada em plenitude,
E com louvor:
Para a gente nĂŁo se esquecer
- sempre -
Como Ă© bom fazer amor.
Cai a noite serpentina,
Enfeitada de estrelas,
Sai vestida de brumas,
Bacante sideral,
Vestiu-me com rendas,
- invisĂveis
Protegeu-me com plumas,
- incrĂveis
Mas nĂŁo aos seus olhos
- exigentes -
Capazes de identificar
Que somos indivisĂveis - salientes.
Cai solene a chuva fina,
Escrevo como quem furta
As flores das casas alheias,
- apoiadas nas cercas
Pulando todos os muros,
Escrevo para roubar coraçÔes.
Tenho orgulho deste par de olhos,
Que glorificam as alturas,
Desabrochando todas as ternuras
à procura de mais de mil revoluçÔes!
Sai infrene a letra delfina,
Escrevendo como quem reza
Pelos poetas perseguidos,
Pelos que foram exilados
Pela eliminação sutil;
Para que jamais se finde a primavera.
Tenho loucura pelo teu perfume,
Que brindou o meu caminho,
Dissipando as minhas trevas,
Por vocĂȘ sou ĂĄgua, fogo, ar e terra.
Ai, perene desatino!
Escrevo como quem espera
Os teus beijos de ouro
As flores se abrem como orĂĄculos,
Ainda o céu hå de testemunhar:
O mais luminoso de todos os espetĂĄculos.
Sem me importar com a correção:
Caà em completa perdição
Sob o teu incorreto e erĂłtico
- domĂnio -
Estou guardada no teu coração,
Rendi-me Ă s tuas armadilhas sensuais,
De dentro de mim vocĂȘ nunca mais sai,
Deixei-te nos braços do tempo,
NĂŁo fazes conta de quanta falta vocĂȘ faz.
Sem se importar com a opiniĂŁo:
Tu me buscas em nome da paixĂŁo
Sob os aromas indutores da doçura
- mĂstica -
Com as cores do Sol e da Lua,
Vesti-me de estrelas para ser toda tua
- odalisca -
Dançando até o raiar do dia,
Encantarei-te como o fogo da fuga.
Resguardo para ti no final de tudo,
E até mesmo no final de um dia comum:
O beijo mais doce de todo o mundo,
Descanse, meu bem
- Tranquilize-se
A força do destino vivifica:
Algo que a alma nĂŁo decifra
A coisa boa que vocĂȘ me faz
SĂł sei que sem o teu amor nĂŁo vivo mais.
Chegou mansa a 'noitinha',
ela pronta a se assanhar:
Fez com que eu imaginasse
dormindo de ladinho
bem abraçada contigo.
NĂłs dois de 'conchinha',
como 'a onda no mar',
vestidos de estrelas e luar.
Noite toda mansinha
cheirosa nas nossas relvas...
Teu corpo Ă© lugar de ficar,
mesmo estando de costas:
eu sei do que tu gostas!
Sinto teu peito a ribombar...
Esbanja a vontade indelével,
Supera a vergonha engolida,
Busca a verdade lasciva,
Enfrenta a opiniĂŁo alheia,
Abraça com ùnimo rebel,
Revela este amor incrĂvel!
Suaviza como o vento,
Acaricia como a neblina,
Balança como o mar,
Carrega como o barco,
Providencia como a duna
Esbanja como a Lua.
Acolhe como as areias,
Estoura como a espuma,
Invade como a onda,
Floresce como as flores,
Recolhe-me feito concha,
Colore como o Sol e suas cores.
Esbanja-me quando fores meu,
Usufrui-me por inteira,
Toma-me por tua,
Encanta-me como presa,
Devora-me sem gentileza,
O destino me trouxe como prometeu.
Um castelo de bons ais,
TĂŁo doce de [gemidos,
Doces acordes sonoros,
Agradando os [ouvidos.
InvasĂŁo e terno afago,
Maciez do meu agrado,
Enfeitando os sonhos,
E agradando os olhos...
Voltas sempre para mim,
Porque só eu faço assim,
Amas o meu par de [pernas,
CarĂcias tu nĂŁo me [negas.
A poesia Ă© travessa...,
Sensualmente nĂŁo mente,
Para te amar imensamente,
E te agradar eternamente...
Convencida dos teus [desejos,
Ultrajando todos os [medos,
Agarrando-me Ă s tuas [manias;
Escancaro-me Ă s tuas [alegrias.
NĂŁo sei o quĂȘ fazer com vocĂȘ,
E nem com a lembrança doce;
Que me fez gostar sem querer
Do olhar que me fez endoidecer.
Tua serei sempre que quiser,
E do jeito que ordenar...,
NĂŁo hĂĄ nem como negar
Sob o domĂnio do teu olhar,
NĂŁo hĂĄ como nĂŁo esquecer
Do manso bem-me-quer
Vindo de um beijo estelar
- Primeiro e derradeiro -
Que fez o meu corpo te querer
- inteiro -
Sendo eu poesia Ășltima,
Juro-te como o meu amor
- verdadeiro -
Guardado estĂĄs no meu peito.
NĂŁo sei o quĂȘ fazer com amor,
E nem com todo este encanto...
Quando nĂŁo Ă© verso, ele Ă© pranto
Ă melhor eu fixar no meu canto.
Jura que irĂĄ voltar para mim!
NĂŁo encontro melhor fim,
Por isso resolvi me recolher
Para eternizar em versos
- tudo -
O que o coração não consegue
- apagar -
E o que o meu corpo espera
- se alimentar -
Do universo feito de vocĂȘ
E deste amor que nĂŁo consigo
- esquecer -
Porque nascermos para nos repletar.
NĂŁo sei o quĂȘ fazer com o tempo,
E nem com a distĂąncia...
Que os meus versos sejam o breviĂĄrio,
E a saudade de mim se torne estĂąncia.
Dançam os plåtanos ao vento,
Jubilosos de tanta gratidĂŁo,
SaĂșdam os mansos parreirais,
A saudade Ă© o sentimento
Dono de um tempo que nĂŁo volta mais;
Sublimes os leques das araucĂĄrias
Abertos em celebração,
Bondoso o Vale dos Vinhedos
Repleto de belezas sobrenaturais.
A vida acontece plena,
- fortificada
A mata cor de menta,
- perfumada
Sob a proteção da grandeza
De um céu feito de turquesa,
Protetor de mĂŁos trigais,
Povo feito de batalhas,
Gente que nĂŁo se rende jamais!
Encantam com sabores,
Persistentes na labuta,
Gente gaĂșcha e resoluta
Que nĂŁo perde sequer uma luta!
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